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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Estatal mineira cobra família de Aécio Neves por obra elétrica que ele fez em sua fazenda


Aécio fazia "gato" na fazenda?

Relatório da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) aponta que a obra em uma rede de energia elétrica que corta uma fazenda da família do senador Aécio Neves (PSDB) foi realizada quando ele era governador sem que a estatal cobrasse dos proprietários pelo custo, avaliado na época em R$ 240 mil.

Ainda segundo o relatório, regras da própria estatal teriam sido descumpridas.

O documento, assinado por Eduardo Ferreira, superintendente de Auditoria Interna da Cemig, trata de mudança no traçado da linha de distribuição de energia Cláudio/Carmópolis entre as torres 18 e 22, em 2007.

A auditoria diz que a obra teve que ser realizada porque benfeitorias foram construídas na fazenda, localizada na cidade de Cláudio (MG), ao longo da linha pré-existente.

Assim, os proprietários deveriam pagar pelo custo. O relatório traz fotos das benfeitorias, como cercas e casas de alvenaria para animais.

"Após a realização de apurações detalhadas e do levantamento de toda a documentação, foi averiguada pela auditoria uma falha de procedimento nessa obra, pois os proprietários não chegaram a ser cobrados pelo seu valor, apesar de serem responsáveis pela execução do desvio", diz a Cemig em nota à Folha.

Na época da obra, a Cemig era presidida por Djalma Morais, aliado de Aécio.

Cobrada desde setembro de 2015,  a família do senador tucano pagou R$ 417 mil à vista para a empresa na última terça (26) –quando a Folha já apurava a questão. O valor é o custo reajustado de acordo com o recomendado pelo departamento jurídico da Cemig.

A assessoria do tucano afirmou que sua família não reconhece a legalidade da cobrança, mas a efetuou para que não haja "uso político".

O relatório traz imagens de satélite mostrando que em 2002 não havia construções na área da linha original e que, em 2007, as benfeitorias estavam no local.

"Verifica-se que as benfeitorias foram construídas embaixo da LD [linha de distribuição] original. A prática da Cemig estabelece que, no caso da necessidade de desvio para restabelecer segurança do local, prejudicada devido a interferência do consumidor, este deve arcar com os custos da obra", diz a Cemig.

O responsável pela aprovação do estudo de viabilidade, Wellington Soares, disse aos auditores que orientou o projetista a não atribuir os custos aos donos do terreno "seguindo demanda que teria recebido de seu superior" –mas sem dar detalhes.

Com a auditoria, a direção da Cemig pediu análise jurídica da cobrança. O parecer concluiu que houve a prescrição judicial em 2010, mas que a dívida podia ser cobrada administrativamente.Na Folha

Leia mais sobre o tucano: O ministro das Cidades, Bruno Araújo, condecorou o diretor da Odebrecht Claudio Melo Filho com a Medalha do Mérito Legislativo em novembro de 2012. Depois, Serra recebeu R$ 34,5 milhões de caixa dois

1 Comentários:

Mário Gontijo disse...

Esse tipo de ilegalidade de comportamento ilegal acontecia e acontece nas diversas empresas estatais ou não, para atender apadrinhados políticos ou "cabos eleitorais".

Durante a Ditadura Militar era considerado absolutamente normal, corriqueiro, as empresas estatais de energia elétrica ou outras executar obras para beneficiar políticos que apoiavam o governo militar ou atender os militares e seus prepostos em cargos de importância.

Na década de 1970, ocorreu um caso significativo: a poderosa eminência parda de todos os ditadores, General Golbery do Couto e Silva, figura de visão geopolítica própria da escravatura, pediu junto às Centrais Elétricas de Goiás-CELG a execução de diversas obras na linha de distribuição rural para atender sua fazenda no município de Luziânia-GO.
À época os interessados em energia elétrica - na cidade ou no campo - deveria pagar as diferenças entre o cálculo presumível de rendimento durante três anos de consumo e o custo da obra. Após a conclusão das obras, o engenheiro do Departamento de Eletrificação Rural da CELG, Armando Damásio (foi oficial do Exército durante repressão a estudantes no Paraná, até concluir o curso de engenharia, quando saiu do mesmo para ser apenas engenheiro) elaborou os cálculos legais e concluiu que o General deveria pagar a diferença bastante razoável para a CEL.

Imediatamente seus superiores, incluindo o presidente da CELG à época, solicitou que Armando fizesse um arranjo de cálculos para ZERAR A DIFERENÇA! Ele se negou e então foi perseguido, submetido a exames de sanidade mental, criando situação vexatória inclusive para os cinco filhos ainda crianças, diante de perguntas cretinas de psicólogos da empresa. FOI DEMITIDO em 1988!

Após alguns meses conseguiu ser contratado nas Centrais Elétricas do Norte do Brasil, onde eu já trabalhava desde 1976, após sair da CELG. Aí veio a nova república VELHA E RANÇOSA sob a batuta de Sarney e seus asseclas. Sarney criou a figura do FISCAL DO GOVERNO, incentivando todos a denunciar qualquer irregularidade que conhecesse - do antes e durante seu governo - levando o Armando Damásio a voltar na denúncia contra a CELG e o ex-eminência parda, Golbery, sobre a falcatrua das obras para beneficiar a fazendo do ex-ministro militar.

Apesar de pedirmos a ele para não voltar ao assunto, num domingo saiu uma extensa reportagem na primeira e terceira página do Correio Brasiliense. Na segunda-feira foi chamado pelo então Diretor de Operação, Izidoro Lechuga Martin para elaborar um desmentido com um pedido de desculpas (perdão) ao General Golbery, então Presidente/dono do Banco Cidade (na W3 Sul).

Como se negou mentir para salvar seu emprego na ELETRONORTE, FOI SUMARIAMENTE DEMITIDO e a partir daí comeu o pão que o diabo amassou com o rabo! Dava aulas de reforço escolar para garantir o feijão com arroz aos cinco filhos e sua dedicada esposa. Conseguiu prestar serviços por uns tempos na Administração do Núcleo Bandeirante, na gestão do Padre Roque.
Presenciou a morte do General Golbery e morreu algum tempo depois.

O mesmo acontece com outro amigo nosso, Inaiê, trabalhando na Itaipu Binacional. Caiu na mentira de honestidade do Sarney e fez uma denúncia contra o Coronel (ou General) Costa Cavalcante por gastar centenas de bilhões de cruzeiros - à época - para formar uma equipe de futebol representativa da ITAIPU (?!?!?!?!). FOI SUMARIAMENTE DEMITIDO.
Enfim, é assim a "DEMOCRACIA" URGIDA E PRATICADA PELA ELITE BRASILEIRA que banca a presença nas ruas de INOCENTES REACIONÁRIOS INGÊNUOS!

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