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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Governador tucano Geraldo Alckmin fez acordo com PCC para cessar ataques de 2006


Segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo, reunião entre membros do governo estadual e Marcola foi feita dentro do presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes
Representantes da cúpula do governo estadual fizeram um acordo com o chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, para pôr fim à onda de ataques da facção criminosa, em maio de 2006. O depoimento foi obtido com exclusividade pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e publicado na edição desta segunda-feira (27).(Aqui no blog tem várias postagens sobre o assunto)

Segundo informações conseguidas pelo periódico, a reunião foi feita dentro do presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes. A declaração é do delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, um dos um dos escolhidos pelo governo para participar do encontro em 2006 e que falou sobre o tema durante depoimento em processo judicial que investigou advogadas supostamente ligadas ao crime organizado.

Segundo as informações divulgadas pelo jornal, a proposta do crime organizado foi levada pela advogada Iracema Vasciaveo, então presidente da ONG Nova Ordem, que defendia o direito dos presos e, na época, representava o PCC: se os responsáveis pelo comando dos atentados nas ruas fossem informados de que Marcola estava bem fisicamente, que não havia sido torturado por policiais e que os presos amotinados não seriam agredidos pela Polícia Militar, os ataques seriam encerrados.

O recado deveria ser dado pelo próprio chefe do PCC. O papel de Iracema era convencer Marcola a aceitar a ideia.

A cúpula das secretarias de Segurança Pública e da Administração Penitenciária, cujos chefes na época eram Saulo de Castro Abreu Filho e Nagashi Furukawa, respectivamente, aceitou a ideia da advogada. O então governador, Claudio Lembo, autorizou o encontro.

Relembre o ataque do PCC



Na noite do dia 12 de maio de 2010, integrantes da organização criminosa deram início ao maior atentado contra as forças de segurança pública do Estado da história. Delegacias, carros e bases da Polícia Militar, Polícia Civil e metropolitana e até o Corpo de Bombeiros foram atacados. No dia seguinte, a onda de ataques foi intensificada e ocorreram atentados no litoral e interior de São Paulo.

Até o dia 15 de maio de 2010, foram mais de 200 ataques que deixaram cerca de 90 mortos. Neste dia, a organização determina o fim dos ataques após ter realizado atentados menores contra fóruns, ônibus circulares e agências bancárias. No entanto, uma série de boatos, incluindo um possível toque de recolher, instaurou o medo na população do Estado, que ficou mergulhado em horas de caos.

Com temor de ataques a alvos civis, 40% das escolas e Universidades foram fechadas. Parte do comércio e repartições públicas também fecharam suas portas.

Em seu horário de maior movimento, a cidade de São Paulo ficou deserta. O transporte público parou de circular durante a tarde deixando mais de 5 milhões de pessoas a pé. Um terço da frota de ônibus ficou na garagem depois de mais de 90 veículos terem sido incendiados em todo o Estado. Uma ameaça de bomba chegou a fechar o Aeroporto de Congonhas.

1 Comentários:

Eduardo de Paula Barreto disse...

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MARCOLA X PSDB
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Você se lembra e eu me lembro
Quando o senhor Claudio Lembo
Assumiu o Governo de São Paulo
Porque Geraldo Alckmin
Deixou o cargo para assim
Concorrer ao Planalto.
.
Era o ano de 2006
E na sangrenta tela da TV
Víamos cenários de guerra
Mostrando criminosos soltos
Incendiando viaturas e ônibus
Agindo como raivosas feras.
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Adultos e menores marginais
Matavam os policiais
Que tentavam conter os ataques
Que tiveram como saldo
Um número muito alto
De anônimos cadáveres.
.
Muitas foram as explicações
Para esclarecer as agressões
Que o PCC fez contra a sociedade
Falaram que a transferência de presos
Teria sido o pavio do enredo
De tamanhas atrocidades.
.
Mas chegou-se à conclusão
De que o líder da facção
Vingou-se do Estado
Porque policiais corruptos
Usando os seus atributos
Sequestraram o seu enteado.
.
Para contornar a difícil situação
Houve uma importante reunião
Entre os dois chefes do poder
E atrás das grossas e frias grades
Da cadeia em Presidente Bernardes
Reuniram-se Marcola e o PSDB.
.
Depois de um amplo acordo
Marcola decretou que todos
Os bandidos deveriam ceder
E o Governo em reverência
Curvando-se abaixou a cabeça
E pediu a bênção ao PCC.
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Eduardo De Paula Barreto
29/07/2015

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