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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Dilma consegue vitória ao manter maioria dos vetos. PSDB votou contra o Brasil



Embora com vitórias apertadas nas sessões do Congresso, o governo conseguiu manter a maioria dos vetos presidenciais que, se derrubados, colocariam por água abaixo o ajuste fiscal  que disse Dilma    ser a saída para a  crise econômica em que o país está mergulhado.

Nos dois vetos mais importantes que o governo precisava manter – o aumento dos servidores do Judiciário e a medida que estendia a todos os aposentados a política de reajuste do salário mínimo – as margens foram apertadas. No primeiro caso, foram 251 votos pela derrubada do veto, seis a menos do que seria necessário na Câmara dos Deputados. E, no segundo, 211 votos contrários ao veto e 160 a favor, mas para que o veto fosse derrubado seriam necessários 257 votos.

O plenário do Congresso decidiu, ainda, manter o veto da presidente Dilma ao projeto de lei da minirreforma eleitoral (PL 5.735/13) quanto ao financiamento empresarial de campanhas eleitorais. Foram 190 votos a favor, 220 contra e 5 abstenções. Eram necessários 257 votos para derrubar o veto.

O governo deverá terminar o ano um pouco mais aliviado ao garantir para os cofres públicos uma economia de mais de R$ 60 bilhões até 2019.Isso acontece no momento em que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), começa a perder apoio e diminui as batalhas com o Palácio do Planalto.

 A chamada “pauta-bomba” era motivo de apreensão para o governo

 Só o PSDB ainda não entendeu: Existe uma grande diferença de fazer oposição ao governo e ao País. Esses caras [parlamentares] que queriam derrubar os vetos estavam fazendo oposição ao País.
Na oposição, o vice-líder da bancada tucana, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT),

Um dos vetos foi o que estabelecia reajuste de até 78% aos servidores do Judiciário. Caso fosse derrubado esse veto, o governo teria que gastar R$ 36,2 bilhões até 2019. O PSDB de Aécio Neves, votou pelo reajuste

Os parlamentares também mantiveram o veto a um trecho da lei que inclui a aquisição de livros como item para dedução do Imposto de Renda de professores. O governo deixaria de arrecadar R$ 16 bilhões em quatro anos. Outros vetos somam redução de gastos de R$ 11 bilhões.

Nesta quarta-feira, eles também aprovaram que as aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deverão ser reajustadas de acordo com a inflação, como é feito com o salário mínimo. Com esse veto mantido, o Executivo deixará de gastar R$ 300 milhões, só em 2016. Novamente o PSDB votou a favor da pauta bomba

Outras duas vitórias significativas para o governo foram a aprovação do projeto de lei da repatriação de recursos no exterior, na Câmara, e da redução da meta fiscal, para permitir um déficit de até R$ 119,9 bilhões este ano, na Comissão Mista de Orçamento.

Cunha

A professora de ciências políticas da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) Maria do Socorro Braga diz que “a saída de cena” de Eduardo Cunha pode ter ajudado o governo a garantir as vitórias no Congresso.

A gente vê que votações favoráveis ao governo acontece no momento em que o presidente da Câmara tem cada vez mais condições de cair. Ele está se segurando onde pode. Porque quando ele perde o apoio do PSDB e do DEM, ele começa a ver que se ele arrumar mais confusão, mais elementos virão para contrariá-lo.

Cunha enfrenta um processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara, em que é acusado de ter mentido para a CPI da Petrobras, em março, quando negou ter contas bancárias na Suíça. No mês passado, autoridades daquele país enviaram à PGR (Procuradoria-Geral da República) documentos que comprovam que o deputado tinha contas milionárias em bancos suíços. A acusação é que elas tenham sido irrigadas com dinheiro de corrupção.

Troca de ministros

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que “o governo está se recuperando” e disse que a reforma ministerial também ajudou.

— O governo está neste final de ano conseguindo organizar a base e conseguir vitórias que há três meses eram impossíveis de pensar. Isso mostra que foi acertada a entrada do Jacques Wagner [ministro da Casa Civil] e do [Ricardo] Berzoini [ministro-chefe da Secretaria de Governo]. A relação aqui melhorou, tem que cuidar agora da economia, para a situação não piorar muito no próximo ano, porque traz a crise de volta.


Aécio  Neves, votando e orientando voto, contra o povo brasileiro

A oposição, Paulinho da Força Sindical, DEM e PSDB,  votaram de forma maciça contra Dilma, apesar da indicação dos tucanos de que dariam uma trégua ao governo federal e passariam a votar a favor do equilíbrio fiscal. Novamente Aécio mentiu

Tanto na discussão do reajuste do Judiciário quanto na das aposentadorias, só dois deputados tucanos se posicionaram a favor da manutenção do veto. Segundo Araújo, isso se deu devido a posições consolidadas antes da configuração da atual "crise aguda".

As votações também mostraram traições generalizadas no PMDB - que passou a controlar sete pastas após a reforma ministerial, incluindo a Saúde - e em outros partidos que têm ministérios, o PSD (Cidades), o PP (Integração Nacional), o PDT (Comunicações), o PRB (Esporte) e o PTB (Desenvolvimento). Houve defecções até mesmo na bancada do PT.

Dos 54 deputados do PSDB, 47 participaram da sessão, sendo que 45 votaram pela derrubada do veto. Apenas Nelson Marchezan Jr. (RS) e Samuel Moreira (SP) votaram pela manutenção do veto, que impediu um aumento de 59,5% para servidores do Judiciário. Aliado de Alckmin, Moreira foi presidente da Assembleia Legislativa entre 2013 e 2014.

Tucano Marconi Perillo

 O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse: "Devemos votar a favor de tudo que seja bom para o país e votar a favor de pautas-bomba é muito ruim para o equilíbrio que a gente quer", disse.

O governador goiano ainda pregou a necessidade de o partido colaborar com a União para ajudá-la a superar o cenário de crise econômica. "Quanto mais o PSDB demonstrar que está trabalhando racionalmente a favor do Brasil, pelo ajuste, pelo equilíbrio fiscal, mais as pessoas vão nos respeitar", acrescentou Perillo, que tem se notabilizado no ninho tucano por ser contra o impeachment de Dilma.


1 Comentários:

Ernesto Silva disse...

O governo mostra recuperação.É por ai , o caminho de manutenção e avanço ,nas conquistas sociais.

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