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sexta-feira, 3 de junho de 2016

'Forbes': Investidores internacionais estão descontentes com Temer



Uma reportagem publicada na Forbes nesta quinta-feira (2) afirma que o mercado internacional não está contente com a atuação de Michel Temer na presidência interina do Brasil.  Logo na primeira linha a frase reflete o descontentamento global: a lua-de-mel está acabando.
Segundo a reportagem da Forbes, os investidores estão com vontade de investir no Brasil, mas a atual conjuntura do governo está barrando novas entradas de capital.

Isso porque as duas primeiras semanas de Temer no poder foram marcadas por protestos contra seu governo, denúncias de corrupção e gravações telefônicas comprometedoras. Além disso, tudo deve piorar com a deleção premiada de executivos como Marcelo Odebrecht.

Além disso, nem os bons resultados econômicos apresentados nesta semana, como o superávit de abril e a leve recessão do PIB, estão animando os empresários. Isso porque, ao mesmo tempo que estas situações se desenrolam, o desemprego brasileiro continua aumentando, finaliza o texto da Forbes.

"Temer não é uma solução, ele e seu partido estejam envolvidos no escândalo Petrobras", diz Bert Van Der Walt, um gestor de fundos de Nova York. "A confiabilidade é importante", diz Van der Walt.

"Nós investimos em empresas e não em coligações ou países. Nós escolhemos ações. Mas um dos parâmetros fundamentais para nós na escolha de ações é que temos que confiar no quadro institucional nesse mercado. O que está acontecendo agora no Brasil não é tanto sobre a luta política para nós. O que é importante nesta situação para nós é se podemos confiar no quadro institucional para resistir a esses desafios. Esta é uma questão crucial. "Van der Walt é acionista Petrobras.

No  jornal francês Le Figaro nesta quinta-feira (2)

De acordo com Le Figaro, o último relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta deterioração das contas públicas, com uma previsão de recessão de 4,3% do PIB este ano e 1,7% em 2017. O Brasil só deverá se estabilizar em 2019.

Os cortes anunciados pelo presidente interino, Michel Temer, para diminuir o déficit público, não vão ajudar a melhorar o quadro, considera o jornal Le Figaro. Além disso, Temer tem pouca credibilidade política e conduz um governo de bases frágeis, avalia o periódico.

Em um intervalo de oito dias, ele perdeu dois ministros envolvidos em denúncias de corrupção na operação Lava Jato, diz o texto do Le Figaro.

O único sinal positivo demonstrado pela economia brasileira nos últimos tempos foi o aumento das exportações, conclui o jornal.

1 Comentários:

ORLANDO SOARES DE MENDONÇA MENDONÇA disse...

O aumento das exportações não significa melhoria na atual crise econômica,na realidade é uma falsa visão.Tal fato ocorreu,porque simplesmente as importações diminuíram em razão da recessão que atinge o país,o que fez a balança comercial pender favoravelmente para as exportações.Portanto não há motivo para ufanismo

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