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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Temer é esquecido em programa do G20



 Temer mudou de ideia novamente nesta semana e decidiu viajar para Hamburgo, na Alemanha, para participar da reunião do G20 nos dias 7 e 8 de julho. Ficou de fora, contudo, do programa de imprensa da cúpula, que lista presidentes como o argentino Mauricio Macri e o russo Vladimir Putin ao lado do ministro brasileiro Henrique Meirelles, conforme relata a Folha.

Além do Brasil, a Arábia Saudita também foi representada na lista por um ministro, Ibrahim Abdulaziz al-Assaf, que substitui o rei Salman.

No dia 28 de junho, o Planalto havia confirmado que o mandatário não iria mais para a reunião com os líderes das 20 maiores economias do mundo. O motivo do cancelamento não foi informado. Diário Oficial da União (DOU) publicado na segunda-feira (3) publicou que, além de Temer, iriam para a Alemanha o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e assessores.

O grupo G20 é composto por África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia - além da União Europeia.

Só para recordar

Há oito anos o então presidente Lula era saudado por seu colega Barack Obama, na reunião dos líderes das vinte maiores economias do planeta, o G20, em Londres, como "o cara".

James Green, historiador, diretor da Brazil Initiative da Universidade de Brown Para Green, um dos mais reconhecidos brasilianistas na academia americana e duro crítico do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que considera um golpe de Estado, o Brasil chega menor ao G20 muito mais por conta da crise política interna do país do que pela crise econômica. "O governo que chega a Hamburgo é identificado com a corrupção e a falta de legitimidade política e representação popular, e isso é claramente percebido pelas lideranças mundiais. 

Por isso mesmo, é impossível que Temer tenha qualquer importância internacional." O historiador diz que o trabalho de projeção internacional, incrementado durante o governo Lula (2003-2010), da imagem do país-continente, com economia diversificada e liderança regional natural e forte, com a defesa de uma atuação independente do Itamaraty, tinha como alicerce o enorme apoio popular dado ao "cara". Agora o cenário é o oposto, ele acredita, com uma agenda internacional tímida e um chefe de Executivo com reprovação recorde. "Temer não tem as qualidades necessárias para promover o Brasil no exterior.

 Acredito que ele será marginalizado em Hamburgo. E paira a dúvida, para além de questões graves como a legitimidade e as acusações de corrupção, a dúvida na cabeça de todos: qual a real duração do mandato de Temer? Até quando ele fica?" Green diz que a política externa não é o forte do governo Temer, e aponta a nomeação do senador José Serra (PSDB) como chanceler de seu governo (depois substituído pelo também senador paulista tucano Aloysio Nunes) um dos muitos equívocos da presidência do peemedebista: "Serra foi muito fraco e viu o Itamaraty como um trampolim para eventuais saltos políticos no futuro, mas não deu certo. 

A política externa do governo Temer carece de energia. É um momento complicado para o Brasil ir ao G20, já que a imagem que vem de Brasília é a falta de rumo. Não será desta vez, em Hamburgo, que o papel importante do Brasil como um dos principais representantes dos chamados países emergentes será restabelecido."

1 Comentários:

José Carlos Lima disse...

O Brasil nas maos do PFL sucedâneo do PDS e ARENA: é isso o que significa Rodrigo Maia entronizado pelos donos do golpe, se bem que, em termos de ilegitimidade e fortalecimento da maquina da corrupcao e destruicao dos nossos direitos, tanto faz Temer como Rodrigo Maia ou outro laranja da Globo que se apresente: o que interessa aos donos do golpe ė a manutençao do regime golpista a serviço do mercado e acesso ao povo transformado em Senzala.

Ja que o filme A Lei é Para Todos Menos Para Tucanos ja foi produzido, os donos do golpe enterraram a Lava Jato quando a PF bateu lhes à porta...so falta o grand finale sonhado pela Globo, a prisao de Lula Voz do Brasil Voz do Povo. Ė o que ocorrerá com demais lideres de esquerda no Cone Sul onde, nas palavras do jurista Zafaronni, estudioso do lawfare, ocorre a Operaçao Condor Judicial.

Sem grana a PF fica em casa como nos velhos tempis de FHC e com salarios sendo corroidos e sem reposicao...e no que deu a Senzala achar que tinha livre acesso a Casa Grande: foram feitos de capitães do mato sem saber.

Esse pais mal sai de um golpe ja cai noutro....nem dá tempo de cuidar dos cadaveres insepultos do ultimo golpe, ja vem outro....e parte da populaçao faz papel de capităo do mato quando levam ao poder figuras como Doria qual esses carregaram o pato da FIESP que financiou os golpes de 64 e 2016...os 300 anos de regime escravista e seculos de colonialismo, herança contra a qual pairam sobre nossas cabeças como herança maldita a ser superada e essa superaçao não se darå pela politica de conciliaçao de classes, pois a classe dominante, corrupta, avessa ă democracia e golpista, já provou que nāo quer este caminho, aliás, quando a situaçao torna se insuportavel faz de conta que quer a conciliaçao para, logo depois, dar o golpe. Perus denuncia e mostra o que é um golpe, sendo prova viva de um tempo que periga voltar: por isso Perus corre risco de virar pó...

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