segunda-feira, 31 de maio de 2010

A difícil substituição de Arruda como vice de Serra

José Roberto Arruda (ex-DEMos/DF) era o pré-candidato a vice-presidente ideal de José Serra (PSDB/SP).

Se não fosse o mensalão do DEM, seria o candidato natural a vice demo-tucano: era o único governador do principal partido aliado (do DEMos), o único político do DEMos que ainda era "bom de voto", tinha a máquina do governo do DF nas mãos, e ainda contava com um esquema arrecadador de financiamento de campanha. Deixaria o governo do DF nas mãos de um aliado de confiança: Paulo Octávio (DEMos/DF), que seria candidato à reeleição.

Ninguém estaria discutindo nem especulando: a chapa Serra-Arruda seria uma certeza absoluta a esta altura do campeonato.

Arruda era tão completo para Serra, que além de radicado em Brasília, é mineiro de nascença, reforçando a representação no segundo maior colégio eleitoral.

O mensalão do DEM, culminando com a prisão de Arruda, desarrumou a chapa demo-tucana, com Serra na cabeça e Arruda de vice.

Agora Serra está sem vice, e sem opções que agreguem votos ou apoios consistentes.

Aécio quer distância da candidatura à vice. O DEMos quer o cargo, mas não tem nomes. Kátia Abreu (DEMos/TO), espanta o voto dos "verdes", mesmo de direita, que Serra quer cooptar. José Agripino Maia (DEMos/RN) ficou com uma imagem estigmatizada, como um dos políticos mais anti-Lula do Brasil, e não ficaria bem na foto. Rodrigo Maia (DEMos/RJ) pode ser a bola da vez, no mensalão do DEM, por isso é carta fora do baralho. Fala-se até em José Carlos Aleluia (DEMos/BA), mas também não emploga nem os baianos. Talvez um nome baiano mais provável seja ACM Jr (não confundir com o Neto), por ser uma forma de tentar garantir que as antigas bases carlistas se mexam um pouco para pedir votos para Serra.

A convenção do PSDB acontece no próximo dia 12 e os aliados do demo-tucano mostram-se preocupados em ter um nome para apresentar.

Nesta segunda-feira, perguntado pela imprensa sobre o vice, Serra desconversou:

- Não vou falar mais sobre isso. Tudo o que eu falo gera especulação, não tem problema, vai ter uma boa definição...Existe uma angústia do vice muito grande por parte da imprensa, eu pessoalmente, que sou o maior interessado, não estou angustiado. Vamos dar uma boa solução.

O fato é que Serra está como aquele ex-noivo, abandonado na porta da Igreja, a procura de uma nova noiva, mesmo que não goste dela, e que ninguém deseja ser.

Serra sofre por Arruda a mesma amargura dos apaixonados que perderam um grande amor.


Brasil convoca embaixador de Israel para recriminar ataque, e pede, na ONU, fim do bloqueio a Gaza

O governo brasileiro reagiu energicamente contra o ataque israelense a uma frota de navios que levaria ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

O Itamaraty convocou nesta segunda-feira o embaixador de Israel em Brasília para manifestar sua indignação. O Ministério das Relações Exteriores emitiu a seguinte nota oficial:

"Com choque e consternação, o Governo brasileiro recebeu a notícia do ataque israelense a um dos barcos da flotilha que levava ajuda humanitária internacional à Faixa de Gaza, do qual resultou a morte de mais de uma dezena de pessoas, além de ferimentos em outros integrantes.

O Brasil condena, em termos veementes, a ação israelense, uma vez que não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário. O fato é agravado por ter ocorrido, segundo as informações disponíveis, em águas internacionais. O Brasil considera que o incidente deva ser objeto de investigação independente, que esclareça plenamente os fatos à luz do Direito Humanitário e do Direito Internacional como um todo.

Os trágicos resultados da operação militar israelense denotam, uma vez mais, a necessidade de que seja levantado, imediatamente, o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, com vistas a garantir a liberdade de locomoção de seus habitantes e o livre acesso de alimentos, remédios e bens de consumo àquela região.

Preocupa especialmente ao Governo brasileiro a notícia de que uma brasileira, Iara Lee, estava numa das embarcações que compunha a flotilha humanitária. O Ministro Celso Amorim, ao solidarizar-se com os familiares das vítimas do ataque, determinou que fossem tomadas providências imediatas para a localização da cidadã brasileira.

A Representante do Brasil junto à ONU foi instruída a apoiar a convocação de reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a operação militar israelense.

O Embaixador de Israel no Brasil está sendo chamado ao Itamaraty para que seja manifestada a indignação do Governo Brasileiro com o incidente e a preocupação com a situação da cidadã brasileira."

Brasil pede fim do bloqueio a Gaza na ONU

A representante brasileira na ONU, Maria Luiza Ribeiro, pediu nesta segunda-feira o fim do bloqueio israelense contra Gaza, por "violar o direito internacional".

"Não pode haver justificativa para um ataque militar contra um comboio de civis", afirmou Maria Luiza Ribeiro. O representante do México, Claude Heller, também tomou a palavra no debate para solicitar o levantamento do bloqueio.

A atuação do Itamaraty mostra que o Brasil continua em seu protagonismo, e abandonou a posição de omissão e de se orientar por posições vindas de Washington e da Europa.

As informações são das agências de notícias internacionais. A imprensa demo-tucana e vira-lata brasileira não deu destaque às posições do Itamaraty, ainda.


Serra é o candidato mais antipático, e dos ricos - revela o Datafolha sob pressão da blogosfera

Na sexta-feira, dia 28, nosso blog descobriu indícios de financiamento de campanha por caixa-2, pelo grupo empresarial dono do jornal Folha de São Paulo e do Instituto Datafolha, através de serviços de pesquisa eleitoral qualitativa a partidos, não contabilizada (leia aqui para entender o caso).

"Coincidentemente", no domingo, dia 30, o jornal Folha de São Paulo desengavetou, com bastante atraso em relação à divulgação da pesquisa, algumas das respostas às perguntas qualitativas da pesquisa (em notícia discreta e acessível apenas para assinantes).

Nota-se uma preocupação do grupo Folha em afastar as atenções do Ministério Público e da Polícia Federal para os indícios apontados pelo nosso blog, quando fez questão de incluir em seu texto uma justificativa, dizendo que "O Datafolha realiza esse estudo há mais de 20 anos."


Espertamente, o Datafolha diz isso sobre a tendência esquerda-direita do eleitorado, mas nada diz sob seu súbito interesse em saber se candidatos são mais simpáticos ou antipáticos, e outras perguntas qualitativas que, normalmente, só interessam para tomada de decisão de partidos em campanha eleitoral.

Serra é líder isolado em antipatia, e Dilma a mais simpática

De qualquer forma, nossa denúncia na blogosfera já surtiu um resultado: coincidência ou não, o jornal demo-tucano viu-se na obrigação de publicar (ainda que muito discretamente) que José Serra é o candidato mais antipático e defensor dos mais ricos, enquanto Dilma é reconhecida como a mais simpática e defensora dos mais pobres.

Na pergunta do Datafolha: "Na sua opinião, qual destes candidatos ou candidatas é mais antipático ou antipática?" - deu Serra na cabeça, como o mais antipático:

Serra: 27% das respostas
Dilma: 23%
Marina: 11%

Na pergunta: "Na sua opinião, qual destes candidatos ou candidatas é mais mais simpático ou simpática?" - Dilma é a mais simpática para a maioria dos pesquisados:

Dilma: 29%
Serra: 28%
Marina: 19%

Serra é reconhecido como defensor dos ricos e Dilma dos pobres

Na pergunta: "Na sua opinião, qual destes candidatos ou candidatas mais defenderá os ricos?" - deu Serra na cabeça, novamente:

Serra: 45%
Dilma: 15%
Marina: 3%

Na pergunta: "Na sua opinião, qual destes candidatos ou candidatas mais defenderá os pobres?" - Dilma foi reconhecida como maior defensora dos interesses dos mais pobres:

Dilma: 37%
Serra: 21%
Marina: 18%

Vídeo montra comportamento antipático de Serra diante de reclamação contra pedágios abusivos

Um vídeo, já conhecido, demonstra o típico comportamento antipático do demo-tucano, quando ainda estava governador de São Paulo. Serra nega atenção às reivindicações de produtores do interior paulista contra o elevado custo dos pedágios, que impactam no frete de seus produtos.



Além disso, é um exemplo da clara opção pelos mais ricos: o demo-tucano fica do lado dos tubarões, donos das concessionárias de pedágios, em detrimento do cidadão consumidor, que é obrigado a pagar as tarifas abusivas de pedágios nas rodovias paulistas.


Serra usou a Bolívia como cortina de fumaça para não ser associado ao mensalão de Rodrigo Maia e DEM

José Serra (PSDB/SP) usou o factóide de atacar a Bolívia, para dar pauta à imprensa demo-tucana, de forma a esfriar o assunto e repercursão do crime eleitoral praticado no programa de TV do DEMos na quinta-feira à noite.

O DEMos agiu como "legenda de aluguel", cedendo a maior parte do seu horário para fazer propaganda eleitoral antecipada e fora-da-lei para José Serra, filiado a outro partido (o PSDB). Isso renderia manchetes, polêmica, colunas, entrevistas com "especialistas" do Instituo Millenium, declarações de ministros demo-tucanos do Supremo e Procuradores Eleitorais, caso fosse praticado pelo PT. Image se o PT tivesse colocado Dilma para ocupar o horário do PMDB, para dar um exemplo equivalente.

O objetivo da campanha demo-tucana era expor o candidato na vitrine da telinha da TV, abusar da divulgação ao arrepio da lei, e em seguida abafar o caso, porque dali em diante a repercussão seria só negativa: crime eleitoral, associação com o partido do mensalão do DEM, e com políticos impopulares como os deputados Paulo Bornahausen (DEMos/SC) e Rodrigo Maia (DEMos/RJ), além do senador José Agripino Maia (DEMos/RN).

Serra quer o apoio dos coronéis e oligarquias do DEMos e o latifúndio de horário na TV que o DEM ainda possui, mas não quer ficar com sua imagem colada ao partido do mensalão do DEM, sobretudo porque José Roberto Arruda era seu pré-candidato a vice-presidente, até que a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, colocasse fim a esse plano, e deixasse a candidatura de Serra até hoje sem um candidato a vice à altura de Arruda.

Serra quer o bônus do apoio do DEMos, sem ficar com o ônus da imagem de desgaste.

Neste contexto, uma declaração imprópria e desastrada contra o governo boliviano vem a calhar, como factóide, para gerar polêmica e preencher o noticiário.

Principalmente porque se encaixa na técnica do "empurrômetro" de Serra. Passou quase 4 anos como governador de São Paulo para cuidar da segurança pública paulista, e entregou a situação muito pior do que encontrou (e que já não era boa). As próprias críticas que ele dirige contra a Bolívia soam mais falsas do que uma nota de 3 reais, porque se fossem verdadeiras e sinceras, já teriam que ter sido feitas enquanto ele ainda era governador, porque cidades do interior paulista são rotas do narcotráfico internacional há muito tempo, como entrepostos controlados pelo PCC.

Então, para quem não tem escrúpulos, nem coragem de assumir responsabilidades pelos seus atos e obrigações, nada melhor do que empurrar o problema para bem longe de São Paulo, e a Bolívia vem a calhar como factóide, para um político que perdeu a seriedade, até em assuntos sérios como combate ao crime organizado, de organizações criminosas como o PCC.


Porque o TSE faz vistas grossa para campanha antecipada do Serra? Serra aparece em propaganda do Metrô

O ex-governador e pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, é destaque em um pôster afixado ao lado da bilheteria da Estação Sacomã da Linha 2-Verde do Metrô, em homenagem aos funcionários que trabalharam na obra inaugurada por ele em 30 de janeiro. De camisa azul e gravata vermelha, o tucano aparece rodeado por 71 operários uniformizados no painel de cerca de um metro, à vista das cerca de 80 mil pessoas que circulam diariamente pela estação na zona sul.

A imagem do tucano em um local público, dentro da propaganda do governo, divide a opinião de juristas.

Para dois juristas ouvidos pelo jornal da Tarde a presença do tucano no pôster é irregular por extrapolar o limite da publicidade institucional.”Aparecer em foto numa ação como essa, sendo candidato, é propaganda subliminar”, diz o professor de direito constitucional da PUC Marcelo Figueiredo. Outros dois discordam. Para o Metrô, “o painel é registro fotográfico histórico, não propaganda”. A empresa informou ainda que “não houve nem há intenção de promover a imagem do pré-candidato do PSDB à Presidência.”

O Jornal da Tarde diz em sua matéria que enviou a imagem à Procuradoria Geral Eleitoral. Segundo o órgão, o caso será analisado pela vice-procuradora Sandra Cureau. Não há prazo de resposta.


O Dr. Gurgel e Dra. Cureau vão multar o Estadão por campanha eleitoral antecipada?

Jornais tem liberdade de expressão e opinião, mas não podem fazer propaganda eleitoral "gratuita" nem para um candidato, nem contra outro.

O jornal demo-tucano "Estadão" fez.

Ao fazer uma matéria sobre eleitores que subiram de classe social, com o título "Classe emergente festeja progressos", o editor escreveu como subtítulo:

"Com maior facilidade de crédito e elevação do poder aquisitivo, eles melhoraram de vida, mas não é necessário que votem em Dilma."

Ora, a editoria do Estadão ao escrever "mas não é necessário que votem em Dilma" está tentando convencer os leitores (e eleitores) a não votar em Dilma.

Quando o subtítulo deixa de expressar uma mera opinião, e entra na argumentação para tentar convencer e influir na decisão de voto do eleitor, não resta margem para dúvidas: é campanha eleitoral antecipada. E não tem nada de subliminar, é explícita mesmo.

E propaganda eleitoral feita por um jornal de circulação nacional é também abuso de poder econômico.
O Procurador Geral Eleitoral, Roberto Gurgel, e a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, que tem aplicado um rigor desproporcional aos discursos do presidente Lula e ao direito de ir e vir de Dilma Rousseff, não tem outra alternativa senão apresentar contundente representação contra o jornal Estadão, pedindo multa exemplar, nos termos da lei.

Endereço de reclamação e denúncia ao Ministério Público Eleitoral: 

pge@pgr.mpf.gov.br


PIB Brasil cresce mais que o Chinês

PIB do País no 1º trimestre deve registrar aumento anualizado superior ao da China, ficando atrás apenas da Índia entre as maiores economias

O Brasil deve ocupar o segundo lugar no ranking das maiores taxas de crescimento do mundo no primeiro trimestre, à frente até mesmo da China. O dado oficial só será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira da semana que vem, mas, levando-se em conta as projeções do mercado financeiro, já é possível cravar que o País será um dos líderes em expansão no período.


Serra reencontra "sanguessugas" em Mato Grosso

José Serra (PSDB/SP) foi fazer campanha em Mato Grosso no fim de semana, onde teve a oportunidade de matar a saudade de diversos demo-tucanos denunciados no escândalo "sanguessugas", onde deputados e prefeitos recebiam proprinas para comprar ambulâncias superfaturadas, sobretudo na gestão de José Serra no Ministério da Saúde.

A empresa que vendia as ambulâncias era a Planam dos irmãos Vedoin, sediada em Cuiabá (MT).

Entre os "sanguessugas" denunciados, Serra se encontrou com: Nilson Leitão (PSDB, ex-prefeito de Sinop),senador Jaime Campos (DEMos), e outros.


Livros didáticos novinhos vão para o lixo em prefeitura demo-tucana de SP

No município de Colina, no interior paulista, catadores que separam o lixo da cidade para reciclagem acharam dois sacos cheios de livros novos, muitos ainda envoltos em plástico, que estavam por ser destruídos.

Eram centenas de livros didáticos distribuídos pelo MEC à Prefeitura.

A cidade é governada por um companheiro de partido de José Serra: o prefeito tucano Valdemir Antonio Moralles (PSDB).

Segundo o jornal Brasília Confidencial, a secretária municipal de Educação, alegou que os livros não chegaram a ser usados pelos alunos e, como eram anteriores a 2010, foram doados a entidades assistenciais do município, e transportados no caminhão que recolhe lixo reciclável.

O Ministério da Educação afirma que a sobra do material didático deveria ser comunicada pela Prefeitura, porque os livros abandonados em Colina poderiam servir a estudantes de outras cidades.


Eleições na Colômbia: Candidato de Uribe vai ao 2º turno marcado por denúncias de compra de votos

No primeiro turno das eleições presidenciais colombianas, neste Domingo, o candidato Juan Manuel Santos (apoiado pelo atual, Álvaro Uribe), é alvo de denúncia de compra de votos.

A Procuradoria-Geral da Nação declarou ter recebido denúncias.

Também recebeu denúncia observadores independentes. A Missão de Observatório Eleitoral da Colômbia, recebeu relatos do partido adversário, PDA (Polo Democrático Alternativo), que ficou fora do segundo turno, de que simpatizantes de Santos ofereciam 20 mil pesos aos eleitores que votassem nele.

Outros 40 casos de irregularidades eleitorais também foram reportados, segundo a organização.

Disputarão o segundo turno Juan Manuel Santos (que teve 46,6% dos votos), e o candidato de oposição a Uribe, Antanas Mockus, do Partido Verde (teve 21,5% dos votos).

Mockus afirmou que seguirá o modo de governar brasileiro de Lula para fazer reformas sociais na Colômbia, e considera a política externa do presidente Lula como modelo para se relacionar com governos tanto da Venezuela como dos Estados Unidos. (Com informações de Agências)


domingo, 30 de maio de 2010

Justiça lerda favorece poder econômico da corrupção e tráfico de armas e drogas


O Jornal da elite Valor Econômico, trouxe matéria sobre a morosidade do Poder Judiciário para julgar casos de desvio de dinheiro para o exterior.

Há US$ 3 bilhões bloqueados em contas bancárias no exterior que não podem voltar ao Brasil enquanto o Poder Judiciário brasileiro não julgar, em definitivo, os réus pelos desvios de dinheiro.

Esse dinheiro é resultado de investigações de lavagem de dinheiro proveniente de crimes de evasão de divisas, corrupção, tráfico de drogas e armas, contrabando e outros e que motivaram a abertura de ações judiciais.

Entre estes valores estão dinheiro como o do grupo Opportunity; dos demo-tucanos paulistas (da turma de José Serra e Alckmin), que receberam propinas da ALSTOM; de traficantes de armas e drogas, e outros.

No governo Lula houve saltos de qualidade nas operações da Polícia Federal, desbatarando diversos casos. Por que o Judiciário não pode fazer como a Previdência Social, que melhorou seus sistemas e procedimentos para resolver uma aposentadoria em meia-hora? Da mesma forma o Judiciário poderia agilizar processos críticos e grandes, que envolvem grandes somas, para vir a ser julgado em meses.

Quando a Justiça quer ter pressa, um presidente do STF fica até meia-noite de plantão para conceder um habeas-corpus à um banqueiro (Daniel Dantas) no mesmo dia da prisão.É inaceitável que o Judiciário seja moroso em causas de grande importância para o interesse geral da população. O crime organizado se move por dinheiro. Atingir o poder econômico das quadrilhas é o mais duro golpe em sua capacidade de continuar praticando crimes. Confiscar e reaver o dinheiro roubado ou produto de outros crimes, asfixia o crime organizado, cortando a fonte de suprimentos de seu poder.

Ao contrário do que diz José Serra (PSDB/SP), não são camponeses e índios pobres bolivianos que movem o tráfico de armas e drogas. São as organizações criminosas como o PCC, sediadas em São Paulo, as más autoridades policiais e judiciárias que se deixam corromper pelo dinheiro para deixar o tráfico funcionar, e o pessoal do colarinho branco que lavam esse dinheiro. Esses, pode-se dizer, estão no topo da hierarquia, na economia do crime.

Se José Serra, quando foi governador de São Paulo, tivesse autoridade, determinação e vontade política para combater o PCC, a Organização Criminosa não teria nem poder, nem dinheiro, para assediar, encomendar, dominar territórios e corromper bolivianos, paraguaios, peruanos, etc, controlando boa parte da logística do tráfico internacional.

José Serra também contribuiu bastante para que as lavanderias de dinheiro sujo do narcotráfico e da corrupção funcionassem, ao apoiar a libertinagem das contas CC5 no governo FHC, que levou ao escândalo do Banestado.


Ver a tucana do jornal do PSDB desesperada, não tem preço:Eventual vitória de Dilma vai resultar no enterro do DEM

Na contabilidade da oposição, uma eventual vitória de Dilma Rousseff em outubro vai somar 20 anos do PT na Presidência e resultar no enterro do DEM. Aliás, do DEM e do PPS, com sérias avarias no PSDB.

Eis a aritmética em caso de Dilma vencer: Lula oito anos, Dilma mais quatro, a volta de Lula para mais oito.

O que está em risco é a sobrevivência da oposição, pelo menos da oposição tal como configurada nestas eleições. E, com vitória ou com derrota, a palavra "fusão" corre solta entre os oposicionistas, para gerar um novo partido, mais competitivo.

O DEM foi criado como PFL em 1985, no rastro da dissidência do PDS (partido da ditadura, originário na Arena) que apoiou as Diretas Já e o oposicionista Tancredo Neves (PMDB).

A evolução do processo político após a ditadura não acolheu as siglas "de direita", espectro do PFL e agora do DEM. Assim, seus primeiros líderes não tiveram condições de concorrer à Presidência da República, a não ser em 1989, e transformaram o partido em linha auxiliar do PSDB.

Jorge Bornhausen (SC), presidente do PFL na maior parte da vida do partido, encerrou a carreira política; Marco Maciel (PE) teve seus oito anos de glória como vice de Fernando Henrique Cardoso (PSDB); o baiano Antonio Carlos Magalhães, que sempre andou em faixa própria, muitas vezes na contramão dos caciques, morreu em 2007.

A segunda geração, no DEM, demonstra inexperiência política e falta de instrumentos para disputar a linha de frente, seja a Presidência, sejam os governos estaduais.

O presidente é Rodrigo Maia (filho de César Maia, ex-prefeito do Rio). O ex-líder na Câmara era ACM Neto (neto do cacique baiano). O atual é Paulo Bornhausen (filho do ex-presidente do PFL). Os sobrenomes ficaram, mas a força política murchou.

Na geração intermediária, a resistência está ainda no Nordeste: senador José Agripino Maia (RN), deputado José Carlos Aleluia (BA), ex-governador Paulo Souto. Nada no Rio de Janeiro, em Minas, em São Paulo.

As maiores esperanças eram José Roberto Arruda, governador do DF, e Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo. Arruda saiu da política para a cadeia na crise do mensalão do DEM. Kassab foi um bom candidato, mas é um prefeito sob críticas.

O DEM, agora, só tem uma alternativa: a vitória ou a vitória de José Serra. Do contrário, vira coisa do passado. Da colunista Eliane Catanhêde. Publicado por sugestão do leitor, Marcos Andrade


Procurador Geral Eleitoral representa fora-da-lei contra Lula e Dilma

Em primeira mão no blog Os Amigos do Presidente Lula em 30/05/2010 às 08:07hs

Só faltava essa: o Procurador Geral Eleitoral não seguiu a própria lei que ele usou para representar contra o PT, Lula e Dilma, por conta do programa de TV de 10 minutos que foi ao ar no dia 13 de maio último.

Nem adianta comentar o conteúdo da representação, porque a lei que rege a propaganda partidária diz textualmente que tal representação só pode ser oferecida por partido político, e não pelo Ministério Público Eleitoral.


Infelizmente o Procurador Geral Eleitoral se antecipou, e fez o trabalho que deveria ser feito por um partido de oposição.


Depois que o partido de oposição apresentasse a representação, caberia a Procuradoria Geral Eleitoral acompanhar, e emitir parecer, quando solicitado pelo Juiz.

A lei até é meio esquizofrênica, pois a Procuradoria Geral Eleitoral deveria ter essa prerrogativa também no caso da propaganda na TV, mas é assim que está valendo, e para todos. Enquanto a lei não muda é preciso segui-la.

Assim, a representação é inepta e deverá ser arquivada pelo TSE. Mas os advogados demo-tucanos devem agradecer. Com toda certeza aproveitarão o trabalho feito pelo nobre Procurador, copiarão o texto, assinarão embaixo, e apresentarão novamente ao TSE.

Se por acaso, este blog, com nossos parcos conhecimentos de cidadãos leitores da lei, estiver errado, cabe perguntar porque o Procurador Geral Eleitoral não representou contra os programas de TV do PSDB no fim do ano passado, quando fizeram o mesmo com de José Serra e Aécio Neves; nem representou contra o PPS que fez pior. Fez igual ao DEM: colocou filiados a outros partidos (José Serra, Aécio Neves e Fernando Gabeira) falando em seu programa, comportando-se como uma "legenda de aluguel".

A íntegra da representação pode ser lida aqui.


Ao humano em Clovis Rossi

Um comentário sobre a Paella do Lula
(Claudia C. Carezzato)

"Que texto fantástico! A imagem é a do lírio brotando no pântano... de um acidente, surge o humano , não no presidente, mas no jornalista, que por uns instantes parece ter conseguido vislumbrar o ser humano formidável que é o presidente Lula.
É preciso ter olhos humanizados, olhos de ver, para ver o grande homem que a imprensa se esforça para esconder e tirar o brilho. Se hoje a esmagadora maioria dos brasileiros insiste em aprová-lo como o melhor presidente que o Brasil já teve, não é porque fale muitas línguas ou por sua formação acadêmica. Como todos sabemos, inclusive nós que o amamos muito, não negando a lingüística de sua origem, ele continua não acertando os Ss no lugar certo. E apesar de ser isso um motivo para chacotas, como tantos outros, diferenças sociais que fazem tantos tolos diplomados rirem, realmente não tem a menor importância.
É uma pena que esse momento precioso de lucidez e humanidade tenha durado tão pouco, e o pequeno tenha tomado conta do jornalista novamente.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/05/ao-humano-em-clovis-rossi.html

A PAELLA DO LULA
Clovis Rossi
(...)
O presidente Lula havia terminado de discursar, após receber prêmio. Sempre que isso acontece, os jornalistas (e muitos outros no auditório) tentam se aproximar do presidente, para arrancar uma frase ou, simplesmente, mostrar a cara.
Foi o que tentei fazer, mas pela via errada. Em vez de subir pela escadinha que levava ao palco, tentei escalar o degrauzão do meio. Escorreguei, cai de costas e fraturei as costelas.
Ainda assim, me levantei, usei a escadinha mas, ao chegar perto do bolo, estava como Jorge Araujo, um extraordinário fotógrafo da Folha, costuma brincar: "Já vi cadáveres mais corados que você".
Descrição perfeita para meu estado naquele momento. Se não fosse Patrícia Chiarello, misto de diplomata (da assessoria de imprensa do Itamaraty) e anjo-da-guarda de jornalistas, me mandar sentar e tomar água, teria desmaiado no meio do palco.
O presidente Lula se aproximou e constatou o mesmo que o Jorge Araujo: "Você está branco e suando frio".
Não me lembro se foi antes ou depois da frase de Lula que o coronel Cléber Ferreira, médico da Presidência, me examinou. No momento em que apalpou minhas costas, detectou a fratura e iniciou as providências para que eu fosse levado ao hospital.
Tentei resistir, dizendo que precisava terminar os textos do dia e enviá-los para a Folha. Aí, baixou o coronel no médico, e as ordens foram cumpridas.
Ele fez questão de me acompanhar na ambulância e no hospital, enquanto fazia as radiografias e um exame de urina para ver se a queda trouxera outras complicações.
Primeira observação que, imagino, o leitor não desconfia: é possível, sim, a um médico da Presidência abandonar o presidente para dar atenção a um jornalista. É verdade que, naquela altura, o jornalista precisava dele mais que o presidente, mas o gesto fica.
Como ele me contou no caminho, foi só o seu lado coronel que forçou Lula a não viajar para Davos, em janeiro, quando passou mal em Recife.
(...)
Pouco antes da chegada deles, aparecera no meu quarto uma quentinha, enviada pelo presidente Lula.
Eu já havia jantado, no próprio quarto. Por isso, ofereci a paella (o conteúdo da quentinha) aos companheiros. Assis Moreira não se fez de rogado. Comeu toda a paella do presidente.
Aí, chegaram Lula e sua turma. O assessor diplomático Marco Aurélio Garcia, os ministros Nélson Jobim e Franklin Martins, Nelson Breve, também da SECOM, Carlos Villanova, diplomata que é o segundo de Franklin na Comunicação Social da Presidência, em geral encarregado com competência das viagens internacionais de Lula. Talvez houvesse mais alguém com eles, mas eu não tinha condições físicas de girar o corpo para ver quem se postou atrás de mim.
Lula chegou no exato momento em que eu havia iniciado assim o texto: "Sem se manifestar desde que deixou o Irã na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem tempo para "amadurecer as reações" em torno do acordo com os iranianos (e os turcos) antes de se pronunciar".
Ordenei: "Senta aí e escreve o resto, vai. Você sabe melhor do que eu o que você pensa e diz".
Observação final: minha relação com o presidente (e também com o seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso) sempre foi cordial, como pessoas físicas. Como pessoas jurídicas, critiquei um e critico o outro, às vezes impiedosamente, mas esse é o jogo certo (acho eu) entre jornalismo e política.
Com FHC, a relação era mais formal, pela idade de cada um. Com Lula, é mais relaxada, até porque o conheço desde o tempo em que eu é que podia mandar quentinhas para ele, não o contrário.
Tanto que me despedi brincando: "Você é um péssimo presidente, mas um notável ser humano".


sábado, 29 de maio de 2010

Até o jornal tucano pergunta para Serra;Cadê o discurso?

Claro que a vaga de vice é um problema para a campanha do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Mas encontrar o discurso parece ser um problema ainda maior.

Até agora não existe um mote, uma ideia que sintetize a candidatura e que faça o grosso do eleitorado entender a razão de optar por ela.

Serra oscila entre maior e menor agressividade direta contra Dilma Rousseff e o PT, quase sempre poupando Lula. Há ataques a Lula, mas são cifrados demais para o grosso do eleitorado.

Alguns exemplos para não cansar. Insinuar que não teria boa relação com ditadores, porque Lula tem. Não lotear os cargos, porque com ele seria diferente, não teria essa coisa de ceder à fisiologia. Neste exemplo, o próprio Serra se esquece das boas relações que manteve e mantém com José Roberto Arruda e democratas, tucanos e peemedebistas que não ficam nada a dever à turma da pesada que apoia Lula.

Mas o que importa é que ele tenta ferir Lula. Discretamente, repita-se. Motivo: boa parte dos que hoje optam pelo tucano avalia bem o governo do presidente. Seria suicídio político brigar de frente com o petista.

Resta, portanto, bater no PT e em Dilma. Mais à frente, virá a chamada tentativa de desconstrução. Em outras palavras, ataques mais duros à pré-candidata do PT. Simultaneamente, fará um discurso algo doce para tentar mostrar a suposta superioridade no quesito preparo para governar. Mas, de novo, a pergunta: qual é o mote?

Dilma tem o seu: continuar a obra de Lula, de fácil compreensão para a maioria dos eleitores.

Sem discurso, começam a bater o desespero e o destempero no próprio candidato. E, aí, ocorrem ataques como o desferido contra a Bolívia. Ninguém entendeu a razão.

Especulação: pode ser uma tentativa de construir um discurso mais linha dura em relação à segurança pública, um dos temas de maior preocupação do eleitorado. O risco é soar meio malufista. Existe indício nesse sentido: o violento comportamento da Polícia Militar de São Paulo hoje em dia.

A PM paulista está matando mais, de acordo com dados do primeiro trimestre deste ano comparados com a mesma época do ano passado. Nesse período, em que Serra governava o Estado, cresceram 40% as chamadas ocorrências em que há resistência seguida de morte.

Falar mais duro em relação ao combate às drogas pode atrair uma fatia do eleitorado. No entanto, numa primeira avaliação, parece estreito para virar um discurso de campanha eficiente a fim de derrotar a candidata de um presidente com popularidade recorde. Do Kennedy Alencar


Lula salta para a primeira divisão da diplomacia mundial

Transpirando autoconfiança, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva está elevando o status global do seu país ao protagonizar um número cada vez maior de iniciativas na área de política internacional. Na mais recente dessas ações, ele convenceu o Irã a concordar com um polêmico acordo nuclear. Poderia este acordo proporcionar uma oportunidade para que sejam evitadas sanções e guerra?

À medida que o Brasil cresce para tornar-se uma nova potência econômica, a reputação do presidente brasileiro cresce de forma meteórica. Hoje em dia muita gente vê o presidente como um herói do hemisfério sul e um importante contrapeso em relação a Washington, Bruxelas e Pequim. A revista de notícias norte-americana “Time” foi além, duas semanas atrás, ao afirmar que ele é “o líder político mais influente do mundo”, colocando-o à frente até mesmo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. No Brasil, muita gente vê em Lula da Silva um candidato ao Prêmio Nobel da Paz.

E agora este homem, Luiz Inácio da Silva, 64, apelidado de “Lula”, que passou a infância em um cortiço como filho de pais analfabetos, conseguiu mais outra vitória política no exterior. Em uma reunião que foi uma verdadeira maratona política, ele negociou um acordo nuclear com a liderança iraniana. Na última segunda-feira, ele apareceu triunfante ao lado do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan e do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Os três líderes chegaram a um acordo que eles acreditam que retirará da agenda internacional as previstas sanções da Organização da Nações Unidas (ONU) contra o Irã devido ao possível programa de armas nucleares do país. O Ocidente, que vinha fazendo pressões pela adoção de medidas punitivas mais duras contra o Irã, pareceu ter sido feito de bobo, e até ter sido pego de surpresa.

Lula é o único chefe de Estado que participou tanto do exclusivo Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, quanto do Fórum Social Mundial, que criticou a globalização, na cidade de Porto Alegre, no Brasil. Ele é um viajante infatigável, tendo visitado 25 países só na África, muitos países asiáticos e quase todos as nações da América Latina – levando sempre consigo uma delegação econômica. Lula prega incansavelmente a sua crença em um mundo multipolar. E, como Lula é um orador carismático e um “autêntico” líder trabalhista, multidões em todo o mundo o saúdam como se ele fosse um pop star. Na reunião de cúpula do G20 em 2009, em Londres, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que aparentemente é um fã de Lula, afirmou: “Eu adoro esse cara”.

No entanto, Obama não pode mais ter certeza de que Lula é de fato “o seu cara de confiança”. O brasileiro está ficando cada vez mais autoconfiante à medida que se distancia de Washington e, às vezes, chega até a buscar a confrontação com os norte-americanos Da revista Alemã Der Spiegel, com tradução...Leia aqui a matéria completa


A casa está caindo


Tucanos estavam ontem, pela manhã, algo desanimados. Souberam que pesquisa do Vox Populi, encomendada por um partido, mostra Dilma cinco pontos à frente de Serra. -Notinha  da Sonia Racy - publicada hoje no Estadão


FHC entra na campanha de José Serra....Agora vai!

Consultado pela cúpula do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi um dos tucanos que deram apoio irrestrito à subida de tom na campanha de José Serra . FHC acredita que os ataques de Serra a Dilma deveriam ter começado antes do avanço da ex-ministra nas pesquisas.Segundo a Revista IstoÉ, a ordem é bater forte em Dilma e criticar Lula. Ele não engole as criticas à sua gestão. Marqueteiros ligados a Serra, porém, têm adotado cautela. Dizem que, se o tucano passar do ponto, corre o risco de colher resultado contrário ao esperado. As críticas, se excessivas, podem ser encaradas como choro de mau perdedor.


Secretário-geral da ONU diz que Fome Zero e Bolsa Família são exemplos para outros países e convida Lula para reuniões de cúpula

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, revelou hoje ter convidado o presidente Lula para discursar numa reunião de cúpula sobre as Metas de Desenvolvimento do Milênio para redução da miséria, das doenças e da fome.

O encontro ocorrerá em setembro, paralelamente à sessão anual da Assembleia Geral da ONU.

Ban Ki-moon está no Brasil para participar do 3º Fórum da Aliança de Civilizações, que tenta construir laços entre diferentes culturas. Ele visitou favelas onde há projetos sociais apoiados pela ONU.

Em entrevista exclusiva à TV Brasil, o ex-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul contou ainda ter convidado o presidente para copresidir um painel sobre sustentabilidade global com propostas para a Conferência Rio + 20.

Essa nova cúpula da terra, marcada para 2012, vai revisar a aplicação dos acordos assinados na Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92.

Leia a seguir, os principais trechos da entrevista:

TV Brasil: Há risco de guerra na Península Coreana?

Ban Ki-moon: Estou preocupado com a tensão crescente entre as Coreias do Norte e do Sul. A ONU monitora atentamente a situação. Todas as questões entre os dois países devem ser resolvidas pacificamente, com diálogo. Ao mesmo tempo, espero que o Conselho de Segurança tome as medidas necessárias para acalmar a situação.

TV Brasil: Como resolver definitivamente, de forma pacífica, a crise sobre o programa nuclear iraniano?

Ban Ki-moon: A questão nuclear iraniana é uma grande preocupação da comunidade internacional. Eu elogio a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro Tayyp Erdogan, da Turquia, para resolver pacificamente o problema por meio de negociações. Se o Acordo de Teerã for apoiado pela Agência Internacional de Energia Atômica e pela comunidade internacional, pode ser um passo positivo para resolver a questão pacificamente. Ao mesmo tempo, estou preocupado porque o governo iraniano anunciou que vai continuar enriquecendo urânio a 20%. Espero sinceramente que os iranianos cumpram todas as obrigações impostas pelas resoluções do Conselho de Segurança da ONU e provem que o programa nuclear do país é exclusivamente para fins pacíficos, e não militares. Claramente, há falta de confiança no Irã.

TV Brasil: O Brasil gostaria de ser membro permanente do Conselho de Segurança depois de uma reforma da ONU. Quais suas expectativas sobre a reforma da ONU?

Ban Ki-moon: Sei da aspiração do Brasil em se tornar um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Os países-membros da ONU estão dando passos importantes nessa reforma. Já houve várias rodadas informais de negociação. Acredito que, em breve, os países-membros se engajem em discussões com base em um anteprojeto. O embaixador do Afeganistão está compilando ideias e propostas. Espero que os países-membros cheguem logo a um acordo sobre a reforma.

TV Brasil: Como o Brasil, com seus programas sociais, pode contribuir com a ONU no combate à miséria, à fome e a doenças, especialmente na África?

Ban Ki-moon: Resolver esses grandes desafios africanos, a pobreza absoluta, doenças, educação, todos eles são grandes prioridades da comunidade internacional. Em 2000, os líderes mundiais estabeleceram as Metas de Desenvolvimento do Milênio para serem atingidas até 2015. Só nos restam mais cinco anos. Por isso, estou convocando uma reunião de cúpula sobre as metas do milênio para setembro, na época da sessão anual da Assembleia Geral da ONU. Eu elogio o progresso do governo brasileiro no combate à pobreza absoluta com programas como o Fome Zero e o Bolsa Família, iniciativas muito boas tomadas pelo presidente Lula. Espero sinceramente que muitos países-membros aproveitem o exemplo. Convidei o presidente Lula para discursar durante esse encontro de cúpula e ele gentilmente aceitou o convite.

TV Brasil: A sociedade internacional vai esquecer o Haiti mais uma vez?

Ban Ki-moon: Não, de jeito nenhum. A paz, a reconstrução e o desenvolvimento do Haiti estão entre as grandes prioridades da ONU. Mais uma vez, o Brasil está na vanguarda, liderando esta campanha não apenas financeiramente, mas fornecendo soldados, policiais e o comandante da força de paz da ONU no Haiti. O Brasil foi o primeiro dos grandes países doadores a depositar a ajuda financeira no Banco Mundial. O ex-presidente Bill Clinton e o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, são copresidentes da comissão de reconstrução. Em 31 de março, a comunidade internacional prometeu US$ 9,9 bilhões para a reconstrução do Haiti. Vamos construir um Haiti melhor. É nosso compromisso.

TV Brasil: Qual o papel do Brasil no Diálogo de Civilizações?

Ban Ki-moon: O Brasil pode dar uma grande contribuição. O Brasil é uma mistura de povos. É um dos países que mais podem contribuir para a aliança de civilizações. Temos de estar preparados para maior compreensão e entendimento das tradições, das culturas e das civilizações dos outros. É preciso pensar nos outros antes mesmo de pensar em si e em nós. Esta é a filosofia básica. Em muitos casos, o extremismo e a violência vêm do medo e do desconhecimento dos outros. O medo vem da ignorância em relação aos outros. Isso pode ser superado pela educação, sobretudo dos jovens. As futuras gerações devem viver um mundo com mais paz e harmonia, sem ódio no coração nem suspeitas em relação aos outros. O Fórum da Aliança de Civilizações aqui no Rio é um exemplo disso e da liderança do Brasil.

TV Brasil: O senhor está otimista com as negociações para combater o aquecimento global?

Ban Ki-moon: Esta é outra grande prioridade. Nenhuma solução será encontrada sem a participação do Brasil, que tem o ecossistema mais importante do mundo, com suas florestas e fontes de energia renováveis. Agradeço o empenho do presidente Lula nesta questão, especialmente na contribuição que deu na Conferência de Copenhague. Estamos trabalhando arduamente. Primeiro, para dar apoio financeiros para os países em desenvolvimento se adaptarem. E também para criar uma economia com uso de energia mais eficiente. Convidei o presidente Lula para ser copresidente do painel de alto nível sobre sustentabilidade global. O Brasil vai sediar a Conferência Rio + 20, em 2012, 20 anos depois da Conferência do Rio. Esse painel deve dar uma contribuição importante.

TV Brasil: O presidente Lula seria um bom secretário-geral da ONU?

Ban Ki-moon: Ouvi essas especulações. O presidente Lula é um dos líderes globais mais importantes, mas eu não posso comentar esse assunto. O posto é um enorme desafio. É preciso enfrentar inúmeros problemas globais e regionais. Eu desejo a ele boa sorte. (Da Agência Brasil)


Revista veja procura "aloprados", não encontra, então inventa

As "reporcagens" revista Veja já viraram piada.

Nesta semana, eles procuraram... procuraram... procuraram... e não acharam nada de errado na campanha de Dilma. Parece que esperavam encontrar alguma equipe de "arapongas" preparando "dossiês", seguindo uma pista de que contrataram uma empresa de segurança para fazer varredura de telefones de gente da campanha, para saber se estavam grampeados.

Se fosse um revista decente, a matéria teria "caído" (ou seja, estaria perdida, iria para o lixo, por falta de material). Mas.... a Veja é a Veja, e fez a matéria assim mesmo.

Para resumir a estória, segundo a revista "os petistas (de terceiro escalão, segundo a Veja) não fizeram dossiês contra adversários, mas a revista jura que iriam fazer, "se não fossem impedidos"!

A única coisa surpreendente no texto é que colocam Dilma como a boazinha da estória. Segundo a matéria, Dilma é quem teria dado ordens para impedir e desmontar a equipe de "aloprados", no trecho:

Dilma deixou claro a outro colaborador próximo sua posição sobre a questão: "Não é para fazer nada disso. Se fizer, demito. Mesmo assim, se aparecer sobre minha mesa, jogo no lixo sem ler".


Em tempo: há boatos de gente que anda oferecendo dossiês e baixarias por aí, provavelmente para quem quiser comprar. O que não é impossível de ter acontecido, é gente desse submundo ter ido oferecer essas baixarias a pessoas próximas a campanha. Se algo do gênero chegou aos ouvidos de Dilma, aí sim é crível que ela tenha rejeitado qualquer sondagem e aplicado uma boa reprimenda. Mas não foi assim que a revista Veja contou.


Complexo de baratas na imprensa brasileira


Um jornal tem que ser muito colonizado, para colocar como manchete a opinião de interesse de outro país, como se fosse "o fato" mais importante.


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Lula abraça Evo Morales e faz piada: "Vamos fazer inveja no Serra"

No III Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, Rio de Janeiro, o presidente Lula abraçou o boliviano Evo Morales e fez piada, para os fotógrafos, com o pré-candidato demo-tucano:

—Vamos posar aqui; vamos fazer inveja no Serra — disse Lula, rindo bastante.

Evo atendeu ao presidente Lula, também rindo, mas evitou fazer declarações políticas, se limitando a dar palpite sobre a Copa do Mundo:

— O Brasil será campeão.

Serra assume extremismo de direita anti-Lula

José Serra (PSDB/SP), em entrevista, acusou o governo boliviano de ser cúmplice do tráfico de drogas.O Ministério das Relações Exteriores da Bolívia emitiu nota considerando "inescrupulosas" e provavelmente "político-eleitorais" as declarações de Serra. O demo-tucano em sua escalada fascista rumo ao alinhamento com posições da extrema-direita estadunidense - que deseja implantar em toda a América do Sul um "plano Colômbia", de instalação de bases militares estadunidenses - disse que a declaração da chancelaria boliviana "não vale uma nota de três reais".

E o FHC, também é cúmplice?

José Serra deveria explicar se considera seu amigo e mestre, FHC, cúmplice do tráfico, quando faz uma cruzada em prol das drogas.


FHC é despachado para a Europa, para não aparecer na convenção tucana

O ex-presidente demo-tucano Fernando Henrique Cardoso, estará na Europa no dia 12 de junho, data da convenção tucana que oficializará o nome de José Serra (PSDB/SP) como candidato a presidente.

Na reunião partidária demo-tucana que lançou José Serra como pré-candidato, no dia 10 de Abril, FHC discursou desdenhando de obras no Nordeste, como da Integração da Bacia do São Francisco, da Ferrovia Transnordestina e do programa de biodiesel.



Não foi divulgado se as viagens de FHC fazem parte de sua cruzada pelas drogas.


Quem sabe o DEM pegou "sem querer" o discurso de Serra, pensando que era o Arruda...

O jornal demo-tucano Folha de São Paulo publica declarações de José Serra (PSDB/SP), fugindo de suas responsabilidades sobre a flagrante corrupção eleitoral praticada com o DEMos, caracterizada pelo "aluguel" do horário partidário na TV.

A cara-de-pau e cinismo nas resposta de José Serra beira o escárnio:

"Não vi, mas não gravei diretamente para o programa...

... Passaram trechos de discurso que fiz no dia 10 de abril. Pegaram trechos e puseram no programa deles ...

... Mas a responsabilidade no caso é do próprio partido que fez o programa, porque minha imagem foi utilizada, acho isso perfeitamente normal. Vamos ver como é avaliado."

É difícil saber o que é pior em um político: a cara-de-pau, o cinismo, ou a covardia de não assumir responsabilidade por seus atos.

Nosso blog dá uma sugestão para Serra e o DEMos apresentarem uma desculpa melhor. Que tal essa:

"Pegaram sem querer a gravação errada. Era para pegar um discurso do Arruda, e pegaram outro de Serra sem querer, confundindo pela afinidade física".

Afinal não foi Serra quem disse que ambos faziam parte de um "pacote combo" do tipo "vote em um carece e ganhe dois"?



Serra vai candidatar-se a presidente da Bolívia

As agressivas e insistentes declarações do tucano José Serra a respeito da Bolívia indicam, a princípio, apenas incontinência verbal ou conversa de quem está sem rumo na campanha presidencial. Houve até quem temesse a possibilidade de o falatório do tucano gerar incidente diplomático com o país vizinho, mas a diplomacia boliviana tirou de letra, ao avaliar que se tratava apenas de discurso eleitoral.

Boa interpretação foi dada por senador tucano, aparentemente de mau humor com os resultados das pesquisas eleitorais e com a pancada que os tucanos receberam com mais um Não de Aécio. Falando com colegas de outros partidos, brincou que Serra deve ter um plano B, que seria candidatar-se a presidente da Bolívia. "O plano só não foi fechado porque falta o aval de FHC e Serra não abre mão de Aécio como vice, pois ficou sabendo que, para eleger-se na Bolívia, é bom ter o apoio dos mineiros", rosnou o tucano.

Enquanto isso, as más perspectivas que se desenham para o candidato demotucano alimentam várias outras especulações. A newsletter Relatório Reservado, número 3884, de 27 de maio informa que caciques do PSDB aguardam pesquisa encomendada para a próxima semana, "que ratificaria ou não um quadro de avanço de Marina Silva sobre o eleitorado de Serra e um descolamento ainda mais acentuado de Dilma Rousseff." Ainda segundo Relatório Reservado, publicação dirigida a assinantes da área empresarial, "a extrapolação da pesquisa permitiria inferir a vitória de Dilma já no primeiro turno".

Daí, segundo o Relatório Reservado, a preparação da convenção tucana do dia 12/junho para uma espetacular troca de Serra por Aécio, como tentativa de minar a preferência por Dilma nos "currais eleitorais do PT". Não se sabe se a hipótese levantada pelo Relatório Reservado tem viabilidade. Até aqui, acreditamos mais naquela aventada pelo senador tucano, em seu desabafo no cafezinho do Senado: Serra candidato a presidente da Bolívia.


Exclusivo: indícios de "caixa-2" do Datafolha, em financiamento de campanha

Em primeira mão no blog Os Amigos do Presidente Lula em 28/05/2010 às 15:35hs

A última pesquisa presidencial do Datafolha declara que quem foi a única pagante, fonte da origem dos recursos, e a contratante, foi a Empresa Folha da Manhã S/A (dona do Jornal Folha de São Paulo), e mais ninguém:


Porém a Folha, que já fez anúncios declarando "de rabo preso com o leitor", não publicou o resultado da pesquisa de algumas perguntas contidas no questionário, escondendo-as do leitor.

As perguntas são sobre como o eleitor vê os candidatos em diversos aspectos e temas, se são de esquerda ou direita, se são a favor da punição de torturadores, se são a favor da punição do que a Folha chama de "terroristas", e se possuem antena parabólica (de sinal aberto gratuito, sem ser por assinatura).

Assim, ao não publicar o resultado destas perguntas para o leitor, tudo indica que estas perguntas tem o rabo preso com algo mais do que o leitor.

As perguntas de natureza qualitativa, tem o perfil de perguntas encomendadas por marqueteiros de partidos políticos, e as respostas sequer estão publicadas nos relatórios completos disponibilizados no site do Datafolha (*), o que dá indícios que seja serviço prestado para consumo interno de partidos.

Ora, se a pesquisa fosse única e exclusivamente para o jornal atender aos interesses dos leitores, todas as perguntas teriam que ser publicadas ou no jornal, ou, pelo menos, nos relatórios do Datafolha disponibilizados na internet ao público leitor.

Logo, há indícios de que estas perguntas eram encomendadas para atender interesses de terceiros, e neste caso, o valor do serviço prestado precisaria estar contabilizado, do contrário caracteriza-se caixa-2 de campanha.

Obviamente que indícios não são provas, mas é o suficiente para abrir um procedimento de investigação.

A Procuradoria Geral Eleitoral deve requisitar à Empresa Folha da Manhã S/A e ao Datafolha, pelo menos as seguintes repostas, para fazer uma apuração rigorosa:

1) Os resultados das perguntas P.20 a P.25, e P.28, de natureza qualitativa, não foram publicados para o público leitor de publicações da empresa. Eles são de consumo interno para algum partido político, ou empresa, ou pessoa, relacionada com serviços de marketing político prestados a partidos ou políticos? Quem e Quais?



2) Em caso de resposta negativa da pergunta 1, por que, uma pesquisa para atender ao leitor, não publica o resultado desta parte da pesquisa?

3) Em caso de resposta positiva da pergunta 1, por que os demais contratantes não foram declarados ao TSE, no registro da pesquisa?

4) Em caso de resposta positiva da pergunta 1, houve declaração de doação ao partido com o valor equivalente ao valor de mercado de uma pesquisa destas? Qual valor?

5) Em caso de resposta positiva da pergunta 3, as doações de campanha, seja em espécie, seja em bens ou serviços, só podem ser feitas a partir do início oficial da campanha, após constituição de comitês financeiros. Qual a justificativa legal para fazer doações de campanha antes do período legal?

De posse das respostas, a Procuradoria Geral Eleitoral, deve tomar as providências cabíveis na lei. Até mesmo requisitar à Justiça, execução de mandatos de busca e apreensão, dada as evidências.

A Procuradoria Geral Eleitoral, que tem demonstrado um rigor desproporcional aos fatos, caracterizando-os como propaganda subliminar, precisa coibir com o mesmo rigor, o financiamento privado de campanha via caixa-2, que não tem nada de subliminar.

(*) Em tempo: Não estão publicadas, pelo menos de forma que seja acessível para o internauta encontrar (no site http://datafolha.folha.uol.com.br/), até o momento em que esta nota foi escrita. É possível que, após essa denúncia, o Datafolha publique, para "desmanchar o flagrante".


Bolívia rechaça acusação de Serra

O Ministério de Exteriores da Bolívia rejeitou nesta quinta-feira "enfaticamente" a acusação do candidato José Serra (PSDB) de que o governo do presidente Evo Morales é "cúmplice" do narcotráfico.

Um comunicado oficial qualifica de "inescrupulosas" as palavras pronunciadas na quarta-feira pelo pré-candidato do PSDB e acrescenta que são "atribuíveis provavelmente a intenções político-eleitorais de absoluta incumbência de sua candidatura".

A chancelaria boliviana lembra que os dois países realizam "ações conjuntas na luta contra o flagelo do narcotráfico" e que Morales ratificou seu compromisso contra as drogas.

Por sua vez, o chefe da FELCN (Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico da Polícia da Bolívia), coronel Félix Molina, já havia qualificado de "sumamente perigosa" a acusação de Serra.

"Como diretor da FELCN, considero que é sumamente perigosa", disse Molina sobre o político brasileiro.O presidente Morales ainda não comentou a afirmação. Ele viaja ao Rio de Janeiro nesta noite para participar do 3º Fórum da Aliança de Civilizações.

Serra afirmou na quarta-feira que entre 80% e 90% da cocaína que chega ao Brasil procede da Bolívia e que o Governo Morales, portanto, tem de ser "cúmplice" ou culpado por omissão desse enorme tráfico.

"Nem sequer eu, que estou na luta contra o narcotráfico, me encorajo a tachar a alguém de cúmplice sem ter provas", expressou o policial Molina.

O vice-ministro de Defesa Social boliviano, Felipe Cáceres, encarregado da luta contra as drogas, disse à imprensa que a opinião de Serra é "um ponto de vista político" que "não merece nenhuma resposta nem esclarecimento". Segundo ele, "não se deve dar muita importância" ao assunto. Agência Efe


Serra pode sair mais associado ao mensalão do DEM, após propaganda eleitoral na TV

Ao "alugar" o horário partidário do DEMos, José Serra (PSDB/SP) pode ter "ganho" exposição negativa, na percepção popular.

Serra apareceu ao lado de políticos vindos de oligarquias decadentes, ruins de voto, pouco populares, do tipo que a população associa aos escândalos de corrupção e de abuso do dinheiro público, como no caso de empregos fantasma, nepotismo, do uso das verbas indenizatórias para pagar contas particulares, e das passagens aéreas para fazer turismo.

Serra apareceu cometendo corrupção eleitoral explícita e associado com a corrupção do mensalão do DEM, ainda fresco na memória de todos.

Melhor do que isso (para adversários de Serra), só se incluíssem no programa imagens de José Roberto Arruda (ex-DEMos/DF), de Efraim Moraes (DEMos/PB) com seus empregados fantasmas e contratos suspeitos, e do Heráclito Fortes (DEMos/PI) dando emprego fantasma para a filha de FHC.

Para infelicidade de Serra, hoje, no dia seguinte à propaganda, até os jornais demo-tucanos antecipam que Rodrigo Maia (DEMos/RJ) será a bola da vez no mensalão do DEM. Durval Barbosa (que fez as delações premiadas ao Ministério Público Federal) afirma que "o acerto do Rodrigo era direto com o Arruda".

Caso aconteça o que os jornais dizem, e Rodrigo Maia seja acordado com as sirenes da Polícia Federal em sua porta, esse vídeo com o programa de TV de ontem se tornará um novo clássico na Internet, capaz dividir as atenções com o já clássico "vote em um careca e ganhe dois".


Globo mente semeando o golpe


O Jornal das Organizações Globo mentiu ao dizer que o DEMos fez na TV o mesmo que o PT. Não fez o mesmo.

O DEMos agiu como "legenda de aluguel" ao ceder seu horário partidário para candidato de outro partido (José Serra), uma clara corrupção eleitoral deliberada, pois é expressamente vedada em lei, e independe de interpretações subliminares.

O caso do DEMos é tão grave, que só faltou aparecer recebimento de dinheiro em troca da cessão de horário, para o caso ir parar na Polícia Federal.


O PT nunca "alugou" o horário para candidatos de outros partidos, como fez o DEMos.

O PT foi acusado por questões controversas, subjetivas e questionáveis como "propaganda eleitoral subliminar" e "promoção pessoal". São coisas difíceis de medir. Até que ponto uma mensagem é política, e partir de que ponto é eleitoral?

Tanto é questionável que, em decisões colegiadas, os juízes se dividiram, com muitos votando contra a punição, considerando não haver infração.

O horário partidário do PT seguiu o padrão que todos os outros partidos usaram nos anos anteriores. Todos os partidos ocupam o horário com seus principais líderes, enaltecem seus feitos e aquilo que julgam qualidades, encaixam projetos e mensagens para o futuro (que passaram, agora, a ser consideradas como propaganda eleitoral subliminar).

A Justiça Eleitoral sempre considerou, até o ano passado, que, não havendo pedido de votos, nem menção a candidaturas, não estava caracterizada propaganda eleitoral.

A Justiça Eleitoral mudou de interpretação este ano, e os partidos estão tendo que aprender a se adequar a algo que ainda não está muito compreensível. Mudou após intensa pressão dos donos da imprensa, e não pressão social, popular. De repente parece que jornais, revistas e telejornais passaram a editar súmulas vinculantes a que juízes e procuradores precisam consultar e seguir.


O jornal das Organizações Globo, quando nivelam por baixo, querendo difamar todos os partidos, está semeando um golpe, uma falsa crise para atingir todas as candidaturas. Quer inviabilizar eleições livres e limpas, e colocar alguém de sua preferência no poder, no tapetão.

A Globo tem um vasto histórico de envolvimento neste tipo de ação golpista: desde a conspiração contra Getúlio Vargas, passando pelo Golpe de Estado de 64, o caso PROCONSULT que tentou fraudar a eleição de Leonel Brizola em 1982, a edição manipulada do debate Lula X Collor em 1989, e vários outros casos.


Finalmente PT consegue levar tucano para o banco dos réus


Ex-secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo em 2006,afirmou que PT estaria por trás dos atentados terroristas cometidos em 2006

Por maioria de votos, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quinta-feira, 27, abertura de ação penal ao dar provimento a recurso de denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Saulo de Castro Abreu Filho, ex-secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo em 2006.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) havia rejeitado a denúncia do MPE e, com isso, negou a abertura de processo contra Saulo pela entrevista dele à Rede Bandeirantes de Televisão, quando afirmou que o "Partido dos Trabalhadores (PT) estaria por trás de atentados terroristas praticados pela organização criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC), crimes que visavam desestabilizar o governo do estado de São Paulo", durante o ano eleitoral de 2006.

De acordo com o relator da matéria, ministro Arnaldo Versiani, a conduta do ex-secretário, no entanto, "se reveste de tipicidade e autoriza a instalação da ação penal com o recebimento da denúncia". Disse que o artigo 325 do Código Eleitoral estabelece que é crime eleitoral "difamar alguém, na propaganda eleitoral, ou visando a fins de propaganda, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação".

O ministro explicou que, certamente, não houve ato de propaganda eleitoral, mas entrevista de televisão concedida à Rede Bandeirantes, pelo então secretário, em 7 de agosto de 2006, para prestar esclarecimentos sobre acontecimentos que estavam ocorrendo na cidade de São Paulo.Informações da  agência Estado

Para entender o caso

PCC foi foi criada em 1993 dentro das cadeias paulista

A facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), a maior e mais organizada do país hoje, foi criada por oito presos, em 31 de agosto de 1993, no Anexo da Casa de Custódia de Taubaté (130 km de SP), o Piranhão, tida naquela época como a prisão mais segura do Estado.

Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, é o chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele está preso por roubo a bancos.

Em 12 de maio de 2006, São Paulo presenciou uma histórica onda de ataques contra sua força de segurança. Atribuídos ao PCC (Primeiro Comando da Capital), a violência gerou pânico e, no dia 20 do mesmo mês, o número de mortos chegou a 493.


O golpe está sendo televisionado

Depois de criticar o PT e ainda entrar com ação no TSE contra o PT, por, segundo o partido,   fazer campanha antecipada, o DEM fez o mesmo no rádio e na TV: o pré-candidato tucano José Serra ocupou 80% do programa de rádio e TV do partido.E pior, o crime eleitoral teve aval do TSE, e a conivência do ministro Aldir Passarinho. Com isso, o DEM desafiou determinação do TSE, que suspendera programas do partido na Bahia e no Ceará por causa das aparições de Serra.

Contrariando seus discursos e ações na Justiça Eleitoral contra a prática do PT de fazer campanha antecipada, o DEM fez de seu programa partidário exibido ontem em cadeia nacional de rádio e TV palanque para José Serra, que ainda teve a cara de pau ao falar de "umpunidade". O candidato tucano José Serra, foi a principal estrela, ocupando 80% dos dez minutos da propaganda.

Mesmo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter determinado, durante a semana, a suspensão das inserções regionais do DEM  com o mesmo conteúdo na Bahia e no Ceará, salientando que a sigla não poderia fazer propaganda de uma pessoa que não é filiada à legenda - no caso, Serra.

Na tentativa de driblar a Lei dos Partidos, que veda a participação de filiados a outras legendas, o DEM utilizou trechos do discurso feito por Serra no encontro suprapartidário do dia 10 de abril, quando o tucano foi lançado pré-candidato.

José Serra quer ganhar usado programa de TV

DEM, PPS e PSDB dizem que estão tentando massificar a imagem de Serra, na expectativa de que isso resulte em mais pontos nas pesquisas de intenção de votos

Além do programa do DEM e  PSDB, que vai ao ar dia 17 de junho, o Serra ainda vai desafiar mais uma vez a justiça eleitoral. Ele será protagonista também dos programas dos aliados PPS e PTB. Integrantes do DEM, dizem que  sabem que poderão ter problemas na Justiça Eleitoral. Mas, segundo dirigentes, o partido decidiu correr o risco de ser punido pelo TSE  por que a punição consiste em suspender o programa só no ano que vem.

Atacando Lula, com quase 95% de popularidade

O Senado, José Agripino Maia (RN), ficou encarregado de fazer o ataque mais raivoso ao governo, e ao PT

Antes de o programa ir ao ar, o PT pediu ao TSE a sua suspensão, mas o pedido foi negado pelo ministro Aldir Passarinho. Seria considerado censura prévia. O presidente do DEM criticou o pedido do PT


Delator do "mensalão do DEM" diz que Rodrigo Maia, era um dos beneficiários do mensalão do Arruda.... Serra foi a estrela no programa do Rodrigo Maia ontem.

O delator do "mensalão do DEM" do Distrito Federal, Durval Barbosa, afirmou ao jornal Estado que o presidente nacional do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), era um dos beneficiários do esquema  do mensalão montado pelo governador cassado José Roberto Arruda.

"O acerto do Rodrigo era direto com o Arruda", disse Barbosa. Autor dos vídeos que levaram à queda de Arruda, de quem foi secretário de Relações Institucionais, Barbosa afirmou que a participação do presidente nacional do DEM é uma das vertentes da nova fase das investigações, com as quais colabora por meio de um acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal.

"O Ministério Público vai pegar", afirmou, referindo-se à suposta participação de Rodrigo Maia no desvio de dinheiro do governo do Distrito Federal. O ex-secretário também acusou o PMDB de receber pagamentos mensais do esquema de Arruda.

Barbosa conversou com o Estado na quarta-feira à noite, quando participava de uma festa para mais de 500 pessoas numa das casas de eventos mais badaladas de Brasília. Era a abertura de uma feira de noivas.

Fama. Acompanhado da mulher, Kelly, Durval circulou com desenvoltura entre os convidados. Depois de passar meses fora de Brasília sob proteção da Polícia Federal, o ex-secretário, agora com pose de celebridade, tenta voltar às rodas sociais da capital federal.

Camiseta Versace sob o blazer bem cortado e ostentando no pescoço um vistoso pingente de ouro com o nome da mulher, o ex-secretário de Arruda passou pouco mais de duas horas na festa, sempre sob o olhar atento de dois seguranças armados.

A fama adquirida após tornar-se homem-bomba do escândalo que defenestrou Arruda do governo tem feito com que muitos o evitem: no período em que permaneceu no evento, Barbosa conversou com menos de dez pessoas.

Na mesma festa, estava o presidente do DEM no Distrito Federal, senador Adelmir Santana. Razão para constrangimento? Para Barbosa, não. "O constrangimento é de quem roubou", disse. Barbosa afirmou que dirigentes do PMDB se beneficiavam do esquema de corrupção montado no governo Arruda.

Cota mensal. O dinheiro, segundo ele, era entregue ao presidente do diretório do partido no DF, o deputado federal Tadeu Filippelli. "Filippelli recebia R$ 1 milhão por mês para o PMDB", afirmou Barbosa. "Inclusive tem um áudio sobre isso", emendou.Ele disse que está contando o que sabe ao Ministério Público e à Polícia Federal.

Indagado sobre o que tem acrescentado às investigações da Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela PF em novembro passado, primeiro ele fez mistério. "Vem muito mais por aí", declarou. Depois, fez mais uma de suas profecias: "Mais uns 60 vão ser presos." Aqui no Estado


Partido mais corrupto do Brasil, quer calar Presidente Lula

O Presidente Lula apresentou, ontem, defesa junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra as acusações de que faz campanha antecipada para a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff.

O documento, assinado pela Advocacia-Geral da União (AGU), afirma que o presidente "não proclama a necessidade de continuidade de um partido no governo". O que estaria acontecendo, continua a AGU, é o pedido do presidente para que o modelo de gestão adotado atualmente permaneça, "seja quem for o futuro presidente da República".

A defesa foi apresentada contra a representação em que o Democratas (DEM) pede a aplicação de multa contra Lula e Dilma por propaganda eleitoral antecipada. O DEM questionou um pronunciamento feito por Lula, em cadeia nacional de rádio e TV, em 29 de abril, por conta do Dia do Trabalho. No evento, Lula afirmou que o "modelo de governo está apenas começando". Para continuar crescendo, disse Lula, "é preciso que a gente continue tomando as decisões certas, nas horas certas".

Para o DEM, Lula utilizou a data como pretexto para divulgar os "feitos" do governo e fazer propaganda de Dilma, pedindo pela continuidade na Administração.

Já a AGU alegou que o pronunciamento de Lula "não se aproxima do que é vedado pela legislação". Segundo a AGU, o presidente não mencionou nome de pré-candidata, não pediu votos, não mencionou qualquer eleição e nem fez elogios a eventuais qualidades administrativas ou pessoais. Lula já foi multado quatro vezes por propaganda antecipada e Dilma foi multada uma vez.


Desemprego cai para menor nível da história

O desempenho do mercado de trabalho seguiu muito favorável em abril, com alta forte do emprego - especialmente com carteira assinada - e da renda. A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas caiu de 7,6% em março para 7,3% em abril, a mais baixa para esse mês desde 2002, quando se iniciou a nova Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Feito o ajuste sazonal, a taxa recuou de 7% para 6,7%, a menor da série iniciada em 2002.

O aquecimento é mais intenso na construção civil, mas também se dá na indústria e nos serviços. Segundo alguns analistas, a força no mercado de trabalho pode levar o Comitê de Política Monetária (Copom) a aumentar a taxa Selic em 1 ponto percentual na reunião do mês que vem, para combater pressões inflacionárias. No encontro de abril, a alta foi de 0,75 ponto, para 9,5% ao ano.

O crescimento da ocupação se intensifica a cada mês. Em abril, aumentou 4,3% em relação ao mesmo período de 2009. "Foi uma alta significativa, superior à observada nessa mesma base de comparação em março, de 3,8%", diz o economista Fábio Romão, da LCA Consultores. Ele ressalta o aumento do emprego com carteira assinada. A ocupação formal subiu 7,2% sobre abril de 2009, enquanto a informal teve alta de 0,4%.

O número de trabalhadores com carteira assinada, que chegou a 21,821 milhões, bateu o recorde na série iniciada em 2002. Isso equivale a 51,1% do total de trabalhadores empregados. "Esse fenômeno deixa claro o aumento da confiança na economia", diz Romão. Com boas perspectivas para o crescimento, os empresários se sentem confortáveis para contratar trabalhadores com carteira.

Na construção civil, a ocupação cresceu 10,5% sobre abril de 2009. Setor em que sobram relatos de falta de mão de obra qualificada, os salários tiveram crescimento médio de 10% acima da inflação nos 12 meses até abril, como aponta relatório do Bradesco.

A alta também é muito forte no segmento de serviços. Romão consolidou os números de cinco setores em que preponderam os serviços e representam, juntos, 57,1% do estoque total de trabalhadores. "A ocupação desse conjunto teve alta de 4,7% em abril", diz ele, observando que também houve crescimento expressivo na indústria.



Com FHC e Serra não era assim...Portal atualiza gastos da União diariamente

O Portal da Transparência disponibiliza desde ontem informações sobre receitas e despesas efetuadas diariamente pelo governo federal. Os Estados e os 273 municípios com mais de 100 mil habitantes também terão de divulgar esses dados na web.

Quem não seguir a determinação pode ter suspensas as chamadas transferências voluntárias da União  que chegou a R$ 8,7 bilhões no ano passado. A iniciativa atende o previsto na Lei Complementar 131, acréscimo à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Apesar de o prazo ter sido estabelecido há um ano, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) enviou ofício à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República alegando que não seria possível cumpri-lo. O argumento era de que a lei precisaria de uma regulamentação, esclarecendo pontos como o lançamento de informações em "tempo real" e que tipos de dados deveriam ser divulgados.

"A tendência é que os municípios coloquem esse conjunto de informações já no ar e aperfeiçoem o sistema com o tempo", prevê o prefeito de Vitória (ES) e presidente da FNP, João Coser. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), 80,88% dos municípios com mais de 100 mil habitantes deverão divulgar suas contas na internet a partir de hoje.

"O que interessa não é cortar a transferência voluntária, o que interessa é que as prefeituras consigam cumprir a lei", observou o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage. Ele reiterou que a lei é autoaplicável, não necessitando de regulamentação.




Política externa do governo Lula avança, conquistando apoios



Em visita ao Brasil, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyiq Erdogan, chamou de “invejosos” os Estados Unidos e demais os países contrários ao acordo nuclear do Irã.

Para ele, as grandes potências não conseguem aceitar a vitória do Brasil e da Turquia na negociação de uma proposta que encerra um impasse após muitos anos de articulações.

“Aqueles que criticam o processo [de negociação em favor do acordo nuclear do Irã] são invejosos. Fizemos o que é certo... O que fizemos é produto do nosso esforço e das negociações”, disse Erdogan, ressaltando ter enviado cartas a 27 países para que apoiem o acordo nuclear.

Primeiro-ministro português também manifesta apoio

O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, manifestou apoio à ação política brasileira na crise que envolve o programa de enriquecimento de urânio iraniano. De acordo com Sócrates, a iniciativa do Brasil de buscar um acordo entre o Irã e as potências ocidentais foi um “passo na direção certa”, que agora precisa ser acompanhado pela comunidade internacional.

“A iniciativa do presidente Lula foi em favor da paz e do respeito pelo direito internacional. Foi recebida pela comunidade internacional com a satisfação de ver alguém dar uma passo no sentido do respeito”, disse Sócrates, em São Paulo, em entrevista na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Secretário Geral da ONU elogia Brasil e afirma que acordo nuclear do Irã pode ser importante para amenizar tensões

Na avaliação do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon (também em visita ao Brasil), o acordo assinado pelo Irã com a intermediação do Brasil e da Turquia pode vir a se tornar um passo importante para aliviar as tensões internacionais criadas a partir do avanço do programa nuclear iraniano.

Ressalvou que “a falta de confiança no Irã, que declarou que continuará a enriquecer urânio a 20%, é que causa preocupação à comunidade internacional. Eu venho recomendando que os programas sejam exclusivos para fins pacíficos e não bélico e o Irã não é uma exceção”.

Ban Ki-moon elogiou o papel do presidente Lula:

"O desenvolvimento do programa nuclear iraniano tornou-se preocupação de toda a comunidade internacional e nesse ponto a iniciativa do presidente Lula foi um passo importante na direção de uma solução para um acordo de paz. Agora é necessário que haja equilíbrio nessas discussões entre as partes envolvidas e que o Irã continue conversando”, disse aos jornalistas.

O secretário-geral também ressaltou o crescimento do papel do Brasil no cenário internacional.

Hillary Clinton diz que EUA e Brasil divergem seriamente sobre o Irã

A secretária de Estado estadunidense, Hillary Clinton, disse, em Washington, que os Estados Unidos têm divergências “muito sérias” com o Brasil em relação à abordagem da questão nuclear iraniana mas elas não afetam o bom relacionamento entre os dois países. “A discordância", disse a secretária, "não enfraquece nosso comprometimento em encarar o Brasil como um amigo e um parceiro. Nós queremos com o Brasil uma relação que passe no teste do tempo.”

Do ponto de vista do Brasil, foi-se o tempo em que não divergia dos EUA. Foi-se também o tempo em que ficava sozinho quando divergisse (Informações da Agência Brasil)


A competência demotucana na área da saúde:Confirmado: fábrica de vacinas do Butantã não funciona


Instituto não fabrica uma dose sequer de vacina da gripe comum ou H1N1

Em diligência no final da tarde de ontem (26/5), os deputados do PT, Antonio Mentor (líder da Bancada do PT) e Fausto Figueira (presidente da Comissão de Saúde e Higiene), foram ao Instituto Butantã para apurar a denúncia de que a fábrica de vacinas da gripe comum e H1N1 do local não funciona. Recebidos pelo diretor Otávio Mercadante, houve uma conversa preliminar para entrega de ofício solicitando informações, mas, na ocasião, já foi confirmado pelo diretor que a fábrica não está operando.

Reinaugurada várias vezes pelos sucessivos governos tucanos, conforme constam em notícias publicadas por jornais desde outubro de 1999, a fábrica de vacinas do Instituto Butantã ainda não produziu uma dose sequer de vacina da gripe até hoje.

“Em várias ocasiões, saíram matérias assim na imprensa: ‘mês que vem a fábrica começa a produzir a vacina para dengue’, depois repetiam a mesma história em outro mês. É inaceitável o Butantan não fabricar vacina”, critica Mentor. Segundo o parlamentar, o diretor confirmou que o instituto apenas envasa as vacinas, e não as fabrica.

A produção de vacinas estava prevista para iniciar a produção em 2005, foi adiada para setembro de 2008, passou para março de 2009, depois para setembro, dezembro, março de 2010 e, agora, setembro de 2010. Em 2006, diversos funcionários foram contratados para a produção de vacinas, contudo tiveram de ser realocados para outros setores, tendo em vista que as vacinas não estavam sendo produzidas.

Prejuízos

Os parlamentares relataram denúncias de que diariamente centenas de milhares de ovos de galinha que deveriam servir para fabricação de vacinas da gripe vão para o lixo. Segundo Mentor, ao menos 160 mil ovos chegavam a ser entregue por dia. “Isso pode ter causado grandes prejuízos para o instituto”, alerta o líder da bancada.

Os deputados também questionaram sobre as denúncias de que 14 milhões de doses da vacina H1N1 foram jogadas fora por contaminação durante o processo de envase e que dois lotes da vacina da gripe comum foram inutilizados por não passarem no teste de pirogênio (teste do sistema de água WFI).

Fausto Figueira explicou que também estão sendo aguardadas informações sobre os problemas que ocasionaram o incêndio do último dia 15; números da produção de vacinas de dengue, hepatite B e leishmaniose.

O diretor do instituto, Otávio Mercadante, disse que discutirá o caso com o secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, e prometeu dar uma resposta rápida do porquê a fábrica não está operando.Enviado por;  assessoria de Comunicação - Liderança do PT na Assembleia Legislativa de SP


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Singela homenagem à propaganda de José Serra "alugada" do DEMos

Nada melhor do que resgatar este vídeo, em "homenagem" à propaganda fora-da-lei do DEMos "alugada" para José Serra (PSDB/SP):



Presidente do PT pergunta: Veremos essas manchetes amanhã?

"DEM debocha do TSE"

"Para o DEM,o crime compensa"

"DEM infringe a lei"

"Serra pode ter registro impugnado"

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, perguntou, em seu twitter, se a imprensa estampará estas manchetes amanhã, da mesma forma que fez com Dilma, Lula e com o PT.

A resposta já está nos portais. Nenhuma menção a crime, deboche, infração. Todos fazem cara de paisagem (exceto o Estadão, que pelo menos descreveu o fato), e narram candidamente como se fosse a coisa mais natural do mundo:


Será que é para a Justiça Eleitoral "não perceber"?


Programa de rádio já consumou o crime eleitoral do DEMos e de José Serra

O horário partidário no Rádio consumou o que foi anunciado: A maior parte do programa foi "alugada" para fazer propaganda eleitoral para José Serra (PSDB/SP), filiado a outro partido.

Quando não colocou a voz de Serra discursando, colocou líderes demo-tucano falando de Serra.

Daqui a alguns minutos, o mesmo crime será exibido na TV, com direito à imagem, além da voz.

Felizmente, associar Serra ao DEMos, o partido do mensalão do DEM, que ainda está fesquinho na memória, pode até tirar mais votos do que acrescentar.

Atualização após o horário da TV:

Crime premeditado. Crime executado. A TV repetiu o programa do rádio.