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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Para 42% dos moradores de São Paulo, crise de falta de água é culpa do governador tucano


Para 42% dos moradores da capital paulista, a atual crise de falta de água é consequência da falta de planejamento do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) aponta pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (22) pela Rede Nossa São Paulo e a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Na opinião de 29% dos entrevistados, a culpa pelo desabastecimento é da falta de chuvas nas represas, e para 15%, faltou planejamento por parte da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A pesquisa foi realizada entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014 com 1.512 pessoas que moram em São Paulo. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Ibope: 2 a cada 3 pessoas dizem ter problemas com falta de água em SP
 Duas a cada três pessoas que moram na capital paulista afirmam que tiveram ou alguém de sua família teve problemas com falta de água nos últimos 30 dias. É o que revela pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22), feita pelo Ibope a pedido da Rede Nossa São Paulo e a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados afirmaram que tiveram (ou alguém da família teve) problemas no abastecimento de água no mês anterior. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014 com 1.512 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Em outubro do ano passado, pesquisa Datafolha mostrou que 60% dos moradores da capital diziam ter ficado sem água em casa nos 30 dias anteriores. 

Crise no Alto Tietê faz bairros voltarem a receber água do Cantareira

O agravamento da seca no Sistema Alto Tietê obrigou a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) a suspender o "socorro" prestado a regiões da capital que eram abastecidas pelo Cantareira antes da crise. O objetivo é evitar o colapso do segundo maior manancial paulista. Com o fim da transferência de água, moradores de bairros como Cangaíba, Penha e Tatuapé, na zona leste, voltam para a zona de abrangência do Cantareira, ficando mais expostos a falhas no abastecimento, por causa da redução da pressão, que é mais drástica para quem depende do principal sistema.

Sabesp nega divulgar contratos de empresas que mais consomem água

Embora a Lei de Acesso à Informação determine, já no seu primeiro artigo, que toda a administração pública está sujeita a ela, incluindo "autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades", a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) parece se considerar uma exceção. Desde dezembro do ano passado, a reportagem da "Agência Pública" pede, por meio da legislação, os contratos de Demanda Firme assinados pela companhia com cerca de 500 empresas para o fornecimento de altos volumes de água. Juntas, elas consomem, em média, 1,9 milhão de m³/mês. Agora, em resposta ao recurso da reportagem, a Sabesp alega que as empresas têm direito à privacidade como as pessoas, este estabelecido pelo artigo 5º da Constituição

Eleitores do Alckmin estão decepcionados

1 Comentários:

Ralph de Souza Filho de Souza Filho disse...

A Mercantilização da Água, um bem de caráter coletivo, é absolutamente incompatível com a idéia de suprimento da demanda por parte da população. Autarquias que administram um bem dessa natureza, jamais deveriam estar à mercê da sanha insaciável de lucro, própria de quaisquer empresários no capitalismo. Assim, sua transformação em empresa de economia mista, deu margem à priorização da busca incessante de lucros, transformados em dividendos, a serem distribuídos a seus investidores com ações em bolsa, na Bovespa e em Wall Sreet. A consequência, foi o abandono de quaisquer planejamentos, objetivando investimentos em reflorestamento de mananciais, construção de novas estações de tratamento e distribuição, em função do aumento da demanda, pela crescente expansão demográfica. Releito, ainda assim em 1º turno, Alckmin fornece, agora, e por muito tempo, é pena, barro nas torneiras, racionamentos e a exigente imposição de um imenso esforço e paciência de seus eleitores...

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