terça-feira, 30 de novembro de 2010

Banco do Brasil inaugura agência na comunidade de Paraisópolis

O Banco do Brasil inaugurou nesta terça-feira (30), a primeira agência bancária em Paraisópolis, a segunda maior comunidade da Cidade de São Paulo com cerca de 100 mil moradores.

A agência, instalada no prédio da sede da União dos Moradores, na Rua Ernest Renan, 1366, contribui com o processo de reurbanização e desenvolvimento econômico e social da comunidade.

É a primeira agência BB instalada em uma comunidade no país, que pretende abrir outras em comunidades semelhantes como a Cidade de Deus e Rocinha, no Rio de Janeiro. O mercado bancário de baixa renda, ainda é pouco explorado no Brasil.

O atleta e embaixador do vôlei Marcelo Negrão esteve presente na festa de inauguração.

Levando desenvolvimento à comunidade

A agência marca o início do Plano de Negócios de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) Urbano em Paraisópolis, que visa financiar e desenvolver o Comércio, Indústria e Serviços no local.

O plano, em parceria com a União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis (UMCP), foca a inclusão na economia formal de micro e pequenas empresas (existem algo em torno de 8 mil empreendimentos, dos quais cerca de 6 mil são informais). Todos os moradores da Comunidade de Paraisópolis poderão ser beneficiados com o DRS Urbano Paraisópolis.


Lula diz que não o derrubaram, porque era a encarnação do povo na rua

O presidente Lula visitou as obras da Hidrelétrica de Estreito, no Maranhão. A usina, uma obra do PAC que criou 22 mil empregos no pico das obras, está com 92,5% das obras realizadas e prevê entrar em operação em abril de 2011. A dato de hoje foi marcada pelo início do enchimento do lago.

A usina contará com potência instalada de 1.087 MW e 641,8 MW médios de energia, para o desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste, conforme disse no discurso:

"... Nós não queremos tirar nada do Sudeste, nós queremos que São Paulo continue crescendo, que o Rio de Janeiro continue crescendo, que o Sul continue crescendo, mas nós achamos que o século XXI é a vez do Nordeste e do Norte deste país começar a crescer".

Durante a visita, o Presidente lembrou o papel da presidenta eleita, Dilma Rousseff:

"... É importante que a gente saia daqui convencido de que essa obra só foi possível ser feita por causa de uma mulher chamada Dilma Rousseff, que mudou o marco regulatório da questão energética do país. Tudo o que eu espero é que ela faça mais e melhor do que eu fiz, porque ela me ajudou a construir o que eu construir, ela sabe como fazer e ela conhece o País como pouca gente conhece."

E lembrou ser preciso que os moradores que vivem na região e dependem da agricultura possam continuar trabalhando e tirando sua riqueza do solo: “Uma hidrelétrica tem de trazer beneficio para todos, mas, sobretudo, atender àqueles que estavam aqui antes da hidrelétrica chegar”.

Não é o Lula que está na Presidência. É a classe trabalhadora brasileira.

O Presidente fez uma pequena retrospectiva de seu governo. Fez um paralelo com outros presidentes, como Getúlio Vargas, que se suicidou, e João Goulart, que foi derrubado pelo golpe militar em 1964, ao lembrar da crise política que enfrentou em 2005, diante das denúncias do dito "mensalão":

“Pensei: O que vão fazer comigo”, indagou. “Eles tentaram em 2005, mas não sabiam que esse presidente era a encarnação do povo na rua. Esse país teve presidente que se matou, que foi cassado. Conversei com [José] Sarney na época. E disse que eles vão saber que não é o Lula que está na Presidência. É a classe trabalhadora brasileira”, completou.

Lula disse que deixará a Presidência “com a cabeça tão erguida ou mais erguida” do que subiu. “Duvido que tenha presidente que tenha tido relação tão republicana como eu tive com governadores e prefeitos. Nunca perguntei a que partido pertenciam. Se tinham direitos, a gente repassava as coisas que tinha de repassar”. (Com informações da Agência Brasil)


E o Serra, virou pastor?

Vejam a farsa  nesse vídeo.O vídeo é do You Tube, e o Serra, na campanha para presidente, estava "fazendo um culto" (até isso ele fez),pregando igual a pastor



Passado a eleição, a pergunta que fica agora é, o candidato derrotado à presidência, José Serra (PSDB), virou pastou?. Ou seria ele agora padre?.Na guerra pelos votos do eleitorado evangélico, no segundo turno, José Serra se aliou a Silas Malafaia --crítico ferrenho dos gays. José Serra continua fgrequentando igrejas evangelicas e católicas?


População chega a 190,7 mi

O Brasil tem 190.732.694 pessoas -alta de 12,3% em relação a 2000-, cresce em ritmo mais lento e é cada vez mais urbano. É o primeiro retrato do Censo 2010, do IBGE.Os moradores das cidades representam 84,32% da população. O campo reúne 15,65%. Segundo Eduardo Nunes, presidente do IBGE, há um movimento migratório rumo ao oeste, para cidades do agronegócio.

O país tem hoje 3,9 milhões a mais de mulheres do que homens. O Estado de São Paulo reúne nove dos dez municípios com maior proporção de homens, mas o que fez a diferença nestas cidades foi a instalação de presídios nos últimos 10 anos.Em média, o Brasil tem 3,3 moradores por domicílio, ante 3,75 em 2000.

No Norte, são 4,4, e no Sul, 3,1. Existem hoje no país 23,7 mil pessoas com mais de cem anos.O Censo visitou 67,6 milhões de domicílios. Os recenseadores não conseguiram realizar a entrevista em 901 mil. Nesses casos, foi usada metodologia para estimar o número de habitantes.


Um tucano a menos no ninho do Serra

A reunião promovida ontem pelo diretório regional do PSDB no Rio para discutir o desempenho tucano nas eleições de outubro terminou em crise. O ex-governador Marcello Alencar propôs ao prefeito de Duque Caxias, José Camilo Zito, que deixe a presidência estadual. Ele reclamou que Zito não se empenhou para eleger José Serra presidente e Fernando Gabeira (PV) governador. O prefeito também teria estreitado relações com o governador reeleito Sérgio Cabral (PMDB). Após as críticas, Zito afirmou que dificilmente permanecerá no cargo e não descarta deixar o partido.

Zito afirmou que entregaria sua carta de renúncia ontem. Mas voltou atrás após pedido do vice-presidente regional, Márcio Fortes. A decisão será tomada em 15 dias. Marcello afirmou estar decepcionado com Zito, que tem mandato de presidente até abril. O ex-governador foi o maior defensor da entrada do prefeito no partido e de sua permanência no comando.

- Estou surpreso. Estive empenhado em eleger Serra. Não podem me culpar de seu desempenho pífio. Sugerir tirar dois meses de licença para a campanha e não quiseram. Respeito o Marcello, mas o tempo dele passou. Será difícil eu permanecer na presidência e ficarei no partido até o prazo que a legislação determinar - sentenciou Zito.

O mal estar tomou conta do ninho após a executiva regional decidir apoiar Gabeira. Zito defendeu Serra, mas foi contra o verde, a quem acusou de discriminá-lo. Serra obteve no segundo turno pouco mais de 25% dos votos em Duque de Caxias. Já Gabeira não chegou a 14% no primeiro turno na cidade.

Após a reunião, os tucanos reagiram à crise defendendo mudanças no partido, como a formação de novos quadros.O PSDB tem que parar de ficar só discutindo e falando de nomes. Precisa é repensar sua ideologia disse a vereadora Andrea Gouvêa Vieira.O PSDB tem agora é que fazer frente à política de um partido único que domina o Rio - acrescentou o deputado Otávio Leite.


Um quinto já esqueceu voto para deputado

Um em cada cinco eleitores não se lembra mais em quem votou para deputado estadual, deputado federal e senador nestas eleições, de acordo com pesquisa feita pelo instituto Sensus, por encomenda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O desconhecimento da população sobre as funções dos parlamentares ainda é grande: 40% disseram não estar bem informados sobre o papel exercido por seus representantes no Legislativo.

O maior distanciamento do eleitor é com a disputa pela Assembleia Legislativa, segundo a pesquisa. Dos entrevistados, 23% disseram não lembrar de quem escolheram para deputado estadual; 21,7% não se lembram do deputado federal em que votaram e 20,6 se esqueceram do voto para senador. A identificação do eleitor com os candidatos à Presidência da República e ao governo estadual é maior. Dos entrevistados, 89,7% disseram lembrar de quem votou para presidente. Para governador foram 80,6% .

A pesquisa indica também ligação entre o distanciamento e índice de confiança dos brasileiros nas instituições. Mais da metade dos entrevistados disseram não confiar na Assembleia Legislativa (51,9%) e na Câmara dos Deputados (56,3%). Por outro lado, a maioria confia na Presidência (58.6%) e no governo estadual (52,6%). No topo da lista da confiança dos eleitores está a Justiça Eleitoral: 69,8% dos entrevistados disseram que confiam nos tribunais regionais eleitorais e no TSE.

O instituto Sensus ouviu 2 mil eleitores em 136 municípios, um mês depois do primeiro turno, entre 03 e 07 de novembro.

Apesar da desconfiança, mais da metade dos eleitores se diz muito motivado ou muito animado para votar, 52,3% dos entrevistados, contra 42,6% que disseram ter pouca motivação ou ânimo para participar do processo eleitoral. O restante não votou ou não respondeu à pesquisa.

A maioria dos eleitores chegou ao segundo turno sem saber em quem votar e sinaliza que a internet e a leitura de jornais e revistas pouco influenciaram na escolha do voto. Dos ouvidos pelo instituto de pesquisa, apenas 1,7% disse ter usado a internet para definir o voto. O mesmo percentual vale para os que informaram que jornais e revistas os influenciaram na decisão. Os programas dos candidatos influenciaram 6,2% dos eleitores na hora do voto e os debates no rádio e na televisão foram citados por 18,8% . Segundo os entrevistados pelo Sensus, 44,2% disseram que já estavam "decididos pessoalmente" desde o primeiro turno.

A principal fonte de informação para os eleitores sobre política e eleições continua sendo a televisão, meio usado por 56,6% dos entrevistados. A conversa com amigos e parentes foi citada por 18,4% dos entrevistados; a internet foi lembrada por 9,9% dos eleitores ouvidos e o jornal impresso, por 6,4%.Valor


De Sanctis

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região decidiu promover a desembargador o juiz federal Fausto Martin De Sanctis. A promoção fará com que De Sanctis deixe a condução dos processos e inquéritos relativos à Operação Satiagraha da Polícia Federal. Por unanimidade, 36 desembargadores da Corte Especial do TRF aprovaram a promoção na tarde de ontem. A ida de De Sanctis para o colegiado de segunda instância agora deverá ser aprovada formalmente pelo presidente da República. Em regra, as escolhas dos TRFs são acatadas pelo Executivo.


Dilma acompanha Lula no Pará para inauguração das eclusas de Tucuruí



Após semanas em reuniões internas para tratar da transição de governo, a presidente eleita Dilma Rousseff acompanhará, nesta terça-feira (30), o presidente Lula na inauguração das eclusas do Tucuruí, no Pará.

Esta será a primeira vez que Dilma e Lula vão participar de um evento em comum após a campanha presidencial.

As obras das eclusas de Tucuruí permitirão a retomada na navegação de cargas e passageiros pelo rio Tocantins. A hidrovia Araguaia-Tocantins ligará o porto de Belém à região do Alto Araguaia, em Mato Grosso, e terá extensão de quase 2.000 km. O trajeto era impossibilitado pelo desnível de aproximadamente 75 m provocado pela usina hidrelétrica.

Na agenda presidencial está prevista:

Horário local de Estreito (MA) e Tucuruí (PA): menos 1h em relação a Brasília

10h - Visita às obras da usina hidrelétrica de Estreito (MA) para início do
enchimento do lago Rio Tocantins, divisa entre Tocantins e Maranhão, próximo ao
município de Estreito

11h - Cerimônia alusiva à visita às obras da usina hidrelétrica de Estreito para início do enchimento do lago

13h45 - Chegada a Tucuruí

14h15 - Visita em balsa, até as eclusas de Tucuruí (sistema de transposição de desnível dos rios Tocantins e Araguaia)

16h - Cerimônia de inauguração das eclusas de Tucuruí, contratação de 41 engenheiros formados na usina hidrelétrica Tucuruí pela usina hidrelétrica Belo Monte e assinatura do contrato de financiamento para a expansão do suprimento energético da Ilha de Marajó - Local: Usina hidrelétrica Tucuruí, bairro Nova Matinha


Presidente Lula entrega 30 escolas técnicas e 25 campi de universidades



O presidente Lula e o ministro da Educação, Fernando Haddad, entregaram nesta segunda-feira (29), 30 escolas federais de educação profissional – 18 já em funcionamento e 12 com previsão para o início de 2011. Foram inaugurados ainda 25 campi ligados a 15 universidades federais.

A iniciativa faz parte do plano de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e representa o avanço do Programa de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (Reuni).

As 30 escolas federais de educação profissional estão localizadas no Amazonas, na Bahia, no Ceará, no Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Minas Gerais, em Mato Grosso, no Pará, em Pernambuco, no Piauí, no Rio de Janeiro, em Rondônia e em Santa Catarina.

Os 25 campi foram inaugurados no Amazonas, na Bahia, no Maranhão, em Minas Gerais, no Pará, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Desde 2005, foram criadas 214 escolas federais de educação profissional, totalizando 342. Também foram criados 126 campi e unidades universitárias, que passaram de 148, em 2002, para 274, este ano. Atualmente, as universidades federais estão presentes em 230 municípios de todo o país.

Em 2003, 140 mil alunos estudavam em escolas de educação profissional, contra 348 mil em 2010. O aumento no número de matrículas foi de 148% e a tendência, segundo a pasta, é de crescimento.

Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar

Mais tarde, o presidente Lula participou da cerimônia de entrega do Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar, em Brasília (DF), para diversos prefeitos. Nessa edição do prêmio, foram inscritos 1.340 municípios; em 2009, foram 300.

O presidente agradeceu o engajamento dos prefeitos aos programas:

"Quanto mais a gente trabalhar com os prefeitos, mais chance a gente tem de fazer acontecer. Esse prêmio é apenas simbólico, na verdade quem está dando o prêmio não somos nós para vocês, são vocês para nós, que estão demonstrando que é possível a gente ter 6 mil prefeitos sérios nesse país, cuidando das crianças como todo mundo sabe que tem que cuidar."

O presidente lembrou que a eleição de Dilma significa que o trabalho iniciado em seu governo será levado adiante e farão com que o Brasil chegue a 2015 com todas as Metas de Desenvolvimento do Milênio da ONU atingidas.

Olimpíada de Língua Portuguesa

O Presdiente ainda participou da solenidade de premiação da etapa nacional da Olimpíada de Língua Portuguesa “Escrevendo o Futuro”, em Brasília (DF).

O presidente destacou que o Brasil ganhou nos últimos oito anos 10 mil escolas em tempo integral e beneficiou 2,2 milhões de alunos, em completou:

"Nós fizemos um pouco e certamente a Dilma fará muito mais. E em todas essas escolas tem aula de música. Significa que daqui a pouco quem quiser ir a um grande concerto não terá mais que ir a Viena, vai a qualquer estado deste país e vai assistir o que bem entender, porque a Dilma se comprometeu a fazer mais 32 mil escolas de tempo integral".

Veja também:
- Video sobre Reuni;
- Vídeo sobre Institutos Federais de Educação

(Com informações da Agência Brasil e Blog do Planalto)


Dilma reune-se com Cabral e tratam de segurança pública

A presidenta eleita Dilma Rousseff reuniu-se nesta segunda-feira à noite com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB/RJ), para tratar da segurança pública no Estado.

Cabral pediu a continuidade da parceria das forças de segurança estaduais e federais, e disse que nesta terça-feira assina uma solicitação oficial ao Ministério da Defesa pedindo a permanência de um contingente de cerca de dois mil homens das Forças Armadas para o patrulhamento ostensivo do Complexo do Alemão.

De acordo com o governador, esse patrulhamento é para cobrir o período necessário para formar novos policiais, suficientes para instalara uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) definitiva no local.

“A presidente Dilma conhece o Complexo do Alemão, conhece sua população, que deu a ela e a mim uma eleição significativa”, disse o governador. “A polulação sempre confiou que essa parceria seria traduzida não só em obras físicas, que já estão acontecendo com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas também na paz.”

Após o encontro, Cabral destacou a jornalistas que o Estado do Rio tem os recursos necessários para implantar as UPPs, e que espera ainda o reforço de 7 mil homens para dar continuidade à retomada de territórios dominados pelo tráfico.

Segundo Cabral, foi uma “longa conversa de amigos”, da qual também participaram o vice-governador Luiz Fernando de Souza Pezão e o coordenador da equipe de transição Antonio Palocci.

A conversa também tratou de propostas de investimento visando à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olimpícos de 2016, e da meta de avançar nos próximos seis anos em saneamento, transporte, aeroportos e mobilidade urbana. (Com informações do IG)


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Prefeito fica livre do PPS, ao conseguir ser expulso

O prefeito Gustavo Reis, de Jaguariúna (SP), foi agraciado com a expulsão (desligamento) do PPS, libertando-se do peso de pertencer ao partido.

O motivo foi ter apoiado a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, contrariando a devoção do PPS à José Serra (PSDB).

Os burocratas do Diretório Nacional do partido reuniram-se no final de semana, e aprovaram resolução para iniciar um processo de caça às bruxas, com punição e expulsão de filiados e detentores de mandato que apoiaram candidatos de outras siglas e coligações nas eleições de 2010. Além das punições individuais, diretórios do PPS considerados infiéis poderão ser dissolvidos em todos os estados e no Distrito Federal.

O partido decaiu de 22 deputados eleitos em 2006, para uma bancada que quase cabe em uma Kombi em 2010 (12 deputados). Com o processo de caça às bruxas, o último a sair apague a luz e feche a porta da Kombi (Com informações do Portal Terra).


PDT na Câmara pode conquistar cadeiras, pela Ficha Limpa

Brizola Neto (PDT/RJ), Mário Heringer (PDT/MG) e Paulo Rubem Santiago (PDT/PE), que ficaram na primeira suplência em seus estados, podem vir a ser diplomados deputados federais, caso adversários sejam impugnados em julgamento, pela lei do Ficha Limpa.


The New York Times:Operação policial cativou brasileiros como a Copa

A ocupação do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, "cativou" os brasileiros como nenhum outro evento desde a Copa do Mundo da África do Sul, segundo o jornal The New York Times.

Os repórteres do diário descreveram a operação como "uma varredura militar rápida e definitiva" e disseram que "um ar de calma e alívio" se espalhou pelo conjunto de favelas, com moradores abrindo as janelas e voltando às ruas após a ocupação. "Moradores se reuniram ao redor de aparelhos de televisão em bares e restaurantes, torcendo pela polícia como eles fariam por seus times de futebol favoritos, mesmo quando tiros ocasionais cobriam os céus ensolarados".

Um artigo publicado pelo diário espanhol El País afirmou que políticos brasileiros estão vendendo a "liberação" do conjunto de favelas como o regresso ao Estado democrático no Brasil. "O Rio, e em parte o Brasil, estava tristemente acostumado com que os grandes centros urbanos estivessem sob o controle dos traficantes de drogas, que impunham suas leis com a conivência de policiais corruptos, advogados de presos perigosos, juízes e políticos que usam os traficantes para manter seu poder local e enriquecer".

Segundo o artigo do correspondente Juan Arias, "a operação de reconquista do território do Rio com a maior concentração de traficantes começa a mostrar aos cidadãos quem tem o poder nas cidades: o tráfico ou o Estado".

O jornal britânico The Guardian descreveu a operação como "sem precedentes" na história da cidade, enquanto outro jornal espanhol, o El Mundo, destacou "a opulência dos palácios" dos traficantes descobertos pela polícia durante a operação. "Os chefes da droga viviam como reis nas favelas cariocas do Complexo do Alemão", diz a reportagem, que descreve em detalhes a mansão de quatro andares do traficante conhecido como "Pezão", que tinha jacuzzi, piscina e aparelhos de ar condicionado.


No rádio, Lula diz que é apenas o começo, sobre ação policial



No programa semanal de rádio, Café com o Presidente, o presidente Lula fez um balanço do programa de Aquisição de Alimentos, e falou de vai atenderá tudo o que o Rio de Janeiro precisar para combater o narcotráfico. Segue a transcrição:

Apresentador: Olá, você, em todo o Brasil. Eu sou Luciano Seixas, e começa agora o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Olá, presidente, como vai? Tudo bem?

Presidente: Tudo bem, Luciano.

Apresentador: Presidente, o senhor participou, na quinta-feira passada, de um seminário do Programa de Aquisição de Alimentos. Em relação a esse programa, a agricultura Hilda Maria Resende Santos, presidente da Associação Comunitária de Criadores de Caprinos, da cidade de Custódia, em Pernambuco, diz o seguinte: “As minhas palavras são de agradecimento, falo em nome de um povo sofrido. Se não fosse esse programa, as crianças não teriam um litro de leite para tomar. E se, hoje, elas vão bem na escola é porque tomam leite todo dia. Então, Pernambuco agradece ao presidente Lula. E mais...”, diz a D. Hilda, “... Estou certa que a presidente Dilma irá continuar o programa” (*). Então, presidente?

Presidente: Olha, Luciano, o Programa de Aquisição de Alimentos é um programa, eu diria, quase que revolucionário porque, primeiro, ele atinge 2.300 municípios, segundo, nós compramos produtos de, mais ou menos, 160 mil pequenos agricultores, terceiro, nós conseguimos comprar por volta de 3 milhões de toneladas de alimentos e nós distribuímos isso para 15 milhões de brasileiros. Ou seja, são 25 mil instituições que participam desse programa. É um programa que mexe com a sociedade, que mexe com o pequeno produtor, e garante que alimento de boa qualidade chegue na casa das pessoas. E garante mais ainda, que a gente dê ao pequeno produtor um preço justo, melhor do que aquele que o mercado oferece ao pequeno produtor. Esse é um programa que eu tenho a convicção que a companheira Dilma vai continuar, vai aperfeiçoá-lo. E a Dona Hilda tem razão, aliás eu ouvi o depoimento da Dona Hilda, eu vi o discurso dela lá, ela pediu a palavra, ela me entregou uma cesta básica e, depois, ela foi fazer um discurso. Ou seja, o discurso emocionou todo mundo, porque é uma mulher simples, sabe, que estava falando apenas aquilo que a alma dela conseguia produzir, aquilo que o coração dela conseguia sentir.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Presidente, mudando de assunto.A polícia, com a colaboração das Forças Armadas, expulsou os principais líderes de algumas das comunidades do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que enfrentava os maiores problemas com o crime organizado. O que é que o senhor achou dessa ação? Está fechado o cerco ao tráfico no Rio de Janeiro?

Presidente: Primeiro, nós temos que dar os parabéns ao governador Sérgio Cabral, ao secretário de Segurança, e a todo o povo do Rio de Janeiro. O governador me ligou na segunda-feira, dizendo o que estava acontecendo no Rio de Janeiro, pedindo para mim se a gente poderia colocar Polícia Rodoviária Federal para ajudar no Rio de Janeiro. Prontamente eu liguei para o ministro da Justiça, pedi para o ministro da Justiça atender o Sérgio Cabral naquilo que fosse necessário para o Rio de Janeiro. Nós, então, mandamos mais reforço da Polícia Rodoviária Federal. Depois, o companheiro Sérgio Cabral falou da Polícia Federal. E já quando eu ia viajando, na quinta-feira, para Georgetown, na Guiana, o ministro Nelson Jobim me liga, dizendo de um pedido que o Sérgio Cabral tinha feito para ele. Depois, me liga o Sérgio Cabral dizendo, sabe, do que ele precisava das Forças Armadas. Eu, prontamente disse ao ministro Nelson Jobim, que ele fizesse o que tivesse que fazer, dentro da lei. Pedi para que o Sérgio Cabral pedisse por escrito, que nós estávamos dispostos a ajudar o Rio de Janeiro a vencer o crime organizado, a vencer o narcotráfico. E disse ao governador: “Governador, tudo o que eu puder fazer para que a gente possa livrar o Rio dessa situação nós iremos fazer”. Eu acho que a operação está sendo um sucesso. Obviamente que ela não terminou, ela apenas começou. Nós não sabemos ainda se todos os bandidos fugiram, se tem muito lá dentro, se estão escondidos. De qualquer forma, nós demos o primeiro passo – entramos dentro do Complexo do Alemão. Eu estava para ir visitar o Complexo do Alemão. Independentemente dessa operação eu iria visitar o Complexo do Alemão. Eu, agora, vou com muito mais prazer. Eu quero reiterar hoje o que eu disse na sexta-feira: o que o Rio de Janeiro precisar para que a gente acabe com o narcotráfico, o governo federal está disposto a colaborar com o estado do Rio de Janeiro e com o meu amigo, Sérgio Cabral.

Apresentador: Presidente, qual mensagem que o senhor deixa às comunidades do Rio de Janeiro, mas também aqueles que acompanham esses acontecimentos, no Brasil e no mundo?

Presidente: A mensagem que eu posso dar é essa: otimismo. Otimismo e esperança. E dizer ao povo do Rio: “Muita tranquilidade, porque nós venceremos essa guerra”. E fica demonstrado quando a união entre governo federal e governo estadual, e os órgãos de inteligência das polícias, as coisas funcionam. Quando ficamos disputando, entre nós, quem é mais bonito, quem é melhor, o povo paga um prejuízo. Eu digo sempre o seguinte, quando os governos se unem, o povo ganha. Quando os governos divergem, o povo perde. Então eu acho que o Sérgio Cabral fez um trabalho excepcional, eu espero que outros governadores comecem a fazer a mesma coisa, porque só tem um jeito de a gente vencer o crime organizado – é combatê-lo. E o governo federal só pode entrar na medida que haja o pedido de um governo, como o Sérgio Cabral, humildemente pediu e nós, humildemente, atendemos.

Apresentador: Muito obrigado, presidente Lula, e até a próxima semana.

Presidente: Obrigado a você, Luciano, e até a próxima semana.

--x-x-x--

(*) O referido discurso de D. Hilda, que emocionou o presidente, foi este:



Classe D ultrapassa a A

A classe D já passou a classe A no número total de estudantes nas universidades brasileiras públicas e privadas. Em 2002, havia 180 mil alunos da classe D no Ensino Superior. Sete anos depois, em 2009, eles eram quase cinco vezes mais e somavam 887,4 mil. Em contrapartida, o total de estudantes do estrato mais rico caiu pela metade no período, de 885,6 mil para 423, 4 mil. Os dados fazem parte de um estudo do instituto Data Popular.

"Cerca de cem mil estudantes da classe D ingressaram a cada ano nas faculdades brasileiras entre 2002 e 2009, e hoje temos a primeira geração de universitários desse estrato social", observa Renato Meirelles, sócio diretor do instituto e responsável pelo estudo.

Essa mudança de perfil deve, segundo Meirelles, provocar impactos no mercado de consumo a médio prazo. Com maior nível de escolaridade, essa população, que é a grande massa consumidora do País, deve se tornar mais exigente na hora de ir às compras.

O estudo, feito a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela também que as classes C e D respondem atualmente por 72,4% dos estudantes universitários. Em 2002, a participação dos estudantes desses dois estratos sociais somavam 45,3%.

São considerados estudantes de classe D aqueles com renda mensal familiar entre um e três salários-mínimos (hoje, de R$ 510 a R$ 1.530). Os universitários da classe C contam com rendimento familiar que varia de três e dez salários-mínimos. Já na classe A, a renda é acima de 20 salários-mínimos (R$ 10,2 mil).

A melhoria da condição financeira que permitiu inicialmente a compra do primeiro carro zero-quilômetro e do celular aos brasileiros de menor renda também abriu caminho para que eles tivesse acesso ao ensino superior. Pesquisa do Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA), que mede a intenção de compra dos consumidores por classe social, revela que subiu de 15%, no terceiro trimestre, para 17%, neste trimestre, a capacidade de gasto com educação em relação à renda da classe C.

Saiba mais

Além da renda maior, segundo Renato Meirelles, sócio diretor do instituto Data Popular e responsável pelo estudo, existem outros fatores que provocaram essa mudança de perfil socioeconômico dos universitários. Um deles é a universalização do Ensino Médio no Brasil. Também contribuíram as bolsas de estudo do Programa Universidade para Todos (ProUni) e a proliferação de universidades particulares pelo País.Estado


Lula influente


A "FP" ouviu seus eleitos para a lista de "líderes que mais influenciaram" no ano. Pela ordem, Ahmadinejad, Lula e os chineses Hu Jintao e Wen Jiabao
 Visto como descartado por Dilma Rousseff no Brasil, Celso Amorim acumula entrevistas e premiações, do espanhol "La Vanguardia" à revista americana de comércio hemisférico "Latin Trade". Na capa mais recente, semanas atrás, a "LT" elegeu o chanceler como "líder inovador do ano", justificando ser "um diplomata que faz a diferença"No Nelson de Sá


domingo, 28 de novembro de 2010

Complexo do Alemão: menos ôba-ôba na TV Globo e melhor distribuição de renda

A pacificação do Complexo do Alemão é uma vitória:

1º) Da Comunidade: Viver sob comando de traficantes é viver sob ditadura. E a presença do estado de direito foi restabelecida, com pouco confronto violento diante do tamanho da operação, poupando vidas, devido à estratégia acertada de cerco com ampla supremacia bélica, com cobertura da imprensa, o que inibiu qualquer resistência maior dos traficantes, partindo para tentativas de fugas.

2º) Da cidade e do estado do Rio: é a maior baixa no crime organizado, em seu arsenal, em seus estoques de drogas e no dinheiro que representa, e em seu pessoal, o que deve melhorar a segurança pública como um todo, e tornar mais fácil retomar o controle de outras áreas.

3º) Da política de segurança pública para todo o Brasil: os governadores de todo o Brasil ganharam um modelo para ser seguido, caso enfrentem problema semelhante.

Então há motivos para comemorar, até agora. Mas não há motivo para esse ôba-ôba da TV Globo, como se fosse o fim da II Guerra Mundial.

A TV Globo precisa acordar para a vida, e entender o que disse Cláudio Lembo, do DEMos, durante os ataques do PCC: "a burguesia tem que enfiar a mão no bolso".

Polícia eficiente é caro, não dá para ter policiais ganhando muito mal e vivendo de bicos e propinas. Mas mais caro é a degradação social, combustível da criminalidade.

O Complexo do Alemão recebeu obras do PAC, unidades de saúdes, creches, centro profissionalizante, moradias, pontos de cultura e lazer. É preciso manter essas conquistas e ampliá-las, para lá e para outras comunidades do Brasil inteiro. É preciso que as escolas de lá tenham um bom ensino, com bons professores. É preciso abrir mais oportunidades de trabalho e renda.

Além disso é preciso melhorar o sistema prisional para recuperar os recuperáveis, muitos presos ainda bastante jovens.

Tudo isso custa dinheiro e é preciso pensar em mecanismos de financiamento, em vez de pensar só em lucros para acionistas, e em vez de botar a Miriam Leitão e o Sardenberg enchendo a paciência todo dia, pedindo cortes de custos, e pedindo aumento de juros.

E não é só aumento de impostos que gera verbas. É também a diminuição da sonegação, das quadrilhas de empreiteiros que combinam licitações para roubar o governo, acabar com as lavanderias de dinheiro do colarinho branco, que o judiciário acaba deixando impunes, diante de bons advogados.


Tocou, ou não tocou?

Olhando assim de longe, dá até para palpitar que o Presidente  Lula arriscava uma trilha sonora dramática, no estilo “que toquem os violinos”.

Na contagem regressiva para deixar o cargo que ocupou pelos últimos oito anos, o  Presidente tentou tocar o instrumento na Base Aérea de Brasília.

O  Presidente foi recebido pela Orquestra Sinfônica Dona Lindu, batizada com o nome de sua mãe, e por uma fanfarra, vestida com roupas semelhantes às da Guarda Presidencial. Nos dois casos, os músicos eram alunos de uma escola municipal de Palmas (TO).

O Presidente segurou o violino, mas disse que não tocava após lembrar que lhe faltava um dedo (o mindinho, perdido em um acidente de trabalho aos 18 anos).


Revista 'Foregin Policy' inclui Celso Amorim em lista de 'pensadores globais' de 2010


A lista dos cem "pensadores globais" mais importantes do mundo segundo a prestigiosa revista internacional "Foregin Policy" aponta o ministro brasileiro das Relações Exteriores Celso Amorim como o 6º lugar do seu ranking. A lista completa, que sai na edição de dezembro da publicação, foi divulgada neste domingo (28) no site da revista.Veja a lista completa no site da revista, em inglês

Segundo a "FP", Amorim se esforçou para transformar o Brasil em uma potência internacional sem seguir cegamente o governo dos Estados Unidos nem romper com os americanos como fizeram outros governos de esquerda. A participação dele na negociação com o Irã, diz, "colocou o Brasil no mapa".

"Sob a liderança de Amorim, o Brasil abraçou entusiasticamente a aliança dos BRIC, com Rússia, Índia e China, que ele acha que tem o poder de 'redefinir a governabilidade mundial'".

A revista trouxe ainda uma longa entrevista com o ministro brasileiro.

A lista completa dos pensadores ainda cita a candidata derrotada à Presidência Marina Silva, mencionada em 32º lugar junto a outros líderes de partidos verdes.


Tempo dos Dilmistas na TV


Nas batalhas eleitorais de 2012 e 2014, os partidos da base do futuro governo sairão em vantagem: quase todos ganharam vagas na Câmara dos Deputados e, com isso, mais tempo na propaganda eleitoral de rádio e televisão.

As legendas que estiveram coligadas na campanha da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), ganharam, em conjunto, 14% a mais de tempo com o resultado da eleição para a Câmara. Já os partidos que apoiaram José Serra (PSDB) tiveram, juntos, uma perda de 24%, segundo cálculos feitos pelo jornal o Estado de SPTempo d.

O cálculo se refere à parte do horário eleitoral (dois terços do total de 50 minutos por dia) que é dividida de acordo com o tamanho das bancadas de cada partido na Câmara. Outra parte é distribuída de forma igualitária entre todas as legendas que lançam candidatos.

O tempo maior no rádio e na televisão não significa apenas vantagem no horário fixo de propaganda eleitoral: também as inserções de 30 segundos, distribuídas ao longo da programação das emissoras, são definidas de acordo com o tamanho das bancadas, além do número de candidatos.

Por alcançar até mesmo os eleitores que evitam assistir ao horário eleitoral, as inserções são consideradas as peças mais eficazes do marketing político.

Mesmo partidos que não costumam lançar candidatos a cargos executivos têm interesse direto no rateio da propaganda - seu tempo de TV é o principal ativo na negociação de coligações, pois pode ser repassado para terceiros.

Na última eleição, pequenas legendas protagonizaram um "leilão" de seu tempo na propaganda. O PSC, que chegou a aprovar o apoio a Serra em convenção, mudou de lado após assédio de governistas. Com isso, Dilma ganhou 35 segundos por dia.

Sobe e desce. O PT, cuja bancada cresceu de 83 para 88 deputados entre 2006 e 2010, ultrapassou o PMDB e terá o maior tempo no horário fixo de propaganda. Serão 5 minutos e 43 segundos por dia, 20 segundos a mais do que na eleição passada.

O PR, outro partido integrante da base governista, teve o maior ganho entre as 22 legendas com representação na Câmara: passou de 1min37s para 2min39s, graças a sua estratégia de lançar "puxadores de votos" em diversos Estados.

Na base dilmista, o PMDB foi o único partido que perdeu cacife no chamado palanque eletrônico: terá 39 segundos a menos do que na campanha passada.

Dos antigos aliados de José Serra (PSDB) na campanha presidencial, somente dois "nanicos" tiveram ganhos: o PT do B (que passará de 3 para 11 segundos) e o PMN (de 11 para 15 segundos). O partido de Serra terá direito a 3min26s, 51 segundos a menos do que em 2010.

Mas foi o DEM quem protagonizou o maior tombo: caiu de 4min13s para 2min47s.

É com esses tempos de exposição que os partidos enfrentarão o próximo teste eleitoral, daqui a dois anos, quando estarão em jogo as prefeituras dos 5.565 municípios do País. Em 2014, quando haverá eleições para a Presidência, os governos estaduais, o Congresso e as assembleias legislativas, o cacife de cada partido será o mesmo, ainda que eles mudem de tamanho até lá.


sábado, 27 de novembro de 2010

E agora PIG? FHC repete discurso de Franklin Martins: diz que tem que haver regulação da mídia

Passada as eleições, o ex-presidente FHC resolveu falar o mesmo que Lula, Dilma, Franklin Martins, o PT, o PCdoB, o PSB, nós da blogosfera estamos falando há tempos: que a mídia tem que ter regulamentação.

O ex-presidente disse que é "impossível" não ter regulação, e completou:

"No debate atual, existe uma certa confusão. Estamos misturando a necessidade eventual da organização dos meios de difusão, inclusive por causa das novas tecnologias e da convergência entre plataformas, que requerem alguma regulação, com aquilo que não requer regulação, que é o conteúdo".

Repetiu extamente o que disse Franklin Martins no recente Seminário de Convergência de Mídias.

FHC "derrapa", e esquece a Constituição de 88, que assinou

O ex-presidente só derrapou e confundiu ao dizer que o conteúdo não tem que ter regulação. Tem sim. Não tem que ter censura, mas tem que ter regulação de limites de programação estrangeira, cotas de programação regional, e outras coisas da Constituição de 88, da qual FHC participou como constituinte.


A velha mídia corrupta quer censurar blogs que praticam a honestidade às claras

Jornalismo engajado existe no mundo inteiro. A velha mídia, por exemplo, foi engajada para derrubar Getúlio Vargas e Jango, foi engajada no apoio à ditadura, foi engajada na eleição de Collor e FHC, e foi engajada por Alckmin e Serra, e foi engajada para tentar derrubar o governo Lula. Só que é corrupta, quando quer se apresentar como "isenta" e "apartidária". Corrompe a informação e engana (ou tenta enganar) seus leitores desavisados.

No entanto o articulista do Correio Braziliense, Lúcio Vaz, se julga no direito de querer censurar o nosso blog de poder entrar no Palácio do Planalto, para participar de entrevista com blogueiros, por causa do título do blog ser "Os Amigos do Presidente Lula".

O Correio Braziliense, teve momentos que lhe cairia bem o nome de "Os amigos de José Roberto Arruda" (*), dado o cheiro de panetone exalado pelo jornal na cobertura inicial do "Mensalão do DEM".

Teve outros momentos que lhe cairia bem o nome de "Os amigos de Joaquim Roriz", como neste vídeo:




Em seu artigo, Lúcio Vaz, continua a criticar o nosso blog:

O seu representante tratou de se apresentar antes de fazer a primeira pergunta: “Blogs ativistas como o nosso nasceram ainda no seu primeiro mandato, inspirados para combater as tentativas de golpear o seu governo”.

Ora, fomos apenas explicitamente honestos com os leitores e internautas que assistiam. Nosso blog foi engajado para combater as tentativas da velha mídia derrubar o presidente, enquanto outros jornais, como o Correio Braziliense, foram engajados em tentar derrubar o governo, fabricando escândalos, forjando crises, querendo desgastá-lo, querendo impedir a reeleição em 2006 e a sucessão por Dilma em 2010.

Nosso blog é autêntico e honesto, a começar pelo título. Não esconde nossa posição do leitor, nem de ninguém. Os jornalões como o do articulista não são honestos com o leitor, porque não explicitam sua posição demo-tucana.

O presidente já concedeu mais de 900 entrevistas à velha mídia. Agora concedeu uma a blogueiros que fazem contraponto à esta velha mídia. Entre 10 blogs convidados pela comissão organizadora dos blogueiros (e não por escolha do Planalto), um deles foi o nosso, não pelo nome, mas pela relevância, pelo trabalho, por ser um dos pioneiros, por ser muito lido e ter se tornado influente, a ponto do candidato José Serra nos imputar acusações falsas, e chegar ao ponto de revelar em entrevista ter pedido ao Presidente da República para tirá-lo do ar, imaginando erroneamente que o blog era ligado ao Presidente.

Mesmo com mais de 900 entrevistas para velha mídia, contra apenas uma para estes blogs autônomos, o articulista prega a censura à diversidade e à liberdade de imprensa para os outros. Quer apenas a liberdade de imprensa para o cartel do seu patrão.

(*) José Roberto Arruda (ex-DEMos/DF), quando governador, comprou de mais de 5.000 assinaturas do jornal, inflando a tiragem com dinheiro público.


Encontro define ações para combate à lavagem de dinheiro e corrupção

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, anunciou, nesta sexta-feira (26), o resultado final do encontro anual da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla). O evento reuniu, em Florianópolis, as principais autoridades dos órgãos envolvidos no combate à lavagem de dinheiro e à corrupção no Brasil.

No encerramento do encontro foi divulgada a Carta de Florianópolis, na qual os organizadores e participantes da Enccla pedem que o Congresso Nacional aprecie dois projetos considerados importantes: o PL 3443/2008, que trata do combate à lavagem de dinheiro, e o PL 6578/2009, sobre o combate ao crime organizado.

As mudanças propostas permitem a condenação de pessoas que ocultam a origem de dinheiro ilícito, qualquer que seja o crime antecedente, acabando com o rol taxativo existente na legislação atual. Quanto ao crime organizado, a alteração define e regula os meios de prova e procedimentos investigatórios.

“São projetos que estão parados no Congresso há muito tempo e que são fundamentais para o combate ao crime organizado no Brasil. Já conversei com o Senador Aloísio Mercadante para acelerar a aprovação na Comissão de Segurança Pública de forma que, respeitando os processos internos de trâmite no Congresso, eles sejam aprovados ainda em 2010”, destaca o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.

Laboratório

Entre as ações anunciadas ao final do encontro também está a assinatura de convênio no valor de R$ 1,6 milhão para instalação do Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) de Florianópolis. Trata-se do primeiro com utilização compartilhada entre a Polícia Civil do estado e o Ministério Público.

A instalação do LAB-LD é uma ação do Ministério da Justiça, pioneira no mundo. São hardwares e softwares que, a partir do cruzamento de dados obtidos por investigações e documentos fornecidos por fontes parceiras (polícias, instituições financeiras e os próprios ministérios públicos), possibilitam o cruzamento de dados em tempo recorde para a localização de organizações criminosas.

Transparência

Outra ação de destaque anunciada como resultado do encontro é a disseminação do Sistema de Movimentações Bancárias (Simba), tecnologia utilizada para análise dos extratos de quebra de sigilo bancário. Os bancos poderão preencher os dados e transmiti-los pela Internet, porém, não poderão omitir as informações solicitadas, já que o sistema não aceita o envio de informações incompletas.

Dentro da proposta de transparência, os representantes das instituições que congregam a Enccla também decidiram tornar público à sociedade civil quais são os organismos do governo que divulgam seu orçamento, em cumprimento à Lei Complementar 131/2009. A lei determina que os gastos dos poderes executivo, legislativo e judiciário devem ser divulgados na internet. (Do Min. da Justiça)


Militância Serrista - requentada e ranzinza

O Luis Nassif já fez uma crítica ao artigo "Militância Digital", de Dora Kramer, colunista do Estadão, onde ela fala mal do encontro do Presidente Lula com os blogueiros.

Então acrescento apenas algumas observações complementares, em relação à minha pergunta.

A colunista do PiG, diz:

"... [O presidente] Dissertou sobre enormes resistências à reforma política sem que lhe perguntassem quais são elas. Não foi questionado sobre a razão de ter aprofundado velhas práticas contra as quais agora promete lutar ao 'desencarnar' da Presidência".

Dona Dora... deixe de ser ranzinza. Não tem muito sentido gastar perguntas naquele tempo que era exíguo, para requentar notícias velhas, já exauridas. Isso é coisa para velha mídia, que vive requentando factóides, em vez de buscar informações relevantes e novas que interessam ao leitor.

Qualquer jornalista político sabe (e o presidente já falou em dezenas de entrevistas) quais foram as resistências à reforma política. Foi amplamente noticiado e está nos arquivos de seu jornal. A última tentativa de aprovar financiamento exclusivamente público e voto em lista no Congresso, teve o apoio do PT e do DEMos na Câmara (o relator foi Ronaldo Caiado do DEMos), mas o PSDB e outros partidos foram contra. Isso não era a informação buscada pela pergunta.

Tampouco havia o que perguntar sobre "velhas práticas" (que não foram "aprofundadas" como a colunista diz), pois todo mundo também sabe que governo progressista no poder executivo, com Congresso majoritariamente conservador, exige alianças para formar maioria, para ter governabilidade.

Por fim, o que ela acha defeito, nós achamos virtude: o entrevistador perguntar e deixar o entrevistado responder. Só faz sentido interromper, quando o entrevistado esquiva da pergunta, ou quando começa a dizer algo novo revelador e não conclui.

Por fim, o jornal e agência de notícias do patrão de Dora Kramer fez matéria a partir da resposta do presidente Lula, o que demonstra a relevância jornalística da pergunta e da resposta obtida.



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vereador do PT que denunciou esquema de corrupção na Prefeitura do Guarujá (SP) é assassinado dentro de casa

O vereador do Guarujá, litoral do Estado de São Paulo, Luis Carlos Romazzini (PT), de 45 anos, foi assassinado em sua casa na madrugada desta sexta-feira, 26, por volta da 1h30.

Três homens chegaram em motocicletas à casa do vereador, no Jardim Maravilha, e o chamaram pelo nome, segundo a polícia. Romazzini saiu da residência armado e foi alvejado com vários tiros no quintal. Os criminosos fugiram em seguida, sem levar nada. Sua mulher testemunhou a cena e acionou os policiais militares da 2ª Companhia do 21º Batalhão do Interior.

O vereador morreu a caminho do hospital e o caso foi registrado no Distrito Policial Sede da cidade. Em 2006, Romazzini disse que passou a receber ameaças de morte após denúncias de um esquema de corrupção envolvendo a Câmara Municipal e a Prefeitura da cidade, conhecido como "Mensalinho do Guarujá". Na época, o vereador chegou a pedir proteção à Policia Federal.

Romazzini, natural de São Francisco, no interior do Estado, era advogado, graduado em História e Direito, e não tinha filhos, segundo seu blog pessoal.


Deputado pode ser punido por fala com teor homofóbico

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) pode ser expulso da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados (CDH). A alternativa é uma entre outras que serão examinadas na reunião de quarta-feira, em que os membros da CDH vão analisar a "receita" do deputado para mudar a opção sexual de menores. Em entrevista à TV Câmara, ele sugeriu aos pais dar "um couro" no filho para mudar eventual inclinação homossexual.

Presidente da comissão, a deputada Iriny Lopes (PT-SC) afirma que tal declaração agride duas vezes os direitos humanos, por pregar a violência contra crianças e por estimular reações homofóbicas. "É um absurdo escolher para a CDH pessoas que passam longe do espírito da comissão", diz. Ela lembra que falta pouco mais de um mês para terminar o ano legislativo, mas que ainda assim é necessário alguma providência para mostrar as divergências com relação à posição de Bolsonaro.

Iriny critica os partidos que indicam para as comissões representantes sem afinidade com o trabalho ali desenvolvido. "Eles vão para fazer o contraponto ao direito dos índios, crianças e outros, é um contrassenso que temos de impedir", defende.

Membro da CDH, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) critica o PP por ter indicado Bolsonaro para a comissão. Ele prevê que se mantiver a mesma posição no ano que vem, a legenda passará a ser conhecida como "o partido da homofobia". "Uma pessoa tão contrária aos direitos humanos não pode pertencer à comissão", afirma. "É muita sandice, os movimentos de direitos civis deveriam fazer uma campanha nacional para combater esse tipo de postura", defende.

Bolsonaro ironiza a reação dos colegas. "Estou me lixando para eles, eu sou um dos poucos (integrantes) heterossexuais, então sou minoria, eles têm de respeitar as minorias", disse, debochando das reações. AgÊncia Estado


Lula: 'É uma alegria saber que temos força para vencer o crime organizado'

Durante viagem à Guiana, o presidente Lula comentou os atos de violência ocorridos no Rio de Janeiro:

"O que o governador Sérgio Cabral pedir e estiver dentro da lei podem estar certos de que faremos para ajudar o Rio de Janeiro. Para nós é uma alegria saber que nós temos força para vencer o crime organizado", disse o presidente. "O Sérgio Cabral tem facilitado. Ele não fica com pequenez de achar que é interferência. Na medida em que ele precisou e pediu ele foi atendido. É assim que tem que ser", elogiou Lula, ressaltando que o Rio vem recebendo todo o apoio do Planalto. (Com informações do Jornal 'O Dia')

Governos do Rio e Federal agem com coragem, responsabilidade e decisão no Rio de Janeiro

As facções criminosas no Rio tentaram reagir à implantação das UPP's (Unidades de Polícia Pacificadora) que botam para correr quadrilhas de traficantes que se instalavam em comunidades carentes.

A tentativa foi de intimidar o governo, assustando a população com "arrastões" (assaltos em bandos) e incendiar carros e ônibus, para obrigar o governo a "aliviar" e diminuir ou parar com as UPP's.

Normalmente, governos sob onda de criminalidade, ficam com medo do confronto gerar muitas mortes e desgaste, e acabam cedendo, fazendo algum acordo informal de não agressão, como os demo-tucanos fizeram com o PCC em São Paulo. Preferem abafar, tirar o assunto segurança pública do noticiário.

No Rio, o governador Sérgio Cabral (PMDB/RJ) resolveu não aceitar a chantagem dos criminosos.

O quartel-general de uma das facções criminosas que estão por trás dos ataques, tornou-se o Complexo do Alemão, um conjunto de mais de 20 comunidades que, pelo tamanho, população e características geográficas, a polícia estava deixando para pacificar depois. E foi ali, onde estão os cabeças das quadrilhas, que a operação policial resolveu ir atrás.

As forças de segurança, tanto do governo estadual como federal, montaram uma operação mobilizando mais de 20 mil homens, e usando até blindados e helicópteros das Forças Armadas.

A supremacia das forças de estado, apesar da aparência de guerra mostrado na TV, acaba protegendo vidas da população, porque desencoraja os traficantes ao confronto, uma vez que preferem a fuga... tentativa, porque quase 200 já foram presos. As baixas na bandidagem inclui apreensão de armas e drogas, e asfixia no faturamento, porque atrapalha totalmente a venda e distribuição de drogas.

Os traficantes já devem estar arrependidos de terem provocado arrastões e incêndios, e o Rio de Janeiro caminha para se livrar de um dos maiores focos de insegurança.


Taxa de desemprego cai para 6,1%, nível mais baixo da série do IBGE

A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas teve leve alteração na passagem de setembro para outubro, de 6,2% para 6,1%, a menor leitura já registrada em toda a série da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em março de 2002. Em comparação com outubro de 2009, quando o indicador marcou 7,5%, houve queda de 1,4 ponto percentual.

Das seis áreas pesquisadas, Salvador apresentou a taxa mais elevada, de 9,9%. O resultado, contudo, foi menos marcado que o apurado em setembro, quando a taxa de desocupação correspondeu a 10,3%. Na sequência, apareceu Recife (8%). Na casa de 5%, ficaram São Paulo (5,9%), Rio (5,7%) e Belo Horizonte (5,3%). Porto Alegre verificou a menor marca, de 3,7%.

O contingente de desocupados equivaleu a 1,444 milhão de pessoas em outubro, ante o 1,480 milhão de pessoas de um mês antes e o 1,753 milhão de pessoas do antepenúltimo mês de 2009.

Quanto à população ocupada, o grupo era de 22,345 milhões no mês passado, ante 22,282 milhões em setembro. Em outubro de 2009, o número de pessoas ocupadas estava em 21,505 milhões.

O levantamento do IBGE apontou ainda que o rendimento médio real habitual dos trabalhadores, apurado em outubro, de R$ 1.515,40, ficou estável no comparativo mensal, mas teve elevação de 6,5% perante outubro de 2009.

A taxa de desocupação este ano deverá ser menor do que nos anos anteriores, de acordo com o acumulado já registrado em 2010. "Podemos concluir, então, que este ano deve fechar com uma taxa mais baixa do que nunca, na série iniciada em 2002", disse o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, Cimar Azeredo. Em todo o ano passado, o índice de desocupação foi de 8,1%.

O mercado de trabalho havia sido afetado por causa da crise econômica e, segundo Azeredo, a taxa agora volta a se recuperar. "Já é possível ter noção do que vai ser o fechamento do ano. Foi o terceiro mês seguido de recorde de taxa baixa", disse.

A média dos dez meses de 2010 está em 7%, isso sem incluir os meses de novembro e de dezembro, que registram historicamente taxas de desemprego mais baixas devido aos trabalhos temporários voltados para o fim do ano. No ano passado, de janeiro a outubro, a média ficou em 8,3% e, em 2008, antes da crise, foi de 8,1%.

O ano de 2010 vem mostrando recuperação da geração de empregos formais, com crescimento percentual superior ao registrado no número total de vagas. O número de postos de trabalho com carteira assinada cresceu 8,4% em outubro, em relação ao ano passado, mas o número de vagas sem carteira no setor privado caiu 0,7%, de acordo com dados do IBGE.

A maior alta percentual foi registrada no funcionalismo público, de 7,4%, em relação a outubro de 2009, mas, segundo Cimar Azeredo, se trata de um setor com menor peso em relação aos demais. Enquanto a população em idade ativa avançou 1,1%, a população ocupada registrou alta de 3,9%. Já os postos de trabalho com carteira assinada aumentaram 8,4%.

"O avanço com carteira assinada era de se esperar. Ano passado foi de crise, mas os empregos com carteira de trabalho não haviam deixado de crescer. Embora não houvesse geração de postos de trabalho substancial, houve alta com carteira assinada", disse Azeredo. Valor Econômico


A Folha mente e engana você

A Folha "errou", mas só publicou o "erramos" após quinze dias, depois de desmascarada a manipulação pelo Ministro

A Folha como sempre,mente, inventa e engana. E quando é desmascarada na mentira, não pede desculpas. Escreve uma notinha. bem escondidinha, somente para o olhar mais atento do leitor que for assinante do jornal

A  veja a notinha escondida na Folha, sobre o ministro Franklin Martins, que  deveria ocupar manchete de capa, como foi publicado a mentira

O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) afirmou ontem que a Folha distorceu a sua fala no encontro sobre convergência de mídias, promovido por sua pasta.

"A Folha botou na primeira página que eu tinha dito num tom quase arrogante algo como "vai haver controle", "com consenso ou sem consenso'", disse.

No dia 10, a chamada "Governo diz que vai regular mídia mesmo sem consenso", publicada na Primeira Página, dizia que o ministro "afirmou que o governo está disposto a levar adiante a discussão de novas regras para o setor de mídia digital mesmo sem entendimento".

Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha e participante do seminário, disse ao ministro que, se ele considera ter havido erro, o jornal o convida a escrever artigo ou a dar uma entrevista. Na verdade, a Folha não errou. O ministro disse o que foi publicado.

A Folha mente...

O jornal Folha de São Paulo interpretou, de forma equivocada, os objetivos do seminário sobre convergência de mídias..Ou seja, a Folha, quer a imprensa livre, mas sem perder o comando


Tucanos sofrem derrota no TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou que não houve propaganda eleitoral antecipada em favor de Dilma Rousseff em uma revista publicada pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais. Segundo a ministra, Nancy Andrighi, não houve irregularidade na publicação da revista “Elas por Elas”, como havia acusado a coligação do então candidato à presidência José Serra (PSDB), derrotado nas eleições de 31 de outubro.

O parecer da ministra destaca que na publicação, não foi manifestado nenhum tipo de preferência ou favorecimento à candidatura de Dilma, ressaltando que a mesma edição trouxe ainda entrevista com a também candidata ao cargo Marina Silva.

Para Andrighi, a publicação limitou-se a tratar de assuntos que tinham conexão com a temática da revista.Hora do Povo


Alô mulher

O Ligue 180, central de atendimento à mulher do governo federal, superou a meta de 1 milhão de telefonemas, prevista para ser alcançada só em 2011. Foram 1.539.669 ligações até outubro, a maioria (407.019) com pedidos de informações sobre a Lei Maria da Penha. São Paulo responde por 17,9% dos atendimentos, e a Bahia (9,48%) vem em seguida.

A Secretaria de Políticas para as Mulheres diz que o grande número de atendimentos não reflete um aumento da violência, e sim do acesso a informações sobre o serviço. A central foi ampliada de 20 para 50 pontos e o tempo de espera caiu de 20 para seis segundos.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Serra ataca Lula porque ele denunciou sua farsa


O candidato derrotado à presidência da República, José Serra (PSDB), usou uma visita ao Senado, na quarta-feira (24), para tentar voltar à cena política, lançando ofensas contra o presidente Lula. Após um encontro com deputados e senadores do partido, o tucano disse que o presidente continua “fazendo campanha, que parece que o Lula sabe fazer: campanha e mentir”.

Serra ficou incomodado com comentários de Lula, na entrevista com blogueiros, sobre o episódio no segundo turno em que o tucano alegou ter sido atingido por um pesado objeto circular, durante uma caminhada de campanha em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, minutos depois de ser atingido por uma bolinha de papel (ver matéria ao lado). O presidente revelou que na ocasião ficou indignado quando viu “a cena patética que estavam montando”.HP

O presidente disse ainda que nunca viu “tanta leviandade” quando o tucano quis explorar politicamente o acidente da TAM, em julho de 2007, no Aeroporto de Congonhas. “Liguei a TV e daqui a pouco fala em 200 passageiros, culpa do governo, a pista (...), cada hora a notícia era pior”.


Presidente do PSDB mineiro rebate serrista: “vão ter que nos engolir”

O presidente do PSDB mineiro, deputado federal Nárcio Rodrigues, retrucou as declarações dadas no final de semana passado pelo presidente da sigla em São Paulo, José Henrique Reis Lobo, contestando a ideia de “refundação” do partido defendida pelo senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves. “Vão ter que nos engolir”, reagiu o tucano mineiro.

Reis Lobo ironizou a proposta, em entrevista ao “Portal do Estadão”, insinuando que a expressão seria apenas “um eufemismo usado pelos que querem a renovação das lideranças do partido”. Ele também relativizou a tese de que Aécio seria o candidato natural dos tucanos para 2014, alegando que o ex-governador é apenas um nome em meio ao “conjunto de novas lideranças que emergiu das urnas”.

Nárcio Rodrigues não escondeu sua irritação com as declarações, evidenciando que a disputa interna pelo comando da legenda está cada vez mais acirrada. “Quem é essa pessoa? Não reconheço nele autoridade para discutir o partido. Primeiro ele precisa sair de São Paulo”, disparou. O deputado contou que Aécio já foi advertido por ele que os tucanos mineiros não aceitarão mais qualquer provocação dos tucanos paulistas.

“Fomos extremamente respeitosos à fila, concordando que em 2006 era a vez de Geraldo Alckmin (SP) e, em 2010, de Serra. Agora (2014) é a nossa vez e eles vão ter que nos engolir”, acrescentou. “Telefonei ao Aécio, que está viajando, e avisei que vou começar a bater”, revelou.

Na entrevista, o presidente do PSDB de São Paulo disse ainda que o candidato derrotado à presidência da República, José Serra, terá um papel político que extrapolará uma eventual candidatura à prefeitura da capital em 2012. “Não acho que interesse ao PSDB nem que se aposentem figuras com a experiência dos ex-governadores José Serra e Tasso Jereissati e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”, completou. Fernando Henrique Cardoso também se declarou contrário à proposta de “refundação” do PSDB feita por Aécio Neves.Hora do Povo


Para PSDB, sem arrochar salário e paralisar o país não há saída

Mal Henrique Meirelles está sendo despachado do Banco Central, o PSDB já está saudoso da política de manter uma trava no crescimento do país, através dos juros altos. Alexandre Tombini foi indicado para suceder Meirelles no BC.

Em nota publicada no site do Instituto Teotônio Vilela (ITV), a legenda faz um arrazoado em defesa da política de arrocho na economia que, na opinião dos tucanos, deveria ser adotada pela presidente eleita, Dilma Rousseff. Segundo os tucanos, é “imperativo que (Dilma) freie a expansão dos gastos públicos”. “As despesas são ascendentes, mas não se ouve uma palavra a respeito disso da presidente eleita”.

O inconformismo tucano com o crescimento do país e os investimentos que o governo Lula tem aportado na economia se expressa no texto e diz que “Dilma poderia começar por ressuscitar uma proposta que integra o PAC, mas foi letra morta até agora: a que limita os reajustes salariais a um percentual pouco acima da variação do PIB”.

O PSDB se mostra escandalizado também com a proposta de Dilma de reduzir os juros e os encargos que isso acarreta na economia: “Tem-se dito que ela perseguirá a redução da dívida pública de 41% para 30% do PIB em quatro anos. Também tem sido divulgado que a meta é baixar o juro real dos atuais 5,3% para 2%. Papel aceita tudo”. Não é para menos a insatisfação dos tucanos, acostumados com os juros estratosféricos praticados por Henrique Meirelles à frente do Banco Central. Para eles, se não tiver juros altos para os banqueiros, salários baixos, investimento zero em obras e desenvolvimento e privatização isso não é economia.

Falar em aumento de salário, obras, redução da pobreza, etc, tudo isso só na época de eleição, como fez Serra em sua demagogia durante a campanha eleitoral, dizendo até que ia reajustar o salário mínimo para 600 reais. Mas nem bem acabou a eleição e tudo volta ao normal tucanês. Para os tucanos, por que gastar com o PAC, salários, Bolsa-família, Minha Casa Minha Vida, construção de navios e plataformas no país, de refinarias, ferrovias? Tem que ter dinheiro é para os bancos, na opinião deles.

Durante a eleição, Serra se declarou estatista desde criancinha. Agora, após o período eleitoral, eis o que diz o PSDB sobre a Eletrobrás: “o histórico da Eletrobrás no quesito é lastimável. Sob seu guarda-chuva estão várias distribuidoras estaduais que deveriam ter sido privatizadas, mas foram mantidas estatais”.

E a decisão de Dilma e do governo de retirar os investimentos da Eletrobrás do cálculo do superávit primário (despesas do governo, excluindo o gasto com juros), ou seja, ter mais recursos para investir no crescimento, é um deus-nos-acuda para o banqueirismo do PSDB, como a legenda frisa na sua nota.Hora do Povo


Sindicato é multado por campanha pró-Dilma

O Sindicato dos Trabalhadores de Combate às Endemias e Saúde Preventiva do Estado do Rio de Janeiro (SINTSAÚDERJ) foi multado em R$ 7,5 mil por fazer campanha em favor de Dilma Rousseff (PT) durante o segundo turno da eleição presidencial. De acordo co  o ministro Henrique Neves, que pediu a punição, em 17 de outubro o sindicato divulgou em blog uma “Carta Aberta aos Servidores Públicos”.

Neves assinalou trecho do texto que considerou favorecer Dilma: “Não vamos deixar que o passado volte a governar o Brasil, pois o Brasil do presente, precisa seguir mudando com compromisso com o futuro, este é o Brasil de Lula e Dilma, por isso, no próximo dia 31 de outubro, Vote Dilma 13”. Por lei, sindicatos não podem veicular propaganda eleitoral. A defesa do sindicato não foi reconhecida pelo TSE, por não ter sido apresentada por um advogado, e sim por membro da entidade.Jt


Encontro com blogueiros: a participação do nosso blog

O Presidente Lula atendeu aos blogueiros que fazem contraponto à grande imprensa e concedeu uma entrevista no Palácio do Planalto, na quarta-feira (dia 24).

A entrevista é um marco histórico na democratização da informação, pois pela primeira vez um Presidente da República tratou os blogs de forma equiparada aos grandes veículos de comunicação.

Programada para durar 1 hora e meia, encontramos um Presidente receptivo e sem economizar nas respostas, o que levou o encontro a ultrapassar 2 horas.

Dez blogueiros estiveram presentes, e foi transmitida ao vivo pela internet, sem cortes e sem edição.

O tempo só permitiu a cada blogueiro fazer uma pergunta. Outras perguntas foram feitas pela internet. Em cada resposta o Presidente, muitas vezes, acabou estendendo o assunto para além da pergunta, o que tornou a entrevista rica de informações e histórias.

Nas notas abaixo estão os vídeos separados por perguntas, com as participações de cada um dos blogueiros (*).

A Helena é quem participaria pelo nosso blog, mas por impossibilidade profissional para ela, fui eu, Zé Augusto.

Na apresentação inicial, o Secretário de Imprensa do Planalto, Nelson Breve, explicou as origens do evento e as participações. Veja o vídeo:



Como não poderia deixar de ser, alguns blogueiros perguntaram sobre democratização, regulamentação dos meios de comunicação e abusos do PIG (Partido da Imprensa Golpista). Outros perguntaram sobre políticas que o blogueiro considerou insuficientes durante o governo Lula. Outros sobre os debates e polêmicas nacionais.

Nós vislumbramos que, se a imprensa fez oposição raivosa ao governo Lula, também fará oposição conservadora à suas articulações como líder político, a partir de 2011, e teremos que fazer contraponto em embates nacionais, como a reforma política, para que as propostas progressistas sejam vitoriosas. Nossa pergunta foi neste sentido. Segue o vídeo e a transcrição da resposta:



Blog Amigos do Presidente Lula pergunta: Presidente, bom dia. Blogs ativistas como o nosso nasceram ainda no seu primeiro mandato, inspirados para combater as tentativas de golpear o seu governo. Pelo visto, essa pauta combativa continuará no governo Dilma.
Em relação ao senhor, em 2011, o senhor falou que quer esperar “desencarnar” [do cargo de presidente], mas dá para antecipar alguma grande pauta que teremos combativa? Deixa eu dar uma ideia: Sobre reforma política, há clima para uma “miniconstituinte” exclusiva? Principalmente... aproveitando a oportunidade, já que líderes da oposição sem mandato poderiam ter interesse em ter algum protagonismo também?

Presidente responde: Olha, deixa eu te dizer uma coisa que eu acho importante dizer agora, já, antecipar isso: Eu pretendo trabalhar muito para a reforma política. E pretendo trabalhar junto com os partidos políticos no Congresso Nacional e junto à sociedade. Quer dizer, é inconcebível este país atravessar mais um período sem fazer a reforma política, é inconcebível. Obviamente que não é papel de quem está na Presidência, é papel dos partidos políticos, é papel do Congresso Nacional. Então, a primeira coisa que a gente tem que fazer, no meu caso, é convencer o meu partido de colocar a reforma política como prioridade; segundo, convencer os partidos de esquerda, que muitos não querem. Eu quero compreender qual é a divergência que existe entre nós, no bloco de esquerda, sobre a questão da reforma política. É porque, a partir daí, se você construir um pensamento homogêneo entre determinados blocos, você pode tentar trabalhar com outros blocos.

E, se for necessário, a gente tem que defender uma constituinte própria para isso. Eu, sinceramente, se você quiser minha opinião, eu acho que a reforma política é uma coisa prioritária no Brasil. É preciso que os partidos sejam fortalecidos, é preciso que os partidos tenham mais responsabilidade, e é preciso que as coisas aconteçam com a seriedade que nós queremos que aconteçam no Brasil, sobretudo na questão de financiamento de campanha. Eu já disse publicamente: Eu prefiro financiamento público, que a gente sabe quanto vai custar uma campanha, cada partido vai ter responsabilidade da quantidade de recursos que vai receber, cada partido vai fiscalizar o seu recurso, e não ficar essa loucura que é uma campanha que a gente não tem nunca noção se é verdade ou não as contas, aquele negócio todo.

Então, eu sou favorável, e você pode contar comigo nessa trincheira. A companheira Dilma sabe disso, o meu partido sabe disso. Eu vou estar muito mais livre para falar e para dizer coisas que eu não posso dizer com o papel institucional de presidente da República. As pessoas pensam que o Presidente pode tudo. Pode relativamente, mas o Presidente tem muita responsabilidade, então ele não pode dizer o que ele pensa, ele não pode... eu, até muitas vezes, exagero, mas não... Eu acho que eu vou ser muito mais defensor da luta pela reforma, e a primeira batalha é dentro do PT. Se vencer dentro do PT, eu tenho certeza de que o movimento social é favorável, e as pessoas precisam apenas compreender a seriedade da reforma política, por que ela é importante para o Brasil.

Bem, depois eu pretendo fazer o quê? Eu tenho vontade de trabalhar com as experiências bem-sucedidas do Brasil, eu tenho vontade de trabalhar na América Central, nos países menores do Caribe, ajudar a Guatemala, El Salvador, Nicarágua... sabe, temos muita experiência bem-sucedida, e sobretudo o continente africano. Eu quero ver se eu dedico um pouco do meu tempo a levar algumas experiências de políticas nossas, para ver se a gente consegue implantar na África. Nós começamos agora em Moçambique três cursos de universidade aberta, com setecentos e poucos alunos. Até o final de 2011, o Brasil vai ter 7,9 mil alunos em Moçambique fazendo curso pela Universidade Aberta, com aula presencial, acho que uma vez por mês, e nós queremos fazer isso para todos os países de língua portuguesa.

Mas, sobretudo, eu tenho vontade de ajudar... a experiência do Territórios da Cidadania, a experiência da compra de alimentos, a experiência da obrigatoriedade de 30% do alimento da merenda escolar ser comprada na cidade pelo pequeno produtor, do crédito para o pequeno produtor, a experiência brasileira de microcrédito é excepcional.

Eu participei de um seminário esta semana que eu, Presidente, não tinha noção do sucesso da política de microcrédito. Tem um microcrédito no Ceará, que foi o primeiro que eu vi...

__________: Banco Palmas, não é?

Presidente: ... de Palmas, emprestou... as pessoas tomam R$ 15,00 emprestados para ir comprar farinha, para ir comprar... É impensável alguém da Avenida Paulista imaginar que alguém vai a uma cooperativa tomar R$ 15,00 emprestados.

... De vez em quando, eu vou a debate com o Guido, com o Meirelles, em Frankfurt, no G20, eu falo: A gente discute muito a macroeconomia, mas o que está dando certo ali da macro é a microeconomia, ou seja, é o catador de papel recebendo dinheiro do BNDES, coisa que era impensável, é o pessoal do campo tendo acesso ao Minha Casa, Minha Vida. ... É o crédito consignado, que já tem mais de R$ 120 bilhões no mercado; os aposentados estão com quase R$ 60 bilhões de crédito. Ou seja... Precisou chegar à Presidência um torneiro mecânico metido a socialista para este país virar um país capitalista. É verdade. Para ter crédito, para ter financiamento... Coisa que não tinha, não tinha.

Então, eu acho que essa experiência eu quero levar. Porque muitos presidentes falam que não têm dinheiro. Não é só dinheiro. Hoje eu posso dizer para vocês que o problema não é só dinheiro. Dinheiro é importante, mas muitas vezes é a tomada de decisão. Porque, às vezes, você pode decidir dar R$ 10,00 para um lugar em vez de dar 100 para outro. E isso nós superamos aqui no Brasil, acho que a Dilma tem todas as condições de aperfeiçoar isso, aperfeiçoar, e a gente virar uma referência mundial nessa questão de relação com a sociedade, de microcrédito, de financiamento. E aí vocês conhecem um pouco isso.

(*) A notas estão sendo postadas à medida que os vídeos estão sendo processados, e são 21 vídeos, então aguardem até à noite para a disponibilização de todos.


Encontro com blogueiros: velha mídia tem seu dia de vidraça

Renato Rovai, do Blog do Rovai, abriu as perguntas, e perguntou qual a avaliação que o presidente faz de seu governo na área de comunicação, e porque não se avançou mais na democratização. Destaque na resposta, quando presidente se manifestou contra o AI-5 digital do Senador Azeredo:



Rodrigo Vianna, do Blog Escrivinhador, explorou a contradição da velha mídia, ardorosa defensora do capital estrangeiro em todos os setores da economia, principalmente na época das privatizações, mas contrária no ramo deles. Perguntou se o Presidente vê algum problema no capital estrangeiro no setor. Destaque na resposta para o papel que o Presidente atribui aos blogueiros como contraponto à velha mídia:



O internauta Demian, perguntou via twitter se, de alguma forma, a Telebras reverte a privatização no setor:



O "Sr. Cloaca", do Blog CloacaNews, perguntou se houve e qual fator deflagrou a Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), já que ela já era esperada há muito tempo e, de repente aconteceu. Perguntou também se a CONFECOM é o início de uma discussão para valer sobre o comportamento da velha mídia. Destaque para a irreverência do apelido que provocou risos, e para o marco regulatório que vem por aí e nada tem a ver com censura.



Eduardo Guimarães, do blog Cidadania, mostrou inconformismo sobre crimes de alarme pela mídia:



Encontro com blogueiros: nomeações, vetos e copa do mundo

No encontro do presidente Lula com blogueiros no Palácio do Planalto, Túlio Vianna, do Blog de mesmo nome, de assuntos jurídicos, perguntou sobre o descompasso entre o perfil conservador de muitos ministros nomeados pelo Presidente, diferente de sua ideologia e de seu governo. Ele perguntou se o novo ministro a ser indicado seria mais progressista:



O twitteiro Albero Porem Júnior, peguntou se a infra-estrutura para Copa e Olimpíadas não estão atrasadas e se dá tempo:



A internauta Natali perguntou se o presidente vai permitir o novo Código Florestal que destruirá nossa meta de clima. O presidente disse que negociará, e se preciso tem a convicção de que Dilma vetará o que fugir aos acordos negociados:



Encontro com blogueiros: Lula descreve os bastidores do acordo nuclear Irã-Turquia

Na resposta à Túlio Vianna, durante encontro com blogueiros no Palácio do Planalto, o presidente Lula, após responder à indagação, encadeou o assunto política externa, e descreveu os bastidores do acordo nuclear Irã-Turquia:



Encontro com blogueiros: perguntas duras, mas francas

Quem esperava um evento chapa-branca, se surpreendeu com os blogueiros que entrevistaram o presidente Lula no Palácio do Planalto.

Deram uma aula de bom jornalismo, cada um buscando a informação que interessa ao leitor, sem hostilizar, nem fazer armadilhas para o entrevistado.

Não faltaram perguntas duras, mas francas e honestas, ou seja, buscando a informação, e não pegadinhas e armadilhas para deturpar e tirar do contexto.

Leandro Fortes, do blog "Brasília, eu vi" questionou alguns recuos no PNDH-3 (Plano Nacional dos Direitos Humanos) e ações na Corte Interamericana de Direitos Humanos, pelo Brasil não ter julgado os torturadores:



Altino Machado, do Blog de mesmo nome, perguntou sobre o mau desempenho do PT no Acre, nas últimas eleições:



Miro (Altamiro Borges), do Blog do Miro, perguntou porque faltou empenho no governo pela redução da jornada de trabalho para 40hs semanais, e porque vetou a revogação do fator previdenciário:



Pierre Lucena, do blog Acerto de Contas, de Pernambuco, questionou o afastamento de Paulo Lacerda [da ABIN], após a operação Satiagraha:



O presidente elogiou o trabalho de Paulo Lacerda e Luiz Fernando Correa na PF, dizendo que, no caso da PF, o afastamento foi natural, pelo tempo que já estava no cargo e pela troca de ministro. Da ABIN não explicou, mas deixou uma frase no ar, de que tudo será explicado a seu tempo:

"... tenho coisas que não posso dizer como presidente da República... até porque o processo está andando, tem um processo em andamento..."

Afirmou que os dois chefes da Polícia Federal receberam orientação da Presidência da República de que era preciso investigar até o fim o banco do Daniel Dantas e afirmou:

"Você pode ficar certo de que não haverá meio milímetro de vacilação nessa e em qualquer outra investigação".

Fez um balanço dos avanços da Polícia Federal, da CGU, do Portal da transparência, afirmando que criou um robusto sistema de combate a corrupção, e que ninguém deve ficar impune, nem livre de investigações, só não pode expor inocentes como se fossem culpados.

"... quanto mais você combate a corrupção, mais ela aparece!... Seria mais fácil jogar embaixo do tapete!...

... a Polícia Federal nunca trabalhou 20% do que ela trabalhou nos meus dois mandatos...

... no meu governo, no meu mandato a minha família foi investigada. Entraram na casa do meu irmão... Eu falei: bom, quem está sendo investigado, quem recebeu o comunicado é o presidente da República, não é o irmão do Vavá; então, que vá investigar...

... quero... Que faça tudo o que tiver que fazer, que investigue tudo. Na hora que tiver provas, escancare...".

Outra pergunta foi feita pela Conceição Oliveira, do Blog da Maria Frô, através da webcam. Ela considera que a lei para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira "não pegou", e pergunta o que falta para a lei pegar e para o desenvolvimento educacional de todas as crianças, de todas as etnias, ser igual: