Pages

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Fernando Baiano afirma em depoimento que ex-deputado do PSDB era influente na Petrobras



Fernando Baiano afirma em depoimento que Alexandre Santos tinha poder na Diretoria de Serviços na gestão FHC

 Em seu depoimento à força-tarefa da Lava Jato, o lobista e delator Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano citou a influência de Alexandre Santos, um ex-parlamentar do PSDB, na Diretoria de Serviços da Petrobras durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

O delator, com grande trânsito no meio político, contou aos investigadores que conheceu o então parlamentar em 2002 em um restaurante de um amigo, quando ele ainda estava no PSDB, e foi informado por este amigo que Alexandre "era muito influente na Diretoria de Serviços da Petrobrás na época".

Alexandre Santos foi filiado ao PSDB de 1994 a 2003, tendo se filiado ao PP entre 2003 e 2005 e, desde então, está no PMDB, partido pelo qual exerceu mandato na Câmara até o ano passado. Atualmente ele não exerce mais mandato parlamentar. Sua mulher Soraya Santos é deputada federal pelo PMDB do Rio.

Baiano informa ainda que manteve contato com o ex-parlamentar desde então em outras ocasiões, incluindo eventos sociais, mas que nunca fecharam nenhum negócio.

Propinas.
  Apesar de ser a primeira vez que um delator cita a influência de um político filiado ao PSDB em uma diretoria da estatal durante o governo Fernando Henrique Cardoso, outros delatores já mencionaram o pagamento de propinas nos períodos que antecederam os governos do PT.

O ex-gerente de Serviços e também delator Pedro Barusco, por exemplo, afirmou que recebeu propinas da holandesa SBM Offshore desde o primeiro contrato de navio-sonda da estatal, em 1995.

Cunha. 

O delator Fernando Baiano disse ainda que Alexandre Santos o apresentou ao presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em 2009, durante um café da manhã no hotel Marriot, no Rio de Janeiro.

"Alexandre comentou com Eduardo Cunha que o depoente (Baiano) era conhecido e tinha negócios na Petrobrás, que representava empresas espanholas e que tinha uma relação próxima com Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da estatal e delator da Lava Jato), contou o lobista.

Ainda segundo Baiano, foi a partir desse encontro que ele buscou estreitar sua relação com Cunha, pois sabia que ele era um político "muito influente".


PARA LEMBRAR

R$ 10 mi para Sérgio Guerra

Em depoimento de abril deste ano à Justiça Federal em Curitiba, base das investigações da Operação Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa disse que o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, recebeu R$ 10 milhões em propina para frear avanços de uma CPI que investigava Petrobrás. O senador morreu em março de 2014. "Fui procurado, não me recordo exatamente se foi em 2009 ou 2010, pelo senador Sérgio Guerra, no Rio de Janeiro, junto com o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE)", relatou Costa. "Depois da terceira reunião, eu fiz um contato com a Queiroz Galvão, e a Queiroz Galvão honrou esse compromisso e foi pago. Não sei qual porcentual que foi para Sérgio Guerra (...). Mas foi pago R$ 10 milhões para o senador nesse período", disse. As informações são do Estadão Conteúdo

2 Comentários:

Walter Célio de Almeida disse...

Fernando Baiano afirma em depoimento que ex-deputado do PSDB era influente na Petrobras


Fernando Baiano afirma em depoimento que Alexandre Santos tinha poder na Diretoria de Serviços na gestão FHC


Em seu depoimento à força-tarefa da Lava Jato, o lobista e delator Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano citou a influência de Alexandre Santos, um ex-parlamentar do PSDB, na Diretoria de Serviços da Petrobras durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

O delator, com grande trânsito no meio político, contou aos investigadores que conheceu o então parlamentar em 2002 em um restaurante de um amigo, quando ele ainda estava no PSDB, e foi informado por este amigo que Alexandre "era muito influente na Diretoria de Serviços da Petrobrás na época".

Alexandre Santos foi filiado ao PSDB de 1994 a 2003, tendo se filiado ao PP entre 2003 e 2005 e, desde então, está no PMDB, partido pelo qual exerceu mandato na Câmara até o ano passado. Atualmente ele não exerce mais mandato parlamentar. Sua mulher Soraya Santos é deputada federal pelo PMDB do Rio.

Baiano informa ainda que manteve contato com o ex-parlamentar desde então em outras ocasiões, incluindo eventos sociais, mas que nunca fecharam nenhum negócio.

Propinas.

Apesar de ser a primeira vez que um delator cita a influência de um político filiado ao PSDB em uma diretoria da estatal durante o governo Fernando Henrique Cardoso, outros delatores já mencionaram o pagamento de propinas nos períodos que antecederam os governos do PT.

O ex-gerente de Serviços e também delator Pedro Barusco, por exemplo, afirmou que recebeu propinas da holandesa SBM Offshore desde o primeiro contrato de navio-sonda da estatal, em 1995.

Cunha.

O delator Fernando Baiano disse ainda que Alexandre Santos o apresentou ao presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em 2009, durante um café da manhã no hotel Marriot, no Rio de Janeiro.

"Alexandre comentou com Eduardo Cunha que o depoente (Baiano) era conhecido e tinha negócios na Petrobrás, que representava empresas espanholas e que tinha uma relação próxima com Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da estatal e delator da Lava Jato), contou o lobista.

Ainda segundo Baiano, foi a partir desse encontro que ele buscou estreitar sua relação com Cunha, pois sabia que ele era um político "muito influente".


PARA LEMBRAR

R$ 10 mi para Sérgio Guerra

Em depoimento de abril deste ano à Justiça Federal em Curitiba, base das investigações da Operação Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa disse que o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, recebeu R$ 10 milhões em propina para frear avanços de uma CPI que investigava Petrobrás. O senador morreu em março de 2014. "Fui procurado, não me recordo exatamente se foi em 2009 ou 2010, pelo senador Sérgio Guerra, no Rio de Janeiro, junto com o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE)", relatou Costa. "Depois da terceira reunião, eu fiz um contato com a Queiroz Galvão, e a Queiroz Galvão honrou esse compromisso e foi pago. Não sei qual porcentual que foi para Sérgio Guerra (...). Mas foi pago R$ 10 milhões para o senador nesse período", disse. As informações são do Estadão Conteúdo

Maria Diana disse...

CADÊ O "MORTO? "
Ops! O " moro? "
AINDA DA TEMPO DE METO-LOS NA PAPUDA!!��������������������������

Postar um comentário


Meus queridos e minhas queridas leitoras

Não publicamos comentários anônimos

Obrigada pela colaboração