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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Thomas Traumann:Jornalismo precisa saber separar fato de ficção, e publicar só fatos


A relação entre o poder e o jornalismo é necessariamente tensa: o primeiro faz, o segundo critica. A folclórica definição de que jornalismo é separar o joio do trigo e, então, publicar o joio reforça a noção de que o bom jornalismo deve ser um cão de guarda da sociedade sobre os poderosos, sejam eles políticos, juízes ou empresários. Um cão fiel ao seu real dono, o leitor, o internauta, o telespectador, o ouvinte.

Mas, para exercer corretamente o papel de fiscal do poder, o bom jornalismo precisa saber separar fato de ficção e publicar apenas fatos.

A manchete da Folha desta segunda (29), "Dilma não cumpriu 43% das promessas de 2010", é exemplo de jornalismo superficial. A reportagem tenta cumprir a louvável função de avaliar o cumprimento das metas do governo, mas se perde em falhas metodológicas, avaliações subjetivas e erros grosseiros.

A Folha promete entregar ao leitor o boletim com as notas do governo federal, mas dá o mesmo peso a temas tão díspares como a ampliação de efetivo de um órgão e a redução da pobreza ou o controle da inflação. É óbvio que uma avaliação séria daria mais peso às duas últimas prioridades, mas há ainda falhas de apuração. Listo algumas:

Reforma política: "Com os protestos de 2013, Dilma tentou aprovar um projeto às pressas. Não conseguiu". Na realidade, o compromisso de encaminhar proposta de realização de plebiscito para o Congresso foi cumprido. Cobrar do Executivo a realização da reforma significa desconhecer que a elaboração de leis é competência do Legislativo.

Manter o controle da inflação: "A meta de 4,5% foi superada". A Folha escolhe avaliar pelo centro da inflação. Desconhece que, pela política de metas vigente desde 1999, a inflação está sob controle se mantida dentro das bandas fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. Isso ocorre desde 2011 e vai se repetir em 2014.

Valorização do salário mínimo: "A política de valorização atrelada ao PIB foi mantida, mas afetada pela freada econômica". No governo Dilma, a política de valorização do salário mínimo virou lei e o seu crescimento real foi de 12%. Não sabemos o que a Folha esperava mais.

Fortalecer a agricultura familiar e o agronegócio: "Há avanços pontuais em programas de agricultura familiar. Já o agronegócio reclama até da interlocução". O crédito para agricultura familiar cresceu de R$ 16 bilhões, na safra 2010/2011, para R$ 24 bilhões, na atual safra. Para o agronegócio, cresceu de R$ 100 bilhões para R$ 156 bilhões.

Houve diminuição das taxas de juros para a maioria das linhas de crédito. No caso da agricultura familiar, são todas taxas negativas. Quanto à interlocução, sugerimos conversar com a CNA sobre a qualidade de nossa parceria.

Atenção especial ao transporte urbano: "Impulsionado pela Copa, investiu em mobilidade, mas até o limite de 30% de cada projeto". Estamos investindo R$ 143 bilhões em obras de mobilidade em todo o país. Os investimentos associados à Copa eram 5% desse montante. Estamos fazendo nove metrôs, 13 VLTs, 189 BRTs e corredores de ônibus. Quanto ao limite de 30% do valor de cada projeto, desconhecemos essa restrição, criada pela Folha.

Erradicar a pobreza absoluta: "Apesar da trajetória de queda, o Ipea apontou 6,5 milhões de miseráveis em 2012". Desconhecemos esse estudo do Ipea, mas a Folha usa dados de 2012 para avaliar o desempenho de todo o mandato.

Reforçar a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança: "A PF perdeu pessoal e reduziu operações; FN se consolidou, mas tem operação menor". Ampliamos em 1,2% o efetivo da PF, em comparação com dezembro de 2010. Em relação ao final do governo FHC, o pessoal ativo é 59% maior. Entre 2011 e julho de 2014, a PF realizou 967 operações. No segundo mandato do presidente Lula, foram 981.

O texto conclui que, se o Brasil fosse um colégio, a gestão da presidenta Dilma Rousseff teria "passado de ano raspando". Por essa analogia, a Folha teria sido reprovada.

Thomas Traumann, jornalista, é ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República - Artigo na Folha



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

É hoje (2): Ato em 10 cidades contra Banco Central independente.

Dia 2, a CUT faz atos contra Banco Central independente, proposto por Marina Silva com apoio dos donos do Banco Itaú.

Manifestações também defenderão importância dos bancos públicos para desenvolvimento do país.

Locais:

Em frente os escritórios do Banco Central nas cidades:

Belém (PA): Boulevard Castilhos França, 708 - Centro

Belo Horizonte (MG): Av. Álvares Cabral, 1605 - Santo Agostinho

Brasília (DF): Setor Bancário Sul (SBS) Quadra 3 Bloco B - Ed. Sede

Curitiba (PR): Av. Cândido de Abreu, nº 344 - Centro Cívivo

Fortaleza (CE): Av. Heráclito Graça, 273 - Centro

Porto Alegre (RS): Rua 7 de Setembro, 586 - Centro

Recife (PE): Rua da Aurora, 1259 - Santo Amaro

Rio de Janeiro (RJ): Av. Presidente Vargas, 730 - Centro

Salvador (BA): Av. Garibaldi, 1211 - Ondina

São Paulo (SP): Av. Paulista, 1804 - Bela Vista (às 15h)

(Com informações da CUT)

Quer votar no Lula? Além de votar na Dilma, vote no 13 ou no 65 de cabo a rabo.


Lula está em campanha em São Paulo pedindo votos para Dilma, Padilha e Suplicy, de manhã, de tarde e de noite por diversas cidades.

Sabem por que? Na pesquisa espontânea para governador de São Paulo, Alckmin tem só 31% enquanto ainda existem 36% de eleitores paulistas que não decidiram em quem votar para governador e vão decidir de última hora.

Esse número não é interno do PT, é do próprio Datafolha, mas o PIG só dá enfase na pesquisa estimulada para desestimular nossa militância.

Em outros estados a situação é semelhante. Tem um número inédito de eleitores decidindo de última hora. A cobertura do noticiário ficou tão focada na disputa presidencial, que tem muito eleitor que ainda nem decidiu em quem votar para governador, senador e deputados federal e estadual.

Foi esse eleitor de última hora que levou Haddad para o segundo turno em São Paulo, em 2012.

Lula não é candidato a nenhum cargo nesta eleição, mas você estará votando no Lula se votar no 13 do PT ou no 65 do PCdoB para todos os cargos que estes partidos tem candidato disputando. O PCdoB também compartilha do mesmo projeto de desenvolvimento com distribuição de renda de Dilma e Lula, e nunca traiu, nunca conspirou, nem nos piores momentos.

Não podemos vacilar na hora de votar, senão não adianta reclamar depois dos golpistas, da Dilma não conseguir passar uma Lei dos Medyos no Congresso, de forças conservadoras emperrar a reforma política, de governadores sabotarem projetos federais, de algumas transformações serem mais lentas do que poderiam ser.

Estaremos votando também em Lula se votarmos no 13 para governador em:

Padilha (SP)
Pimentel (MG)
Lindberg (RJ)
Rui Costa (BA)
Gleisi (PR)
Camilo Santana (CE)
Tarso Genro (RS)
Tião Viana (AC)
Agnelo (DF)
Roberto Carlos (ES)
Antônio Gomide (GO)
Lúdio Cabral (MT)
Delcídio (MS)
Wellington Dias (PI)
Padre Ton (RO)
Ângela Portela (RR)
Cláudio Vignati (SC)

E se votarmos e militarmos em peso como está fazendo Lula, colocamos muitos deles no segundo turno. Não duvide e converse com amigos e parentes que estejam mal informados, com os bons argumentos das transformações no Brasil, porque depois não adianta chorar dizendo que faltou um pontinho para nossos candidatos a governador irem ao segundo turno (ou para Dilma, quem sabe, liquidar a fatura no primeiro turno. Mas nada de salto alto, porque um segundo turno é provável e precisamos estar preparados para o que der e vier).

Estaremos votando em Lula se votarmos no 13 ou no 65 ou em outros aliados também para senador. 

Para deputado federal ou estadual, só confio em votar no 13 ou 65. Há alguns candidatos que eu gosto muito nos outros partidos, como existe no PDT, mas enquanto não tiver reforma política, fica complicado porque a gente quer eleger um candidato bom e acabar ajudando a eleger sem querer um ruim, porque do jeito que é hoje, o voto vai primeiro para o partido e entre os mais votados dentro do partido são os que se elegem. O PT e o PCdoB são mais homogêneos e dificilmente algum deputado eleito votará contra os interesses dos trabalhadores e da população mais necessitada.

Veja recorre ao STF para questionar direito de resposta ao PT


A Editora Abril ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) reclamação questionando o direito de resposta assegurado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra reportagem publicada na revista Veja. Na Reclamação (RCL) 18735, a editora alega que o TSE contrariou decisões do STF proferidas no julgamento das ações sobre a Lei das Eleições e a Lei de Imprensa, nas quais foi assegurada a liberdade de expressão, mesmo em período eleitoral.

O TSE assegurou direito de resposta à Coligação Com a Força do Povo em razão de reportagem publicada com o título “PT sob chantagem”. Segundo o pedido da Editora Abril ao STF, a decisão do TSE foi fundamentada no alegado excesso do exercício de crítica jornalística, configurando cerceamento à liberdade de expressão e ao livre exercício da crítica jornalística.

“É inegável que se trata de material jornalístico, cuja atividade de imprensa, garantida constitucionalmente, não fica sobrestada no período eleitoral, como declarado pelo STF, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4451, cujo objeto era exatamente a Lei Eleitoral”, afirma o pedido. A reclamação menciona ainda o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, processo no qual o STF julgou não recepcionada pela Constituição Federal a Lei de Imprensa (Lei 5.250/1967).

O pedido defende a reportagem publicada na revista Veja, afirmando que ela partiu de fatos apurados em investigações oficiais conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. A reclamação, distribuída ao ministro Gilmar Mendes, pede a suspensão imediata do processo em curso no TSE, e depois de requisitadas informações, que seja cassada a decisão do tribunal eleitoral.

Em troca de votos, deputados do PSDB e PPS prometem efetivação de cargos em campanhas sem concurso


Deputados de Minas Gerais que disputam as eleições acenam para milhares de eleitores com a possibilidade de tentar efetivar designados para cargos no Executivo sem concurso público. Mesmo atropelando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a demissão dos funcionários que atuam sem terem sido aprovados em concurso, o projeto é anunciado em sites de campanha de parlamentares inclusive como uma forma de "garantir aos contratados o direito que todo cidadão tem".

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 69/2014 estava prevista para ser votada em primeiro turno nesta terça-feira (30), mas não houve quórum. O texto, assinado por 27 deputados da base do governo mineiro, efetiva todos os funcionários admitidos no Estado sem concurso público até 5 de novembro de 2007. Este foi o objetivo da Lei 100/2007, promulgada na data prevista na PEC pelo então governador de Minas e hoje presidenciável pelo PSDB, senador Aécio Neves (MG), que efetivou cerca de 98 mil funcionários designados.

Em março, o Supremo determinou ao Estado que promova concursos para o preenchimento das vagas até 1º de abril de 2015, data em que devem ser demitidos todos os funcionários que atuam sem processo de seleção, a maioria vinculada à Secretaria de Estado da Educação (SEE). Por meio de nota, o Executivo informou que "foram retomadas em setembro" as nomeações de candidatos aprovados em concursos públicos realizados em 2012 e no ano passado - incluindo trabalhadores atingidos pela decisão do STF. "Já para cumprir a decisão do STF em relação aos cargos para os quais não houve concurso público, estão sendo realizados os preparativos para o lançamento de novos editais", afirma. Segundo o governo, cinco concursos têm editais previstos para serem publicados até novembro.

Mesmo com a decisão do STF e as medidas adotadas pelo Estado para cumpri-la, deputados apresentaram a nova PEC com pompa, com direito a entrevista coletiva e audiências públicas com centenas de funcionários atingidos pela medida, anunciada também nas páginas dos parlamentares. Uma delas é a do deputado estadual Lafayette de Andrada (PSDB), que disputa a reeleição e foi o primeiro a assinar o projeto. "Lafayette Andrada reforça a importância da PEC 69/2014, para garantir aos contratados o direito que todo cidadão tem. Os deputados se esforçam para que a votação da PEC na Assembleia aconteça até outubro deste ano, antecedendo o prazo para exoneração dos servidores da Lei 100", diz texto no site do candidato.

Na justificativa, os parlamentares alegam que o projeto servirá para "resguardar um universo definido de servidores que estabeleceram vínculos jurídicos com o Estado", além de garantir "valores constitucionais de elevada estrutura como a dignidade da pessoa humana, a vida (subsistência) e os efeitos previdenciários". Todos os 27 signatários do projeto são candidatos na atual eleição. Carlos Mosconi (PSDB) e Luzia Ferreira (PPS) agora disputam vagas na Câmara dos Deputados, sendo que os demais tentam novo mandato no Legislativo mineiro.

A reportagem tentou falar com Lafayette Andrada e Sebastião Costa (PPS), que presidiu a comissão especial que aprovou o projeto, mas, segundo suas assessorias, não havia como contatar os parlamentares no plenário ontem e nenhum retornou as ligações. Também por meio de sua assessoria, o Executivo afirmou que "não cabe ao governo" se pronunciar sobre o projeto porque trata-se de "uma iniciativa do Legislativo".

Federal

Antes de a PEC 69 ser apresentada na Assembleia Legislativa de Minas, o deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB-MG) já havia proposto projeto semelhante na Câmara dos Deputados, mas beneficiando todos os funcionários contratados sem concurso no governo federal, nos Estados, no Distrito Federal e em todos os municípios do País. Mas a PEC 422/14 foi apensada à PEC 54/99, que já tratava da mesma questão e teve parecer pela rejeição. Castro não atendeu as ligações da reportagem. Estadão

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ibope: sobe para 58% número dos acham Dilma favorita


No Ibope, Dilma tem 39%, Marina, 25%, e Aécio, 19%;
No Datafolha, 40%, 25% e 20%
 Pesquisa Ibope/Estadão/TVGlobo mostra que 58% dos eleitores acreditam que Dilma  será a próxima presidente do Brasil. Nos levantamentos anteriores, o porcentual havia saído de 47% para 51% e, na semana passada, estava em 52%.

De uma semana para cá, caiu de 26% para 20% o porcentual de eleitores que acreditam que Marina Silva (PSB) é a favorita neste pleito e se manteve em 10% o porcentual dos que acreditam na vitória de Aécio Neves (PSDB). Não sabem ou não responderam se mantiveram em 12%.

Em uma semana, a presidente Dilma  ampliou de 9 para 14 pontos porcentuais sua diferença em relação a Marina Silva (PSB), que está menos distante de Aécio Neves (PSDB), segundo a mais recente pesquisa Ibope/Estadão/TVGlobo. No 2.º turno, Dilma aparece numericamente à frente da de Marina,  (42% a 38%).

Apesar de Aécio não ter reagido - o tucano manteve os 19% do levantamento anterior -, o cenário de 2.º turno permanece indefinido, por causa da contínua redução do eleitorado de Marina. As curvas dos dois candidatos ainda podem se encontrar até as eleições. Em um eventual 2.º turno entre a atual presidente e o tucano, ela seria a favorita: venceria por 45% a 35% se a eleição fosse hoje.

Na simulação de 1.º turno, a pesquisa mostra que Dilma tem hoje 39% das intenções de voto, um ponto porcentual a mais que na semana anterior. Marina caiu quatro pontos, de 29% para 25%, e agora está a seis pontos de Aécio.

Modelo mostra que grupo pró-PT chega a 39% do eleitorado

Os eleitores que têm maior propensão a votar nos candidatos majoritários do PT somam 39% do eleitorado nacional, enquanto aqueles cuja probabilidade em votar num petista tende a zero somam 33% do total. Os 28% restantes são volúveis: podem tanto votar em nomes do PT quanto da oposição ao partido.

ONG de Marina é financiada por dono da Natura e herdeira do Itaú:R$ 7 milhões



Espaço de fomento do projeto que culminou na candidatura de Marina Silva à Presidência, o Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) recebeu R$ 7 milhões em doações de pessoas físicas e jurídicas desde 2010. Os principais doadores para a ONG foram dois associados, o dono da Natura, Guilherme Leal, e a educadora e herdeira do banco Itaú, Maria Alice Setubal, a Neca, de acordo com informações da ex-secretária-executiva da entidade, Alexandra Reschke.

Ao Globo, Leal confirmou ter doado R$ 3,4 milhões à organização por meio do Instituto Arapyaú, criada por ele para canalizar sua atuação como empreendedor social. Neca também afirmou ter doado ao IDS, como pessoa física, mas preferiu não informar o valor. No entanto, segundo Reschke, os dois doaram "valores mais ou menos semelhantes" à entidade, e sempre foram considerados os principais provedores da iniciativa, do ponto de vista financeiro.

Doações de pessoas físicas à entidade somaram R$ 3,3 milhões no mesmo período. Segundo o atual presidente do IDS, João Paulo Capobianco, outros associados também fizeram doações, mas os valores não foram informados. Em 2013, uma fundação internacional doou R$ 201 mil à entidade. O nome não foi divulgado em função de cláusula de confidencialidade.

O IDS foi fundado por Marina e um grupo de colaboradores em São Paulo, em 2009, mas teve as atividades iniciadas em 2010, ano em que ela concorreu à Presidência pela primeira vez. Após a derrota, o esforço de Marina para aprofundar o debate sobre gestão e sustentabilidade passou a ser canalizado no instituto, apesar da desvinculação com partidos. Dos 37 associados do IDS, 35 colaboraram com o atual programa de governo de Marina, segundo o PSB.

Entre as duas eleições, a entidade promoveu encontros com aproximadamente 120 especialistas e representantes de diferentes setores em torno da agenda atualmente defendida por Marina. Estudos também foram elaborados. De acordo com Reschke, que esteve na entidade entre 2011 e 2013, a partir do fim de 2012 o foco mudou:

— Quando Marina decidiu criar um partido, houve alinhamento claro do IDS com o projeto e o plano de criar uma plataforma de governo — afirma.

Os encontros promovidos pela entidade permitiram a aproximação com setores antes do período eleitoral, como ruralistas representados pelo ex-ministro Roberto Rodrigues. Ele foi o convidado de uma das conversas, assim como Marcos Jank, diretor para assuntos públicos da Brasil Foods, que ajudaria, neste ano, na elaboração do plano de governo.

Entre os associados do IDS estão fiéis colaboradores de Marina durante o período no Ministério do Meio Ambiente, como Bazileu Margarido, Pedro Ivo Batista e Tasso Azevedo. Estão também na lista executivos de confiança como Álvaro de Souza, ex-presidente do Citibank; Ricardo Young, do Instituto Ethos, e Oded Grajew, idealizador do Fórum Social Mundial, além de ambientalistas e indigenistas.

CONVERGÊNCIA DE IDEIAS

No entanto, para a ex-secretária-executiva, Alexandra Reschke, participantes de outros grupos políticos que estiveram nas rodas de conversa se sentiam parte da “possibilidade de construir uma nova forma de governar”.A entidade sempre acreditou na política que pode ser feita com firmeza e competência — afirma.

Guilherme Leal admitiu que “ideias debatidas e consensuadas ali são convergentes com o ideário da Marina”, mas alegou não ver relação entre os projetos “em termos práticos”.

Atualmente integrante do Conselho Diretor do IDS, Neca Setubal já ocupou o cargo de presidente da organização. Além do IDS, ela doou para outra entidade ligada à candidata, o Instituto Marina Silva, sediado em Brasília. Em 2013, foram pelo menos R$ 1 milhão, segundo o jornal “Folha de S. Paulo”. A educadora informou que contribuiu com 15 organizações da sociedade. Para ela, “não existe relação entre o IDS e o projeto político de Marina”.


Folha:Diferentemente do que diz, no Senado Marina votou 4 vezes contra a criação da CPMF


Marina muda versão sobre CPMF e ataca PT. Marina continua mentindo

A campanha do PSB à Presidência da República contestou a campanha petista sobre o posicionamento da então senadora Marina Silva na votação da criação e prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A campanha de Marina disse em nota que o PT "distorce" e "mente" sobre a questão e que a reação da adversária Dilma Rousseff é "manobra de desesperados". Disse ainda que Marina "sempre lutou pela saúde e contra a pobreza" e alega que o PT "pinçou" momentos da votação para dizer que a presidenciável votou contra a CPMF. Mas o jornal Folha de São Paulo, em um momento de honestidade, afirma, na edição dessa terça feira (30), que Marina Silva MENTE

Marina  mentiu sobre seu passado legislativo, Marina Silva (PSB) apresentou versões contraditórias a respeito de sua participação nas votações relativas à CPMF, o chamado imposto do cheque , que vigorou no Brasil do início dos anos 90 até 2007.

Diferentemente do que vinha dizendo, a candidata do PSB votou, quando era senadora, quatro vezes contra o tributo --duas na emenda à Constituição enviada em 1995 por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para criá-lo e duas em 1999, na votação de sua prorrogação.

Marina afirmava que, como prova de que não faz oposição por oposição , havia contrariado seu então partido, o PT, e votado a favor da CPMF proposta pelo governo tucano. Mas, na verdade, só votou a favor da regulamentação da cobrança.

Quando foi a votação da CPMF, ainda que o meu partido fosse contra, em nome da saúde, em nome de respeitar o interesse dos brasileiros, eu votei favorável mesmo [o projeto] sendo do seu governo [Aécio Neves], o PSDB , disse Marina no debate da TV Bandeirantes, em agosto. Em sabatina no portal G1, dias depois, repetiu o discurso.

Desde o domingo (28), Marina tem sido alvo de propaganda do PT que afirma que ela mentiu sobre o tema. No debate da TV Record, também neste domingo, Dilma Rousseff (PT) afirmou: Não entendo como a senhora pode esquecer que votou quatro vezes contra a criação da CPMF. Atitudes como essa demonstram insegurança.

No debate, Marina mudou sua versão, lembrando que a discussão sobre o tributo passou por várias etapas, e que havia votado a favor, no plenário e em comissão, à criação do Fundo de Combate e Erradicação à Pobreza.

O fundo, proposto pelo senador Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), seria composto em parte com recursos da CPMF. Questionada na saída do evento se não havia votado contra nessa ocasião, Marina se corrigiu e disse que, no plenário, mudanças que retiravam recursos do fundo a levaram a se opor.

Em nota divulgada nesta segunda (29), a campanha de Marina diz que o PT perpetua uma incansável campanha de fofocas e mentiras . O texto omite suas votações contrárias à CPMF. A nota ressalta que Marina votou a favor da lei que regulamentou o tributo, em 1996, seguindo a posição da bancada do PT.

A então senadora pelo PT se opôs a todas as propostas em debate que ofereciam a possibilidade de distorção da finalidade social da CPMF [...] Com dados parciais retirados do contexto inventa-se e repete-se uma mentira. Manobra de quem perdeu a cabeça e as medidas, manobra de desesperados , diz a nota. 

E a Folha mostra que Marina mentiu sim

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ator Mark Ruffalo descobre que Marina é contra o casamento gay e retira apoio


Mark Ruffalo perguntou se Marina  é a favor do casamento gay. Marina, malandramente respondeu que sim, mas da união civil.MENTIU DE NOVO, para agradar o ator
O apoio do ator americano Mark Ruffalo, que fez o papel de Incrível Hulk, a Marina Silva, candidata do PSB à Presidência, não demorou para ser retirado. Informado que a política era contrária ao casamento gay, Ruffalo publicou um texto em seu Tumblr nesta segunda-feira no qual afirmou que esta postura de Marina "o colocaria em direto conflito com ela".

"Neste momento, seria bom saber definitivamente onde a candidata Silva está nesta questão sem termos incertos. Está meio nebuloso e pouco claro no momento. Enquanto isso, baseado no que eu pude entender por alguns posts aqui e pelo que está disponível na internet, eu estou retirando meu apoio", declarou Ruffalo, que prosseguiu pedindo que o vídeo em que ele exalta Marina Silva não seja utilizado até a candidata confirmar ser favorável ao casamento gay e deixar claro seu posicionamento.

"Eu peço desculpas à campanha de Silva por não ter um controle melhor das suas políticas e criando essa inconveniência. Eu fiquei desapontado em ver seu apoio ao casamento gay ser largado pelo seu partido no dia seguinte ao discurso dela. Eu peço que honrem meus pedidos em boa fé", concluiu o ator.

Pelo Twitter, a candidata mandou uma mensagem direta ao ator e declarou que é favorável à união civil homoafetiva. "Mark Ruffalo, você precisa saber que esta eleição está inundada de mentiras e esta é só mais uma mentira sobre Marina Silva", escreveu a presidenciável, em inglês, na rede social.

Com um link o plano de governo de Marina Silva, Ruffalo pediu uma versão em inglês do material e posteriormente pediu para que a candidata lhe enviasse uma mensagem direta em particular. Impaciente, emendou uma pergunta, não respondida até a publicação desta matéria: "Marina Silva, você é a favor do casamento igualitário?"

Globo esconde, mas Brasil tem inflação menor do que maioria dos grandes países em desenvolvimento


Embora oposição ainda mantenha alarmismo em relação aos preços, assunto está em baixa nas pautas dos jornais e dos debates

A inflação está em baixa, inclusive, na pauta eleitoral da oposição partidária e midiática. Parece não sensibilizar mais a maioria do eleitorado que a enxerga estável e vê seu poder aquisitivo aumentado nos últimos anos, com ganhos reais nos salários.Mesmo assim, candidatos da oposição ainda citam a inflação como alvo de críticas. No debate... Leia mais aqui

TSE suspende propaganda de Marina por ofensa pessoal contra Dilma e PT


Em decisão individual, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin deferiu liminar para suspender propaganda eleitoral da Coligação Unidos pelo Brasil, da candidata Marina Silva, por conter ofensa de caráter pessoal à candidata Dilma Rousseff e à Coligação Com a Força do Povo, capitaneada pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Na referida propaganda, a coligação da candidata Marina Silva alega que eventual corrupção no âmbito da Petrobras tem financiado a base aliada dos partidos que apoiam a Coligação com a Força do Povo.  Afirma, ainda, que a candidata Dilma Rousseff foi chamada a responder perante o Tribunal de Contas da União pelo prejuízo causado pela negociação envolvendo a refinaria de Pasadena, uma vez que, na época, ela fazia parte do Conselho de Administração da Petrobras. O que é MAIS UMA MENTIRA DE MARINA. O TCU isentou  presidente Dilma da culpa pela compra da refinaria de Pasadena

Na ação contra a peça, a Coligação Com a Força do Povo e a candidata a reeleição Dilma Rousseff sustentaram que na mídia veiculada no dia 29 de setembro, as representadas não se limitaram a tecer críticas de natureza política, mas buscaram veicular informação sabidamente inverídica em prejuízo à honra e à imagem da candidata, atribuindo-lhe responsabilidade inexistente.

Alegaram, ainda, que a propaganda ofende a coligação que tem o PT como um de seus integrantes, uma vez que o acusa de sustentar sua base no Congresso com dinheiro da corrupção, imputando conduta criminosa à agremiação.

No mérito da representação, que será julgada pelo plenário da Corte, a Coligação com a Força do Povo requer direito de resposta com a concessão de tempo não inferior a um minuto correspondente a cada peça de propaganda.

Liminar

Ao decidir, o ministro Herman Benjamin reconheceu que houve excesso no teor da propaganda e ofensa aos partidos que compõem a coligação. “No caso dos autos, ao menos em juízo de cognição sumária, próprio desta fase processual, entendo que há ofensa de caráter pessoal ao PT e partidos da base aliada, bem como exploração indevida de dado que ainda é sigiloso (delação premiada), ou seja, cujo teor o público geral não conhece”, enfatizou em seu voto.

Segundo o ministro, embora o escândalo da Petrobras venha sendo amplamente divulgado na mídia,  não se tem notícia de que a candidata Dilma Rousseff tenha sido responsabilizada pelo Tribunal de Contas da União em relação à compra da refinaria.

Lembrando que o direito de resposta é cabível nas hipóteses em que candidatos, partidos e coligações forem atingidos, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem ou afirmação caluniosa, difamatória, injuriosa ou sabidamente inverídica, Herman Benjamin afirmou que a suspensão da propaganda é uma medida prudente.

“Ante o exposto, defiro a liminar, a fim de determinar a suspensão imediata da propaganda eleitoral atacada, sob pena de fixação de multa diária”, concluiu o relator. As informações estão no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

O TCU (Tribunal de Contas da União) isentou a presidente Dilma Rousseff e responsabilizou os integrantes da antiga diretoria da Petrobras pelo bilionário prejuízo na compra da refinaria americana de Pasadena.

O TCU atribui aos 11 executivos a responsabilidade pelo prejuízo na compra da refinaria de Pasadena, na Califórnia, nos EUA.
O relatório de quase 300 páginas foi aprovado por unanimidade pelos ministros do tribunal, e isenta de culpa os conselheiros da Petrobras, que autorizaram a compra. Entre eles, a presidente Dilma, que na época presidia o conselho.

E o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou a representação de partidos de oposição contra a presidente Dilma e o conselho de administração da Petrobras, pelas supostas irregularidades na compra da refinaria. Segundo Janot, não é possível responsabilizar o conselho administrativo.

Dilma tem 40%, Marina 24% e Aécio 18%, indica Vox Populi


Pesquisa Vox Populi divulgada na noite desta segunda-feira, 29, pela Rede Record, mostra vantagem de 16 pontos da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, sobre Marina Silva (PSB) no primeiro turno e de 7 pontos no segundo.

No primeiro turno, o levantamento aponta Dilma com 40% das intenções de voto contra 24% de Marina e 18% do candidato Aécio Neves (PSDB). Votos em branco e nulos são 6% e indecisos, 11%. Na pesquisa anterior, divulgada na quinta-feira, 25, pela revista CartaCapital, Dilma aparecia com 38%, Marina, com 25%, e Aécio, com 17%.

Na simulação de segundo turno, Dilma aparece com 46% contra 39% de Marina. Na mostra anterior, a petista somava 42% contra 41% da pessebista. Os votos em branco e nulos somam 9%, e os indecisos, 6%. Num cenário que considera Aécio o adversário de Dilma, a petista tem 48% contra 38% do tucano. Na mostra anterior, a presidente tinha 45% contra 37% do senador. Os votos em branco e nulo somam 9%, e os que não sabem ou não responderam, 5%

Os candidatos Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL) têm 1% nas intenções de voto cada. Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC), Rui Costa Pimenta (PCO), Mauro Iasi (PCB), José Maria de Almeida (PSTU) não pontuaram.

Em termos numéricos, Dilma possui a maior parte da preferência em todas as regiões do País, de acordo com a pesquisa. No Sudeste, maior colégio eleitoral, ela alcançou 29%, contra 26% de Marina e 21% de Aécio. Os adversários têm 2% juntos, votos em brancos e nulos totalizam 9% e indecisos são 14%.

No Nordeste, a presidente obteve 60% das intenções, contra 20% de Marina e 8% de Aécio. Os demais concorrentes somaram 1%, enquanto em branco e nulos são 4% e indecisos, 6%. No Sul, Dilma atingiu 35%, contra 29% de Aécio e 17% da ex-senadora. Os demais somam 3%, em branco e nulos são 4% e os indecisos, 12%.

No Centro-Oeste e Norte, a petista tem 40%, Marina, 28%, e Aécio, 19%. Outros candidatos totalizam 1%, em branco e nulos são 2% e os eleitores que não sabem ou não responderam atingiram 10%.

O Vox Populi, contratado pela Rede Record, entrevistou 2 mil eleitores em 147 cidades do País entre 27 e 28 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00888/2014.

Pesquisa MDA:Com 40,4%, Dilma abre vantagem de 15 pontos em cima de Marina


Dilma sobe de 36% para 40,4%, Marina tem 25,2%

Pesquisa MDA divulgada nesta segunda-feira (29), mostra que a presidente Dilma ampliou a vantagem que tinha em relação a Marina Silva no primeiro turno da corrida ao Palácio do Planalto. Dilma subiu de 36% para 40,4% das intenções de voto. Marina caiu de 27,4% a 25,2%, na comparação para a sondagem divulgada no dia 23 de setembro. O candidato do PSDB, Aécio Neves, subiu de 17,6% para 19,8%

No principal cenário de disputa para segundo turno, Dilma venceria Marina por nove pontos de vantagem. Dilma tem 47,7% contra 38,7% de Marina. No levantamento anterior, Dilma tinha 42% e Marina, 41%, em situação de empate técnico.

Na disputa entre Dilma e Aécio, a presidente também ampliou a diferença e se reelegeria com 49,1% contra 36,8% do tucano. A petista tinha 45,5% contra 36,5% do tucano.

Segundo a CNT, foram entrevistados 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 unidades federativas das cinco regiões do País, nos dias 27 e 28 de setembro. A margem da pesquisa de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00992/2014.

Dilma ultrapassa Marina em potencial de voto

Pesquisa  mostra que, em relação ao levantamento divulgado na semana passada, a presidente Dilma  ultrapassou a adversária Marina Silva no quesito potencial de voto. Ao todo, 57,6% dos entrevistados disseram que Dilma é a única candidata em que votariam (29,4%) ou é uma candidata em que poderiam votar (28,4%). No levantamento anterior, esse porcentual da petista era de 54,1%.

Marina Silva, por sua vez, registrou 55% de potencial de voto. Ao todo, 14,6% disseram que a candidata do PSB é a única em que votariam e para outros 40,4% é uma candidata em que poderiam votar. Na sondagem anterior, ela tinha 58,2% de potencial de voto.

O candidato do PSDB, Aécio Neves, oscilou de 51,7% para 53,5%. Isto é, 12,4% consideram o tucano como a única opção de voto e para outros 41,1% é um candidato em que poderiam votar.

 Avaliação positiva do governo sobe para 41%

Pesquisa MDA  mostra que a avaliação positiva do governo Dilma Rousseff subiu de 37,4% do levantamento anterior divulgado na semana passada para 41%. Esse é o porcentual das pessoas que consideram o governo ótimo ou bom.

A avaliação negativa do governo oscilou de 25,1%, do levantamento anterior, para 23,5% no indicador divulgado nesta segunda-feira. O porcentual daqueles que avaliam o governo como regular está em 35%, ante 36,8% do último levantamento.

Segundo a Confederação Nacional do Transportes (CNT), responsável por contratar o instituto, foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 unidades federativas das cinco regiões do País, nos dias 27 e 28 de setembro.

Lula adverte eleitores sobre 'semana da mentira'



O ex-presidente Lula afirmou, durante comício em Franco da Rocha, município 40 km ao norte da cidade de São Paulo, que essa semana que antecede as eleições será "a semana da mentira". Ao lado do candidato Alexandre Padilha (PT), o ex-presidente disse que o eleitor precisa escolher bem todos os candidatos e voltou a citar a ordem da votação: deputado estadual, federal, senador, governador e presidente.

 Lula  falou também situação econômica atual, assim como fez antes do comício, quando participou de um desfile em carro aberto, debaixo de chuva, pelo centro de Franco da Rocha. "Eles reclamam da inflação, mas se esquecem que no tempo deles a inflação era de 80% ao mês", disse.

Lula lembrou ainda os 12 anos do PT no governo e disse que o Pais não pode permitir retrocesso. "Não foi fácil chegar até aqui e fazer o povo brasileiro acreditar em nós", disse, lembrando que muitos trabalhadores tinham receio de votar em alguém sem diploma. Usando seu próprio exemplo, Lula disse que a inteligência não está ligada a um diploma e ressaltou que passou a ser uma pessoa respeitada no mundo.

Lula voltou a defender a escolha da presidente Dilma Rousseff como sua sucessora e reafirmou que ela é a mais preparada. Ele observou que muita gente diz a Marina (Silva, PSB) é tão parecida com ele, tão amiga, foi fundadora do PT e se pergunta porque ele está apoiando a Dilma. "Escolher sucessora é como escolher um padrinho para seus filhos", respondeu Lula a esses questionamentos.

 Falando com os comerciantes das lojas e com os populares,  Lula destacou a geração de empregos no governo Dilma e disse que antes o povo não tinha dinheiro para comprar as coisas.

Ele também  apresentou Padilha. Lembrou que o candidato ao governo do estado de São Paulo foi seu ministro e ministro da presidente Dilma. Lula disse ainda acreditar que em São Paulo essa será a eleição da virada, já que Padilha está na terceira colocação, com apenas 9% das intenções de voto.

Ao destacar que Padilha era ministro quando o programa mais médicos foi implantado, Lula observou que é preciso garantir cada vez mais tratamentos de qualidade para todas as pessoas. Ele disse ainda conhecer muito bem os médicos, pois era atendido quando metalúrgico e quando presidente.

Lula ainda disse que  tem gente que diz que é bem tratando porque paga um plano médico. Segundo ele, isso mentira, pois as pessoas que pagam um plano médico, descontam o que pagam no imposto de renda e quem termina pagando é o povo.

Mais uma vez usando seu próprio exemplo, Lula disse que quando é atendido no Sírio Libanês, deduz as despesas no imposto de renda. "Quem paga o bom tratamento que eu tenho é o povo que não tem o mesmo tratamento que deveria ter", disse.

O ex-presidente, sem citar o governador Geraldo Alckmin, disse que São Paulo não pode ter esse descaso. "Ele não garante nem mais água para as pessoas", observou.

Lula lembrou  que quem ainda está em dúvida em quem votar não pode esquecer o que era esse país antes do PT", disse. Após a agenda em Franco da Rocha, Lula e Padilha se encontram com a presidente Dilma para outro comício no Campo Limpo, zona sul da cidade de São Paulo.

Marina diz que votou a favor da CPMF, mas votou contra



Durante o debate entre candidatos à Presidência da República promovido pela Rede Record, Dilma Rousseff questionou a constante mudança de posicionamento da candidata Marina Silva sobre assuntos importantes ao País, e afirmou que “Governar requer firmeza, coragem, posições claras e atitude firme. Não dá para improvisar”.

A candidata do PSB afirmou ter votado a favor do Fundo de Combate à Pobreza, cuja composição seria feita por meio de recursos da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e impostos sobre cigarro. Contudo, Marina Silva votou contra a CPMF. Registros do site do Senado Federal (“votações nominais”) mostram que Marina ficou contra o tributo em 1995 e em 1999. Em 2002, a candidata do PSB não registrou seu voto, o que, no caso de propostas de emenda constitucional, equivale a ser contrário, uma vez que é preciso ter 49 votos “sim” para a aprovação.
Confira abaixo a tramitação da CPMF no Senado e os votos da então Senadora Marina Silva:

PEC 40/1995: Dispõe sobre a instituição de contribuição social para o financiamento das ações e serviços de saúde. Proposta foi aprovada e transformada em lei (Emenda à Constituição nº 12/1996).

Votação em 1º turno (18/10/1995) = Senadora Marina Silva votou contra
Votação em 2º turno (08/11/1995) = Senadora Marina Silva votou contra

PEC 34/1998: Prorroga, alterando a alíquota, a cobrança da contribuição a que se refere o artigo 74 do ato das disposições constitucionais transitórias por 36 meses. Proposta foi aprovada e transformada em lei (Emenda à Constituição nº 21/1999).

Votação em 1º turno (06/01/1999) = Senadora Marina Silva votou contra
Votação em 2º turno (19/01/1999) = Senadora Marina Silva votou contra

PEC 18/2002:  Altera os artigos 100 e 156 da Constituição Federal e o artigo 81 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, e acrescenta os artigos 84, 85, 86, 87 e 88 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (Prorroga a vigência da CPMF até 31/12/2004). Proposta foi aprovada.

Segundo consta nos anais do Senado Federal, Marina Silva nunca votou favoravelmente à criação do tributo.