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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Subprocurador, que foi secretário de Segurança do tucano Cássio Cunha Lima, critica Lula



 O subprocurador-geral da República, Eitel Santiago, criticou nesta terça-feira, 1, os questionamentos feitos pela defesa do ex-presidente Lula sobre decisão do Ministério Público Federal no Distrito Federal de abrir uma investigação contra o ex-presidente. "Num sistema republicano, todos podem ser investigados. Me impressiona esse questionamento até porque o recorrido (procurador Anselmo Lopes), com muita clareza, trouxe à Tribuna que limitou-se a encaminhar notícias de que tomou conhecimento acerca da prática de atos infracionais", disse.

Em sessão do Conselho Superior do MP em que o colegiado rejeitou um recurso apresentado pela defesa de Lula, Santiago defendeu a atuação do procurador e disse que o que o procurador da República Anselmo Cordeiro Lopes fez é "nada mais nada menos do que cumprir o dever", justificou. Santiago disse ainda que, para aqueles que se dizem inocentes, "a investigação é o melhor atestado que se pode tirar", completou. Santiago ocupou a vice-presidência do Conselho, e foi secretário de Segurança Pública durante o governo do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), quando ele era governador da Paraíba, entre 2007 e 2009. Santiago deixou o cargo após a cassação do tucano.

Um despacho de Lopes deu início, em maio, a uma investigação preliminar contra Lula por suposta prática de tráfico de influência nacional e internacional para que empreiteiras como a Odebrecht conseguissem financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Brasil e em outros países. O caso foi revelado por reportagem publicada em maio pela Revista Época.

Por unanimidade, o colegiado rejeitou um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Lula contra decisão da Corregedoria da Procuradoria Regional da República no Distrito Federal, de arquivar um procedimento interno que investigada a conduta de Lopes. Os conselheiros decidiram rejeitar o recurso apresentado pelos advogados de Lula por entenderem que já há um questionamento semelhante em curso no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre a conduta do procurador, alegando que ele teria agido de forma pessoal.

Os advogados de Lula encaminharam questionamentos à Procuradoria da República no Distrito Federal e ao CNMP sobre os motivos que teriam levado Lopes a abrir uma investigação preliminar que apura suposta prática de tráfico internacional de influência de Lula envolvendo a empreiteira Odebrecht. No início de julho, a Procuradoria decidiu abrir então uma investigação formal sobre o caso, o que gerou novos questionamentos por parte da defesa do ex-presidente.

Durante a análise do recurso, o procurador Anselmo Lopes se defendeu de críticas de que ele teria motivações pessoais para conceder o despacho que deu início ao procedimento investigatório. "Nada tenho contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva e nem nunca tive. Não me sinto suspeito para nada, não me sinto impedido e não tenho inimizade com qualquer membro do Partido dos Trabalhadores", declarou.

Já o advogado de Lula, Cristiano Martins, esclareceu que Lula não tem a intenção de questionar a existência da investigação, mas a forma como ela vem sendo feita. "A impessoalidade é o pressuposto da investigação. O que se questiona não é aqui a investigação", completou. Do Estadão

2 Comentários:

BRASIL ESPÉRANÇA edson tadeu disse...

Com 11 títulos de Doutor Honoris causa recebidos em menos de um mês, Lula chega a 25 e supera os antecessores
Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente há 29 meses e desde então recebeu 55 prêmios e honrarias - média de quase duas por mês. Títulos de doutor Honoris causa já foram entregues 24, número que supera o que todos os demais ex-presidentes vivos receberam depois de deixar o cargo. Na soma, só não entrou o atual senador Fernando Collor (PTB-AL), sem nenhum.

Como a conta inclui apenas ex-presidente vivos, ficou de fora da lista Itamar Franco, que governou entre 1992 e 1994.

Lula deu um "grande salto" nessa lista, com oito títulos recebidos em maio, de universidades argentinas, e outras três na semana passada - uma no Peru e duas no Equador. Do total desse tipo de homenagem, 13 são de instituições internacionais, como o Instituto de Estudos Políticos de Paris Sciences Po.

Se a contagem considerasse o tempo anterior à saída da Presidência, FHC seria o líder das titulações. Entre 1970 e 2002, o sociólogo e professor acadêmico recebeu 20 títulos de doutor Honoris causa, um deles de uma universidade brasileira, a Cândido Mendes, do Rio de Janeiro. Na condição de ex-presidente, ele recebeu outros nove.

No Brasil, a Universidade Federal de Viçosa abriu a série, seguida depois de cinco instituições do Rio de Janeiro, três de Pernambuco, em seguida Bahia e Ceará. "Mais do que um reconhecimento pessoal, é uma homenagem ao povo brasileiro", costuma dizer Lula no agradecimento, em solenidades de entrega.

Tradicionalmente, o título de doutor Honoris causa é atribuído a acadêmicos, mas em tempos recentes passou a ser oferecido também a personalidades que se destacam em atividades políticas, sociais e diplomáticas. Os nove títulos de FHC são todos de instituições estrangeiras, Entre os países que o homenagearam estão Estados Unidos, Itália, Alemanha e Israel. O mais recente por ele recebido foi o do Instituto Universitário de Lisboa, em Lisboa, em 2002.

Já o senador José Sarney recebeu três, sendo um da Universidade Estadual do Maranhão e dois de universidades romenas.

'Era ideológica'. Para o professor de Teoria Política da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Milton Lahuerta, as titulações a mais do petista refletem o momento do Brasil a partir dos anos 2000, quando o País passou a ter mais destaque nos cenários político e econômico, contexto diferente dos outros líderes. "(A entrega de títulos) é um gesto protocolar e diplomático, mas acima de tudo a demarcação de uma era ideológica. Está se reconhecendo outro tipo de líder", avalia.

Mesmo somados outros tipos de homenagens e premiações, o hoje senador Fernando Collor fica na lanterna quando comparado aos demais ex-presidentes. A assessoria não forneceu informações precisas e somente destacou o título de cidadão paraibano, que lhe foi atribuído em 2007.

Além desse, há o de cidadão honorário de Quebrângulo (AL) e três comendas entregues por prefeituras do interior de Alagoas, reduto eleitoral do senador, que renunciou à Presidência em 1992. Em 2009, um deputado paranaense sugeriu a homenagem, mas retirou o projeto antes que a tramitação avançasse na Assembleia daquele Estado.

Na soma geral de homenagens, Lula está na frente. Além dos 24 Honoris causa, ele tem cinco títulos de cidadania e 26 ordens de mérito e prêmios dados por organizações nacionais e internacionais, algumas diretamente ligadas a causas sociais.

O ex-presidente e atual senador pelo PMDB José Sarney fica acompanha de perto o petista, com 41 honrarias ao todo - 38 resultados de prêmios e homenagens, a maioria ordens de mérito e outras por sua trajetória como escritor.

Na sua coleção, Fernando Henrique Cardoso tem outras 13 honrarias, entre ordens e premiações acadêmicas. A conta dos títulos de Lula foi feita pelo jornal O Estado de São Paulo

MARCOS F.L. disse...

Pelo visto a politicagem e a imparcialidade do MPF não terá fim.o PAU DELES sobate no Francisco do PT.

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