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sexta-feira, 4 de março de 2016

Preocupa um ex-presidente da República ser conduzido debaixo de vara, diz ministro do STF


Ministro do STF Marco Aurelio de Mello  ainda chama Moro de justiceiro

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), demonstrou preocupação com a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 3, para prestar depoimento à Polícia Federal no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. "Me preocupa um ex-presidente da República ser conduzido debaixo de vara", disse.

De acordo com o ministro, a Polícia Federal deveria ter "observado os parâmetros normais" e intimado Lula a prestar depoimento em vez de levá-lo contra sua vontade. "Um ex-presidente da República, sem ter oposto resistência física, ser conduzido coercitivamente revela em que ponto nós estamos. A coisa chegou ao extremo", afirmou Mello.

Para a Folha, o Ministro disse que, decisão de Moro foi 'ato de força' que atropela regras

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello fez críticas contundentes à decisão do juiz Sergio Moro de conduzir coercitivamente o ex-presidente Lula para depoimento.

"Condução coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão de resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado", afirma ele.

O ministro diz que "precisamos colocar os pingos nos 'is'. Vamos consertar o Brasil. Mas não vamos atropelar. O atropelamento não conduz a coisa alguma. Só gera incerteza jurídica para todos os cidadãos. Amanhã constroem um paredão na praça dos Três Poderes."

Mello ironiza o argumento de Moro e dos procuradores de que a medida foi tomada para assegurar a segurança de Lula.

"Será que ele [Lula] queria essa proteção? Eu acredito que na verdade esse argumento foi dado para justificar um ato de força", segue o magistrado. "Isso implica em retrocesso, e não em avanço."
O fato de se tratar de um ex-presidente agravaria a situação, segundo ele.

Para Mello, o juiz Moro "estabelece o critério dele, de plantão", o que seria um risco. "Nós, magistrados, não somos legisladores, não somos justiceiros."

O ministro afirma ainda: "Se pretenderem me ouvir, vão me conduzir debaixo de vara? Se quiserem te ouvir, vão fazer a mesma coisa? Conosco e com qualquer cidadão?"

Ele segue: "O chicote muda de mão. Não se avança atropelando regras básicas". 

7 Comentários:

Sua intercessora disse...

Digam ao meu ex presidente que oro por ele pois nao se deixe abater pois o presidente que colocou os negros e pobres na faculdade. Diminuiu a fome no país e melhorou a saúde. Eles farão qualquer coisa pois temem sua volta. Fique firme tome suas medicações. E erga a cabeça. Saibas que todos os cristãos seus amigos estão orando pelo Sr e DNA Marisa. DEUS os abençoe.

Garcia disse...

Hoje assistimos um ato de truculência contra um ex-presidente que nunca deixou de prestar depoimentos quando solicitado.

O que o Moro fez não vem ao caso... O que vem ao caso é qual atitude tomará o STF contra tal arbitrariedade.
Reza a lenda que competentíssimo delegado Protógenes foi exonerado da PF por vazamentos na operação Satiagraha; nesta tal Lava Jato vaza tanto que deveria chamar-se “Peneira” e fica por isso mesmo.

Osvaldo Gonçalves disse...

Lula fortalecido..

Osvaldo Gonçalves disse...

Lula sairá fortalecido. O ódio não é capaz de vencer os bons, tampouco s hipocrisia se tornar verdade. Eles sentem uma imensa saudades das chaves do cofre do governo federal.

Olivia Maria disse...

Gostei muito das afirmações do ministro Marco Aurélio de Mello. Ele estâ correto. Obrigada senhor ministro! Seu posicionamento me alivia pois ainda temos pessoas decentes nesse país.

josé lopes disse...

É livre toda a manifestação, contra ou à favor de qualquer pessoa.
Usar esse argumento absurdo para justificar uma condução coercitiva tirando o presidente de seu lar nas primeiras horas da manhã abruptamente de supetão foi uma ato covarde e arbitrário.A intenção foi humilhar o presidente e promover histriônico espetáculo midiático. preparação para o dia da tentativa do golpe, 13 de março.

Racy disse...

Conte comigo.

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