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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Dilma vai sobreviver ao processo de impeachment, diz Eurasia


A presidente Dilma Rousseff vai sobreviver ao processo de impeachment, na avaliação da consultoria Eurasia Group. Para os analistas da empresa de risco político, Dilma pode se beneficiar indiretamente ao enfrentar esse cenário (...) impeachment neste momento é na verdade benéfico para a presidente Dilma Rousseff”, aponta a consultoria, em relatório divulgado nesta quarta-feira. “(...)

Para a Eurasia, o sucesso de um processo de impeachment apressado é improvável, dada a falta de alinhamento entre os principais partidos no Congresso. “Embora o apoio à saída de Dilma possa crescer, as facções pró-impeachment no Congresso estão longe da maioria de dois terços necessária para aprovar a moção no plenário, diz o relatório.

“Uma vez que a Câmara dos Deputados tem apenas 30 dias para votar a proposta uma vez que ela seja aceita por uma comissão especial, a situação não tende a mudar em um ou dois meses”, afirma a Eurasia, observando que, se passar no plenário da Câmara, o processo irá para o Senado, onde poderá levar até 180 dias. “Além disso, a oposição pode estar de algum modo dividida em endossar um impeachment iniciado por alguém que também está enfrentando alegações de corrupção [o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).”

Nesse cenário, a Eurasia acredita que a decisão de Cunha aumenta as chances de Dilma sobreviver no curto prazo. Se a medida fosse tomada mais tarde – por Cunha ou por um eventual sucessor do atual presidente da Câmara -, os riscos para Dilma seriam maiores, devido à perspectiva de agravamento da crise política no ano que vem. Na visão da consultoria, enfrentar o impeachment antes pode dar à presidente condições melhores de se defender, eliminando pelo menos as ameaças ao seu mandato provenientes do Congresso.

A Eurasia diz que esse quadro valida a sua aposta de que há uma probabilidade de 40% de Dilma não terminar o mandato. Segundo a consultoria, essa possibilidade tende inclusive a diminuir, uma vez que o alinhamento no Congresso para o impedimento da presidente “simplesmente não existe”.

Para o governo, a má notícia é que o ajuste fiscal deve ficar parado, segundo a Eurasia. Com o imperativo de ter que lutar pela sua sobrevivência política, o governo terá menos espaço para defender medidas que contenham as despesas. “Possíveis adiamentos no reajuste do salário mínimo ou de servidores públicos são agora improváveis. Além disso, a aprovação da CPMF no meio de um processo de impeachment é agora ainda mais difícil de ocorrer”, afirma o relatório. Com informações da InfoMoney

2 Comentários:

Wellington luìz disse...

É isso aí Dilma que não deve não teme.

Maria de Lourdes disse...

É verdade. Quem não deve não teme e a sua postura diante do fato é na verdade de uma pessoa íntegra. É lamentável esse disse me disse, deviam mesmo trabalhar no sentido de nos ajudar a sair das dificuldades que vivemos. Essas pessoas que brigam tanto pelo poder jamais terão um voto meu.

Abraços!

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