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domingo, 11 de setembro de 2016

Golpe no trabalhador: as mentiras do MBL de Kim para acabar com seus direitos.

Vi, através do Tijolaço, a guerra suja de mentiras produzida pelo tal MBL (Movimento Brasil Livre, que tem como garoto propaganda Kim Kataguiri) a serviço dos banqueiros e da FIESP contra o povo.

O problema vai muito além de discordância ideológica, porque aquilo que eles estão espalhando é mentira do começo ao fim, coisa de canalha e cafajeste.

É estelionato canalha dizer que a CLT toma 46% do seu salário.

Mas é tão cafajeste e primária a mentira, que é fácil desmascarar:

1a. MENTIRA: Sem o 13o. salário seu salário seria uns 8% maior?

Não. O MBL faz uma pegadinha de trocar seis por meia dúzia. Divide o 13o. por 12 meses, o que dá cerca 8,33%.

É como se seu patrão pagasse em 12 prestações o mesmo 13o. que já paga. Seu ganho salarial seria ZERO. Você não tem aumento nenhum na renda anual. Aliás teria uma perda, pois o MBL sugere arredondar para 8%, com o patrão embolsando os 0,33% todo mês para ele, como se fosse juros cobrado sobre o adiantamento do salário.

Aliás a intenção de enganar é tão grande que nem precisaria mexer na CLT. Experimente perguntar ao seu patrão se ele topa te dar um vale antecipado todo mês de 8% do seu salário e descontar em dezembro?

2a. MENTIRA: Sem o FGTS você ganharia 8% a mais?

Outra mentira. O FGTS não é "tomado do trabalhador pela CLT" e nem vai para "o governo". O FGTS é também RENDIMENTO DO TRABALHADOR na forma de uma poupança e isento de imposto de renda. Todo o saldo depositado no FGTS é capitalizado com juros e no final vai para o bolso do trabalhador, seja em caso de desemprego, seja quando aposenta, seja para compra da casa própria, em casos de doenças graves, em caso de falecimento vai para os herdeiros, etc.

Se o MBL não fosse trambiqueiro poderia até travar uma discussão honesta se o trabalhador preferiria receber o FGTS todo mês em vez de ter essa poupança para os momentos de dificuldade, ou debater as atuais regras de capitalização sobre o saldo depositado (levando em conta as consequências nos programas sociais como o "Minha Casa, Minha Vida"), mas jamais pode-se dizer que "a CLT toma esse dinheiro do trabalhador".

De novo, o caso é semelhante a trocar seis por meia dúzia na renda e no patrimônio do trabalhador. Mas tem outra pegadinha aí que o MBL esconde, para o patrão ter um ganho de 40% em cima de você na hora de demitir:

Sem o FGTS, acaba a indenização de 40% sobre o saldo do FGTS que o patrão tem que pagar quando demite sem justa causa.

3a. MENTIRA: Sem o INSS seu salário seria 30% maior?

Essa nem pegadinha é, pois trata-se de missão impossível mesmo. Para isso acontecer teria simplesmente que extinguir TODAS as aposentadorias e pensões existentes hoje e futuras para sempre, pois não haveria mais fonte nenhuma de recursos para paga-las.

Teria de expedir o seguinte decreto: 

1) a partir de hoje TODAS as aposentadorias e pensões, sem exceção, não só do INSS mas também do funcionalismo público, incluindo de juízes, militares, policiais, procuradores e suas respectivas viúvas ou dependentes serão ZERO Reais no seu contracheque para sempre. Ninguém vai receber mais aposentadoria nenhuma. 
Inciso I - Morram os insatisfeitos. Dirijam-se diretamente ao cemitério para reclamações.

2) Todos os que ainda estão na ativa e contribuíram para o INSS ou no serviço público perdem tudo o que recolheram até hoje, e quando tiverem idade ou tempo para se aposentarem também receberão ZERO Reais em seu contracheque. 
Inciso I - Danem-se e trabalhem até morrer, enquanto conseguirem emprego e tiverem forças.
Inciso II - Os insatisfeitos dirijam-se ao Itaú e comprem um plano de aposentadoria privado que custará o dobro do que hoje é recolhido ao INSS e, quando se aposentarem, receberá a metade do que paga o INSS hoje (não é brincadeira, no Chile aconteceu coisa semelhante, e aqui mesmo no Brasil vejam o preço dos planos de saúde privados, principalmente para quem não é mais jovem). 

Tirando o Itaú, o Ilan Goldfajin e Henrique Meirelles, o Aécio, o Alckmin, o Serra, o Cunha e o Temer, quem topa acompanhar a "genialidade" do Kim Kataguiri nessa?

Nem precisa desenhar que isso nem entra pela porta do Congresso, pois aposentadorias do legislativo também teriam de ser ZERO. E jamais sairia pela porta dos tribunais, nem digo por virtude da Justiça, mas por atingir a aposentadoria dos juízes.

Vamos ser honestos? O salário poderia ser maior sim se diminuísse os encargos na folha de pagamento mas, para continuar pagando os aposentados, é preciso compensar com outras fontes de receita, tributando grandes fortunas, criando alíquotas de imposto de renda mais altas para milionários, tributando lucros extraordinários de bancos e grandes empresas, tributando altos dividendos de pessoa física que hoje são isentos. Sobre isso podemos conversar, sem truques, sem pegadinhas, sem canalhice.

1 Comentários:

Pedro Du Bois disse...

Sem contar que o FGTS foi criado em substituição à estabilidade do trabalhador, ou seja, antes do FGTS as empresas não podiam demitir - a não ser por justa causa - trabalhadores com mais de 10 anos de empresa.

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