terça-feira, 31 de agosto de 2010

Filha de Serra pediu acesso a dados fiscais na receita com procuração reconhecida em cartório

A Receita Federal afirmou no final da noite desta terça-feira (31) que o acesso aos dados do imposto de renda de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à presidência, teria sido feito a pedido da própria contribuinte. De acordo com a Corregedoria da Receita Federal, o acesso aos dados de Verônica foi motivado por uma procuração assinada por Verônica, com firma reconhecida em cartório de São Paulo.

Para a Receita, a apresentação da procuração descaracteriza a quebra de sigilo. Segundo a Corregedoria da Receita, a analista tributária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, que atendeu ao pedido, não teria cometido qualquer irregularidade.

Quem procurou a Receita no posto de Santo André, na região do ABC paulista, foi um homem. A Receita diz que ele não pode ser identificado, em razão do sigilo. Ele solicitou os dados fiscais de Verônica, com a procuração assinada e reconhecida em cartório, no dia 29 de setembro de 2009. Essa pessoa recolheu no dia seguinte as cópias das declarações de renda da filha do tucano entre os anos de 2007 e 2009.Terra

E agora José Serra?

A assessoria do Ministério da Fazenda disse que a funcionária Lúcia Milan teria um documento provando que o acesso ao IR de Verônica Serra foi “motivado”. O documento até já teria sido entregue à Corregedoria da Receita. Segundo a direção da Receita informou ao ministro da Fazenda, “a quebra de sigilo teria sido feita a pedido da própria contribuinte (a filha de Serra)” Informações do Terra

AGU recorre

Três advogados da AGU foram nesta terça ao TRF (Tribunal Regional Federal) da Primeira Região e protocolaram um agravo para tentar suspender o acesso de Eduardo Jorge aos autos da sindicância da Corregedoria da Receita.A AGU alega o acesso do tucano está causando danos à investigação e comprometendo informações que são protegidas por sigilo legal. O juiz Marcos Augusto de Sousa, da primeira turma do TRF se considerou incompetente para julgar o caso e devolveu-o para ser redistribuído. A redistribuição será feita nesta quarta.


12 mentiras de Serra no Jornal da Globo

José Serra (PSDB) concedeu entrevista ao Jornal da Globo na noite de terça-feira para quarta-feira, e foi mais um festival de embromação e mentiras, que não convence ninguém.

1ª embromação:

Christiane Pelajo pergunta: "O senhor colocou as esperanças, suas esperanças eleitorais no início da propaganda na TV. Foi quando a vantagem da sua adversária aumentou. O que que deu errado, candidato?"

Serra embroma, e não responde sobre a relação entre o horário eleitoral na TV e a queda nas pesquisas.

1ª mentira:

William Waack pergunta sobre os aliados nos estados não estarem fazendo campanha para ele.

Serra diz que não é permitido candidatos a governador e senador fazerem campanha nacional na TV. É mentira. Sempre foi permitido aparecer escrito o candidato a presidente no fundo da tela na TV. Além disso, o TSE autorizou propaganda dos próprios candidatos a presidente no horário dos candidatos a governador e senador.

2ª embromação:

Christiane Pelajo pergunta pela falta de campanha de oposição, e por usar a imagem do presidente Lula.

Serra enrola, enrola, ataca o PT quando estava na oposição, ataca Dilma, mas se atrapalha e se confunde todo, para ficar em cima do muro, sem ter coragem de opor-se à Lula.

2ª mentira:

William Waack pergunta se o mensalão do DEM atrapalhou a campanha de Serra. (Waack aliviou, pois não citou o nome de Arruda, nem o episódio do "vote em um careca e leve dois").

Serra muda de assunto para explorar politicamente o sigilo fiscal da filha.

Diz que "blogs sujos" (referindo-se a nós e outros), já estavam publicando dados sigilosos do imposto de renda, no ano passado. É mentira.

Não vi em nenhum blog nenhuma informação sigilosa sobre sigilo fiscal de nenhum tucano, nem da filha de Serra.

As informações sobre a filha de Serra publicadas aqui e em outros blogs, foram sobre informações de domínio público, algumas já conhecidas desde 2002:

- a sociedade com a irmã do banqueiro Daniel Dantas, presa na Operação Satiagraha, uma informação documentada e pública do governo da Flórida (EUA);
- sobre ela constar nas páginas da revista Forbes (pública), sendo sócia da empresa Mercado Livre (O Serra que reclama da revista estadunidense, se não gostou);
- teve bolsa de estudos na caríssima Universidade de Havard custeada pelos donos da cervejaria AMBEV, quando Serra era ministro de FHC;
- é citada em denúncia pública do Ministério Público Federal, como ex-sócia de Serra, e dona da mansão onde Serra reside. Essa denúncia foi publicada até em sites simpáticos aos demo-tucanos como o Conjur;

Essas informações acima nada tem a ver com a campanha de Dilma. Não são baixarias e nem dossiês. Tem a ver com mistura do público com o privado.

Serra é cínico ao criticar quem "utiliza filho dos outros para ganhar eleição", porque ele e os deputados e senadores demo-tucanos, além da imprensa serrista, sempre atacaram os filhos, filha, esposa e irmãos de Lula.

Além disso, ele próprio está usando a própria filha para produzir uma calúnia contra Dilma, para tirar proveito eleitoral.

Serra mente ao querer comparar com o caso Miriam Cordeiro nas eleições de 1989. Naquele caso, Miriam Cordeiro foi paga pela ampanha de Collor para falar mal de Lula.

Agora, são os tucanos e a imprensa quem estão vazando e divulgando informações, e é Serra quem está fazendo este papel de Miriam Cordeiro para falar mal de Dilma.

Por fim, a Receita Federal informou que, no caso da filha de Serra, a 2a. via das declarações foi solicitada por procuração assinada por ela, com firma reconhecida.

Que a Polícia Federal desmascare cada um que está por trás dessa armação de pegar procuração para ir tirar 2a. via no ABC paulista, querendo fazer uma encenação como se fosse um complô justamente na região onde reside o presidente Lula.

3ª mentira e 3ª embromação:

Christiane Pelajo pede para responder sobre o mensalão do DEM, pois ele havia desviado do assunto.

Serra embroma ao atacar ao PT, e faz uma apaixonada defesa do DEMos, como se o partido fosse de uma pureza virginal, porque Arruda desfiliou-se. No entanto fica no ar a mentira do argumento, porque o PSDB não expulsou o senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), o pai do mensalão tucano, que é candidato a deputado federal nestas eleições.

Além disso o deputado distrital Geraldo Naves do DEMos, preso junto com Arruda, continua candidato tentando a reeleição. Além disso, Serra fechou aliança com Roberto Jefferson (PTB).

4ª mentira

William Waack pergunta se o PSDB hoje tem vergonha das privatizações.

Serra diz que não tem mais privatizações no horizonte. Mentiu. Como governador de São Paulo, ele tentou privatizar a CESP. Não conseguiu porque as concessões das hidrelétricas voltam a à união em 2015. Serra criticou o governo federal por não ter antecipado essa renovação, de forma que ele pudesse ter privatizado a CESP. Por coerência, é de se acreditar, que se ele vencesse, anteciparia essa renovação da concessão, e caso Alckmin vencesse em São Paulo, finalmente privatizaria. E pela mesma lógica, se ele foi a favor de privatizar a CESP, o que fará com a ELETROBRAS, FURNAS, CHESF?

Além disso, ele vendeu a Nossa Caixa, quando era governador. Felizmente foi o Banco do Brasil quem comprou.

Por fim, além do passado privatista o condenar, Serra vive criticando o estatismo do governo Lula e de Dilma.

5ª mentira

Christiane Pelajo pergunta sobre ele criticar o câmbio por um lado, e dizer que não vai mexer no câmbio flutuante e livre, por outro. Serra embroma e critica os juros. Mas mentiu, porque os juros no governo Lula são muito inferiores aos juros na era FHC, onde Serra foi ministro do planejamento e homem forte.

6ª mentira

William Waack questiona a falta de um programa de governo, pois foi registrado no TSE, textos de discursos genéricos.

Serra embroma muito para dizer que a essência do que quer para o Brasil está nos discursos, e o programa vai sendo feito ao longo da campanha. É mentira. O discurso não passa nem perto de um programa de governo. Não contém objetivos, metas, comprometimento, nem dá segurança do que não vai fazer. A candidatura de Serra é uma caixa-preta, votar nele é dar um cheque em branco, para fazer tudo de ruim que foi feito no governo FHC.

7ª mentira

Serra disse ser "economista". É mentira. Economista é um título privativo para Bacharéis em Ciências Econômicas, curso que Serra não fez e nunca apresentou diploma.

8ª mentira

Serra disse que "nenhum país em desenvolvimento cobra tanto imposto quanto o Brasil". Tem um boa dose de mentira na afirmação.
Outros países em desenvolvimento não tem o grau de democracia brasileira, não tem a estrutura onerosa do judiciário para resolver conflitos e de legislativo. Alguns mal tem previdência social e não tem um sistema de saúde universalizado como o SUS. Outros não tem direitos trabalhistas. Não tem leis ambientais rigorosas. Outros não implementaram ainda políticas de distribuição de renda.

Além disso, quem aumentou brutalmente a carga tributária, foi o governo FHC/Serra. No governo Lula manteve-se estável, com desoneração de alíquotas pontuais, e diminuição da sonegação.

9ª mentira

Christiane Pelajo pergunta sobre as acusações aos governo de países vizinhos de cumplicidade com o tráfico.
Serra diz que a solução é pressionar os outros países. É mentira. Todos estes países já vivem sob pressão. Bolívia e Paraguai cooperam com a Polícia Federal brasileira. São países pobres que também são invadidos por organizações criminosas brasileiras, como o PCC. Serra, como governador de São Paulo, não teve competência para pressionar o PCC, não tem competência para pressionar nada, nem ninguém.

10ª mentira

Serra disse que irá controlar as fronteiras. Ele não conseguiu controlar nem as fronteiras dos muros dos presídios de São Paulo, quanto mais as gigantescas fronteiras brasileiras. A Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as Forças Armadas, tem ações e projetos em curso (inclusive de com aviões de vigilância não tripulados), que cada vez mais tem apreendido mais drogas, armas e contrabando.

11ª mentira

Willian Waack pergunta porque ele tentou, acabar com a Cracolândia de São Paulo, como prefeito e governador, e falhou.

Serra diz que melhorou. É mentira. A cracolância se espalhou por vários pontos da cidade de São Paulo, para o interior e para o Brasil, a partir de São Paulo e da ação do PCC.
Serra se enrola e diz que, pela lei não pode prender um drogado, e que a solução é só vigiando as fronteiras. É mentira. Pode ter políticas para tratar quem queira sair da droga. A polícia civil poderia rastrear por uns meses o fluxo de como chega a droga na cracolândia, prender quem distribui, e rastrear a origem, se ele, quando governador, tivesse determinação.

12ª mentira

Serra disse que tem que fazer campanha educacional na nossa juventude, em todas as escolas, contra o crack. É óbvio que tem, mas o que ele fez quando foi governador? Nada. Em vez disso, gastou fortunas com propaganda da SABESP e do Rodoanel do Oiapoque ao Chuí, com a inócua lei anti-fumo. É muita incompetência reunida em um só político.


Neto de Lula nasce em hospital de SP

O presidente Lula teve um compromisso familiar hoje. Foi visitar mais um neto que nasceu na tarde desta terça-feira.

Filho de Fábio Luiz Lula da Silva, o bebê chama-se Pedro Moreira Lula das Silva.

Lula recebeu a notícia durante a visita à Paraisópolis, em São Paulo.

Dilma também aguarda o nascimento de primeiro neto para os próximos dias.


Lula é aplaudido, Kassab vaiado, Goldman ignorado e Dilma ganha repente

O presidente da República,Lula, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), tiveram uma recepção distinta no bairro popular de Paraisópolis, zona sul da capital paulista. A recepção entusiasmada que o Presidente Lula recebeu de centenas de moradores constrastou a acolhida fria dirigida ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), um dos principais aliados do presidenciável José Serra (PSDB) em São Paulo. No evento, a candidata Dilma Rousseff (PT), que não estava presente, mas ganhou o "repente" de um artista popular.

Enquanto Lula recebeu aplausos calorosos em diversos momentos, especialmente quando anunciou o nascimento de seu neto Pedro, Kassab foi vaiado ininterruptamente durante parte de seu discurso.Kassab teve de apelar com o nome de Lula  e ao centenário do Corinthians, para ofuscar as vaias.

O prefeito recebeu mais vaias quando foi anunciado, quando entregou a chave de uma das 240 unidades das obras de urbanização de Paraisópolis - parceria do governo federal com o a Prefeitura de São Paulo - e durante parte de sua fala.

Questionado sobre as vaias para Kassab, o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), disse não ter ouvido nada. Kassab deixou o local sem dar entrevistas.

Apesar da ausência de Dilma, ela foi lembrada por um repentista, que recebeu o microfone das mãos do Presidente Lula. Entre os versos, o poeta popular cantou que a petista "vem à frente" e o "Lula novamente". Nas ruas de Paraisópolis, faixas em alusão ao centenário do Corinthians uma pintura de Lula em um dos muros do bairro.

Durante o discurso, o Lula afirmou que os moradores de coberturas do Morumbi não vão mais se envergonhar ao olhar para Paraisópolis e disse ainda que as obras de urbanização da favela são uma reparação do descaso de décadas.Com informações do Terra


Serra junto com Azeredo... só faltou o Arruda

Ontem José Serra (PSDB/SP) fez campanha no sul de Minas, ao lado de Eduardo Azeredo (PSDB/MG), o pai do mensalão tucano, e autor do projeto do AI-5 digital para calar a blogosfera.

No roteiro, Serra, passou por Itajubá, cidade natal de José Roberto Arruda (ex-DEMos) e, se não fosse aquela câmara indiscreta que flagrou o mensalão do DEM, Arruda estaria ao lado de José Serra e Azeredo, ali no carro, muito provavelmente como candidato a vice.

Em tempo: A cidade e seu povo não merecem e não podem ser confundidos com o ex-governador do mensalão do DEM. Também não merecem esses demo-tucanos como Serra e Azeredo.


Mais mentiras de Serra na TV: hospital 'com rachaduras' será demolido em dezembro


O programa de TV de José Serra desta terça a tarde foi outro vexame de picaretagens e mentiras.

No caso do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o demo-tucano apresentou um quadro como se fosse de 'abandono'.

O que a picaretagem de Serra não contou para o telespectador, é que o Hospital é uma enorme construção de 3 prédios, e que parte dele está em pleno funcionamento, fazendo cirurgias, exames e tratamentos complexos, além de pesquisas,  e um dos prédios, o que apresenta rachaduras, de construção antiga, está fechado (nunca foi acabado), com estrutura condenada, e será demolido em 19 de dezembro, para construção de um novo prédio. Ou seja, depois de décadas é o governo Lula quem dá andamento e solução na parte que estava inacabada.

José Serra (PSDB) quando foi ministro da Saúde, fez muito mal à saúde do Rio, deixando uma herança maldita que vem sendo consertada ao longo do tempo. No governo FHC ele transferiu a rede hospitalar federal para o município, em um convênio mal feito. O resultado foi que César Maia (DEMos/RJ), quando prefeito, deixou estes hospitais municipalizados à mingua, enquanto seu secretário da saúde, que não era médico e sim banqueiro, aplicava as verbas da saúde na ciranda financeira.

Médicos e servidores aposentavam e não eram repostos. Equipamentos quebravam e não tinham manutenção. Alguns hospitais de referência e de excelência em suas especialidades quase fecharam, como foi o caso do Hospital da Lagoa.

A crise na saúde no Rio de Janeiro, levou o Conselho Regional de Medicina a pedir interdição de hospitais e intervenção federal, o que ocorreu durante o governo Lula, retomando os hospitais federais que haviam sido municipalizados, reerguendo-os e restabelecendo o atendimento.

Hoje, a rede SAMU de ambulâncias cada vez mais abrangente, e equipes do programa saúde da família, encaminham cada vez mais gente para serem atendidas na rede de saúde, sobrecarregando os hospitais, que, devido há anos de abandono (incluindo o período de José Serra no ministério da saúde) eram a única opção para atender desde unhas encravadas até casos graves que colocam a vida em risco.

Para descongestionar os hospitais, a política do Ministério da Saúde no governo Lula é formar uma rede integrada, construindo UPA's de menor custo para atendimentos mais simples e de pronto-socorro, deixando os hospitais já existentes ou novos, liberados para ampliar o atendimento de casos complexos e graves. Uma política de saúde simples, boa e que resolve.

Hoje, César Maia (DEMos) é candidato ao senado coligado com Serra, e tem como suplente o ex-secretário de saúde e banqueiro Ronaldo Cezar Coelho (PSDB), o dono do jatinho emprestado para José Serra fazer campanha.


Sites de Serra fora do ar não passou de picaretagem publicitária

Não foram falhas técnicas ou invasão de hackers que tiraram do ar no final de semana os principais sites da campanha do candidato tucano a presidente, José Serra (PSDB).

Foi uma estratégia picareta, de golpe publicitário, do guru da internet contratado pela campanha de Serra, o indiano Ravi Singh (foto).

Ravi apostou que tirando os sites do ar provacaria um fato político e atrairia os internautas. Mas, ao que parece, a estratégia não deu certo. (Do Poder Online)


Até José Serra ironiza FHC


Ao dizer que Dilma se sentou na cadeira antes da hora, Serra demonstrou ter memória curta.

Quem sentou na cadeira antes da hora foi o tucano e amigo de Serra,  Fernando Henrique Cardoso, o que levou o vitorioso Jânio Quadros à dedetização da cadeira, no dia  da posse.


Queda da desigualdade de renda no país coloca mais 31, 9 milhões no mercado

"No futuro, as pessoas não olharão Lula como o novo Getúlio Vargas. Mas entenderão Vargas como o Lula do passado. O presidente encarna a principal mudança por que passou o Brasil nos últimos anos, ele é a nova classe média. Lula é o Nelson Mandela tupiniquim". A análise é de Marcelo Néri, economista da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) e um dos maiores especialistas em política social do país.

"Na última década, a desigualdade de renda caiu como nunca em nossa história. O equivalente a 31,9 milhões de pessoas ascenderam à classe C, ingressando no mercado consumidor, ampliando a capacidade de nossa economia crescer", avalia Neri, para quem, no entanto, o futuro do país está nas classes A e B. "Quando terminarmos o processo de transferir pessoas das classes D e E para a C, passaremos a transferi-las da C para cima, o que gerará maior pressão sobre os ricos."

A percepção de Neri não é isolada. Durante seminário realizado ontem pela Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, economistas e cientistas políticos configuraram o atual momento da economia brasileira como "privilegiado". Para o cientista político André Singer, as condições econômicas e sociais estão próximas do período do New Deal, nos Estados Unidos, quando o governo americano, por meio de gastos em programas de amparo social e em obras de infraestrutura, impulsionou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) após o "crash" de 1929. "Para ir além", disse Singer, "é indispensável manter a elevação do salário mínimo".

O processo virtuoso, conforme avaliação dos participantes do debate, está assentado em "pontos-chave", como denominou Neri. Segundo números do economista da FGV, a renda oriunda do trabalho respondeu por 67% da redução na desigualdade, a frente dos 17% oriundos de programas de transferência direta de renda, como Bolsa Família, e dos 15,7% provenientes da Previdência Social . "O tripé é este", diz Singer, "quer dizer, aumento do emprego, seguido de gastos com pobreza extrema e aposentadorias".

Este quadro, no entanto, também revela problemas. "Do ponto de vista do crescimento acelerado combinado com redução da desigualdade, o jogo como está colocado hoje é preocupante", avalia Mariano Laplane, economista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Ficamos por quase 30 anos completamente à margem do desenvolvimento. O mundo moveu seu eixo tecnológico e industrial para os países asiáticos, ao longo dos anos 1970, e nós ficamos parados, assistindo isso tudo", afirma.

A lógica de Laplane, compartilhada por outros economistas da FGV, é que o ritmo acelerado do PIB - que neste ano, segundo estimativas do governo, deve passar por ampliação de 7%, a maior em 24 anos - não se sustentará, uma vez que o parque industrial brasileiro é pouco desenvolvido tecnologicamente, quando comparado com outros países, como a China.

"Os ganhos de produtividade que nossa indústria fez após a abertura comercial, em 1990, são claramente incapazes de fazer frente aos competidores externos", avalia Laplane, para quem a ampliação do mercado de trabalho passa, principalmente, por maior oferta de empregos no setor industrial.

"Nos próximos dez anos, nosso crescimento será focado no mercado interno. Se não quisermos que a renda que estamos dividindo vaze para o exterior, por meio do consumo de importados, é preciso atenção maior com a indústria", raciocina Paulo Gala, economista da FGV-SP.

A pressão por mudanças, no entanto, ocorrerá de forma difusa, avaliam Neri e Singer. Para este, a nova classe média é "parcialmente conservadora", uma vez que quer continuar ascendendo socialmente, mas deseja que isso ocorra dentro da ordem, sem radicalizações. "Seja para fortalecer o processo de redução da pobreza, seja para efetuar mudanças do lado econômico, como alterar o câmbio e reduzir os juros, o Estado têm diante de si um novo proletariado, que está no setor de serviços, como os operadores de telemarketing", diz Singer.

Para Neri, a nova classe média "não precisa tanto do Estado quanto os mais pobres", assim, passa a ser natural que o Estado "foque mais em políticas sociais aos mais necessitados, deixando a classe ascendente com margem para desenvolvimento próprio".Valor Econômico


"Não é Zé"

Falando a economistas, manchete no iG, FHC fez "críticas ao marketing e ao fato de Serra ter aparecido ao lado de Lula". Disse que "Serra não é Zé" e "deixou a sensação de que não nutre mais esperança na vitória do Zé Serra". E a pressão em torno de um governo Dilma chegou ao mercado, mundo afora. Em longo despacho da Bloomberg, "Pimco deixa Palocci fazer de Rousseff a favorita do mercado". Em suma, "o maior fundo do mundo" tornou os títulos brasileiros os "preferidos" por causa de sua "confiança em Palocci". No dizer do presidente do Pimco, Mohamed El-Erian, que "visitou o Brasil no último mês", foi "a mão firme de Palocci que nos deu confiança para criar raízes profundas". Noutro longo despacho da Bloomberg, sobre a queda nos juros de longo prazo, El-Erian diz que o país vive uma "etapa de erupção de desenvolvimento".

No colombiano "El Tiempo", em "seu primeiro destino oficial" o presidente "se reunirá com Lula, empresários e com candidatos presidenciais", pela ordem, "Dilma Rousseff e José Serra". Na explicação da chanceler María Holguín, também via agências, "pela importância estratégica que tem o Brasil na região, era prioritário que houvesse uma primeira conversa entre os presidentes Lula da Silva e Juan Manuel Santos". No despacho "Santos visita Brasil em sua primeira viagem", a espanhola Efe registrou que um dos temas será a "segurança fronteiriça", com a cobrança colombiana de que seja "responsabilidade de todos".

No título da reportagem postada pelo "New York Times", "Brasil dá primeiro susto nos EUA". Da AP, "EUA sobrevivem ao Brasil". Da Reuters, "Brasil quase derrubou EUA". Da Efe, "Brasil meteu medo nos EUA"

No TechCrunch, "Quer entrar no mundo de gastos da web no Brasil? Aprenda português ou desista". O site destaca que é na América Latina que a web mais cresce no mundo, já chegando, por exemplo, à "metade da população de internet da América do Norte". E o Brasil está na vanguarda. Mas o país é "patriótico" no acesso de sites, "majoritariamente em português", e nas compras: só 35% dos internautas latino-americanos são brasileiros, mas eles respondem por 61% das compras -e 95% delas são em sites locais.Nelson de sá


Lula recebe hoje o prêmio de chanceler honorário do futebol brasileiro

O Corinthians  comemora hoje sua festa de aniversário,  no Vale do Anhangabaú.O Presidente Lula estará no palco e discursará.Antes de participar da festa no Vale do Anhangabaú, o Presidente Lula vai visitar o Parque São Jorge, onde será homenageado pelo Clube dos 13. Lula vai receber o título de "chanceler honorário do futebol brasileiro"


Jornal de extrema direita fez propaganda para José Serra e tenta constranger Dilma

A Globo bem que tentou colocar Dilma em saia justa. A Globo fez mais uma vez um descaradamento apoio ao tucano José Serra, candidato da imprensa. O jornal de extrema direita, questionou nesta terça-feira (31) em entrevista no Jornal da Globo a candidata Dilma sobre vazamento. Dilma Rousseff, lembrouque os tucanos de tem expressiva tradição em vazamentos e grampos durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Considero que é absolutamente injustificado que uma pessoa acuse outra sem apresentar prova”, disse Dilma;“Se essa situação for colocada dessa forma, o partido do candidato meu adversário tem uma trajetória de vazamentos e grampos absolutamente expressiva.”

“Vazamento das dívidas dos deputados federais com o Banco do Brasil às vésperas da votação da emenda da reeleição. Os grampos que existiram no BNDES”, disse Dilma, em referência ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que foi pivô de uma série de grampos promovidos por membros do próprio governo de FHC, durante o processo de privatização da Telebrás.

“Também há os grampos feitos junto ao próprio gabinete do secretário da Presidência da República. Eu jamais usei esses episódios para tornar o meu adversário suspeito de qualquer coisa, porque não acho correto. Mas também não concordo que me acusem ou acusem minha campanha”, afirmou a presidenciável.

Dilma também disse que não está negociando cargos em um eventual governo. “Eu não tenho discutido o futuro governo, por uma questão de respeito com a população. Para começar a discutir o governo, eu teria de estar eleita”, afirmou.

O jornal requentou o discurso de José Serra, o das Farc. Dilma falou que a posição do governo do Presidente Lula “sempre foi” de considerar as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) como entidade ligada à criminalidade e ao narcotráfico. “Brasil a gente tem de perder essa visão um tanto quanto conspiradora. Se não se conversar, você não consegue, inclusive, a paz”, afirmou Dilma.


O “abalo emocional” provocado por blogueiro

O candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, para justificar na Justiça a censura imposta ao “Blog do Esmael” alegou que vinha sofrendo “abalo emocional” devido às postagens do blogueiro Esmael Morais.

O advogado do blogueiro, Manoel Barbosa Filho, deverá ingressar na Justiça para exigir que Beto Richa faça perícia psiquiátrica para provar que está sofrendo “abalo emocional” e em que nível o político foi atingido pelas postagens.

A defesa do blogueiro quer saber também se o tucano está fazendo tratamento e, se estiver, quais os medicamentos ele toma para conter a suposta crise emocional.A Justiça paranaense concedeu na última quarta-feira, dia 26, uma liminar no tucano determinando que fossem retirados dez posts do blog.

Mesmo com a ordem judicial cumprida, 24 horas depois, os advogados de Beto Richa teriam induzido o Juiz Anaor Ribeiro de Macedo ao erro informando-o que o blogueiro desrespeitou a liminar.

Nada disso. Acontece que a decisão do juiz foi muito abrangente ao solicitar que o blogueiro se abstivesse de fazer comentários “ofensivos à honra do ex-prefeito de Curitiba”.

Em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, nesta segunda-fera, Esmael Morais afirmou que nunca fez críticas pessoais no seu blog contra o tucano. “Não há qualquer conteúdo em minhas postagens de caráter pessoal”, disse.

Sete partidos políticos de Curitiba lançaram hoje uma nota de solidariedade ao blogueiro e condenando a censura de Beto Richa.

“Os partidos entendem que alguém que se sente acuado pelas críticas políticas não tem estrutura emocional suficiente para conduzir o Paraná para o pleno desenvolvimento e para enfrentar os desafios e percalços que certamente surgirão pelo caminho”, diz um trecho da nota.


Lula, no Rio, devolve vaia para César Maia

O presidente Lula discursou na comemoração de 100 anos do porto do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (30), e lembrou do mal que fazia, para a população, a postura desagregadora do antigo prefeito Cesar Maia (DEMos), sem citar o nome:

"O Eduardo Paes [Atual prefeito], em dois anos na Prefeitura, já conseguiu mais do que o ex-prefeito, que nunca queria trabalhar junto com o governo federal, nos seis anos anteriores...

...O Rio de Janeiro, que é o maior cartão postal desse País, durante muito tempo, desde que deixou a capital, vinha perdendo investimento, ... só piorava porque governador brigava com presidente, com prefeito...".

Realmente, Cesar Maia era tão mesquinho, que chegou a distribuir ingressos e convites na abertura dos jogos pan-americanos para filiados ao DEMos fazerem a molecagem de vaiar o presidente Lula, e atrapalhar a própria imagem do Rio de Janeiro e do Brasil. Louco pelo poder, o DEMo acreditava que abalaria a popularidade do presidente. Por isso, quem gosta de Lula e do seu governo, não vota em hipótese alguma em Maia.

Cesar Maia (DEMos), nestas eleições concorre ao senado. O presidente Lula apoia declaradamente para o senado dois candidatos: Lindberg (PT) e Crivella (PRB). Este último concorre à reeleição e ainda aparece na frente na maioria das pesquisas. Lindberg, que deu a largada em sua candidatura como o menos conhecido, está crescendo e deve ultrapassar Cesar Maia nas próximas semanas.

O candidato do DEMos receberá de retorno nas urnas, no dia 3 outubro, uma sonora vaia dos 80% da população que aprova o governo Lula, e que desaprova o tipo de político que Cesar Maia é: adepto da prática de molecagens, em sua ganância pelo poder, em vez de trabalhar para a população.


Jornal mente, é desmentido, e mente de novo por pirraça

O Jornal O Globo publicou uma mentira ontem, sobre uma fantasiosa reforma da previdência "urgente" que não existe.

Ninguém sério levou a sério, até porque quem é bem informado sobre o assunto sabe que a notícia não tinha pé nem cabeça.

O Globo até hoje, mesmo após 8 anos de governo, não entendeu e não quer entender como funciona o governo Lula. Previdência é pacto social, não é apenas simples cálculo atuarial de seguradoras privadas.

E pacto social se negocia com os trabalhadores e segurados. O presidente Lula já há bastante tempo criou grupo de trabalho para discussão permanente do futuro da previdência a longo prazo. Isso foi noticiado nos jornais.

A própria Dilma desmentiu o jornal. O governo, através do ministro da Fazenda, Guido Mantega, também desmentiu.

Hoje, no dia seguinte, vem O Globo, adaptando a mentira de ontem com uma nova mentira, deturpando declarações de petistas, que falaram sobre pactos sociais de longo prazo.


O Globo, em vez de procurar a verdade para publicar, não quer dar o braço a torcer, e mente e deturpa por pirraça, e para encher a paciência, querendo fazer terrorismo e gerar preocupação falsa com quem está a caminho de se aposentar.

O Globo já mentiu sobre uma inexistente "manobra contábil" da Petrobrás. Já mentiu sobre um inexistente "confisco" da poupança, repercutindo o terrorismo fracassado do PPS de Raul Jungmann, mentiu sobre o "dragão" da inflação, mentiu sobre a marolinha, e tantas outras mentiras para testar hipóteses.

Pobre de quem lê uma porcaria de jornal destes.


Lula abraça gari... mais uma vez. O que dirá Casoy por trás das câmaras?


Na festa dos 100 anos do porto do Rio de Janeiro, o presidente Lula (PT) abraça o gari Renato Sorriso, famoso na cidade.

Será que o Jornal da Band, com Boris Casoy, levou a cena ao ar?


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Entrevista da Dilma ao Jornal da Globo

A entrevista de Dilma Rousseff (PT) ao Jornal da Globo pode ser assistida na íntegra aqui.

A ex-ministra arrasou. Marcou excelente presença, e mais importante de tudo, convenceu até quem não gosta dela, com respostas precisas e certeiras, desmontando perguntas maliciosas.

Dilma deu uma aula de economia ao responder aos urubólogos da Globo, que ficam procurando pêlo em ovo, querendo inventar crises que não existem.

Ela também repetiu o desmentido a uma mentira publicada na imprensa. Não haverá nenhum ajuste fiscal e sim continuação da política de aumentar investimentos, porque a realidade é outra: a relação dívida/PIB está simplesmente em queda.

Coitada da Globo, não vai dar nem para editar algum "pior momento", porque não teve.


TRF suspende liminar e retira gráfica da Folha de licitação do Enem 2010

Em decisão divulgada nesta segunda-feira, 30, o Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região suspendeu a liminar que mantinha a gráfica Plural(Do jornal Folha de S.Paulo) no processo licitatório do Enem 2010. Em 18 de agosto, havia sido concedida a liminar que determinava o prosseguimento da empresa no processo de habilitação para a impressão das provas. Cabe recurso à decisão.

O desembargador federal Fagundes de Deus considerou que a Plural não cumpriu as regras do edital e, assim sendo, “impõe-se a inabilitação da concorrente”. Para ele, a gráfica não apresentou “atestados de capacidade técnica capazes de atestar o desempenho de atividade pertinente e compatível com o objeto licitado”. “Considero legítimo o ato administrativo que a inabilitou do certame em questão”, afirmou na decisão.

O vazamento da prova do Enem 2009, revelado pelo Estado, ocorreu nas instalações da Plural, na região metropolitana de São Paulo. Em nota publicada no início do mês, a empresa diz que "não responde por qualquer demanda judicial em relação ao vazamento da prova do Enem 2009" e que cabia ao consórcio Connasel "garantir a segurança e executar todas as atividades de manuseio, empacotamento, rotulagem e transporte das provas".


No dia 3 de agosto, a juíza federal substituta da 2ª Vara do Distrito Federal, Candice Lavocat Galvão Jobim, havia decidido suspender o pregão eletrônico para o serviço de impressão das provas do Enem 2010. A Plural, uma das empresas que ofereceram proposta para a impressão do exame, impetrou mandado de segurança, com pedido de liminar, contra decisão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) que a considerou inabilitada para o serviço.

A Plural alega que apresentou o preço mais baixo para a impressão (R$ 65 milhões) e foi desclassificada antes de ter a sua instalação conferida.

O desembargador sustenta que a verificação in loco das instalações físicas “serve apenas de complemento à fase de habilitação, não sendo, pois, um meio de suprir a comprovação da experiência anterior da candidata, uma vez que esta é demonstrada pela apresentação de atestados”. "Não é possível aferir pelos atestados apresentados o preenchimento (...) dos requisitos de capacidade produtiva aliada às condições de segurança e sigilo", diz o desembargador.Ag


Eleição perdida

Já está nas contas da campanha de José Serra (PSDB) que ele pode chegar a apenas 25 por cento das intenções de voto nas pesquisas. Para tentar reverter o atual quadro eleitoral, o candidato deve apresentar uma proposta de impacto, segundo um importante tucano.Na mais recente pesquisa Ibope, publicada no sábado, Serra tem 27 por cento e Dilma Rousseff, 51 por cento.

ANSIEDADE

Integrantes da campanha presidencial do PT não vêem a hora que a eleição deste ano chegue ao fim, diante das recentes pesquisas que mostram ampla vantagem de Dilma Rousseff, com chances de vitória já no primeiro turno. Embora analistas digam que uma mudança na tendência atual não seria fácil, a ansiedade só aumenta.

"Falta um mês ainda para a eleição, infelizmente", disse um petista da cúpula da campanha. "Para mim (a eleição) podia ser amanhã."Agência Reuters


Dilma vai falar no Jornal da Globo e calará William Waack

Dilma Rousseff será a entrevistada do Jornal da Globo, na noite de segunda para terça-feira . A entrevista entrará no ar às 00:20hs.

Curiosamente, é o mesmo telejornal apresentado por William Waack, que teve sua voz captada por um microfone aberto dizendo "Cala a boca", na hora em que era apresentada uma reportagem sobre Dilma (leia nota abaixo).

Nosso blog transmitirá pela internet às 00:20hs.


William Waack manda Dilma calar a boca e Globo faz mea culpa

A direção da TV Globo pediu desculpas aos telespectadores pelo vazamento do áudio do jornalista William Waack durante a edição de quinta-feira (26/08) do "Jornal da Globo". Durante uma reportagem em que a candidata à presidência Dilma Rousseff (PT) comentava o caso dos dados do Imposto de Renda de pessoas ligadas à campanha de José Serra (PSDB), o apresentador disse "manda calar a boca". .Ouça no vídeo



 A emissora informa que "infelizmente, por falha técnica" o microfone do jornalista estava ligado.

"Aos telespectadores, a TV Globo pede desculpas pela falha", diz a nota enviada pela assessoria da TV Globo.

Após a apresentação do telejornal na quinta-feira, a fala de Waack repercutiu no Twitter, com insinuações de que ele estava mandando Dilma se calar. A hastag #CalaBocaDilma chegou a ficar entre os Trending Topics do microblog...Enviado por Stanley - Informação do Comunique-se


Serra e Richa formam o MSP: Movimento dos sem-palavra

O candidato demo-tucano ao governo paranaense, Beto Richa (PSDB/PR), anda desfilando de salto alto e de braços dados com José Serra (PSDB/SP), como se já tivesse ganho as eleições no Paraná, e pudesse se dar ao luxo de levantar índices do impopular Serra. No domingo (29), os dois estavam fazendo campanha de oposição ao governo Lula, no interior do Paraná.

As tendências do eleitorado recomendam cuidado e a eleição paranaense para governador ainda está longe de se mostrar definida. Ainda mais Serra aparecendo pendurado no pescoço de Richa.

A onda Dilma já chegou na frente no Paraná e ela já ultrapassou Serra no estado. A onda Osmar Dias (PDT) pode estar a caminho, como está acontecendo em outros estados. O eleitor tem decidido primeiro a eleição presidencial, e só depois prestado atenção nos estados.

Mas a aproximação de Richa e Serra tem tudo a ver. Além de compartilharem a mesma ideologia privatista e neoliberal, ambos não tem palavra, não honram compromissos de campanha assumidos com seus eleitores, devido a ganância pelo poder.

Serra, nas eleições de 2004, assinou termo de compromisso que não renunciaria à prefeitura de São Paulo quando fosse eleito. A palavra dele não valeu nada. Foi eleito para ser prefeito por 4 anos e abandonou o cargo com 1 ano e 3 meses.

O mesmo aconteceu com Beto Richa em 2008. Para ganhar a reeleição para prefeito, afirmou que cumpriria o mandato até o final dos 4 anos. Se tivesse palavra de honra, ficaria na prefeitura até 2012. Com 1 ano e 3 meses de seu segundo mandato também faltou com a palavra empenhada perante o eleitor, e abandonou o cargo.

Serra e Richa, fazem uma boa dupla para liderar o MSP: Movimento dos sem-palavra de honra.


Editora Abril contabandeia propaganda de Serra em CD de Chico Buarque

Quando a gente pensa que já viu de tudo, ainda se surpreende com mais esta.

A Editora Abril, resolveu lançar uma discografia do Chico Buarque, destas que vende em bancas de jornal, por um bom preço. Cada CD a R$ 7,90. Legal, não?

A não ser quando se abre o encarte do CD. Causa supresa, do nada, aparecer uma enorme foto de José Serra (PSDB/SP), na página 11.


O que tem Serra a ver com a obra de Chico Buarque, que sempre apoiou Lula e apoia Dilma?

Bem, a Editora Abril vai publicar a discografia desde 1966. Mas não começou nem pelo primeiro disco, nem pelo último. Escolheu como nº 1 da série, o disco originalmente lançado em 1978.

A desculpa para a Editora Abril encaixar a foto do demo-tucano, seria acontecimentos "históricos" do ano de 1978. E lá aparece a página inteira dedicada a José Serra, dizendo "Embora a anistia só viesse a ser promulgada no ano seguinte, parte dos exilados políticos, entre eles José Serra, já havia retornado ao Brasil".

Por que só José Serra, se nomes muito mais ilustres e notórios na época, como Darcy Ribeiro, também já haviam voltado ao Brasil? A gente sabe muito bem a resposta. (Com informações da Rede Brasil Atual e Futepoca)


Visita de Alckmin e Serra dá apagão no 'impostômetro'

Por onde demo-tucano passa o apagão manifesta presença.

Geraldo Alckmin (PSDB/SP) e José Serra (PSDB/SP) foram fazer uma visita cínica e demagógica ao "impostômetro", uma impostura da Associação Comercial de São Paulo, e a urucubaca do apagão deu o ar da graça: o painel pifou.

O "impostômetro" é uma impostura porque, sob o disfarce de criticar a carga tributária, faz lobby para retirar dinheiro de serviços públicos e programas de distribuição de renda, para deixar nas mãos de empresários, concentrando renda.

O Brasil precisa de reforma tributária que faça mais justiça, porque os mais ricos podem pagar mais e a classe média e os mais pobres pagar menos, fazendo uma escala progressiva mais justa. Falta boa vontade do Congresso e dos governadores demo-tucanos (sobretudo Serra e Alckmin pararem de sabotar) para dar um passo adiante na reforma tributária.

Mas essa discussão precisa ser séria, e a carga tributária do "impostômetro" é um embuste, porque só computa o dinheiro que é recolhido e não considera o dinheiro que é devolvido à sociedade através:

- do pagamento de aposentadorias da previdência;
- dos benefícios que são renda do trabalhador, como abonos salariais, de férias, décimo-terceiro e FGTS;
- dos programas sociais como Bolsa-família, Pro-jovem;

A rigor até a folha de pagamento do funcionalismo civil e militar é dinheiro que volta à sociedade. Por isso a discussão sobre carga tributária, passa por distribuição de renda, e precisa ser mais séria, e com menos ôba-ôba e menos marquetagem lobista dos empresários mais ricos do Brasil querendo tirar casquinha da população mais pobre, como fizeram ao embolsar a CPMF da saúde.

A Associação Comercial é reduto do DEMos de São Paulo, tendo como eminência parda o vice de Geraldo Alckmin, Guilherme Afif Domingos (DEMos/SP), e a entidade foi um dos carros chefe do movimento CANSEI.

Alckmin e Serra são cínicos e demagogos, porque boa parte dos impostos de São Paulo que estão ali naquele placar são do governo estadual, e ambos sempre meteram a mão no IPVA e no ICMS, inclusive sobre eletricidade, gasolina, telefonia e banda-larga.

Além disso, os pedágios em São Paulo foram concessão onerosa, o que significa cobrar imposto disfarçado em forma de tarifas de pedágios. Nem assim Alckmin e Serra reduziram o IPVA. Pelo contrário mantém mais caro do que outros estados do Brasil.

Para completar a impostura, Alckmin e Serra iriam presenciar o painel marcar R$ 800 milhões recolhidos. Acontece que a arrecadação em 2010 cresceu porque a economia está crescendo, devendo chegar a 7% neste ano, e o "empregômetro" registrou 1.655.116 empregos gerados neste ano até julho.

Parece até que o apagão no painel do "impostômetro" foi um puxão-de-orelha nos demo-tucanos, vindo dos céus, para mostrar a impostura.


Vai começar o humor negro e a baixaria na TV

Com a queda do artigo 45 da lei eleitoral, que até então proibia trucagens e sátiras a candidatos na TV, o "CQC" vai "rever" sua cobertura das eleições.Leia-se: tudo o que estava proibido será visto no programa que vai ao ar hoje, às 22h20, na Band.

Recursos de arte e pós-produção sobre as imagens dos candidatos -como um nariz de palhaço aplicado sobre o rosto de um político, por exemplo- serão usados numa espécie de retrospectiva do que foi feito até agora.

A liminar que derruba o artigo 45, concedida após ação ajuizada pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), libera os humoristas para sátiras explícitas que haviam sumido dos programas.O humorístico "Casseta & Planeta", que vai ao ar na Globo, por exemplo, optou por fazer ficção, criando personagens-candidatos.

"O Brasil não merece entrar no século 21 com palhaços sendo tratados com seriedade e truculência e políticos fazendo piada no horário eleitoral", disse Marcelo Tas, apresentador do "CQC", à coluna Outro Canal.

"A sensatez do ministro Ayres Brito, que concedeu a liminar me emocionou talvez por ser o bom senso algo raro como os meus cabelos na história do Brasil", completou Tas.


Por email, Índio faz criticas a Lula e convoca eleitores para mobilização pró-Serra

Com o título “Vamos virar esse jogo”, a campanha de Índio da Costa (DEM- partido do mensalão de DF e dos panetones do Arruda), o vice na chapa encabeçada pelo tucano José Serra, iniciou nesta segunda-feira, 30, uma tentativa de mobilização de eleitores pela internet para tentar reduzir a vantagem da petista Dilma Rousseff. A pouco mais de um mês das eleições, Índio disparou uma mensagem eletrônica na grande rede, afirmando que “Serra precisa do seu apoio agora”.

índio diz que reconhece o momento difícil enfrentado pela campanha, mas pede que os apoiadores da oposição não desanimem por conta do resultado apontado pelas pesquisas de intenção de voto, nas quais Dilma já abriu larga vantagem.

“As pesquisas não acreditavam na aprovação do Ficha Limpa, mas com a nossa mobilização a lei foi aprovada. Somos nós quem decidimos o que queremos Acredite no seu voto! Acredite em você! Todas as campanhas vitoriosas têm momentos difíceis. Somos 72 milhões de brasileiros conectados, uma das maiores comunidades do mundo na internet e é a hora da virada. Serra precisa do seu apoio agora, diz a mensagem.

No texto, Índio da Costa faz críticas duras ao governo e ao Presidente Lula, mesmo sem citá-los explicitamente.



Nota dos partidos políticos em solidariedade ao “Blog do Esmael”, contra a censura e a favor da liberdade de expressão

Os partidos políticos de Curitiba, infra-assinados pelos respectivos presidentes municipais, vêm a público manifestar solidariedade ao blogueiro Esmael Morais que está censurado pelo candidato ao governo do estado, senhor Carlos Alberto Richa, do PSDB, desde a manhã do último sábado, dia 28.

Ao pedir na Justiça pela censura ao “Blog do Esmael” (www.esmaelmorais.com.br), o candidato do PSDB justificou que está sofrendo “abalos emocionais” devido às críticas constantes postadas pelo blogueiro.

Os partidos entendem que alguém que se sente acuado pelas críticas políticas não tem estrutura emocional suficiente para conduzir o Paraná para o pleno desenvolvimento e para enfrentar os desafios e percalços que certamente surgirão pelo caminho.

Os signatários desta nota também entendem que os métodos utilizados pelo tucano para calar vozes contrárias lembram os mesmos utilizados pelos regimes fascistas e autoritários, que lutamos e pensávamos ter derrotado definitivamente.

O Brasil e o Paraná precisam dar as garantias constitucionais aos seus cidadãos para que esses possam se expressar livremente, sem os constrangimentos do legalismo, onde a Justiça prevaleça diante do Direito.

A censura, além de deplorável, atenta contra a dignidade do homem e da mulher. Afronta a democracia e o direito à livre expressão, também assegurada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Os partidos políticos da capital paranaense conclamam a sociedade e os verdadeiros democratas a se manifestar contra esse atentado contra a liberdade de expressão e contra autoritarismo; em defesa do pluralismo de ideias e de pensamento; pela liberdade na internet e nos blogs; pela liberdade de imprensa.

Curitiba, 30 de agosto de 2010.

PMDB, PT, PR, PPL, PSC, PCdoB, PDT


Montenegro pede desculpas

Destaque no site do "Wall Street Journal" pouco depois de sair o Ibope no Brasil, "Sucessora escolhida a dedo por Lula aumenta liderança", de 43% para 51%, enquanto "José Serra escorregou" de 32% para 27%. O jornal credita a liderança às "dúzias" de aparições com Lula e ao sucesso na travessia da crise financeira no ano passado.

Por aqui....No destaque da entrevista à revista "IstoÉ", o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, que havia previsto a derrota de Dilma há um ano, em entrevista à "Veja", agora proclama: "Errei e peço desculpas. O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff". Aliás, "Lula acertou, Dilma é um animal político". E "o PSDB está perdido

O que a nossa imprensa não diz...
Na contracapa do "China Daily" de domingo, "Viagem rápida ao Rio cheia de diversão". Wang Ru voou 30 horas de Pequim ao Rio e contou como acabou se "juntando aos garotos na praia, jogando futebol à noite," e logo se viu "humilhado pelos movimentos fascinantes de um menino de cinco anos"Nelson de Sá


Lula visita ex-favela no Rio de Janeiro e inaugura UPA em Nova Iguaçu

O presidente Lula visita a comunidade Santa Marta, no Rio de Janeiro, livrada do tráfico com a implantação da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), para lançar o programa de turismo nas comunidades pacificadas “Rio Top Tour, o Rio de Janeiro sob um Novo Ponto de Vista".
Agora, onde era uma favela perigosa, virou uma comunidade que é atração turística, com seu mirante, e suas atividades culturais.
Hora: 10hs
Local: Quadra da Escola de Samba da comunidade Santa Marta

De tarde inaugura uma unidade de Saúde em Nova Iguaçu (RJ), na baixada fluminense. Além da UPA 24hs, haverá a inauguração da 1ª Unidade de Ressonância Móvel da América Latina.
Hora: 13:30
Local: Estrada de Adrianópolis, s/n°, Três Corações, Nova Iguaçu

As 16h, participa da Comemoração dos 100 anos do Porto do Rio de Janeiro.
Local: Avenida Rodrigues Alves, Praça Mauá, Armazém 2, Porto do Rio de Janeiro

De noite, nesta segunda, não tem comício com Dilma, mas o presidente assiste ao show beneficiente "Beijo Bandido", com Ney Matogrosso, em benefício do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN).
Hora: 20hs
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro


Dilma desautoriza salto alto e especulações com nomes



Em entrevista coletiva em Brasília, neste domingo, Dilma Rousseff (PT), disse que seria uma "pretensão" discutir governo durante a campanha, e negou ter sido procurada por aliados que já disputam fatias de seu eventual governo:

"Nunca falaram para mim. Tenho de dizer com a maior sinceridade. Não chegou nenhum partido político da minha base para colocar uma questão dessas na mesa. Até agora, para mim, essa questão só chegou através da imprensa...

... Qualquer discussão de nome da minha parte, da minha campanha, é factoide. Eu desautorizo todas as especulações sobre quem quer se seja, ocupar qualquer cargo que seja porque nós não achamos isso politicamente correto, eticamente correto. É colocar o carro na frente dos bois."


As pesquisas indicam vitória no primeiro turno, mas pesquisa é pesquisa, campanha é campanha, e eleição é eleição.

A imprensa está criando um clima de já ganhou, que só atrapalha, porque pode desmobilizar a militância.

A especulações de nomes para um futuro ministério, também é um claro factóide da imprensa, inclusive pautando nomes com a intenção de provocar desgaste e intrigas na candidatura, porque qualquer pessoa que conhece como funciona a política brasileira sabe muito bem de 5 coisas:

1) Além de ter que ganhar as eleições presidenciais primeiro, a composição do ministério está relacionada com a governabilidade, e só dá para montar governo depois de saber o tamanho e perfil das bancadas que ainda serão eleitas;

2) A disputa que existe agora dentro da coligação de Dilma, não é para ocupar espaços em um futuro governo, e sim cada partido ou facção partidária lutando para eleger a maior bancada possível, tanto na Câmara, como no Senado;

3) O governo do presidente Lula só acaba dia 31 de dezembro, e está funcionando em pleno vapor. Dilma vencendo, o futuro governo será dela, mas ninguém que possa contar com o presidente Lula como um dos articulares políticos, deixaria de usar esse trunfo, e ela contará com total apoio do presidente Lula na fase transição;

4) Quem tem de fato cacife para ser ministro, sabe que lançar nomes antes da hora, só serve para se queimar, e ficar de fora do governo. Nenhum político experiente faz isso, a imprensa está inventando coisas;

5) As "fontes" da imprensa não passam de conversas com políticos de menor expressão, mas que querem impressionar seu eleitorado e correligionários, exibindo poder e prestígio que não tem, até para colher mais votos nas urnas.


Lindberg arrasta 30 mil pessoas em Copacabana para vencer Cesar Maia

Domingo de sol no Rio de Janeiro, a praia de Copacabana e o calçadão da praia lotados de gente que viu a onda vermelha passar, para eleger Dilma Rousseff (PT) presidente, Lindberg (PT) senador, e deputados aliados.

Um trio elétrico, comandado pelo candidato ao senado pelo PT, Lindberg Farias, e diversos candidatos à deputado, fizeram uma passeata e um comício, arrastando uma multidão atrás.

O presidente do PT/RJ, deputado Luiz Sérgio, iniciou o discurso dizendo que o Brasil precisa avançar ainda mais com Dilma e, para isso, é necessário eleger uma expressiva bancada aliada no Congresso Nacional.

Lindberg convocou a militância para dar uma grande vitória para Dilma no Rio de Janeiro, e derrotar Cesar Maia, concorrente ao senado pelo DEMos:

– Tem muita gente, aqui, que participou da luta pelas Diretas Já. Tem muita gente que também pintou a cara para tirar o Collor da presidência. Agora, nos unimos pra criar uma onda vermelha nas ruas e nas urnas. A partir desta terça-feira, vamos lançar uma série de passeatas no Rio de Janeiro para eleger Dilma e conquistarmos uma vaga no Senado. Conto com vocês pra formar também uma grande bancada de deputados – disse Lindberg

Dilma, com compromissos em Brasília, foi representada pela ministra de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire.


domingo, 29 de agosto de 2010

Fracassou a Operação Condor do ditador Serra contra a blogosfera

Todo mundo achou sinistro quando José Serra (PSDB) censurou a imprensa de acompanhar sua palestra no Clube da Aeronáutica.

As especulações despertaram teorias conspiratórias, mas no final tudo não passou de mais uma picaretagem, percebida pelos próprios militares, e mais um vexame do demo-tucano ao tentar negar seu passado, e recorrer a discurso golpista, para agradar a platéia.

Serra tentou fazer um discurso para, talvez, incitar declarações de militares contra a adversária, para criar um factóide de mal-estar com as Forças Armadas, que seria explorado no PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Não deu certo. Há tempos que as Forças Armadas, por mais que um ou outro membro faça alguma declaração destemperada de vez em quando, não aceitam fazer o papel de bucha-de-canhão para projetos político-eleitorais, nem para lobistas.

Com um discurso assumindo posições contrárias aos direitos humanos expressos no PNDH III (Plano Nacional de Direitos Humanos), recorrendo a factóides das FARC's, do sigilo fiscal de tucanos envolvidos em escândalos de corrupção no FHC, disparando preconceitos ideológicos contra países vizinhos, o vexame de Serra chegou ao fundo do poço ao assumir teorias conspiratórias como uma suposta "república sindicalista" a ser combatida, o mesmo argumento usado por golpistas de 1964 para derrubar o presidente João Goulart:

"Em 64, uma grande motivação para a derrubada do Jango era a idéia da república sindicalista. Quem estava por dentro sabia que isso não tinha a menor possibilidade de acontecer. Mas, eles [do PT] fizeram agora a verdadeira república sindicalista. Mas, não é pra fazer socialismo, estatismo, nada disso. É para curtir, e é uma máquina poderosa, que conta com internet, etc" - disse Serra.

É lamentável que o demo-tucano, a esta altura da vida, em pleno século XXI, adote teses fascistas e seja contra sindicatos de trabalhadores livres e com direito de autonomia política. É também lamentável que queira alijar trabalhadores de participar do processo político e de governos democráticos.

Mas o mais curioso é sua menção a internet. Finalmente, quando segmentos sociais que nunca tiveram voz na imprensa, conseguem um lugar totalmente democrático, como a internet, onde podem soltar a sua voz, Serra considera isso uma ameaça?

A certa altura o tenente-brigadeiro Carlos Almeida Batista repreendeu Serra por "cometer os mesmos erros de Geraldo Alckmin na campanha passada", e indagou: "Por quê o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não engaja em sua campanha como faz o Lula com a Dilma?"

Serra respondeu que "são temas que não emocionam a população" e que "a internet é usada para a propagação da mentira"...

É curiosa a versão de Serra da internet, porque é onde a mentira tem pernas curtas. Simplesmente porque a informação não tem dono, não tem filtro que possa barrar. Ou mata-se a cobra e mostra a cobra morta, ou não tem como sustentar um factóide diante do contraponto que fatalmente, vem à tona. É o velho dito popular: "contra fatos não há argumentos".

Perde na internet quem não tem argumentos que correspondem aos fatos. Por isso Serra perde: sua competência é falsa, sua capacidade foi falsamente alardeada, sua biografia é falsa ao se apropriar de feitos alheios e negar o que fez. O que ele pensa de verdade, não é o que ele diz. Sua imagem era falsa, e a internet proporciona a verdade, a qualquer um que quiser pesquisar.

Não por acaso, o senador Eduardo Azeredo (PSDB), do mensalão tucano, do partido de Serra, tentou implantar o AI-5 digital na internet. Além disso, a turma do Serra denunciou ao Ministério Público Eleitoral para tentarem retirar nosso blog do ar.

Do discurso de Serra, fica a impressão de que ele considera a internet uma ameaça ao seu poder, antes exercido através do controle da imprensa. E fica a impressão de que gostaria de convocar as Forças Armadas para fazer uma espécie de "Operação Condor", para fazer desaparecer a blogosfera. (Com informações da Rede Brasil Atual)


Athur Virgílio a um passo da derrota

Pesquisa eleitoral divulgada pelo jornal A Crítica, realizada pela empresa Action Pesquisa de Mercado no Amazonas, mostrou que a batata do senador Arthur Virgílio está assando:

Eduardo Braga (PMDB): 80% (70% primeiro voto)
Vanessa Grazziotin (PCdoB): 36% (7% primeiro voto, e 29% segundo voto)
Arthur Virgílio Neto (PSDB): 36% (12% primeiro voto, e 24% segundo voto)

Vanessa vinha atrás e está subindo rapidamente. A tendência é clara: a ultrapassagem está em curso, e mostra que Vanessa se consolida como segundo voto de quem vota em Eduardo Braga. Ambos formam chapa, em coligação.

A tendência de vitória é questão de tempo, e os altos índices que Arthur Virgílio vinha sustentando, não passava do fato dele ser mais conhecido de eleições passadas, e não se tratava de intenção de votos consolidada.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto, com 1.845 entrevistados em todo o Estado.

Dilma tem 76%. Marina pode ultrapassar Serra no Amazonas.

A mesma pesquisa sondou a eleição presidencial no estado:

Dilma: 76%
Serra: 9%
Marina: 8%

Para governador:

Omar Aziz (PMN): 49%
Alfredo Nascimento (PR):  37%

Ambos apoiam Dilma.

Lula 99%:

A avaliação do governo Lula no Estado:

Ótimo: 58%
Bom: 37%
Regular: 4%

Outra pesquisa recente da empresa Perspectiva, também mostrou resultado semelhante para o Senado:

Eduardo Braga: 83%
Vanessa: 39,3%
Arthur Virgílio: 39%


Mercadante janta com Lula para traçar ofensiva da campanha em SP

Aloizio Mercadante (PT), candidato a governador de São Paulo, janta, neste domingo, no apartamento do presidente Lula, em São Bernardo do Campo.

Animados pelo crescimento das intenções de voto nas pesquisas Ibope e Datafolha, os dois devem conversar sobre a estratégia para o último mês de campanha antes do primeiro turno das eleições, em 3 de outubro.

"O presidente me convidou e vamos conversar sobre as eleições", disse o candidato.

Na terça-feira, Lula tem um evento como presidente da República na comunidade de Paraisópolis, mas não haverá condições para um evento de campanha, no final do dia.

"Na terça-feira estarei no Senado, em Brasília, onde haverá um esforço concentrado. A gente tem reunião de líderes às 15h para fechar a pauta e eu tenho de participar do colégio de líderes", disse. "Mas já temos uma programação para São Paulo que será divulgada em breve".

Neste domingo (29), Mercadante participou de uma caminhada, ao lado do candidato ao Senado, Netinho de Paula (PCdoB), na cidade de Embu, na Grande São Paulo. No local, ele conversou com moradores - sobre temas como segurança, habitação e educação e visitou a feira de artesanato local. (Com informações do Portal Terra).


Em Curitiba, Datafraude erra, erra e erra; vantagem de Dilma pode ser maior ainda

A revista Carta Capital desta semana disseca o Datafraude, também conhecido como Datafolha, para mostrar aos leitores como o instituto de pesquisa erra feio nas sondagens que fez durante estas eleições.

A matéria assinada pela repórter Cynara Menezes, revela que o Datafraude erra e na maior cara de pau corrige a distorção para que não cai definitivamente no limbo do descrédito.

Além do método das entrevistas do Datafraude ser questionável também o é a proporcionalidade e o peso dado ao eleitorado pesquisado.

Um caso objetivo para análise é o resultado da última pesquisa realizada no Paraná, onde foram realizadas 1200 entrevistas, cujo resultado local é somado às demais praças pesquisadas para a tabulação final que deu 20 pontos de vantagem para Dilma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB).

O problema é que o Datafraude sobrevalorizou Curitiba, a capital dos paranaenses na sondagem.

O instituto ligado ao jornal Folha de S. Paulo fez 400 entrevistas em Curitiba das 1200 no total da sondagem.

A capital do Paraná possui 17% do eleitorado do estado, mas ganhou no levantamento peso de 1/3 dos 7,5 milhões eleitores.

Esses números do Datafraude, com certeza, distorcem o resultado das pesquisas tanto na disputa pelo governo do estado do Paraná quanto na corrida pela Presidência da República.

Isto significa que Dilma pode estar bem à frente de Serra e o senador Osmar Dias (PDT), que disputa o governo do Paraná, pode estar melhor do que se imagina no cômputo geral dos levantamentos.

Pelo Datafraude, Curitiba ainda é um dos últimos bastiões dos tucanos.

Entretanto, a ‘onda vermelha’ capitaneada pelo presidente Lula e Dilma poderá abater a candidatura de Beto Richa (PSDB) nos próximos dias.

Daí decorre a necessidade de o tucano paranaense censurar blogs e jornais no estado. Quer levar no bico as eleições de lá e, de quebra, os institutos de pesquisa dão uma forcinha para que o vexame de Serra não seja maior ainda.

É claro que, à medida que o encontro com as urnas vai chegando, concomitantemente, também os Datafraude da vida também vão se ajustando com a realidade política e eleitoral do país e dos estados.


Até Jornal tucano desmente Serra e DEM: Dilma disse a verdade quando acusou o ex-PFL de tentar destruir o programa no STF

Se dependesse do DEM, ProUni não existiria

EM BENEFÍCIO DA QUALIDADE do debate eleitoral, é necessário que seja esclarecida uma troca de farpas entre Dilma Rousseff e José Serra durante o debate do UOL/Folha. Dilma atacou dizendo o seguinte: "O partido de seu vice entrou na Justiça para acabar com o ProUni. Se a Justiça aceitasse o pedido, como você explicaria essa atitude para 704 mil alunos que dependem do programa?"Serra respondeu: "O DEM não entrou com processo para acabar com o ProUni. Foi uma questão de inconstitucionalidade, um aspecto".

Em seguida, o deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM, foi na jugular: "Essa informação que ela deu é falsa, mentirosa".

Mentirosa foi a contradita.

O ProUni foi criado pela medida provisória 213 no dia 10 de setembro de 2004. Duas semanas depois o PFL, pai do DEM, entrou no Supremo Tribunal Federal com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a iniciativa, e ela tomou o nome de ADI 3314.

O ProUni transferiu para o MEC a seleção dos estudantes que devem receber bolsas de estudo em universidades privadas. Antes dele, elas usufruíam benefícios tributários e concediam gratuidades de acordo com regras abstrusas e preferências de cada instituição ou de seus donos.

Com o ProUni, a seleção dos bolsistas (1 para cada outros 9 alunos) passou a ser impessoal, seguindo critérios sociais (1,5 salário mínimo per capita de renda familiar, para os benefícios integrais), de acordo com o desempenho dos estudantes nas provas do Enem. Ninguém foi obrigado a aderir ao programa, só quem quisesse continuar isento de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, PIS e Cofins.

O DEM sustenta que são inconstitucionais a transferência da atribuição, o teto de renda familiar dos beneficiados, a fixação de normas de desempenho durante o curso, bem como as penas a que estariam sujeitas as faculdades que não cumprissem essas exigências.

A ADI do ex-PFL está no Supremo, na companhia de outras duas e todas já foram rebarbadas pelo relator do processo, o ministro Carlos Ayres Britto. Se ela vier a ser aceita pelo tribunal, bye bye ProUni.

Quando o PFL/DEM decidiu detonar a medida provisória 213, sabia o que estava fazendo. Sua petição, de 23 páginas, está até bem argumentada. O que não vale é tentar esconder o gesto às vésperas de eleição.

Em 1944, quando o presidente Franklin Roosevelt criou a GI Bill que, entre outras coisas, abria as universidades para os soldados que retornavam da guerra, houve políticos (poucos) e educadores (de peso) que combateram a iniciativa.
Todos tiveram a coragem de sustentar suas posições. Em dez anos, a GI Bill botou 2,2 milhões de jovens veteranos nas universidades, tornando-se uma das molas propulsoras de uma nova classe média americana.

O ProUni não criou as bolsas, ele apenas introduziu critérios de desempenho e de alcance social para a obtenção do incentivo. Desde 2004 o programa já formou 110 mil jovens, e há hoje outros 429 mil cursando universidades. Algum dia será possível comparar o efeito social e qualificador do ProUni na formação da nova classe média brasileira. Nessa ocasião, como hoje, o DEM ficará no lugar que escolheu. De Elio Gapari na Folha tucana


Tchau Serra: Eleitor vê Dilma como mais preparada

Em três meses, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, passou a ser vista pelo eleitorado como a "mais preparada" para governar o país e administrar áreas como educação, economia e segurança. É o que aponta o detalhamento da última pesquisa Datafolha.Pelo menos é isso que publicou hoje o jornal de assessoria do PSDB, a Folha

O levantamento feito nos dias 23 e 24 deste mês mostra que a exposição da petista gerou mudanças significativas na visão do eleitor.

Dilma hoje é considerada "mais preparada" para ser presidente por 42% dos entrevistados, contra 38% de José Serra (PSDB). Na última pesquisa a incluir essa questão, em maio, Serra tinha 45%, ante 29% dela.

Seu desempenho evoluiu no Sudeste (+ 14 pontos), no Nordeste (+ 18 pontos) e entre os mais jovens, de 16 a 24 anos (+ 17 pontos).

Ela passou o tucano nos quesitos de melhor nome para combater a violência (38% a 30%), cuidar da educação (41% a 31%), manter a estabilidade econômica (49% a 28%) e lutar contra o desemprego (46% a 28%).

Serra mantém a dianteira (47% a 33%) na saúde, área em que concentra sua propaganda eleitoral e da qual foi ministro no governo FHC.O salto nos índices de Dilma está ligado à TV: 71% dos que acham a propaganda dela melhor a têm como mais habilitada para o cargo.

Apesar da subida de Dilma em todos os quesitos, Serra é apontado como mais experiente (51% a 31%) e inteligente (36% a 34%). Mas ele perdeu 13 pontos em "experiência", e ela ganhou 14.Dilma é avaliada como mais autoritária (37% a 30%), porém mais simpática (37% a 26%) do que Serra.

Para 41% dos eleitores, Serra defenderá mais os ricos, ante 17% de Dilma. Já 45% dizem que ela governará mais para os pobres, contra 20% do tucano.

Marina Silva (PV) perdeu pontos em todas as áreas. Seu melhor desempenho é sobre defesa dos pobres (13%) e simpatia (14%).


Isso o JN não mostra: Serra pode pegar 1 ano de prisão



O Jornal Nacional da TV Globo, contnua manipulando a edição do noticiário, o que torna-se campanha eleitoral favorável a oposição demo-tucana.

Na quinta-feira, abriu espaço para Raul Jungmann (PPS) - que, por "coincidência", é candidato a senador em Pernambuco - destilar veneno contra o governo do presidente Lula, e contra o PT. Estaria tudo bem, se ouvisse o outro lado.

Na hora de "ouvir o outro lado", pinçou um pedaço da entrevista coletiva de José Eduardo Dutra (presidente do PT), onde parece que ele está na defensiva, com evasivas, tirando todo o contexto do próprio motivo da convocação da entrevista coletiva: anunciar que estavam abrindo processo contra José Serra (PSDB) na justiça, por injúria e difamação (o que pode condenar a até 1 ano de prisão, de acordo com o código penal).

Além disso, Dutra disse que a oposição utilizou-se de dados sigilosos violados na receita, de diretores da Petrobras, no ano passado, e nem por isso, o PT acusou a oposição de ter praticado o crime de violação, por não dispor de provas.

Nada sobre o processo contra Serra, nem sobre o vazamento que atingiu os diretores da Petrobras,  foi ao ar no JN.

O vídeo comprova que entrevista coletiva de José Eduardo Dutra (PT) e do secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, nada teve a ver com o trecho pinçado no Jornal Nacional.


sábado, 28 de agosto de 2010

Serra desiste, por hora, da propaganda do movimento CANSEI

A propaganda eleitoral de José Serra (PSDB) na TV, estava encerrando com um trecho final imitando a estética das propagandas do movimento CANSEI.

Colocava atores com cenário de fundo preto, para fazer ataques ao governo Lula e a candidatura de Dilma, em tom de denúncia, acompanhada com manchetes da revista Veja, e dos jornais O Globo, Folha e Estadão.

Pelo jeito não estava agradando, porque hoje não foi mais ao ar.


Cheiro de maracutaia nas pesquisas estaduais

Pouco tempo atrás, Datafolha e Ibope andaram arrumando empates e até uma inusitada recuperação da vantagem de José Serra (PSDB) nas pesquisas presidenciais, tentando segurar a queda do demo-tucano.

Com a percepção popular de que havia maracutaia nas pesquisas, e com os institutos ficando desmoralizados, acabaram se ajustando à realidade, agora no mês de agosto, após o início do horário eleitoral na TV.

É aquela história: não dá para enganar a todos o tempo todo.

Mas os demo-tucanos estão vendo a Onda Vermelha, depois de arrastar a eleição presidencial, começa a atingir os estados, afetando as eleições de governadores, senadores e deputados.

Mercadante (PT/SP) e Netinho de Paula (candidato ao senado pelo PCdoB) mostram uma subida robusta. Os candidatos ao senado da base de apoio a Dilma, na Bahia, em Pernambuco e Rio de Janeiro, estão subindo rapidamente e tirando a liderança de antigos demo-tucanos.

E aí é que a maracutaia das pesquisas desponta nos estados, semelhante ao que aconteceu nas pesquisas presidenciais dos meses passados. Estão segurando a queda de Alckmin (PSDB/SP), a queda de Cesar Maia (DEMos/RJ), e outros. Há dúvidas se o candidato de Aécio, Anastasia não está sendo inflado.

Em alguns estados o Ibope e Datafolha estão batendo cabeça.

Para senador, no Rio de Janeiro, a pesquisa Globo/IBOPE colocou Cesar Maia (DEMos) na frente. Nem o Datafolha teve coragem de tamanho despudor.

O presidente Lula apóia, no Rio, Lindberg (PT) e Crivella (PRB, do vice José Alencar). A Globo quer eleger Cesar Maia (DEMos) e Picciani (PMDB), um ruralista, porque ambos tem perfil conservador e dócil com a emissora.

Lindberg (PT) está crescendo e deve ultrapassar Cesar Maia (DEMos). Crivella tem base eleitoral construída, pois foi um bom senador para o estado do Rio, não esteve envolvido em escândalos em seu mandato, foi fiel ao governo Lula no senado tanto quanto José Alencar foi na vice-presidência, e manteve relacionamento republicano no poder. Mas tem como obstáculo pouco tempo na TV, poucas inserções, e ainda uma absurda proibição do TRE de incluir a imagem presidente Lula (devidamente autorizada) em seu programa. Quem entende essa justiça eleitoral? O Serra que é adversário pode, o Crivella que é aliado não pode.

Independente dessa conjuntura, a pesquisa Globo/IBOPE, com César Maia em primeiro, está com forte cheiro de maracutaia.

Os números:

DATAFOLHA:

Marcelo Crivella (PRB): 37%
Cesar Maia (DEM): 32%
Lindberg (PT): 24%
Picciani (PMDB): 16%

IBOPE/Globo:

Cesar Maia (DEM): 33%
Marcelo Crivella (PRB): 30%
Lindberg (PT): 24%
Picciani (PMDB): 17%

O cheiro de maracutaia do Globope é tão forte, que os números de todos os candidatos batem. Só Crivella foi "derrubado", para deixar Cesar Maia na frente.


O fim de uma era

Senadores experientes que ganharam os holofotes nos últimos oito anos estão ameaçados de sair de cena no início de 2011. Apesar de terem ocupado as páginas dos jornais e frequentado de maneira assídua a tribuna do Senado por quase uma década, eles, agora, têm a eleição ameaçada. Alguns mantiveram o discurso ultrapassado e utilizam a campanha não para apresentar novas ideias, mas para denegrir a imagem dos oponentes. Outros, além de envolvidos com esquemas de corrupção, fazem campanha semelhante à de coronéis que dividiam os Estados em currais eleitorais. De acordo com especialistas, o eleitor, cada vez mais bem-informado, vem mostrando que quer sangue novo e exige competência. “Há dois terços do Senado em disputa e haverá uma grande renovação”, diz o diretor do Diap, Antônio Augusto Queiroz. “Dos 30 que tentam a reeleição, quase a metade não deve se reeleger.”

A degola ameaça principalmente os senadores de oposição do Nordeste, que apostaram num discurso surrado e de crítica sistemática ao governo Lula no Congresso. O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que utilizou a CPI dos Bingos para minar o governo, corre sério risco de ficar sem mandato. Ele está em terceiro lugar nas pesquisas, com 24% dos votos, atrás do ex-governador Wellington Dias (PT-PI), que tem 55%, e de Mão Santa (PSC-PI), com 30%. “Estou recebendo um bombardeio direto do Palácio”, reclama Heráclito. “Eles não têm o direito de usar a máquina do governo, de distribuir verbas e convênios para favorecer seus aliados. As candidaturas mais caras são as do governo”, justificou. Outro que usou a CPI para atingir o governo foi o senador Efraim Morais (DEM-PB). Com uma diferença: Efraim é acusado de envolvimento em esquemas de corrupção. As denúncias vão desde a distribuição de cargos a servidores fantasmas no Senado até a cobrança de propinas em contratos de serviços públicos. Na Paraíba, o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) lidera as pesquisas ao Senado, com 52% dos votos. Em segundo lugar está o prefeito de Campina Grande, Vital do Rego Filho (PMDB), com 25%. Efraim tem 22%.

Outra figura carimbada da política brasileira que corre o risco de ficar sem mandato é o senador Arthur Virgílio (PSDB). Dono de um discurso ácido e de críticas pesadas, ele aproveita sua campanha para desferir duros golpes nos concorrentes. Mas essa estratégia não tem garantido votos para Virgílio. O ex-governador do Amazonas Eduardo Braga (PMDB) tem 82% e a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB) está em segundo lugar, com 39,3%. Virgílio aparece com 39%. No Rio Grande do Norte, o senador José Agripino Maia (DEM), que chegou a bater boca com a ministra Dilma Rousseff em audiência no Senado, está em segundo lugar nas pesquisas, com 39%, mas vê o avanço de sua oponente, a ex-governadora Wilma Maia (PSB), que já tem 32%. Em primeiro lugar está o ex-presidente do Senado Garibaldi Alves Filho (PMDB), com 41%. Leia mais aqui.


Globo repete no JN manipulação de 1989 no debate Lula x Collor e o esconde-esconde das Diretas Já

O Jornal Nacional da TV Globo é obrigado pela legislação eleitoral a dar o mesmo tempo no noticiário aos principais candidatos.

No quadro "o dia dos candidatos", se o JN dá, por exemplo, 1 minuto para cada candidato, tem escolhido "os melhores momentos de Serra" (se é que isso é possível), e escondido os melhores momentos de Dilma.

Essa foi a mesma estratégia usada pela Globo em 1989, quando editou "os melhores momentos" do debate Lula x Collor em 1989. A Globo escolheu os melhores momentos de Collor, e os piores de Lula, não refletindo a verdade do que foi o debate.

Agora está fazendo o mesmo no JN, de forma mais dissimulada, porque é só cerca de 1 minuto por dia.

Ontem, na sexta-feira, colocou os dois candidatos falando sobre a sigilo fiscal de tucanos amigos de Serra, envolvidos em escândalos de corrupção (é claro que o JN não falou dos escândalos, e sim apresentou Serra como "vítima", e colocou Dilma respondendo sobre o mesmo assunto, e ela até se saiu bem, mas a questão é a pauta).

Por que não editar pergunta sobre o resultado das pesquisas, por exemplo? Dilma estaria respondendo satisfeita, mas que não há lugar para salto alto. E Serra com cara amarrada, dizendo não comentar pesquisas.

Uma edição honesta do telejornal poderia colocar Serra falando sobre o suposto "dossiê" que ninguém viu (a pauta de Serra), e Dilma falando das pesquisas (uma pauta razoável para Dilma).

Outra coisa inexplicável é o JN não mostrar os grandes comícios de Dilma. São comícios populares, muitos com mais de 20 mil pessoas, que é notícia em qualquer lugar do mundo. Mas o JN esconde, igual escondeu os comícios das "Diretas Já". Quem assiste ao telejornal da Globo de ontem não ficou sabendo que na noite anterior houve um grande comício em Salvador (BA). Foi o maior evento de campanha de Dilma naquela data, por isso o JN não poderia ignorar.

Com tudo isso, com toda essa manipulação, as intenções de voto em Dilma só aumentam, e as de Serra só caem.


Segunda feira, tem Lula na Baixada Fluminense, curral eleitoral do Indio

Lula reservou a segunda-feira para prestigiar obras na Baixada Fluminense, reduto do vice de José Serra

Candidato a vice-presidente da República na chapa do tucano José Serra, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) terá o seu reduto eleitoral, a Baixada Fluminense, visitado pelo Presidente Lula na próxima segunda-feira. Lula estará em Nova Iguaçu, a 35 quilômetros da capital, para compromissos oficiais ligados à área de saúde, principal bandeira de Serra na campanha presidencial. Lula vai inaugurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que funcionará 24 horas, além de uma unidade móvel para a realização de exame de ressonância magnética.

À noite, o Presidente foi convidado e estará na capital, onde vai assistir, acompanhado da primeira-dama Marisa Letícia, a um show beneficente do cantor Ney Matogrosso, no Teatro Municipal, para ajudar o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), criado no início da década de 1980 e que auxilia ex-pacientes e pacientes da doença.

Na terça-feira, Lula participará de um evento em homenagem a uma de suas grandes paixões: o Sport Club Corinthians Paulista. Um dos times de futebol mais tradicionais do Brasil prepara uma comemoração pelo centenário do clube e vai contar com a presença do torcedor mais ilustre. Antes, porém, o Presidente Lula também visita o interior de São Paulo. Ele vai ao município de Sertãozinho, a 340 quilômetros da capital.

Galega

Depois de estar na Bahia, quinta-feira, e participar de compromissos com a presidenciável petista, Dilma Rousseff, Lula continuou a viagem pela região Nordeste. Ele foi a Pernambuco, onde inaugurou uma unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPE) em Caruaru. Em casa, o Presidente foi ovacionado pelos alunos ao destacar a importância da educação, inclusive para que as mulheres não sejam obrigadas a se submeter às vontades dos homens.

"Quando estuda e trabalha fora, a mulher fica mais dona da situação", afirmou o presidente. Quando os "Lulas da vida" chegarem em casa falando grosso, ela fala meu filho, fale baixinho, me respeite, que eu quero conversar com você em igualdade de condições. No meu caso, eu já estou casado há 36 anos com minha galega chamada Marisa", completou. Mais tarde, na capital pernambucana, Lula participou de mais um comício ao lado de Dilma.

35km - Distância de Nova Iguaçu à capital do Rio de Janeiro

Quando estuda e trabalha fora, a mulher fica mais dona da situação"

Presidente Lula, diante de um público feminino em Pernambuco

O número

10

Número de comícios de Lula ao lado de Dilma desde o início da campanha