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terça-feira, 18 de abril de 2017

Marta Suplicy fez discurso sobre ética mas levou mais de R$ 1 milhão do departamento de propinas da Odebrecht.




Quando Marta Suplicy (PMDB-SP), saiu do PT em 2015, atirou para todos os lados, fez discurso de ética, moral e “bons costumes” e  se disse   constrangida com o “protagonismo” do PT em corrupção.Horas após o anúncio de desfiliação PT, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, disse que Marta seria candidata à Prefeitura de São Paulo pelo partido, que faria uma fusão com o PPS. Marta disse na imprensa que iria assinar a ficha de filiação no mes seguinte, “Estou entrando (no PSB) de uma forma muito diferente da que eu entrei  no PT”, disse ela.

O  PSB também está envolvido no escândalo investigado pela Operação Lava Jato – o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa afirma que o partido foi destinatário de R$ 20 milhões em propinas desviadas de contratos da Petrobras. Questionada sobre o tema, Marta desconversou e não citou as suspeitas de corrupção que pesam sobre o PSB e assinou ficha de filiação com o PMDB, que tem 14 políticos investigados ou citados na Lava Jato. Agora descobre-se que o discurso sobre ética da Marta, não passou de discurso

Nessa semana, dois ex-executivos da Odebrecht disseram, em acordo de delação premiada, que a empreiteira fez repasses de mais de R$ 1 milhão para a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) durante as campanhas eleitorais dela à prefeitura de São Paulo e ao Senado. Parte dos pagamentos foi negociada num encontro no apartamento da senadora, nos Jardins, em São Paulo. Pelo menos um dos pagamentos teve origem no Setor de Operações Estruturadas, o departamento de propinas da Odebrecht.

As informações constam do pedido de abertura de inquérito formulado pelo procurador-geral Rodrigo Janot contra a senadora. Os repasses teriam sido acertados pelos ex-executivos da Odebrecht Carlos Armando Paschoal e Benedicto Júnior. Paschoal conta que, em 2010, foi chamado para uma reunião no apartamento de Marta e do então marido dela Márcio Toledo. "Na ocasião, Márcio Toledo solicitou doação de recursos para a campanha de Marta Suplicy ao Senado Federal de São Paulo", segundo Paschoal.

No momento seguinte, Paschol tratou do pedido com o colega Benedicto Júnior e, a partir daí, ficou acerto que a candidata receberia R$ 500 mil. Era o mesmo valor que seria repassado ao senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). O marido da candidata não gostou. Ele queria uma cifra maior. "Márcio Toledo queixou-se do valor, dizendo que era uma desconsideração, já que marta seria uma pessoa importante", sustentam os delatores. Os ex-executivos ignoraram a reclamação e fizeram o pagamento na quantia estipulada inicialmente.

No sistema do Setor de Operações Estruturadas estão registrados repasses de R$ 100 mil em julho, de R$ 200 mil em agosto e de mais R$ 200 mil em setembro, todos em 2010. A entrega do dinheiro em espécie teria ocorrido em hotéis de Moema, Itaim e Jardins com a ajuda de doleiros e outros intermediários. A senadora aparece nas planilhas dos repasses com o codinome "Belo Horizonte". 

Os delatores também disse que, em 2008, doaram R$ 550 mil para a campanha de Marta à prefeitura de São Paulo. Depois de fazer uma análise preliminar do caso, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, devolveu o pedido a Janot. Antes de decidir se autoriza ou não o início das investigações, Fachin quer saber se o procurador-geral considera necessário levar a apuração adiante. Isto porque, pela datas dos fatos e da idade da senadora, os supostos crimes já estariam prescritos.

Marta vai trocar de partido com o mesmo discurso que usou contra o PT?

1 Comentários:

Mary Silva disse...

Tem muito moralista sem moral viu!

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