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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

"Janot está queimando etapas porque quer rapidez", diz Dalmo Dallari


O jurista Dalmo Dallari criticou, nesta sexta-feira (27), o fato de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ter enviado antecipadamente ao presidente do Senado Renan Calheiros a gravação que levou o senador Delcídio do Amaral à prisão. Para Dallari, o procurador-geral da República “está queimando etapas porque quer que as coisas andem rapidamente”. Segundo Dallari, “o caminho adequado para a comunicação ao Senado seria o Supremo Tribunal Federal”.

De acordo com publicações na imprensa, Janot gravou os diálogos em um pen-drive e mandou entregar num envelope lacrado a Renan antes do vazamento das gravações à imprensa.

Dallari comentou ainda que “há várias questões em aberto sobre o caso”. De acordo com Dallari, “o problema não foi encerrado". "Há dúvidas, por exemplo, sobre a caracterização do flagrante. Pegaram vários elementos para tentar configurar um flagrante. A discussão sobre isso é básica e fundamental”, destaca Dallari.

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-tucano que fez parte da diretoria de Gás e Energia da Petrobras durante o Escândalo do Apagão, a crise de energia de 2000/2001 no governo de Fernando Henrique Cardoso, foi preso na quarta-feira (25/11) pela Polícia Federal por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, sob a acusação de oferecimento de vantagem à família de Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras. Segundo as investigações, Delcídio queria evitar que Cerveró fechasse acordo de delação premiada ou, se o fizesse, não citasse o parlamentar. O áudio foi gravado pelo filho de Cerveró, Bernardo Cerveró.

Preciado, próximo de Serra, foi protegido na delação de Fernando Baiano

O senador Delcídio do Amaral afirmou, nas gravações feitas por Bernardo Cerveró, que o lobista Fernando Baiano protegeu na sua delação premiada o empresário Gregório Marin Preciado, casado com a prima do senador tucano José Serra.

“Você vê como ele (Baiano) é matreiro. Na delação, ele conta como me conheceu, que eu era diretor e o Nestor era gerente. Que ele foi apresentado a mim por um amigo. Ele poupou. Era o Gregório Marin Preciado”, disse Delcídio.

De acordo com o senador petista, Preciado teria participado de uma reunião na Espanha para tratar de um projeto da Petrobras no qual houve pagamento de propina. "O Serra me convidou para almoçar outro dia (...) Ele [Preciado] é cunhado do Serra. E uma das coisas que eles levantaram nessa reunião na Espanha, eu não sei [se] sobre sondas ou Pasadena, mas houve uma reunião na Espanha, e existia esse espanhol que não foi identificado. E é o Gregório. É o Gregório. O Nestor conheceu o Gregório."

Além de Delcídio, foram  presos o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, e na sexta-feira (27/11) foi detido o advogado Edson Ribeiro, que defendeu Cerveró.

4 Comentários:

rody.moura@gmail.com disse...

Essa história está mal contada, tem furos, porque a pressa do Janot, porque atropelou o protocolo, porque a prisão de um flagrante mal explicado? porque não é questionado os ministros? o André Esteves, o Gregório parente do Serra? tem sujeira embaixo do tapete.

charley do pt disse...

A sujeira é tucana, é o Serra, sempre protegido, agora só falta uma lava jato aparte para os tucanos , nos moldes do mensalão Mineiro, justiça seletiva, bandida!

MILTON CORREIA disse...

A REDE GLOBO ESTÁ ABAFANDO A PARTE DE GRAVAÇÃO DO DELCÍDIO QUE FAZ REFERENCIA AO CUNHADO DO JOSÉ SERRA... POR QUÊ SERÁ???

MARCOS. F.L. disse...

Gregorio Marin Preciado citado por Delcídio é primo do José Serra e aparece como um dos personagens principais do livro A PRIVATARIA TUCANA unto com Verônica Serra e seu genro.

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