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sábado, 23 de abril de 2016

Estudantes protestam contra golpe no centro de São Paulo. A imprensa esconde




Milhares de estudantes reuniram-se, neste final de tarde de sábado (23), no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, para protestar contra o golpe da presidenta Dilma. O número de manifestantes não foi informado pela Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin do PSDB - um dos partidos golpista
 O ato foi convocado pela internet. Um dos organizadores é Rafael Reiter, que disse não pertencer a nenhum partido ou movimento social.  "Participo de um grupo de universitários, apartidário, nada registrado, onde temos um projeto chamado Plantando Arte. Temos o intuito de fazer conscientização. Nós nos reunimos e montamos o evento e começamos a chamar todo mundo", disse ele à Agência Brasil.
 De acordo com Reiter, a intenção dos manifestantes é permanecer hoje no Vale do Anhangabaú, sem fazer caminhada. Ele disse que o ato não se encerra hoje e que outras manifestações devem ser marcadas nos próximos dias, principalmente no dia da votação do processo da admissibilidade do processo no Senado.
 Os estudantes dançam e cantam "Não vou deixar o golpe acontecer de novo, não" e "não vai ter golpe". Muitos deles desenharam faixas pretas no rosto, que, segundo Reiter, simbilzam o "luto pela atual situação do país". Um deles fantasiou-se de Dilma Rousseff, carregando a faixa presidencial. "Eu vou apoiar a Dilma. Calma, calma, burguesia", cantam eles, em ritmo de marchinhas. Em um momento do ato, eles se deram as mãos, em um círculo, para cantar músicas de apoio à presidenta.
 No ato, eles criticam também o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chamando de "ladrão" e "ditador". "Fora Cunha", gritam os estudantes. Também houve críticas ao vice-presidente Michel Temer e ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), por sua postura na votação da admissibilidade do processo de impeachment, domingo passado (17) na Câmara. Ao votar, o deputado homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). Ao proclamar o voto, Bolsonaro chamou Brilhante Ustra de "pavor de Dilma Rousseff".
O protesto no Anhangabaú conta com o apoio e a presença de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e de outros movimentos estudantis. "Este ato foi convocado por estudantes, pela internet, e a UNE decidiu apoiar o movimento. O ato vocaliza um pouco desse sentimento que está presente na juventude de uma injustiça muito grande que está acontecendo, o impeachment, com a desmoralização do Congresso Nacional no domingo, já que eles não são legítimos para convocar e conduzir o impeachment. Por isso, este impeachment é um golpe", disse Carina Vitral, presidente da UNE, em entrevista à Agência Brasil.
 Embora tenham manifestado, inicialmente, a intenção de permanecerem no Anhangabaú, de lá eles caminharam até a Avenida Paulista, no início da noite, e fizeram parada em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde manifestantes de um grupo pró-impeachment estão acampados desde meados de março. O encontro deu-se, porém, de forma pacífica.

CEPAL: democracia está ameaçada

Ainda ontem, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), uma das comissão da ONU, divulgou uma nota manifestando preocupação com as "ameaças à estabilidade da democracia brasileira". O texto, que se dirige à presidente Dilma, reconhece os "avanços sociais e políticos conquistados pelo País nas últimas décadas", em especial nos governos comandados pelo PT. "Nunca na história do Brasil, tantos de seus compatriotas tinham conseguido superar a fome, a pobreza e a desigualdade.

É com profunda preocupação que temos assistido o desenvolvimento dos acontecimentos políticos e judiciais que têm convulsionado Brasil durante as últimas semanas. Estamos alarmados em ver a estabilidade democrática do País ameaçada", afirma a nota. ACNUDH O Escritório Regional para América do Sul das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) expressou repúdio "contra os direitos humanos" durante a votação do impeachment na Câmara.

7 Comentários:

márcia figueiredo disse...

Que lindo esse ato da juventude! Minhas esperanças estão se renovando, a juventude está se conscientizando da importância da democracia!

Bel disse...

Acho que os protestos deveriam ser filmados e entregues à defesa de Dilma. O Cunha não usa as imagens da Av. Paulista com os ¨patos¨ e os coxinhas vestidos de verde e amarelo? Isso significa que conta muito. Como a imprensa não mostra as manifestações, o STF está dormindo e os senadores tomando vinho, quem vai mostrar para o Congresso e ao Supremo essas manifestações a favor de Dilma?

Oscarito disse...

É impressão minha ou...acabou o ímpeto???

MARCOS F.L. disse...

Tem que chamar a atenção dos canais de TVs internacionais já que a imprensa daqui só mostra as contra o governo.

Dilma Coelho disse...

Está na hora da CUT, MTST, MST, escracho e outros movimentos, se organizarem, para dar um abraço no STF. Precisamos acordar essa turma, que esqueceu que nós pagamos seus salários. Onde já se viu poder judiciário apoiar e contribuir com um golpe contra o povo. Se o STF tivesse julgado o cunha nada disso estaria acontecendo.

Antonio Teixeira disse...

UFA, pensei que estava tudo perdido. Parabéns aos estudantes parabéns a UNE. Alguém tinha que fazer alguma coisa, eles, os estudantes, são as nossas esperanças, quando parecia que não havia mais luz.

Alexandre Moreira disse...

Está se juntando forças para o grande evento de primeiro de maio.

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