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domingo, 6 de novembro de 2016

Fernanda Takai diz que críticas por apoio a Dilma não a farão se acovardar


 "É o pior segundo turno que a gente já teve", diz ela sobre a disputa entre João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS). O último se elegeu prefeito de Belo Horizonte. "É um pessoal retrógrado, que não representa a gente não", afirma. No primeiro turno ela não votou. "Estava no Japão. Deu vontade de ficar por lá", diz.

A turnê no país asiático começou pouco tempo depois de Takai enfrentar, pela primeira vez, uma avalanche de agressividade na internet ao visitar a ex-presidente Dilma Rousseff durante o julgamento do impeachment. O encontro foi o primeiro tête-à-tête da cantora com Dilma, apesar da admiração mútua de longa data e de Takai ter cantado na posse de Dilma, em 2011.

"Nunca conseguíamos nos encontrar. Aí fui levar uma demonstração de afeto nesse momento em que todos a estavam crucificando. Todo mundo sabe que eu não sou PT, mas eu sou Dilma. Não sou Lula, mas sou Dilma. Acredito que ela é uma pessoa idônea, uma mulher muito digna e que esse processo não foi democrático."

Takai conheceu na visita o labrador Nego, cachorro de Dilma que precisou ser sacrificado por estar muito doente. "Ele não estava nem se levantando, estava muito prostrado", diz. "Ela me abraçou bastante, me mostrou os jardins do Alvorada, estava muito segura."

"Nunca sofri [ataques] por nenhum outro assunto", diz a vocalista. "Mas a gente tem que seguir o que acredita. Não posso ficar fazendo pesquisa de opinião antes de fazer as coisas. O mais espantoso é algumas pessoas acharem que não tenho o direito de me posicionar. Disseram que não vão mais me ouvir, não gostam mais de mim. Tenho 25 anos de carreira. Você vai jogar tudo isso no lixo?"

"Parece o pessoal em 1965 queimando disco dos Beatles porque o John Lennon disse que era mais famoso que Jesus", diz Takai, que afirma achar pouco inteligente alguém destruir tudo o que pensa sobre o outro por conta de uma opinião. "Tenho amigos que pensam muito diferente de mim, não é um problema. Mesmo na banda a gente não tem unanimidade de posição política", afirma.

John Ulhoa, seu marido há 20 anos, pai de sua filha Nina e colega do Pato Fu, a apoia, mas fica preocupado. Já a mãe da cantora preferiria que ela não expusesse tanto. "Ela fica temerosa. Porque tá cheio de louco por aí, cheio de extremista", diz Takai.

"Essa agressividade toda é uma forma de fazer a gente se acovardar. Sei que o que faço nas atividades artísticas não vai necessariamente gerar um interesse pela minha opinião, mas preciso ter um posicionamento porque senão eu não ia ficar bem comigo." Da coluna de Monica Bergamo

1 Comentários:

Virgínia Vigário disse...

Liberdade de expressão é direito constitucional. Parabéns Fernanda Takai. Também acredito na integridade e honestidade da Dilma. Os ratos tomaram o poder. Mas não permanecerão lá por muito tempo. As máscaras caem e as pessoas de bem deste país não esmorecerão.

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