sábado, 28 de fevereiro de 2009
Olívio Dutra pode assumir governo gaúcho se MPE cassar Yeda
Impeachment é o julgamento político decidido pela Assembléia Legislativa, onde assumiria o governo o vice-governador Paulo Feijó (DEMos), que é farinha do mesmo saco de Yeda.
Porém, existe outra possibilidade.
Desde outubro, o Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou à Polícia Federal a abertura de uma nova investigação nas provas coletadas na Operação Rodin – que desvendou a fraude do Detran, para verificar a ocorrência de crimes eleitorais. A investigação segue sendo feita.
O procurador regional eleitoral, Vitor Hugo Gomes da Cunha, pretende se reunir nos próximos dias com a PF para apurar a veracidade das provas que o PSOL diz existirem sobre arrecadação de caixa 2 na campanha da governadora Yeda Crusius.
O objetivo é verificar se há provas de possíveis crimes eleitorais que teriam ocorrido durante a campanha de 2006.
Havendo as provas que o PSOL afirma ter visto, o crime eleitoral se confirma e a chapa Yeda-Feijó pode ser cassada, assim como foi Cássio Cunha Lima (PSDB) na Paraíba.
Neste caso assume o segundo colocado nas eleiçoes de 2006: Olívio Dutra, do PT.
Impeachmant de Yeda Crusius: PF já investigava Marcelo Cavalcante
Cavalcante já era investigado pela Polícia Federal.
Por gozar de foro privilegiado na época da Operação Rodin (que investiga fraudes no Detran gaúcho), ele não foi incluído no rol de indiciados.
Dilma Presidente, Lula vice...Somos nós no jornal O Estado de Minas
O nosso leitor, Zeca da KGB Lulista, encontrou na coluna de política, assinada pelo jornalista Baptista Chagas de Almeida, do jornal O Estado de Minas, uma nota sobre este humilde blog que vale ser lida e comentada por vocês.

O argumento é que a chapa seria imbatível devido à popularidade do presidente. Ela foi lançada pelo blog Amigos do Presidente Lula que, de tantos acessos, já faz parte do mailing de divulgação do Palácio do Planalto. Na verdade não há nada que impeça essa possibilidade, pois não se trata de reeleição para o mesmo cargo. Para isso o presidente teria apenas de se desincompatibilizar seis meses antes. Ou seja, poder pode, mas ia pegar muito mal. Tão mal quanto um terceiro mandato”.
Na semana passada, o jornalista Fernando Rodrigues do jornal Folha de São Paulo, reconheceu a importância desse blog ao dizer que, o “Blog “ Os Amigos do Presidente Lula, é de abrangência nacional ”.... ao se referir a uma matéria escrita aqui por nosso colunista, o jornalista Laerte Braga.
Aqui você lê...Dilma com 30%. Um piso respeitável
Deputado tucano teme que população perceba a tentativa de reeditar o movimento CANSEI

O deputado tucano Gustavo Fruet (PSDB-PR) que articula junto à Fernando Gabeira (PV-RJ) uma Frente Parlamentar Anticorrupção Seletiva, em ato falho, na entrevista ao Terra Magazine, dá sinais de sentir um cheiro de queimado antes mesmo do "movimento" começar.
- Será uma pena se, com o tempo, novamente cair tudo na vala comum - diz Fruet.
Numa espantosa confissão de intercâmbio de pauta entre os paralmentares e a mídia, o deputado deixou escapar que o objetivo é "não deixar esfriar as declarações do senador Jarbas Vasconcelos, feitas à revista Veja".
O próprio deputado diz:
- O risco é a desqualificação. A crítica sempre vai existir, e eu posso dizer que, num processo desses, não se pode ter ingenuidade - observa Fruet.
O deputado tem razão. O último surto de moralismo seletivo (onde a corrupção demo-tucana é sempre protegida) foi o movimento CANSEI, também lançado pela revista Veja.
Agora se repete, com os mesmos vícios e defeitos: um movimento elitista, preconceituoso contra programas sociais ao tratar o bolsa-família como compra de votos, e trambiqueiro, pois se limita a querer reabilitar velhos corruptos do governo demo-tucano passado e que hoje estão desalojados do poder federal.
Fruet já disse que o objetivo não é dar nomes aos bois ... mas sem dar nomes aos bois, não passa de conversa de CANSADOS pra boi dormir.
Esse pseudo-moralismo sempre passa longe da porta do Ministério Público e da Polícia Federal, se limitando a manchetes espalhafatosas que acabam em pizza passadas eleições. Sem dar nomes, nem fatos, não engana mais ninguém.
A falta de caráter e oportunismo é tão grande, que uma vitória dos trabalhadores de Furnas, que vetaram a troca da direção do Fundo de pensão dos funcionários pleiteada pelo PMDB, veto acatado pelo presidente Lula, eles querem faturar como se fosse consequencia das "denúncias" de Jarbas. É risível.
Voltando ao Gabeira, se ele quer combater a corrupção precisa explicar seus contenciosos:
- Por que o cunhado de Daniel Dantas (marido de Verônica Dantas), e advogado do Opportunity, financia suas campanhas eleitorais?
- Por que ele, como um dos mais importantes líderes de seu partido, concordou com a expulsão daqueles membros que denunciaram a corrupção nas contas do partido?
- Por que nunca explicou na prestação de contas os pagamentos por serviços que não foram prestados. Talvez com o objetivo de dar cobertura a outra destinação com recursos de sobras de doações eleitorais?
- Por que na CPMI dos sanguessuga votou contra a convocação de Abel Pereira e do tucano Barjas Negri, num claro seletivismo de proteção à corrupção tucana?
- Por que não lê a entrevista de Protógenes Queirós sobre os títulos da dívida do banco BNP Paribas, em uma negociata aprovada pelo então Ministro da Fazenda FHC, e pelo então diretor do BACEN Armínio Fraga, seu principal assessor econômico na última campanha municipal no Rio de Janeiro?
A lista é longa, mas, para piorar, Gabeira começou mal em sua "cruzada contra a corrupção", buscando apoio no ex-governador tucano Marcelo Allencar em Itaipava/RJ.
Allencar é processado pelo MP por improbidade administrativa, privatizou o metrô para Daniel Dantas, no apagar das luzes de seu governo a empresa de água CEDAE só não foi privatizada porque estourou o escândalo com gravações de compra de deputados na Assembléia para aprovar a venda da companhia.
Será que Gabeira conversou em Itaipava com Marcelo Allencar sobre essa histórinha de 1998 (vejam se vocês identificam alguma semelhança com aquilo que viria a ser chamado mais tarde de mensalão):
Deputados devem ser cassados
Alerj cria CPI para investigar denúncias de suborno
Rio - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) inicia segunda-feira os processos para cassar os mandatos dos deputados Aluízio de Castro (PPB) e José Amorim (PPB), acusados de tentar comprar votos de quatro parlamentares da Casa. Na terça-feira, o plenário da Alerj criará uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar. O deputado Henry Charles (PMDB), que presidirá a CPI, pedirá a quebra do sigilo telefônico e bancário dos suspeitos, entre eles o secretário da Fazenda, Marco Aurélio Alencar, filho do governador Marcello Alencar (PSDB). As duas comissões funcionarão mesmo no recesso, que começa no dia 15.
O presidente da CCJ, Paulo Melo (PSDB), afirmou que o processo levará 20 dias antes de ir para o plenário. A CPI poderá levar mais tempo, segundo Charles, mas acabará antes do fim de janeiro. O presidente da Assembléia Legislativa, Sérgio Cabral Filho (PSDB), mandou ao Ministério Público (MP) as fitas com as conversas em que as ofertas de suborno foram feitas e pediu a abertura de inquéritos civil e criminal.
Segundo as denúncias, os votos contra um projeto que impede a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) custariam até US$ 70 mil. Ele afirmou que convocará a Casa no recesso para votar o parecer da CCJ sobre a cassação dos dois parlamentares, que não se reelegeram. Se forem cassados, perderão os direitos políticos por oito anos.
Um dos pontos a esclarecer é uma denúncia que foi encaminhada pelo deputado Francisco Velloso (PSDB): o dinheiro para pagamento da propina sairia de uma agência do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj) localizada nas Ilhas Cayman, paraíso fiscal no Caribe. Charles disse que também serão investigadas outras propostas de suborno supostamente ocorridas na Assembléia. Uma delas é a de que ele teria recebido R$ 300 mil pelo voto nas eleições para a presidência da Casa.
...
No dia anterior, a Assembléia derrubou, por 57 votos a 7, o veto do governador ao projeto de lei que retira a Cedae do Programa Estadual de Desestatização.
MST mostra fotos de jagunços em fazenda onde houve conflito

No recente confronto em Pernambuco, no acampamento Jabuticaba, que culminou com 4 mortes, os sem-terra (e sem-voz na imprensa) contam sua versão e mostram as fotos publicadas no Terra Magazine.
Segundo relata a coordenação do MST:
Os manifestantes foram interpelados por pistoleiros armados de revólveres e um rifle que estariam alí para "proteger a propriedade".
Os acampados alegam terem sofrido ameaças e tentativa de massacre por parte dos homens armados que, com a presença da polícia, foram beber na Vila Monte Alegre.
O confronto ocorreu quando Aluciano e outro manifestante tentavam ir ao outro acampamento, chamado Consulta, para informar o ocorrido.
Quando passaram pelo bar, os quatro pistoleiros, em três motos, começaram, a persegui-los.
Ao chegarem no destino final, foram surpreendidos pelos pistoleiros que invadiram o acampamento. Escolheram um dos integrantes para exemplo. Bateram em Aluciano que já no chão, sem reagir, seria executado na frente de todos...
Alguém dos sem-terra reagiu e atirou em um dos pistoleiros, iniciando o conflito.
Os 4 pistoleiros foram mortos com armas de fogo.
Os sem-terra alegam legítima defesa.
Os sem-terra Aluciano e Sr. Paulo, de 64 anos, estão presos.
Dilma: ainda cresce muito, segundo pesquisa do Vox Populi
Essa dica da coluna Radar de Lauro Jardim, veio da querida leitora Monica Santana, no comentário do blog." Dilma ainda cresce muito, segundo pesquisa do Vox Populi.Uma pesquisa recém-concluída e inédita do Vox Populi cravou o piso da candidatura Dilma Rousseff em torno dos 30%....Leia a nota completa aqui no blog Os Amigos da Prsidente Dilma..Mais uma notinha
Juros
Nem parece, mas é
Em meio à crise econômica, talvez ninguém tenha se dado conta. Mas a taxa de juros real da economia foi de 6% em fevereiro. É alta se comparada à de vários países, mas é a mais baixa não só do governo Lula como de toda a série histórica do Banco Central.
Jarbas Vasconcelos imita José Serra e rola cabeça de jornalista em Pernambuco
Foi demitido.
Assim, José Serra faz escola, a foice chega às cabeças de jornalistas pernambucanos que não seguem a cartilha do palanque Serra Presidente e Jarbas governador em 2010.
Inaldo foi a única voz dissonante que questionou dentro do jornal a autoridade do "coronel" Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) em sua entrevista à Veja.
O senador não gostou da visão crítica do jornalista, sobretudo do arrolamento de nomes como Quércia, Bornhausen, os rachas no PMDB Pernambucano, mas Inaldo Sampaio só cumpriu seu dever de informar ao leitor, como reproduzimos abaixo:
Na coluna do dia 17 de fevereiro:
Para não fazer Jarbas de “vítima”
Em tese, a executiva do PMDB poderia posicionar-se de três formas em relação à polêmica entrevista que o senador Jarbas Vasconcelos concedeu à revista Veja acusando a maioria do partido de ser corrupta: interpelá-lo judicialmente para que ele desse nome aos bois, expulsá-lo, ou tratá-lo com desdém.
Prevaleceu esta última posição, consoante a nota da executiva nacional. Como as acusações foram genéricas e não se dirigiram apenas ao PMDB mas ao sistema partidário como um todo, diz ela, “a executiva do partido não dará maior relevo”. E deu o caso por encerrado. Levá-lo à Comissão de Ética ou constrangê-lo com eventual pedido de expulsão poderia transformá-lo em vítima, que é tudo que a executiva nacional não quer.
Ele pode continuar militando no partido, porém permanecerá no isolamento. Não tem vez nem voz na direção nacional nem será indicado pelo líder para presidir uma comissão de relevo.
Não é de hoje, aliás, que Jarbas faz opção pelo isolamento. É da natureza política dele. Isolou-se em 84, na campanha de Tancredo Neves à presidência da República, ao recusar-se a votar nele no colégio eleitoral, e mais recentemente no próprio PMDB pernambucano ao cortar suas relações políticas e pessoais com dois dos três deputados federais do partido que eram seus amigos havia mais de 30 anos: Cadoca e Edgar Moury Fernandes.
Ele já se acostumou com o isolamento, e aparentemente está de bem consigo, por ter alvejado de uma só vez seus principais desafetos no partido: José Sarney e Renan Calheiros.
» O CONSTRANGIMENTO DO PSDB
Ao chamar a maioria do PMDB de corrupta, Jarbas constrangeu, por tabela, o pré-candidato do PSDB a presidente, José Serra (foto), que deseja aliar-se ao partido em 2010. Na hipótese de haver essa aliança, Serra não vai negociá-la com Jarbas e sim com a “maioria corrupta” que controla a legenda: Sarney, Renan, etc.
» Boato de rua
Quando a revista Veja chegou às bancas na tarde de sábado, havia a expectativa de que Jarbas pudesse ser expulso do PMDB, que haveria intervenção no diretório estadual e que o deputado Edgar Moury Fernandes seria nomeado interventor.
» Tempos idos
Quércia (SP) foi um dos peemedebistas que se solidarizaram com Jarbas por suas acusações à maioria peemedebista. Em tempos idos, mas não tão idos assim, Quércia era tido no partido como sinônimo de corrupção.
» Maciel não quis polemizar
O DEM, que apoiou Sarney para presidente do Senado, também foi alvejado por Jarbas quando este disse que o ex-presidente da República iria transformar a Casa “num grande Maranhão”. Marco Maciel, em tom diplomático, limitou-se a dizer que Jarbas “manifestou de forma legítima sua opinião”, interpretando a entrevista dele “como uma contribuição ao processo de aperfeiçoamento democrático”.
» Por que fica?
“Ele (Jarbas) comparou o PMDB a um sindicato de ladrões”, disse o senador Wellington Salgado (MG), que ficaria muito satisfeito se Jarbas fosse para o DEM, PPS, PSDB ou PSOL. Qualquer um o receberia de braços abertos.
» Eu sozinho
Viver isolado num partido é a pior coisa que pode acontecer a um político. Que o diga Paulo Rubem Santiago (PDT) em seus tempos de deputado estadual. Ninguém lhe dava “boa tarde” nem o aparteava, e até seus votos de pesar eram derrotados.
Na coluna do dia 18 de fevereiro:
A reação dos governadores
No geral, repercutiu positivamente na imprensa nacional a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos à revista Veja acusando o PMDB de ser um partido corrupto. Porém, como não apontou quem são os corruptos nem que atos de corrupção os seus correligionários praticaram, desagradou aos governadores, a uma parte dos senadores e ao ex-presidente do PFL Jorge Bornhausen.
Quem mais se indignou com a entrevista foi o governador do Rio, Sérgio Cabral, a julgar por suas palavras: “Eu não sou corrupto, o senador Pedro Simon não é corrupto, o governador Paulo Hartung (ES) não é corrupto, o governador Roberto Requião (PR) não é corrupto, o governador Marcelo Miranda (Tocantins ) não é corrupto e o governador Luiz Henrique (SC) não é corrupto. Essa generalização é desrespeitosa a uma legenda que ele próprio (Jarbas Vasconcelos) ajudou a construir”.
Já o governador Eduardo Braga (AM), excluído da relação de Sérgio Cabral, desabafou: “Sou do PMDB, não sou corrupto, nem meu governo é corrupto. Se há corrupção no PMDB, ele teria que ser específico”. Estranhamente, dos senadores do partido só Pedro Simon (RS) e Geraldo Mesquita (AC) comentaram a entrevista, o primeiro para se solidarizar parcialmente com Jarbas e, o segundo, para censurá-lo: “O único patrimônio que tenho é a minha honra. Não posso deixar que ela seja enxovalhada dessa forma. Ele tem o direito de emitir opinião, mas não pode levantar suspeita sobre todos”. Quanto a Bornhausen, acha que Jarbas foi injusto com Sarney porque desconsiderou o papel dele na transição política.
Na coluna do dia 19 de fevereiro:
» Quércia em defesa de Sarney
Quércia (PMDB-SP), em entrevista à Agência Estado, classificou Jarbas Vasconcelos de “uma liderança política importante da história do Brasil”, mas acha que ele “exagerou” nos ataques que fez ao PMDB e que foi “muito duro” em relação a Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL). “Acho que o Sarney vai ajudar muito o PMDB, e o país, como presidente do Senado”, disse o ex-governador paulista.
Na coluna do dia 20 de fevereiro:
A entrevista do senador pernambucano acusando o governo Lula de medíocre e o bolsa-família de ser um programa eleitoreiro foi bem recebida por setores de classe média, que é o segmento da população onde o presidente Lula tem o seu maior índice de rejeição.
Ruralistas adeptos ao trabalho escravo manifestaram apoio a Gilmar Mendes
O discurso do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, contra o MST foi criticado pelo advogado José Batista Afonso, da Comissão Pastoral da Terra. Para ele, há um "caráter mais político que jurídico".
"É estranho que não se ouça palavras sobre impunidade no campo, concentração da terra, necessidade da reforma agrária ou contra proprietários que fizeram grilagem", disse.
A coordenadora nacional do MST Marina dos Santos disse que Giolmar Mendes parece um "cabo eleitoral" do governador José Serra (PSDB-SP) e que o presidente do STF deveria usar o mesmo discurso para, entre outras coisas, explicar a soltura do banqueiro Daniel Dantas.
"As declarações de Mendes são carregadas de preconceito de classe, claramente ideológicas. O senhor Gilmar Mendes está agindo como o líder da direita no país."
Também em nota, o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, que reúne entidades como MST, Contag e CPT, disse que as declarações do presidente do STF são "carregadas de preconceito e rancor".
Vannuchi defende MST em polêmica com Gilmar Mendes
O ministro-chefe da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, defendeu o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ao comentar as declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, Vannuchi disse ver com preocupação o que ele chamou de "convencimento equivocado" de um juiz sobre movimentos sociais, como o MST. "Em tese, ele será chamado a votar, a proferir sentença nesse tema. O que eu sugiro é que todos nós, autoridades públicas, nesses pronunciamentos, cuidemos de separar pontos de vista e falar em nome do poder", disse Vannuchi, ressaltando que respeita as posições do chefe do Judiciário.
O ministro pediu calma na apuração das acusações atribuídos a militantes do MST e que os acusados respondam individualmente perante a lei por seus erros ou eventuais crimes, sem "satanizar" os movimentos sociais. Numa alusão à repressão do regime militar no Brasil, Vannuchi disse que os militantes do MST estão se tornando os "comunistas" da atualidade e chegou a comparar as críticas ao movimento à perseguição de Hitler aos judeus.
"O MST pode ter erros, equívocos, mas não posso deixar de reconhecê-lo como movimento social. Não equacionamos isso na base da repressão, do processo judicial, prisão e lei. Movimento social tem que ser equacionado sempre com diálogo", defendeu o ministro-chefe da secretaria.
Mas teve quem gostou e bateu palmas.Ruralista manifestaram apoio a Mendes e diz que MST é 'ilegal'
A senadora, ruralista e presidente da CNA, Kátia Abreu (DEM-TO), que em 2007 atacou o jornalista Leonardo Sakamoto do Repórter Brasil quando ele realizou visita à fazenda Pagrisa, junto com grupo móvel de fiscalização do governo federal e retirou mais de mil trabalhadores em condição análoga à de escravo, divulgou ontem nota com duras críticas aos integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e manifesta apoio à posição do ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Federal (STF), que considerou ilegal o repasse de recursos públicos para movimentos sociais que ocupam terras.
Na nota, assinada pela presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), a entidade sustenta que os líderes do MST "comandam grupos que sequestram, vandalizam, torturam e matam." Ao apoiar o presidente do STF, a organização argumentou que Gilmar Mendes cumpre "com rigor e responsabilidade institucional seu papel de guardião da Constituição e do Estado de diretor" ao fazer essa avaliação.
Saiba quem é Kátia Abreu do DEM
Um exemplo: No dia 11 de agosto de 2004, 326 deputados federais aprovaram, em primeira votação, a proposta de emenda constitucional que prevê o confisco de terras em que trabalho escravo for encontrado, considerado uma das bandeiras da Comissão Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. A então deputada Kátia Abreu e mais nove parlamentares da oposição posicionaram-se contra. Depois disso, a PEC 438/2001 não foi colocada em votação em segundo turno devido à pressão realizada pela bancada ruralista da Câmara dos Deputados, o que tem beneficiado os fazendeiros que utilizam mão-de-obra escrava. De acordo com parlamentares e entidades que atuam no combate ao trabalho escravo, a senadora Kátia Abreu foi uma das mais atuantes para que isso acontecesse.
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Oposição alavanca Dilma

STF aprova Lei Áurea dos com-recursos
Por determinação do Supremo Tribunal Federal, o carnaval deste ano começou não no fim de semana, mas numa quinta-feira, não em alguma praça ou avenida, mas nas cadeias - e mais cedo que nunca. Foi antecipado para 6 de fevereiro pelos sete ministros que acharam muito justa e muito oportuna a idéia de manter todo réu em liberdade até que o último recurso seja julgado em última instância. Terminada a sessão, foi aberta nos pátios e nas celas a festança em louvor do mais misericordioso dos tribunais.
Na quinta-feira seguinte, o bloco dos presidiários foi autorizado pelo STF a colocar na rua a comissão de frente, formado pelo primeiro lote de beneficiários do habeas corpus historicamente negado a réus que tiveram a condenação confirmada em segunda instância. Os cinco pioneiros representam distintas áreas de atuação da comunidade: homicídio, roubo, estupro e estelionato. Vistos em conjunto, os prontuários informam que o Supremo fez mais do que oficializar a vigência da Lei de Dantas e estendê-la a delinquentes menos classudos.
O que os sete ministros tiraram de uma dobra da toga foi a minuta da Lei Áurea dos Pecadores com Recursos. No plural, por referir-se a bandidos com suficientes recursos financeiros para contratar advogados providos de um estoque de recursos judiciais mais que suficiente para que o processo se arraste até morrer. Bem antes do cliente.
"Não conheço nenhum país que ofereça aos réus tantos meios de recurso quanto o nosso", advertiu durante a sessão de 6 de fevereiro o ministro Joaquim Barbosa, derrotado em companhia de Ellen Gracie, Carmen Lúcia e Menezes Direito. "Se tivermos que esperar por todos", avisou inutilmente, "o processo jamais chegará ao fim".
Joaquim Barbosa disse"Existe no Brasil um sistema penal de faz de conta", A maioria dos ministros preferiu fazer de conta que a Justiça brasileira não tarda nem falha.
Ousado e confuso como os poemas eróticos que compõe entre um pedido de vista e um pedido de aumento, o parecer de Eros Grau foi endossado por - anotem - Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Carlos Ayres Britto, Marco Aurélio de Mello e, claro, Gilmar Mendes. Ayres Britto sossegou a nação com o lembrete: segue em vigor a prisão em flagrante delito. E continua valendo a prisão preventiva, emendou o relator Eros Grau. Desde que a soltura do réu coloque em risco a vida dos outros, o Código Penal ou o bom andamento do processo.
Não se enquadra em nenhum desses requisitos, por por exemplo, o jornalista Antônio Pimenta Neves, assassino confesso de Sandra Gomide mas, desde 6 de fevereiro, inocente até o último recurso. Tampouco o pai e a madrasta de Isabella Nardoni, acusados do assassinato da menina, que aguardam na cela o julgamento em primeira instância. "Ninguém mais vai ser preso", previne Joaquim Barbosa. Só ficarão na cadeia os que acham que STF é algum imposto. Esses nunca viram um advogado de perto.
Leia no blog Os Amigos da Presidente Dilma:Dilma não está fazendo propaganda antecipada
Congresso forma comissão para reforma política
Uma comissão formada por deputados e senadores será criada na próxima semana pelos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para analisar os projetos sobre reforma política que tramitam nas duas Casas. O objetivo é que o grupo faça, em até 40 dias, uma sistematização das propostas, com a finalidade de organizar a discussão do tema e facilitar a análise pelas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e do Senado - processo que antecede a votação nos respectivos plenários.
A ideia é que as comissões recebam textos consolidados das propostas. "Isso facilitará a tramitação, já que as duas Casas se entenderão previamente sobre vários pontos da reforma", afirmou Temer. A decisão foi anunciada ontem pelos dois, após reunião no gabinete do presidente da Câmara. "A questão da reforma política está amadurecida. É uma imposição da consciência nacional de que tem de ser feita. E a maneira de fazer é tomando decisões que, até agora, não tinham sido tomadas com essa conjugação de esforços, com esse entendimento perfeito entre os presidentes da Câmara e do Senado", disse Sarney.
Para o senador, o Congresso avançou em questões econômicas e sociais, mas não foi capaz de aprovar as mudanças no sistema partidário e eleitoral. Avalia-se que há centenas de projetos nas duas Casas tratando de assuntos relacionados a mudanças do sistema partidário e eleitoral no Congresso. No início do mês, o governo encaminhou ao Congresso sete projetos tratando da reforma política. A proposta "fatiada" que o governo enviou inclui pontos como voto em lista fechada para as eleições proporcionais, financiamento público de campanha, fidelidade partidária, cláusula de barreira para partidos políticos e inelegibilidade de candidatos com ficha suja.
Apesar da iniciativa do Executivo e de haver uma unanimidade entre os políticos sobre a necessidade da reforma, as chances de avanço são pequenas, diante das divergências entre os partidos sobre o mérito das propostas. Eleitos há menos de um mês, Sarney e Temer decidiram adotar medidas que possibilitem a realização da reforma em seus atuais mandatos
Você sabe quantos, o governador José Serra (PSDB) demitiu da Sabesp? Leia: http://www.osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O Serra pode. A Dilma não
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), divulgou nota nesta sexta-feira, rebatendo o argumento feito pelo ministro José Antônio Dias Toffoli (Advocacia Geral da União) entre o evento realizado pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o encontro nacional de prefeitos promovido pelo governo federal, em Brasília.
Para Sérgio Guerra, Lula e Dilma utilizaram politicamente e com fins eleitorais o encontro com prefeitos, enquanto o encontro em que o governador José Serra(PSDB), reuniu prefeitos e secretários de Saúde de 523 municípios de São Paulo, foi um ato administrativo. "A reunião não foi política. Foi reunião de trabalho que o governador fez . Há uma grande diferença disse ele.Na ocasião, Serra e seus assessores divulgaram a liberação de recursos para a implementação de uma série de ações comuns entre Estado e municípios.
Um comentário: P$DBistas e Demos são mesmo um poço de contradições... no mesmo dia em que entram com uma ação contra o Governo Federal, realizam em São Paulo um encontro com as mesmas caracteristicas do encontro que criticam, com uma diferença: Quando o Governo Federal faz é propaganda eleitoral, quando o P$DB e Demos fazem o mesmo, é encontro de trabalho.
Os demo/tucanos subestimam a inteligência das pessoas. Eles acham que ninguém percebe o cinismo de criticar a reunião de Lula com os prefeitos e achar normal a reunião de Serra com prefeitos. Serra pode gastar centenas de milhões de reais do contribuinte paulista com propaganda pessoal em todos os jornais e televisões do país, mas Dilma não pode participar da inauguração de obras que ela gerencia de forma honrada e eficiente, sempre colocando os interesses do país em primeiro lugar, ao contrário das negociatas que sempre envolveram as ações dos tucanos/demos. Já está parecendo uma paranóia essas atituides da oposição ao governo.
Aviso para os queridos leitores
Seguidores do blog
Um problema nos "seguidores"-- na coluna do blog--, excluiu vários amigos blogueiros que se cadastraram para acompanhar aqui, Os Amigos do Presidente Lula e o blog, Os Amigos da Presidente Dilma. Se você não está na lista, por favor, adicione-se novamente nos dois blogs
Comentários
Estamos com problemas no comentário.Simplesmente sumiram vários. A página do haloscan não abre aqui e também no blog Os Amigos da Presidente Dilma.
A matéria no blog da Dilma é: Serra demite em massa na SABESP: 479 demissões
Propaganda da SABESP cai nas garras do Procurador Geral da República

Bem que nós alertamos desde 23 de janeiro, aqui e aqui.
Depois, o deputado estadual Roberto Felício (PT/SP) encaminhou, no último dia 13 de fevereiro, uma representação questionando propaganda nacional de da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), uma companhia regional, alegando se tratar de propaganda eleitoral a favor de Serra.
Segundo o Ministério Público Eleitoral, por ser uma questão de nível nacional, a representação foi enviada no dia 18 para a Procuradoria-Geral da República, que deve analisar o caso.
Agora está nas mãos do Ministério Público Federal analisar a escandalosa propaganda da SABESP em rede nacional.
Se o procurador Antonio Fernandes de Souza seguir o mesmo caminho do dinheiro do valerioduto no esquema do Mensalão Tucano Eduardo Azeredo -> CEMIG -> Marcos Valério, tem grandes chances de encontrar uma repetição no caso José Serra -> SABESP -> Bob.
Quebra de sigilo telefônico para elucidar morte de ex-assessor de Yeda Crusius
O rastreamento das ligações pode ajudar a descobrir o motivo da morte de Cavalcante.
A viúva de Cavalcante, Magda Koenigkan, em depoimento, afirmou que ele atendia telefonemas, se afastava e falava baxinho ao telefone, e depois de um destes telefonemas, desabafou, dizendo não pertencer a este mundo cheio de falcatruas.
A análise dos vídeos das câmeras de segurança na ponte e nas proximidades, também serão analisadas pela perícia.
A Polícia Federal também acompanha o caso.
Quem deu tanto dinheiro a Jarbas?
Seu Arnaldo Jabor, já que o senhor declara apoio 'irrestrito' a Jarbas Vasconcelos, gostaria de solicitar um favor. Descubra quem doou a ele os R$ 2,1 milhões na campanha para o Senado em 2006.A resposta da assessoria de Jarbas (jarbas.vasconcelos@senador.gov.br), que os recursos vieram do "Comitê Financeiro Distrital/Estadual" do PMDB, não me convenceu nem um pouco .O TSE não informa se o dinheiro é exclusivamente do fundo partidário ou se foi repassado por empresas ao partido.
Mais: http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/
Inadequado
"Ele usa o cargo de magistrado para fazer política. Isso é arriscado para a democracia. Afinal, o que se pode esperar de um magistrado que se manifesta politicamente a respeito de uma questão, que mais tarde será julgada por ele? O que se espera de um juiz é imparcialidade e serenidade."
Essa foi a reação da diretoria da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), entidade ligada ao MST e legalmente constituída, as declarações do presidente do STF Gilmar Mendes. Na opinião do porta-voz da entidade, advogado Patrick Mariano, Gilmar Mendes agiu de forma inadequada. " Patrick Mariano também lembrou que não foi a primeira vez que Mendes investiu contra o MST. "No discurso de posse ele já havia atacado o movimento."
Região do Brasil foi a única a dar lucro no balanço da GM
A divisão LAAM da General Motors, obteve lucro de US$ 1,3 bilhão no ano passado e um faturamento de US$ 20,26 bilhões. A região, que congrega América Latina, África e Oriente Médio, foi a única com o resultado positivo para a montadora. No mundo a GM perdeu US$ 30,86 bilhões, um resultado melhor se comparado ao prejuízo do ano anterior, quando as perdas alcançaram US$ 38,73 bilhões.
O vice-presidente financeiro da GM, Ray Young, informou que o grande prejuízo líquido no trimestre refletiu a crise financeira global. Young foi presidente da GM do Brasil.
A divulgação do resultado da montadora aconteceu no mesmo dia em que o presidente-executivo da GM, Rick Wagoner, se encontrou com membros da força-tarefa dirigida pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e pelo conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Summers.
A GM pediu um total de até US$ 30 bilhões em ajuda do governo norte-americano para sobreviver à queda nas vendas.
Ilha dá adeus ao apagão com obras do PAC...Saiba mais lendo aqui
Petrobras coloca mais uma plataforma em operação
A Petrobras concluiu ontem a instalação do sistema definitivo de produção de petróleo e gás do campo Marlim Leste, na bacia da Campos, com o início da operação do navio-plataforma Cidade de Niterói. A região também conta com a operação da plataforma P-53, que iniciou suas atividades em novembro do ano passado.
A nova FPSO (sigla em inglês que significa unidade flutuante de produção e armazenamento de petróleo) tem capacidade para produzir 100 mil barris de petróleo leve e 3,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. O campo Marlim Leste está a 120 quilômetros da costa brasileira e a 1.370 metros de profundidade.
O navio-plataforma Cidade de Niterói "integra o módulo II de Marlim Leste, na jazida conhecida como Jabuti e será conectado a dez poços produtores, sendo nove de petróleo e um de gás", informou a Petrobras por meio de comunicado. "Este projeto apresenta importância adicional, em termos de exploração petrolífera, por se tratar da primeira acumulação comercial de petróleo em reservatórios carbonáticos, situados acima da camada de sal, em águas profundas da bacia de Campos", completou a estatal.
Ainda segundo a petrolífera brasileira, a descoberta do campo Marlim Leste, em 2005, "foi um sucesso exploratório e deu origem a uma série de outras descobertas em reservatórios semelhantes na área". Além disso, a Petrobras salientou em seu comunicado que a produção de petróleo e gás nesta região é um alvo exploratório da empresa, levando em conta que já há estrutura de produção, "o que minimiza custos e aumenta a velocidade de implantação de projetos".Construída pela empresa Modec, no Estaleiro Cosco, na China, a nova unidade de produção integra o Plano de Antecipação da Produção de Gás (Plangas) e é a segunda plataforma da Petrobras a entrar em operação este ano, um mês após o início da produção da P-51, a primeira unidade semissubmersível totalmente construída no Brasil.
Próxima unidade
O próximo navio-plataforma que deve entrar em operação é o FPSO Cidade de São Mateus, segundo cronograma da Petrobras. Até agora, a unidade está ancorada em Vitória, capital do Espírito Santo, esperando o alvará da Marinha para ir até o campo de Camarupim - região em que a Petrobras detém 75,7% de participação e a El Paso o restante. A perspectiva da estatal é a de que o navio entre em operação ainda em abril.
FAB contrata filial francesa da Embraer para reformar 43 jatos
O Diário Oficial da União trouxe em sua edição de 20 de fevereiro deste ano, um dia após o anúncio das demissões de 4.273 empregados pela Embraer, a publicação do extrato de dispensa de licitação, número 1/2009, no qual contrata a Embraer Aviation International, subsidiária sediada na França, para reformar 43 aeronaves AMX da Força Aérea Brasileira (FAB). O valor do negócio é de US$ 147.565,954,11.
A nova negociação não foi divulgada pela direção da Embraer nem pelo Comando da Aeronáutica. O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Luis Carlos Prates, estranhou o fato de o Diário Oficial só informar a dispensa de licitação para a contratação na sexta-feira de Carnaval, um dia após anúncio das demissões. O sindicalista também contesta o fato do negócio envolver uma subsidiaria fora do Brasil.
O processo de contratação, identificado pela numeração 017-08/SDDP, tem como função a aquisição de equipamentos para a modernização das 43 caças subsônicos fabricados pela Embraer em parceria com a Itália, denominado também como A-1. A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) aparece no contrato como anuente solidária.
Está nas mãos do brigadeiro do Ar, Dirceu Tondolo Nôro, a dispensa de licitação e a contratação direta da Embraer francesa. Nôro ocupa o cargo de subdiretor de Desenvolvimento e Programas (SDDP) e presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac).
O acordo foi ratificado pelo comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do Ar, Juniti Saito, sob a justificativa de elevar a "capacidade operacional e de sobrevivência das aeronaves A-1, colocando-as em condições de emprego".
O valor da negociação é de US$ 147.565,954,11 e tem amparo legal no artigo 24, IX, da Lei 8.666/1993 combinado com o artigo 1º, I, do Decreto nº 2.295, de 05 de agosto de 1997.
A presença da Embraer na Europa vem desde 1983, quando foi criada a Embraer Aviation International, uma subsidiaria situada em Paris e estabelecida para cuidar das atividades de marketing e venda, armazenamento, gestão de logística e de reparo de componentes.
Em episódios anteriores em que o caça AMX necessitou de reparos, a manutenção foi feita na sede da empresa, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O procedimento foi repetido, inclusive, em 2007, quando a FAB iniciou junto à Embraer o processo de modernização dos aparelhos.
A unidade na França foi a segunda instalação da Embraer fora do Brasil, após o estabelecimento da Embraer Aircraft Corporation (EAC), em 1979, nos Estados Unidos.
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Folha e os “cães de guarda” da ditadura
Durante uma década e meia, a Folha ficou sob o comando da direita golpista e muitos dos seus jornalistas ocuparam cargos na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo
O editorial da Folha de S.Paulo da semana passada, que qualificou a sanguinária ditadura militar brasileira de “ditabranda”, foi um tiro no pé. Em pleno carnaval, serviu para tirar sua fantasia de jornal eclético e plural, que até hoje engana alguns ingênuos. A balela publicitária de que a Folha “tem o rabo preso com o leitor” foi para o esgoto. Em poucos dias, dois mil leitores indignados assinaram um manifesto de repúdio ao jornal. Eduardo Guimarães, do blog Cidadania, já propõe realizar um ato de protesto em frente ao prédio do Grupo Folhas, na Rua Barão de Limeira.
Da própria redação, o jornalista Fernando de Barros e Silva resolveu se indignar - infelizmente, a maioria mantém o silêncio cúmplice: “Certamente não é a primeira vez que um colunista da casa diverge da posição expressa pelo jornal em editorial. Mas é a primeira vez que este colunista se sente compelido a tornar pública sua discordância... O mundo mudou um bocado, mas ‘ditabranda’ é demais. O argumento de que, comparada a outras instaladas na América Latina, a ditadura brasileira apresentou ‘níveis baixos de violência política e institucional’ parece servir, hoje, para atenuar a percepção dos danos daquele regime de exceção”.
Indignação e silêncio cúmplice
“Algumas matam mais, outras menos, mas toda ditadura é igualmente repugnante... Se é verdade que o aparelho repressivo brasileiro produziu menos vítimas do que o chileno e o argentino, isso se deu porque a esquerda armada daqui era menos organizada e foi mais facilmente dizimada, não porque nossos militares tenham sido ‘brandos’. Quando a tortura se transforma em política de Estado, como de fato ocorreu após o AI-5, o que se tem é a ‘ditadura escancarada’, para falar como Elio Gaspari”, reagiu o editor de política da Folha na sua coluna desta terça-feira, dia 24.
É certo que Fernando de Barros dá uma no cravo e outra na ferradura, enfatizando sua concepção liberal. Democracia política sim; democracia social, nem tanto. Como ele registra, o seu protesto se dá “em nome do que aprendi durante 20 anos de Folha”. Demarcando com os que aderiram ao manifesto de repúdio, ele ataca gratuitamente Cuba, Venezuela e “os figurões e as figurinhas da esquerda nativa” com a sua “retórica igualitária” – por ironia, o mesmo argumento utilizado pela ditadura para não ser nada branca no Brasil. Apesar deste escorregão liberal, entretanto, ele pelo menos resolveu se indignar com o odioso editorial da Folha. Melhor do que o silêncio cúmplice.
“O diário oficial da Oban”
Na onda de repúdio à postura fascistóide da Folha também ressurge sua história sinistra. O livro de Beatriz Kushnir, “Cães de guarda”, renegado pelos resenhistas quando foi lançado em 2004, agora aparece como uma obra indispensável para se entender as íntimas ligações da mídia com o regime militar. Com 404 páginas, ela é resultado da tese de doutorado da historiadora carioca e foi aprovada com louvor na Unicamp. Com base em documentos oficiais e entrevistas, Kushnir prova o “colaboracionismo” dos veículos privados e de muitos jornalistas, que se tornaram “cães de guarda” da ditadura, encobrindo seus crimes e justificando o seu projeto político-econômico.
A autora dedica longo capítulo à Folha de Tarde, o principal jornal da Famíglia Frias nos anos de chumbo da repressão. Editado na época por Antonio Aggio, que depois foi assessorar o senador Romeu Tuma, ex-chefe da Polícia Federal, o jornal virou “o diário oficial da Oban” – a Operação Bandeirantes, que torturou e assassinou vários patriotas. Ele desqualificou os que lutaram contra a ditadura – Lamarca era rotulado de “louco” –; ignorou a morte do jornalista Wladimir Herzog; não deu destaque à prisão de Frei Betto, que fora da sua equipe de reportagem; e transmitiu a versão oficial sobre mortos e desaparecidos – como o do ex-metalúrgico Joaquim Seixas.
A mudança tática do discurso
Durante uma década e meia, a Folha ficou sob o comando da direita golpista e muitos dos seus jornalistas ocuparam cargos na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Tanto que passou a ser ironizada como o jornal de “maior tiragem” devido à forte presença de “tiras” (policiais) na redação. Com o fim do regime militar, a Folha da Tarde entrou em declínio e faliu; seu lugar foi ocupado pela Folha de S.Paulo. A famíglia Frias tentou esconder seu passado sujo e reciclar seu discurso. Numa entrevista ao jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Kushnir afirma que esta mudança foi tática – a empresa nunca abandonou suas posições de direita.
“Em 1977, o Boris Casoy assumiu a redação da Folha. São tirados todos os nomes dos Frias do expediente, que só vão ser recolocados no jornal em 1984, na época das Diretas. É toda uma jogada de marketing da Folha. Se você repensar hoje o Projeto Folha, ela está muito longe de qualquer análise que diga: ali tínhamos uma redação neutra. Mas as pessoas continuam lendo o projeto Folha como isso. Como um momento em que a Folha vai sair de tudo isso como se nada desse passado tivesse a ver com a família Frias, e vai entrar limpar para a história nesse momento de redemocratização do país, o que não é verdade”.
Agora, com o editorial da “ditabranda”, a Folha retoma sua verdadeira história e tira a máscara!
Por:Altamiro Borges
Intelectuais lançam manifesto em repúdio à Folha de S.Paulo
Um grupo de intelectuais lançou, no último sábado (21), um manifesto na internet em repúdio ao jornal Folha de S.Paulo por suas mais recentes afirmações em defesa da ditadura civil-militar no Brasil. Em editorial no dia 17 de fevereiro, ao criticar o resultado do referendo na Venezuela, que deu chances de reeleição ilimitada ao presidente Hugo Chávez, o periódico paulista classificou o regime militar brasileiro como “ditabranda”, uma vez que teria sido menos violenta em comparação aos regimes instaurados em outros países da América Latina.
O abaixo-assinado também presta solidariedade ao jurista Fabio Konder Comparato e à cientista política Maria Victoria Benevides que, ao enviarem cartas em repúdio ao jornal, foram chamados de "cínicos" e "mentirosos" em uma nota de Redação.
Até agora, três mil intelectuais já aderiram ao manifesto. Para assinar, basta acessar o endereço eletrônico http://www.ipetitions.com/petition/solidariedadeabenevidesecomparat/index.html
Manifesto
Repúdio e solidariedade
"Ante a viva lembranca da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio a arbitrária e inverídica revisão histórica contida no editorial da Folha de S.Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009. Ao denominar ditabranda o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do país. Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da história política brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo ditabranda e, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pós-1964".
Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota de redação, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta as cartas enviadas a Painel do Leitor pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fabio Konder Comparato. Sem razões ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis a atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal.
Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fabio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
O caixa-2 e o bolsa-viúva de Jarbas Vasconcelos
"É preciso dizer ao país que o senador mentiu ao falar à revista Veja. Ele afirmou que a corrupção no PMDB começou em 1994. Não foi, pois começou um ano antes", afirmou.
O início da corrupção, segundo ele, foi num esquema de Caixa 2 financiado por construtora em Pernambuco. As acusações envolvendo o nome do então prefeito do Recife foram feitas por uma ex-funcionária da empresa. Para o deputado, na época vereador, Jarbas foi inocentado na CPI instalada na Câmara Municipal porque o prefeito tinha a maioria na casa.
BOLSA-VIÚVA x BOLSA-FAMÍLIA
"Ao Brasil, ele se apresenta como arauto da ética. Se é arauto, então precisa explicar alguns pontos. Um deles é o trabalho como procurador da Assembléia Legislativa, onde teve uma bolsa-viúva", ironizou.
O deputado chamou de bolsa-viúva esse período porque Jarbas era deputado federal e sem qualquer concurso público, ocupou o cargo de procurador da Assembléia Legislativa, recebendo salário sem trabalhar, pois, segundo Silvio Costa: "Não conheço um único parecer do procurador Jarbas. Desafio ele a mostrar um".
Para Silvio, isso desautoriza Jarbas a criticar o Bolsa Família, do governo federal, chamado por Jarbas de "maior programa oficial de compra de votos do mundo" na revista Veja.
Impedimento de Yeda: só o segredo de justiça separa o impeachment
O assunto foi tratado ontem (25), na Assembleia Legislativa, depois de o PSOL denunciar atos de corrupção envolvendo integrantes do governo tucano.
As provas estão em poder da Justiça Federal de Santa Maria, onde tramita o processo da Operação Rodin.
A Mesa da Assembleia deverá tratar do tema em reunião na terça-feira (2).
O deputado Gilmar Sossella (PDT), que tomou a iniciativa de reunir os deputados para definir uma posição, entende que "o direito da sociedade está acima do direito individual", defendendo o acesso às provas que envolvem integrantes do atual governo e a própria governadora Yeda Crusius.
"O sigilo, nesse caso, já cumpriu sua finalidade, os fatos são graves e o Legislativo não pode silenciar", afirmou Sossella durante a reunião com a deputada Luciana Genro, o vereador Pedro Ruas e o presidente estadual do PSOL, Roberto Robaina, e os deputados Paulo Azeredo (PDT), Dionilso Marcon (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos, o líder da bancada do PT, Elvino Bohn Gass, e o deputado Raul Pont (PT).
Impeachment de Yeda: Morto misteriosamente cogitou entrar no Programa de Proteção a Testemunhas
É apenas questão de tempo, e ninguém, nem seus aliados nos bastidores, tem mais expectativas de reverter a situação.
Ninguém duvida da veracidade das gravações que membros do PSOL gaúcho disseram ter ouvido, e que estão de posse da Justiça Federal de Santa Maria.
É vergonhoso o silêncio da imprensa nacional, se limitando a notas insossas, quando um processo de impedimento em um dos principais Estados do Brasil está em pleno curso.
Até o PIG gaúcho já desengana a governadora, apesar dos "supostos" para cá e "segundo o PSOL" pra lá.
Em mais um episódio, onde Yeda sobe mais um degrau em direção ao cadafalso, uma fonte da Polícia Federal e uma da Secretaria de Direitos Humanos revelou ao jornalista Fábio Schaffner, do grupo RBS:
Marcelo Cavalcante, antes de "ser suicidado" no lago Paranoá, manifestou interesse no Programa de Proteção a Testemunhas do Ministério da Justiça. O ex-assessor do governo Yeda Crusius não chegou a formalizar o pedido, mas pediu informações sobre os procedimentos.
Lula, o filho do Brasil terá o maior orçamento da história do cinema nacional
Olha que legal a reportagem sobre o filme do Presidente Lula publicado aqui no blog Ver e Rever...Antes de chegar às telas, a obra sobre a vida do presidente já é um sucesso. Empresas privadas devem colocar R$ 16 milhões na produção, um recorde.A novidade é que o filme deverá ser inteiramente rodado sem receber um centavo de dinheiro público.não há verbas de governos ou estatais nem patrocínios vinculados às leis de incentivo, aqueles em que o apoiador paga menos imposto depois de financiar a produção. Ainda assim, segundo eles, o filme deverá bater o recorde de captação de dinheiro para uma produção 100% nacional: R$ 16 milhões, tudo bancado exclusivamente por empresas privadas.“Estamos fazendo esse filme porque Lula é um herói”, diz o diretor Fábio Barreto. “O povo brasileiro precisa conhecer a história de seus heróis. A ideia é humanizar o mito.” Dá uma clicada vai! Mas não esqueça de deixar um comentário como incentivo a mídia independente...
No blog Os Amigos da Presidente Dilma a notícia é: Tribunal manda notificar Lula e Dilma sobre ação. Claro que eu também quero um clique seu e um comentário...
Recesso prolongado na Câmara

Acordo para folgar nesta semana foi firmado pela Presidência da Câmara com os deputados, quando combinaram a realização de sessão deliberativa de votação, no último dia 16.
Apesar do combinado, os deputados compareceram, mas não conseguiram votar nenhuma proposta naquele dia. Mas nos dias seguintes - 17, 18 e 19 -, os deputados votaram projetos como o disciplinamento do trote universitário, a obrigatoriedade do airbag frontal nos carros, entre outras matérias constantes da ordem do dia.
Na próxima semana, os deputados terão inúmeras atividades na Câmara dos Deputados. As lideranças partidárias têm até terça-feira (3) para indicarem os deputados que integrarão cada uma das 20 comissões técnicas permanentes. Os líderes também vão definir até aquele dia os parlamentares que deverão compor as Mesas Diretoras das Comissões (presidentes e três vices-presidentes, cada).
Também se espera para a próxima semana que os líderes das várias legendas com representação na Casa indiquem os deputados que deverão integrar a Comissão Especial da Câmara, destinada a promover estudos e oferecer alternativas para o enfrentamento da crise econômico-financeira internacional.
A criação da comissão foi um dos primeiros atos do presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB-SP), após se eleger para o cargo no início de fevereiro
Aqui, no blog Os Amigos da Presidente Dilma, todos trabalharam no carnaval. venhas ver a novas postagens
Lula intervém na troca de comando do Real Grandeza
O mal-estar causado no governo e na cúpula do PMDB pela disputa na Fundação Real Grandeza, fundo de pensão dos empregados da estatal Furnas Centrais Elétricas - dono de um patrimônio de R$ 6,3 bilhões -, levou o Presidente Lula a pedir o adiamento da reunião extraordinária do conselho deliberativo para decidir a mudança de comando do fundo, convocada para hoje.
O adiamento foi decidido em uma reunião, ontem à tarde, do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, com Lula. Lobão garantiu não ter orientado Furnas a mudar a gestão da Real Grandeza, mas apresentou dois argumentos técnicos para justificar a troca de comando. Segundo ele, os atuais gestores não entregaram até hoje à direção de Furnas um relatório com o desempenho das aplicações financeiras do Real Grandeza, conforme pedido que teria sido feito em outubro.
Além disso, o ministro ficou contrariado com a prorrogação do mandato da atual diretoria do fundo, eleita em 2005, decidida pelo conselho do fundo. Ela estendeu o mandato de três para quatro anos e instituiu a possibilidade de reeleição, em processo que Lobão avalia como pouco transparente.
Segundo o presidente do Real Grandeza, Sérgio Wilson Ferraz Fontes, a mudança no tamanho do mandato foi votada pelo conselho deliberativo para adaptar o estatuto da fundação às mudanças feitas pela Lei Complementar 108 de 2001. Segundo ele, a nova lei reduziu o poder das patrocinadoras e deu maior poder aos participantes, inclusive criando os conselhos deliberativos paritários de seis membros. Como os conselheiros passaram a ter quatro anos de mandato, eles decidiram unificar os mandatos dos diretores.
A decisão do governo foi facilitada pelo "constrangimento" causado na direção do PMDB, principalmente do presidente da Câmara e do partido, Michel Temer (SP), pela ação de alguns de seus partidários do Rio para assumir o controle do fundo.
Atribuída especialmente ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a tentativa de substituir a direção do fundo - a terceira em dois anos - provocou forte reação dos sindicatos dos eletricitários de vários Estados, que ameaçam reagir com greve caso haja a troca de comando no fundo. Pemedebistas viram a digital do PT por trás da forte mobilização sindical. A direção do PMDB nega qualquer envolvimento. Nos bastidores, admite-se incômodo com a suposta pressão exercida por Cunha, num momento em que o comando do PMDB acaba de ser acusado pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) de corrupção e fisiologismo em entrevista à revista "Veja".
"Essa ação tem nome, endereço e CPF", diz um dirigente pemedebista, referindo-se ao grupo do Rio (com ramificações em Minas Gerais) comandado por Eduardo Cunha. A cúpula pemedebista está tentando "demover" o deputado em relação ao fundo, mas nos bastidores, pois, segundo a fonte ouvida pelo Valor, "o PMDB nunca trata com brutalidade de suas questões internas".
Cunha, que estava ontem em Nova York, negou interesse ou participação na tentativa de trocar a direção do fundo: "Não tenho nada com isso. Querem colar isso em mim. Não conheço os que estão lá nem os que querem entrar. Se encontrarem qualquer prova de que os conheço, renuncio ao meu mandato."
A CPI dos Correios apontou indícios de irregularidades na gestão da Real Grandeza entre 2000 e 2005. Essas supostas fraudes somaram R$ 37 milhões e teriam alimentado o esquema conhecido como mensalão. A atual gestão assumiu em agosto de 2005, com o propósito de sanear o fundo.
A queda-de-braço envolve o presidente de Furnas, Carlos Nadalutti Filho, funcionário de carreira da estatal e indicado pelo PMDB, que quer substituir o presidente do fundo, Sérgio Fontes, e o diretor de Investimentos, Ricardo Gurgel Nogueira, por Eduardo Henrique Garcia, gerente da área financeira de Furnas. Nogueira assumiria a presidência do fundo e acumularia interinamente, a diretoria.
No governo, há insatisfação com o fato de Fontes estar no comando do fundo desde que a presidência de Furnas era ocupada por José Pedro Rodrigues, antecessor de Luiz Paulo Conde, ex-prefeito do Rio, que ocupou o cargo por indicação do PMDB. (Colaborou Chico Santos, do Rio)
Em Pernambuco, sindicatos relatam contratações
O mercado de trabalho deu sinais de melhora em Pernambuco, após a onda de demissões em dezembro. A Baterias Moura, por exemplo, depois de cortar 70 funcionários em dezembro, fechar alguns turnos de produção e adotar férias coletivas está voltando a chamar os trabalhadores para as fábricas. Para alguns produtos, os turnos de produção estão sendo restabelecidos. De acordo com o presidente da Moura, Paulo Sales, a empresa temia ficar sem estoque. "Em dezembro e janeiro, as montadoras viram que o cenário não era tão ruim quanto pensavam."
"Já é possível verificar uma melhora acanhada", confirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, Alberto Santos. De outubro a fevereiro, o setor automotivo e de eletroeletrônicos demitiu 1,1 mil pessoas, sem contratar ninguém, um ritmo que ainda não foi revertido com contratações. Em outras áreas, porém, as admissões estão em alta. É o caso das fabricantes de bens de capital e da indústria metal-mecânica, nos quais as contratações líquidas ficaram em 2 mil vagas entre outubro e fevereiro em função da demanda extra proporcionada pelas das obras no Porto de Suape.
O segmento químico apresenta estabilidade. Se as fábricas de vernizes e tintas continuam demitindo, as indústrias de produtos de higiene e limpeza estão contratando. "Por semana, desde o começo do ano, temos observado 20 demissões e 20 contratações no setor", diz o diretor do Sindiquímica, Nivaldo José da Silveira. (Valor Econômico)
José Rainha pede a Gilmar Mendes mesmo tratamento dispensado a Daniel Dantas
Rainha se refere ao princípio da inocência para os ricos que valeu para Daniel Dantas, quando Gilmar Mendes revogou a prisão duas vezes daquele que seria condenado a 10 anos de prisão poucas semanas depois.
Por outro lado, as declarações de Gilmar condenando a priori os protestos dos sem-terra, insinua o princípio de culpa para os pobres.
Rainha disse:
- Nós estamos lutando pela dignidade humana e o ministro não pode nos dar tratamento diferenciado ao que deu, por exemplo, a Daniel Dantas. Não se pode deixar os ricos sempre a favor da lei e condenar os pobres por se valerem de lutas.
- O ministro está fora do foco. A questão é de ordem social. O Pontal nunca foi um lugar de violência. Aliás, eu sou contra qualquer tipo de violência. A vida tem que estar acima de qualquer coisa. Ninguém nunca morreu em conflito por aqui - disse Rainha ao jornal O Globo, acrescentando que a situação em Pernambuco, onde quatro seguranças de fazendas foram assinados pelos sem-terra, é bem diferente.
Discurso de Gilmar Mendes atende interesse de Serra tirar seu nome do noticiário
Serra quis ver seu nome longe do noticiário, fugiu da imprensa. Então aí entrou a providencial falação de Gilmar Mendes.
Teria importância o que Serra teria a declarar. É ele quem é governador. É ele quem manda no ITESP. É ele quem manda na polícia que poderia desocupar as terras.
A falação de Gilmar Mendes é pouco significante como notícia em si. A ocupação de José Rainha não está em julgamento no STF para a opinião de Gilmar Mendes ter importância.
No entanto os canais de TV e jornais saíram em socorro de Serra, tirando seu nome do noticiário e enchendo a programação com a falação de Gilmar Mendes.
Mas nem todo gesto é gratuíto em política... O gesto pode ter um significado político maior ... Sabem qual?
Vejam aqui no blog "Os amigos da Presidente Dilma"
O deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), sifú!

Antes de viajar, o partido Bornhausen, DEM aprovou uma moção de protesto contra a decisão do governo brasileiro de conceder refúgio político ao ex-ativista italiano Cesare Battisti. O autor do documento, é o próprio deputado Paulo Bornhausen.
As más línguas de Brasília contam que, na verdade, o deputado Bornhausen, foi prestar solidariedade a Berlusconi. Um tribunal de Milão condenou no último dia 17, a quatro anos e meio de prisão um advogado britânico considerado culpado de receber uma propina de US$ 600 mil (cerca de R$ 1,2 milhão) do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. O caso do advogado David Mills ganhou grande destaque na imprensa britânica...Você decide. Para quem foi o apoio do deputado?
Leia e comente. Aqui nós apoiamos Dilma http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/
Will Smith! Will Smith!
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Gilmar Mendes, um jurista e político de direita
O rei da cocada branca retorna das férias babando por um microfone

Já, Gilmar Mendes, declarou hoje que as invasões de terra como as que aconteceram neste Carnaval em Pernambuco e no Pontal do Paranapanema, em São Paulo, são ilegais, da mesma forma que foge à lei a concessão de financiamento público a entidades que promovem tal prática.
"Há uma lei que proíbe o governo de subsidiar esse tipo de movimento. [Repassar] dinheiro público para quem comete ilícito é também uma ilicitude, e aí a responsabilidade é de quem subsidia", disse o ministro em entrevista coletiva.
A lei a que se referiu Gilmar Mendes foi a que, em 2001, modificou o Estatuto da Terra (Lei 4.504/64), a partir de uma medida provisória editada no governo Fernando Henrique. Em 2004, o STF rejeitou ação de inconstitucionalidade proposta pelo PT e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), contra a MP, que determinou que imóveis rurais invadidos por movimentos sociais envolvidos em conflitos agrários e fundiários só podem ser vistoriados, para fins de reforma agrária, dois anos depois de desocupados. Além disso, impede o repasse de recursos públicos para entidade, organização, pessoa jurídica, movimento ou sociedade que, de algum modo, contribuir para a invasão de imóveis rurais ou bens públicos.
Para Mendes, "a sociedade tolerou esse tipo de ação, por razões diversas, como um certo paternalismo, uma certa compreensão, mas isso não é compatível com a Constituição nem com o Estado de Direito".
Indagado sobre se estaria havendo leniência do governo com o MST e movimentos afins, o presidente do STF respondeu:
– Não vou falar sobre isso. Só estou dizendo que há uma lei que proíbe o governo de subsidiar esses movimentos. O que se sabe é que termômetro jurídico sinaliza que há excessos e é preciso repudiá-los, e cabe ao MP pôr fim a essa situação.
Ao comentar as declarações de Mendes, o líder sem terra José Rainha Jr. disse que quem comete ilegalidades na região do Pontal do Paranapanema são os fazendeiros que ocupam áreas que já foram consideradas públicas pela primeira e segunda instâncias da Justiça.
"No Estado democrático de Direito, os movimentos sociais existem para pressionar. Quem não cumpre a lei no Pontal são aqueles que invadiram as terras", afirmou Rainha.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário informou ontem que não iria se manifestar sobre as críticas de Mendes.
Então a Folha sai em defesa de Serra e Gilmar
Se considerado apenas o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, houve um aumento de 315% no volume de verbas repassadas para essas entidades três entidades -Anca, Concrab (Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária), com R$ 10,69 milhões, e Iterra (Instituto de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária)- em relação ao segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Os repasses vêm diminuindo no segundo governo de Lula.
Ao criticar o repasse de recursos a entidades envolvidas com movimentos que invadem terras, Mendes tem como base o Estatuto da Terra, que em 2001 sofreu mudanças aplicadas por meio de medida provisória que fixou um período de dois anos para desapropriação destinada à reforma agrária de terras ocupadas e carimbou como ilegal a concessão de dinheiro público para entidades que articulassem invasões de propriedades para tentar conseguir a desapropriação.
No meio do caminho do Gilmar tem uma pedra
O diretor regional do MST no Pontal, Cido Maia, disse ontem que os sem-terra vão continuar a pressionar pela reforma agrária e que "pouco importa a opinião de Mendes". Para Maia, o ministro não estaria fazendo os mesmos comentários se fossem sem-terra que tivessem morrido em Pernambuco. Parabéns Cido! Disse tudo
Muito natural que Gilmar Mendes defenda Serra
Gilmar Mendes precisou de mobilização tucana para ter nome aprovado. Dos 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em atividade, Gilmar Mendes foi o que mais sofreu contestação para assumir o cargo. Foram 15 votos contrários durante a análise de sua indicação pelo plenário do Senado --o triplo de rejeição que sofreu o segundo colocado, ministro Eros Grau, com cinco
reprovações.
A indicação do nome de Gilmar Mendes foi feita pelo então presidente Fernando HenriqueCardoso (PSDB) e avaliada em maio de 2002 pelo Senado. Na presidência do STF no período, Marco Aurélio Mello declarou que Mendes teria de "superar um desafio".Sem citar porém, que desafio seria esse
Registros do Senado mostram que a base de apoio ao governo tucano se mobilizou para garantir a aprovação de Gilmar Mendes para o cargo. Diferente do usualno caso de indicação de autoridades, o quórum da sessão foi alto, com 72 dos 81 senadores presentes. Os governistas garantiram 57 votos favoráveis contra os 15 contrários.
Na época, o senador Eduardo Suplicy (SP) chegou a chamá-lo de "jurista de extração conservadora" em discurso no plenário.
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Incompetência tucana
Segundo conta a colunista Renata Lo Prete, Yeda, a governadora corrupta do Rio Grande do Sul, comprou um avião, por falta de banheiro no antigo e ainda, por ela "perder horário de enterros".Em recente desabafo privado, Yeda Crusius (PSDB) manifestou inconformismo com as críticas recebidas por ter comprado um avião novo. Segundo a governadora gaúcha, no antigo não havia "nem banheiro". Ela teria chegado a perder enterros no interior do Estado devido à precariedade do aparelho.
É brincadeira" Em meio a sucessão de escândalos e denúncias de corrupção envolvendo o governo Yeda Crusius (PSDB), e a mulher fica inconformada com criticas na compra do avião? .E a imprensa ainda tem a coragem de manchetear "Sem provas PSOL faz denúncias". Isso me lembra um artigo escrito por Altamiro Borges em 2008, que dizia:Lembra que na campanha pela reeleição de FHC, “os barões da imprensa se reuniram com ele em Brasília e fecharam totalmente com sua candidatura. Assim, a corrupção nas empresas jornalísticas voltou à dimensão institucionalizada e compartilhada de um grande projeto de classe”. Ele aponta ainda as práticas mais comuns de cooptação de jornalistas usadas por políticos e empresas. Uma delas é o merchandising – a propaganda camuflada em programas de entretenimento. “O exemplo mais notável e mais conhecido foi o da organização de uma falsa ONG, chamada Brasil-2000, pelo presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros, para pagar jornalistas que pudessem fazer merchandising das privatizações e, por tabela, da candidatura de FHC”. Como se observa, Yeda Crusius teve um renomado mestre de Sorbonne.
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A Folha trabalhando para o DEM
Mas vejam só a Folha de S,Paulo trabalhando para o DEM. Na reportagem de capa, a manchete"Universidades privadas perdem alunos e querem apoio do BNDES"
A notícia: Levantamento feito pelo sindicato das universidades privadas de São Paulo aponta que 41,5% das instituições terão um volume menor de novos alunos (ingressantes) neste ano em relação ao ano passado. Segundo a entidade, a redução é reflexo da crise econômica.Será a primeira vez desde 1996 que as escolas privadas do Estado sofrerão tal redução, se for confirmada a diminuição (a ser oficializada com a tabulação do Ministério da Educação).
Agora só para quem assina... o Máaaaasssss....
Antes mesmo da crise econômica, o ensino superior já passava por dificuldades pelo fato de o número de vagas ter crescido nos últimos anos muito mais que a demanda. Entre os anos de 1997 e 2007, o número de instituições de ensino superior privadas do Estado passou de 266 para 496 (aumento de 86,5%).
Já o total de alunos no ensino médio teve queda -de 1,8 milhão para 1,7 milhão. Para Carlos Monteiro, consultor em ensino superior, o setor passa por dificuldades porque não conseguiu se estruturar para permitir a permanência nas salas de aula da classe C, público disputado hoje por muitos cursos de graduação.
"A falta de qualidade em muitas instituições afasta o aluno. Um problema maior é a falta de opções de financiamento para quem tem dificuldade para pagar os estudos. São problemas estruturais. A crise financeira é apenas mais um problema."
Quem a Folha está defendendo?
Agora vejam vocês o motivo pelo qual a Folha está saindo em defesa da das Universidades particulares.Duas Adins foram interpostas pelo DEM e Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) em 2008. A confederação teme que as cotas, se aprovadas em definitivo, para o ingresso em cursos universitários do ensino público e privado, acabem por ser também aplicadas em concursos públicos em geral. O julgamento das duas ações já começou, mas foi interrompido com um pedido de vista.
O STF (Supremo Tribunal Federal) deverá desempenhar em 2009 um papel ainda mais polêmico do que o de 2008, com uma pauta repleta de temas que dividem a sociedade e o próprio governo, como a constitucionalidade das cotas raciais em universidades brasileiras
Agora em 2009, será julgado o caso das cotas nas universidades. Vocês lembram desse caso?. Nós falamos aqui durante todo o ano passado. O caso é o seguinte: O DEM (ex-PFL) se juntou a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino particular, e resolveram bater às portas do Supremo Tribunal Federal, sustentando a inconstitucionalidade dos atos que criaram o ProUni. Levaram para a Corte a discussão da legalidade de ações afirmativas baseadas em critérios de renda e de raça para o acesso ao ensino superior. Eles tomaram a primeira pancada, pelo voto do ministro-relator Carlos Ayres Britto.No caso das cotas raciais, os ministros aguardam o voto-vista de Joaquim Barbosa, o primeiro negro da história do STF. Ele analisa duas ações que contestam a reserva de vagas em universidades públicas do Rio de Janeiro e no ProUni (Programa Universidade Para Todos do governo federal).
Aqui, nós não enagamos ninguém.Leia e confira
Deputados petista ameaçados de morte
O deputado Luiz Couto (PT-PB) está cada dia mais isolado. Ameaçado de morte por assassinos profissionais, pediu proteção à Polícia Federal há três semanas, mas até agora não teve resposta. O parlamentar também é padre e, desde ontem, encontra-se proibido de celebrar missas pela Arquidiocese da Paraíba por defender, em entrevista ao Congresso em Foco, o fim do celibato e o uso de camisinhas (leia mais).
As ameaças de morte decorrem da atuação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou grupos de extermínio, encerrada em 2005. Há mais de 20 dias, Couto recebeu do ministro da Justiça, Tarso Genro, a promessa de que teria proteção especial. A ajuda se estenderia ao deputado Fernando Ferro (PT-PE), também marcado para morrer por pistoleiros da fronteira entre Pernambuco e Paraíba.
O pedido dos deputados parou na mesa do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa. A assessoria de imprensa da PF afirmou ignorar o teor do parecer elaborado pelo coordenador de Defesa Institucional, o delegado Carlos Alberto Fazzio Costa. Cabe ao órgão orientar os diretores da instituição sobre a viabilidade de se conceder a proteção requisitada pelos parlamentares.
Nessa fase do processo, o departamento avalia a competência da PF para prestar a segurança e verifica se os ameaçados estão dispostos a seguir as restrições de deslocamento impostas pela polícia.
Até junho do ano passado, Luiz Couto andava acompanhado por quatro policiais federais, que se revezavam em sua segurança inclusive durante as cerimônias religiosas. Mas a proteção foi retirada sob a alegação de que não caberia à Polícia Federal zelar pela segurança de parlamentares.
No meio da semana passada, Fazzio despachou sua recomendação para o diretor-executivo da área, Luiz Pontel. Na última sexta-feira (20), Pontel repassou o documento para o diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa.
Burocracia
Esse processo burocrático começou no último dia 4, quando Tarso ouviu o apelo de 11 deputados do PT para que a PF investigasse o assassinato de Manoel, assessor de Fernando Ferro e colaborador da CPI dos Grupos de Extermínio no Nordeste, relatada por Luiz Couto. Os parlamentares também solicitaram proteção especial para o pernambucano e o paraibano.
O ministro condicionou a segurança ao encaminhamento de um ofício assinado pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Como revelou o Congresso em Foco, o documento foi enviado no dia 12.
O ofício foi recebido oficialmente no dia seguinte pelo então ministro Pedro Abramovay, que respondia interinamente pela pasta durante viagem oficial de Tarso ao exterior. Abramovay encaminhou o pedido para a Polícia Federal na segunda-feira 16, que repassou a demanda então para a PF.
Polêmicas e ameaças Por causa de denúncias que fez e por idéias que defende, Luiz Couto entrou num fogo cruzado. Em entrevista ao Congresso em Foco, o padre criticou o celibato e a intolerância contra os homossexuais e defendeu o uso da camisinha como uma questão de saúde pública. As críticas às posições predominantes da Igreja Católica desagradaram ao arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, que decidiu proibir o deputado sacerdote de realizar missas, casamentos e batizados.
Relator da CPI que denunciou a ação de grupos de extermínio no Nordeste, em 2005, Luiz Couto é apontado como o próximo alvo do mandante do assassinato de Manoel Mattos. O acusado de mandar matar o advogado que denunciava a atuação de milícias no interior da Paraíba e de Pernambuco é o sargento da Polícia Militar paraibana Flávio Inácio Pereira, preso em João Pessoa.
"O Flávio Inácio, em suas bebedeiras, dizia que iria matar o Manoel e depois a mim", relatou Luiz Couto. "Perdi a conta do número de ameaças que recebi", acrescentou, em entrevista concedida duas semanas atrás ao Congresso em Foco.
Enquanto a segurança policial não é liberada, Couto confia apenas na proteção divina. "Eu rezo todos os dias para que Deus possa me afastar dessas ciladas. Tenho muita devoção nos meus anjos da guarda", afirma o deputado, que pediu o indiciamento de mais de 300 pessoas no relatório final da CPI, incluindo políticos, juízes, policiais e promotores (Congresso en foco)
Antenção leitores
Para você solicitar providências urgentes do ministro da justiça, faça como eu. Escreva agora para Tarso Genro: gabinetedoministro@mj.gov.br
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Boxeadores de Cuba querem voltar a lutar no Brasil
'Os pugilistas cubanos Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux querem voltar a lutar no Brasil. Depois de cinco anos de tentativas de escapar de Havana e de percursos diferentes para fugir da ilha de Fidel, os dois voltaram a se encontrar nesta semana, desta vez nos Estados Unidos, onde estão como refugiados. "Queremos voltar a lutar no Brasil", afirmou Lara, em entrevista por ao jornal Estado de São Paulo. Lara e Rigondeaux tentaram escapar da delegação cubana durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio.
Para 2010, Lara e Luís de Cubas contam que já planejam um retorno ao Brasil para uma luta. "Quero muito voltar ao Brasil", disse o pugilista. O empresário acredita que o governo brasileiro vai aceitar a entrada dos dois cubanos. "Eles hoje são pessoas livres, já estamos em contato com organizadores no Brasil para promover a luta em 2010."
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Procuradoria apura qualidade de programas na TV aberta do RS
O Ministério Público Federal em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, apura se a qualidade da programação da TV aberta é recomendável para o público de crianças e adolescentes.
Segundo informações da Procuradoria, emissoras de televisão e órgãos públicos de controle do conteúdo veiculado podem estar desrespeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente.
No documento de instauração do inquérito civil aberto na Procuradoria da República em Novo Hamburgo o MPF explicita: “quanto à qualidade dos programas televisivos listados na representação, não há dúvida quanto ao mérito, tendo em vista que é de conhecimento geral a baixíssima qualidade da programação brasileira de televisão, inclusive em horários de proteção à criança e ao adolescente. No entanto, estes deverão ser analisados separadamente para eventual ação judicial”.
A representação listava os seguintes programas “como um desserviço à sociedade, influenciando negativamente no comportamento dos sujeitos e infringindo o Estatuto da Criança e do Adolescente”: Big Brother Brasil, Casseta & Planeta Urgente, Domingão do Faustão, Domingo Legal, Fundão MTV, O melhor do Brasil, Pampa Show, Pânico na TV, Ponto Pê, Quem Pode Mais, Raul Gil – Concurso Mirim, Sábado Animado, Studio Pampa, SuperPop, TV Fama, telenovelas e outros.
O procurador da República no município Júlio Carlos Schwonke de Castro Júnior recebeu da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de São Leopoldo representação contendo um abaixo-assinado de entidades do município enviado à Secretaria de Assistência, Cidadania e Inclusão Social que reclama da qualidade de diversos programas da TV aberta.
O documento inclusive questiona a classificação dos programas, em função do Estatuto da Criança e do Adolescente.
A Procuradoria enviou ofícios à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para obter informações sobre o serviço de Radiovideometria , sistema responsável pelo acompanhamento de conteúdos (áudio e video) veiculados na mídia eletrônica do país e também do dispositivo chamado Parental Guidance, que permite aos responsáveis bloquear o acesso a programas impróprios a menores dentro de determinada faixa de horário.
Ao Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação, vinculado à Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça foram solicitadas informações acerca de como é realizada a adequação “classificação indicativa x faixa etária recomendada”, indicando quais os parâmetros de avaliação da programação de TV, informando, detalhadamente, o que é recomendado a cada idade.
Uma parte da documentação recebida pela Procuradoria através do coletivo Intervozes foi remetida ao ofício de Patrimônio Público e Social da Procuradoria da República em Novo Hamburgo. Tais documentos tratavam sobre a outorga de permissões, concessões e autorizações para as emissoras de televisão —a renovação de outorgas das emissoras Globo, Bandeirantes e Record expirou em outubro de 2007 e as do SBT e da Rede TV expiram em 2011. Última Instância
Leia nos Amigos da presidente Dilma;Cabral diz que fará 'grande parceria' com Dilma em 2010
Produção de autopeças acelera em janeiro
Depois de reduzir jornada de trabalho, cortar turnos de produção e demitir empregados, as indústrias de autopeças retomam o nível de atividades para acompanhar o ritmo das montadoras. A Eletromecânica Dyna, fabricante brasileira de limpadores de para-brisas, e a Elring Klinger, subsidiária brasileira do grupo alemão que faz juntas de cabeçotes e defletores de calor, já têm sinalizações positivas das montadoras para os próximos meses, o que as faz prever que as vendas no mercado interno cheguem neste ano ao patamar igual ao de 2007, quando foram emplacados 2,46 milhões de veículos no País.
Fase difícil acabou para as autopeças
- A indústria de autopeças já começa a retomar o nível de atividades por causa da normalização da produção automóveis. A brasileira Eletromecânica Dyna, que produz limpadores de para-brisas e a subsidiária brasileira do Grupo alemão Elring Klinger, que faz juntas de cabeçotes e defletores de calor, já têm sinalizações positivas das montadoras para os próximos meses, o que as fazem prever que as vendas no mercado interno cheguem neste ano ao patamar igual ao de 2007, quando foram emplacados 2,46 milhões de veículos no País."Ainda estamos com volume 20% abaixo do de 2008, mas a expectativa é positiva porque a fase difícil já passou e, com a redução do IPI e a liberação de linha de crédito para o financiamento de automóveis novos, o mercado retomou as vendas e já temos encomendas para a produção de 10 mil carros por dia", disse Celso Liberal, diretor comercial da Eletromecânica Dyna.A Elring Klinger, que abastece todas as montadoras no País (menos a Toyota), teve que cancelar as férias coletivas programadas para esta semana e suspender a redução de um dia de trabalho para atender os pedidos que começam a chegar das fabricantes de automóveis. A empresa, que no final do ano passado eliminou o terceiro turno e demitiu 40 pessoas, avalia recontratar esses funcionários se o volume de encomendas das montadoras começar a crescer. "O mercado está começando a reagir e algumas montadoras cancelaram as férias coletivas na semana do Carnaval e estão até trabalhando aos sábados para abastecer a rede de concessionárias, que já estão com falta de alguns modelos de automóveis para pronta entrega", disse Luiz Alberto Thimm Mirara, diretor comercial da Elring Klinger.
A Volkswagen, que liderou as vendas de automóveis em janeiro e na primeira quinzena de fevereiro, é a montadora que está enviando mais pedidos aos seus fornecedores. A Fiat, que assinou acordo de estabilidade com os empregados de Betim (MG), também está com nível bom de produção, segundo os fornecedores, e já produz 2.700 carros por dia. Por causa da retomada da Fiat, a fábrica da Dyna, em Minas Gerais, está trabalhando em três turnos.
Por causa da retomada do mercado, a Fiamm, fabricante de autopeças de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, também cancelou a redução da jornada de trabalho iniciada no final de janeiro. Em comunicado a empresa informou que os 168 trabalhadores retornarão aos seus horários normais a partir de 1° de março. A medida, segundo a empresa, tem o objetivo de normalizar a produção.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a Fiamm havia reduzido a jornada de trabalho para quatro dias por semana, durante quatro meses, e o corte no salário vinha sendo compensado por vale- compra. "É uma notícia boa que confirma o que dissemos sobre os empresários que tomaram decisões precipitadas sem avaliar o tamanho da crise", afirmou em comunicado Moisés Selerges, diretor do sindicato e coordenador de base de São Bernardo do Campo.
Ao contrário do mercado de automóveis, o setor de caminhões ainda está devagar, segundo os fornecedores. "O crescimento deste segmento na primeira quinzena de fevereiro não é suficiente para saber se há uma tendência de recuperação dos veículos comerciais ou se foi um acúmulo de vendas em um período", disse João Lopes, diretor de vendas e marketing da ZF na América do Sul. Para Lopes, "2009 será o ano de ajuste e 2010 o de recuperação". (Gazeta Mercantil)
Leia no blog os Amigos da Presidente Dilma; O tom da campanha 2010

















