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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Deputados pagos pela Câmara, vão aos Estados Unidos impedir que Dilma fale em golpe


Deputados brasileiros vão aos Estados Unido perseguir e tentar calar  Dilma.Calar Dilma, mostra que os deputados estão com medo e mostra que sua denuncia de golpe   é  verdadeira

Para evitar que o mundo escute que está acontecendo um golpe no Brasil , Eduardo Cunha pagou, com dinheiro público, a viagem de dois deputados de oposição  para Nova York.

Segundo Luiz Lauro Filho (PSB-SP), ele e José Carlos Aleluia (DEM-BA) terão a missão de  desmentir a Dilma, que planeja usar parte de seu discurso de até cinco minutos numa conferência da ONU, nesta sexta (22), para se dizer  que esta sendo vitima de golpe de Estado.

Presidente do DEM baiano, Aleluia espera que a presença da dupla "iniba" Dilma. "Se ela não tratar do assunto [na ONU], estará respeitando as instituições brasileiras."

Lauro Filho ainda não sabe como será a dinâmica na sexta. "Confesso a você que nunca participei de um evento desses, não sei qual é a possibilidade de contar a nossa versão", afirma o parlamentar, que aponta sua "fluência em inglês" como um dos fatores que o levou a ser enviado aos EUA por sua bancada.

O deputado conta que a dupla está hospedada no Marriot East Side, onde a diária do quarto mais simples custa US$ 166 (R$ 590), segundo o site do hotel. Eles terão "entre US$ 300 e US$ 400" por dia para bancar despesas na cidade.

Na ida, vieram de classe executiva. "Como a viagem era curta, de cinco dias, ninguém aguenta" classe econômica, afirma Aleluia. Chegaram na quinta (21) e ficarão até domingo (24), um dia após a volta da presidente ao Brasil.

Não serão os únicos brasileiros à espera de Dilma na ONU: um grupo contrário ao impeachment pretende fazer um ato próximo à conferência. Pedem que os participantes usem branco e levem flores.

Aguardando a chegada da Presidente Dilma
Outro time, agora a favor da destituição, também organiza protesto nos arredores.

Na quarta (20), num show de Caetano Veloso e Gilberto Gil na cidade, um grupo gritou "não vai ter golpe!" . Quando tocaram "Odeio Você", veio da plateia o grito "Fora Eduardo Cunha".Notinha tem informações da Folha

O olhar de fora
 Bernardo Mello Franco

A viagem de Dilma Rousseff a Nova York preocupa, e muito, o grupo de Michel Temer. Aliados do vice temem que a presidente consiga emplacar no exterior a ideia de que é vítima de um golpe.

A visão de que há algo de estranho no Brasil já prevalece na imprensa internacional. Em editorial, o britânico "The Guardian" descreveu o impeachment como "uma tragédia e um escândalo". O "New York Times" disse que a Câmara fez um plebiscito sobre o PT, em vez de julgar a acusação baseada nas pedaladas fiscais.

Os correspondentes que vieram a Brasília se impressionaram com o show de horrores que foi a votação do impeachment. Também registraram, com espanto, que o processo foi chefiado por um deputado que é réu por corrupção e tem contas na Suíça.

Agora Dilma deve usar a tribuna das Nações Unidas para amplificar seu discurso. O impacto da viagem preocupa Temer, que tem aproveitado a espera para sabatinar ministeriáveis em São Paulo. "Ele está achando o que todos nós achamos: que é uma coisa absolutamente despropositada", afirma o ex-ministro Moreira Franco, braço direito do vice.

Para Moreira, o discurso de Dilma "não pega porque não tem consistência". "Veja a falta que faz um bom marqueteiro. Se o João Santana não estivesse em Curitiba, ele evitaria esse vexame", provoca.

Antes de a presidente confirmar a viagem, o senador tucano Aloysio Nunes pousou em Washington para pedir o apoio de autoridades americanas ao impeachment. Acabou virando alvo de protesto. Na porta do hotel, estudantes o cercaram com cartazes contra o "golpe no Brasil".

Temer tem razões para se preocupar com o olhar de fora, mas sua tarefa mais urgente é trabalhar a imagem por aqui. Na terça, durante uma rápida aparição pública, um ambulante que passava na rua o chamou de "traidor" e "golpista". Se as palavras usadas por Dilma colarem em sua testa, ele terá dificuldade para governar um país dividido e em crise.
    A presidente Dilma  é recebida por brasileiros em Nova York -

5 Comentários:

Maia Oswaldo disse...

Helena, acho que os procuradores do Cunha serão muito bem recebidos pelos norte-americanos. Acho também que eles presidirão a conferência da ONU, substituindo o secretário-geral Ban Ki-moon, que foi impedido por CUNHA e seus 367 Jovair de participar daquela conferência. Ouvi falar que o FBI já reservou as tornozeleiras eletrônicas para presentear os intrusos.

Recantodosiluminados Direu disse...

Podem armar o que quiser não adianta a Presidenta terá o apoio da organização estrangeira que vai ajudá-la. Ela é a escolhida!As minhas cartas ciganas jamais mentem!!! Agora quanto ao vice da presidência e os demais envolvidos nessa situação vão sentir a mão de Deus! O que vai ter de parlamentares e empresários, pessoas próximas a eles com muitas prisões. o caldeirão vai ferver e a Presidenta Dilma vai sair vitoriosa desta. Nada de energia negativa. Vamos emanar pensamentos positivos. O Deus do Impossível vai agir. Sei que perante aos olhos de muitos a causa está perdida. Mas continuo diizendo que ela não vai perder o seu mandato. Abraço, Recanto dos Iluminados.

Bel disse...

Quando eu lembro que um defensor da ditadura teve tanta desenvoltura para dedicar seu nojento voto ¨Sim¨ ao maior torturador da história do Brasil, não me sai da cabeça quem pode ser o chefe do chefe do golpe. Cunha e Bolsonaro votaram sim. São, no mínimo, cúmplices, amigos, qualquer coisa, menos políticos preocupados com a democracia.

Rita Candeu disse...

interessante isso
segundo eles o STF tinha que impedir Dilma de ir pra lá com $$ público
mas eles podem?
e nem sabe como proceder? será que eles acham que ONU é a mesma zona da Camara?

MARCOS F.L. disse...

SÓ O USO DA FORÇA BARRA ESSE GOLPE.

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