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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Delcídio recebeu propina da Alstom durante o governo FHC, diz Cerveró


O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró relatou aos procuradores, na fase de negociação de sua delação premiada, que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) recebeu suborno de US$ 10 milhões da multinacional Alstom durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), entre 1999 e 2001.Na época Delcídio era filiado ao PSDB

À época, ele ocupava a diretoria de Óleo e Gás da Petrobras, e Cerveró era um de seus gerentes. O pagamento da propina ocorreu na compra de turbinas para uma termoelétrica que seria construída no Rio, a TermoRio, por US$ 550 milhões. A Petrobras tinha pressa em construir termoelétricas por causa do apagão que ocorreu no governo de FHC entre 2001 e 2002.

O repasse dos US$ 10 milhões foi intermediado pelo lobista Afonso Pinto Guimarães, que cuidava dos interesses da Alstom no Rio, segundo a versão de Cerveró.

Um documento apreendido pela Polícia Federal com o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, que também está preso, trazia as seguintes inscrições: "Nestor, Moreira, Afonso Pinto" e "Guimarães Operador Alstom BR pago p/ Delcídio".

A delação de Cerveró, que começou a depor na segunda (7), esclarecerá o aparente enigma. Moreira é o ex-gerente da Petrobras Luis Carlos Moreira da Silva, que está sob investigação da Lava Jato e participou do caso das turbinas, segundo Cerveró.

A TermoRio, a maior termoelétrica do país movida a gás natural, foi inaugurada em 2006 em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.(Sobre a TermoRio, leia mais aqui)

O relato do suposto suborno pago a Delcídio pela Alstom estará em um dos 36 anexos da delação do ex-diretor –cada um deles trata de um caso específico de propina.

Cerveró confirmou que ele próprio recebeu suborno da Alstom na compra das turbinas, em uma conta na Suíça. Para se livrar de um processo criminal naquele país, o ex-diretor fez um acordo com procuradores suíços.

O valor da propina e a multa que Cerveró pagou às autoridades suíças são mantidos sob sigilo.Em 2008,  havia suspeitas de pagamento de propina pela Alstom na construção da TermoRio. Um empresário investigado pela Polícia Federal relatara às autoridades que emprestou contas que tinha no Uruguai para que a Alstom pagasse propinas de US$ 550 mil e € 220 mil para que a Petrobras não atrasasse os pagamentos das turbinas.Aparentemente, é um caso distinto daquele relatado por Cerveró em seu acordo.

A Alstom é alvo de uma série de investigações em São Paulo, sob suspeita de ter pagado propina em contratos com o Metrô, CPTM e empresa de energia dos governos do PSDB de São Paulo, sempre em governos tucanos- Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra

A empresa nega sistematicamente o uso de suborno para obter contratos e diz seguir um rígido código de ética.Cerveró já antecipou aos procuradores que tinha uma relação de intimidade com Delcídio.

Segundo o ex-diretor, sem o apoio de Delcídio ele não teria sido escolhido para atuar como gerente na diretoria de Óleo e Gás nem para ocupar o cargo de diretor da área Internacional da estatal.(Coluna de Monica Bergamo

Dilma

O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou, em delação premiada à força tarefa da Operação Lava-Jato nesta terça-feira, que a presidente Dilma Rousseff sabia dos detalhes da compra da Refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006 por que integrava o conselho, mas que  não participou do esquema de propina, diz Cerveró.O ex-diretor afirmou ainda que Dilma não teve participação no esquema de pagamento de propina.

1 Comentários:

Geraldo Sóuza disse...

Alstom, Alstom e os tucanalhas sempre juntos! Veja o trensalão do PSDB em SP, metrô da Bahia, gestão do DEM?

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