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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Aécio e o retrovisor



Ex-presidenciável segue à risca conselho de FHC, para quem será candidato a presidente pelo PSDB o tucano que conseguir um discurso mais amplo e falar nacionalmente

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) partiu para o terceiro turno: embora seu objetivo seja a eleição de 2018, ele ainda faz reverberar o pleito de 2014. 

Diferentemente dos ex-candidatos a presidente do PSDB, José Serra e Geraldo Alckmin, que quando derrotados sumiram do mapa por alguns meses, Aécio não foi fazer curso em universidade americana nem se poupou dos holofotes da imprensa por algum tempo.

 Ao contrário. Com um bom palanque no Senado, já começou a se posicionar como o principal líder da oposição para garantir seu espaço na próxima eleição.

Em entrevista à Folha hoje, o senador e presidente do PSDB chamou de “pacote de maldades” do governo federal as medidas que a nova equipe econômica prepara para ajustar as contas do governo. Disse ainda que será contra novos impostos e questiona de onde virão os R$ 100 bilhões necessários para o ajuste de 2015.

 Apontou as contradições entre o discurso de Dilma pré-eleição e o pós-eleição. Mas cai ele mesmo em contradição ao ser contra as medidas amargas que defendia durante a campanha – aliás, como ele mesmo destaca, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é da sua turma. Seria mais coerente agora apoiar as medidas, mostrando toda a falácia eleitoral da presidente durante a campanha – e não cometer o mesmo equívoco e se equiparar à estratégia adversária.

 Aécio defendeu também na entrevista as medidas jurídicas tomadas pelo PSDB, sob a sua orientação – entre elas o pedido de auditoria no sistema eleitoral, considerado um tiro no pé pelos seus próprios pares, e a investigação na campanha de Dilma.

O senador diz que o recurso à Justiça pedindo as investigações está de acordo com as regras da democracia. É verdade. Mas é inegável que ele dá elementos para aqueles que pregam ações antidemocráticas, além de ter como maior efeito colateral corroer a legitimidade do discurso oposicionista que Aécio tanto tenta fortalecer. O senador se esforça para, publicamente, descontaminar suas críticas de qualquer projeto pessoal, mas parece não perceber que, ao insistir em 2014, antecipa de maneira equivocada 2018.

Com as críticas ao que antes defendia e as ações na Justiça mirando 2014, Aécio traça um caminho tortuoso para chegar a 2018. Deveria focar sua estratégia eleitoral nas viagens que diz que fará pelo País e na montagem de um ministério paralelo para acompanhar as ações do governo Dilma. Seria mais eficiente que olhar pelo retrovisor.  De Julia Dualibi - no Estadão


A Justiça malufou


Exemplos recentes dão motivos para reforçar o descrédito dos brasileiros no Judiciário
 A lista de políticos divulgada como sendo produto da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa carece de grandes novidades. De uma forma ou de outra, a maioria dos nomes já havia sido liberada em ritmo variável, de acordo com o calendário eleitoral.

O comitê tucano instalado na Polícia Federal imprimiu ritmo acelerado até o fechamento das urnas, na tentativa vã de emplacar o candidato da oposição. O esforço culminou com aquela capa de uma revista que entrou para a história como uma das maiores vergonhas da imprensa nacional.

Ainda assim a lista de Costa tem seus atrativos. Apesar de ter dito publicamente no Congresso que a bandalheira na Petrobras vem de longe, o ex-diretor acusou sobretudo gente que pertence à base do atual governo. Houve duas exceções: Eduardo Campos (PSB) e Sérgio Guerra (PSDB), unidos por uma circunstância trágica, a morte, normalmente nestas horas sinônimo de anistia ampla e preventiva.

Chama a atenção também que a operação Vaza Jato, paralela à investigação oficial, esteja sendo tão parcimoniosa quanto às supostas delações da outra testemunha-chave, o doleiro Alberto Youssef.

Ele pareceu útil para construir aquela capa já referida, desmoralizada no mesmo dia por seu próprio advogado. Fala-se que ele tem sua própria lista de políticos, mas estranhamente os nomes não pingam com tanta sofreguidão quanto os apontados por Costa.

Por que será? Um palpite: o doleiro atua com o ilícito faz muito tempo. Foi personagem destacado na finada CPI do Banestado, criada para investigar esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que teve seu auge entre 1996 e 2002. Youssef estreou ali no papel de delator premiado. Jurou se afastar do crime, mas a carne é fraca. A CPI acabou em pizza, como de costume.

Salvos casos isolados --entre eles o de doleiros como Youssef--, nenhum dos políticos e milionários citados na época conheceu o xadrez. Presume-se, no entanto, que a agenda de Youssef seja bem mais ecumênica e explosiva que a do ex-diretor da estatal.

Presume-se, repita-se, uma vez que a Lava Jato tem sido marcada por procedimentos nada ortodoxos. Todos têm o direito de desconfiar quando o suposto fato de se apontar um retrato na parede já vira indício de incriminação de um ex-presidente! A espetacularização e o viés partidário, infelizmente, conspiram contra a reputação de um trabalho investigativo que poderia, e ainda pode, espera-se, contribuir para a depuração do habitat político e empresarial brasileiro.

Motivos para descrença na imparcialidade judicial, aliás, só têm crescido nos últimos tempos. Nem se fale dos momentos vexatórios oferecidos por magistrados que desrespeitam normas em blitz e aeroportos e ainda contam com a retaguarda de seus pares. O buraco está acima. Um dos exemplos mais frescos envolve o deputado Paulo Maluf, de currículo sobejamente conhecido.

O parlamentar é perseguido no mundo inteiro, menos no país onde cometeu crimes. Pode viajar ao exterior apenas na imaginação, lendo as placas das ruas do bairro chique onde mora em São Paulo. Pois bem, aqui no Brasil Maluf recuperou o status de ficha-limpa. Para isso, o Tribunal Superior Eleitoral, à sua moda, mandou os escrúpulos às favas. Manobrou, aguardou a viagem de um dos ministros a favor da condenação do deputado para refazer a votação original e inverter o placar. Chocante. Assim é duro achar saída neste beco. - Artigo de Ricardo Melo, colunista da Folha

domingo, 21 de dezembro de 2014

Policia Federal encontra planilha na Queiroz Galvão com "provisões" ao PSDB


Polícia fecha o cerco ao ninho tucano, mas imprensa finge que não vê
  valor aparece na planilha como sendo de "117.500", possivelmente R$ 117,5 milhões, sobre o qual incidia o cálculo: 1,5% vezes 66% (percentual já recebido pela obra), resultando numa doação de R$ 1,16 milhão. Esse valor constituía uma "ProfPart" (sigla usada na planilha), que a Queiroz Galvão reconheceu ser uma "Provisão Financeira para o PSDB.. Continue lendo aqui

Venina precisa explicar contratação, sem licitação, da empresa do marido


Venina Velosa contratou sem licitação a empresa do ex-marido custando milhões de reais para a Petrobras
Venina tem muita coisa nebulosa também a esclarecer, como a contratação, sem licitação, da empresa Salvaterra, do hoje ex-marido, Maurício Luz, em 2004 (R$ 2,4 milhões) e 2006 (R$ 5,4 milhões), para serviços de consultoria; e também a de Nílvia Vogel como funcionária local, mas custeando sua mudança, quando exercia a representação em Cingapura.Há outros processos contra ela na empresa.
Da Coluna do Moreno, no Globo

Jorge Bastos Moreno:

Venina contratou em Cingapura, como funcionária local, uma brasileira. Mas exigiu que a Petrobras custeasse as despesas da moça.

Venina subscreveu TODOS os aditivos de Barusco na Abreu e Lima, fez contratos milionários sem licitação. Deve responder por isso

Venina terá de ser investigada pelos seus atos na Petrobras.Venina está longe de ser heroína

E com  o marido ganhando dinheiro... Documentos mostram que Venina assinou pedido para antecipar Abreu e Lima

Documentos confidenciais da Petrobras mostram que o pedido para antecipar as obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foi assinada por Venina Velosa da Fonseca. Para inaugurar a fábrica ainda em 2010 a então gerente assinou dezenas de aditivos milionários.

O Jornal das Dez teve acesso ao plano confidencial da Petrobras para antecipar a conclusão da refinaria do Nordeste, mais conhecida como Abreu e Lima, em Pernambuco .

O documento interno da estatal, elaborado pela então gerente-executiva de Abastecimento, Venina Velosa da Fonseca, foi recebido pelo então diretor da área, Paulo Roberto Costa, em março de 2007. A proposta era antecipar a conclusão das obras para que a refinaria fosse inaugurada em 2010, durante o período eleitoral.

Para acelerar a construção, o projeto previa custos extras de US$ 328 milhões com equipamentos; US$ 182 milhões com serviços de engenharia; e US$ 375 milhões com sistemas de segurança.

Venina Velosa foi gerente-executiva de abastecimento entre 2005 e outubro de 2009 e integrou o Conselho de Administração da Refinaria Abreu e Lima ao lado de Paulo Roberto Costa e José Carlos Cosenza, atual diretor da área.

O Jornal das Dez também teve acesso a dezenas de aditivos assinados pelos três até meados de 2009, quando Venina deixou o conselho. Em apenas um aditivo, o custo para a Petrobras foi superior a R$ 900 milhões.

Em 2005, a Refinaria de Abreu e Lima foi orçada em US$ 2,3 bilhões. No fim de 2006, já na fase de elaboração do projeto, o valor subiu para US$ 4 bilhões. Com as inúmeras mudanças e aditivos ao projeto, em 2009 o orçamento da obra pulou para mais de US$ 13 bilhões. Atualmente, o custo é de US$ 20,1 bilhões.

A comissão interna de apuração da Petrobras que investigou irregularidades nas obras da refinaria confirma que Venina assinou em 2007, atendendo a pedido de Costa, o documento de antecipação de obras da refinaria, que teria causado problemas e a necessidade de vários aditivos contratuais com as fornecedoras, a maioria aumentando preços.

O relator da comissão foi Gerson Luiz Gonçalves, chefe da auditoria interna da estatal e gerente-executivo mais antigo na empresa. Depois de finalizado o relatório, Venina foi demitida. Gonçalves também foi chamado a depor, como testemunha de acusação, pelo Ministério Público Federal. Aqui no blog do Gerson Camarotti no O Globo, tem um vídeo com os documentos

O que os jornais não contam...


Por mim, quando leio um título negativo como "Sete milhões passam fome no país", prefiro saber que, por baixo dele, diz-se que em dez anos caiu de 6,9% para 3,2% o número de famílias com "insegurança alimentar grave". Ou seja, as moradias onde possa haver fome são, hoje, menos da metade do que eram em 2003. Posta a redução em números humanos: de 15,5 milhões de pessoas para 7,2 milhões. Ou 8,3 milhões de crianças, adultos e velhos resgatados da fome ou do risco de sofrê-la.

RICA PROMESSA
 Se respeitadas as proporções, "a maior corrupção da história" nem acabou de ser apurada na Lava Jato, mas seu título já passou da gigante Petrobras para o minúsculo município fluminense de Itaguaí. Seu prefeito de apenas 32 anos, Luciano Mota (PSDB), montou um bando que desviou POR MÊS, pelo apurado até agora, entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões da prefeitura, cuja arrecadação mensal média é de R$ 90 milhões. Os desvios incidiram sobretudo nos repasses do governo federal, por participação no pré-sal e para o SUS.

Vou falar baixinho, para o senador Aécio Neves não ouvir: Luciano Mota foi até agora um dos jovens políticos promissores, com outros integrantes da quadrilha, do PSDB. - Duas notinhas do excelente Janio de Freitas na Folha

Choro de perdedor Aécio Neves

Tentar impedir a posse de Dilma (PT) no tapetão parece apenas choro de perdedor

 O PSDB pediu à Justiça Eleitoral que anule os votos de Dilma Rousseff e entregue a faixa de presidente ao candidato derrotado Aécio Neves. A ação tem 54 páginas e um início espantoso. Afirma que a petista teve uma "pífia vitória nas urnas" e que sua legitimidade é "extremamente tênue", apesar da vantagem de 3,4 milhões de votos. Por dever de ofício, continuei a leitura.

O primeiro argumento tucano é que Dilma abusou do poder político ao convocar cadeias de rádio e TV para se promover. É verdade, mas ela já foi condenada e multada por isso.Os exemplos citados são de março, no Dia da Mulher, e maio, no Dia do Trabalho. A campanha só começou em julho, e depois Marina Silva e o próprio Aécio chegaram a ultrapassar a petista nas pesquisas. Atribuir sua reeleição a dois pronunciamentos no primeiro semestre é uma ofensa ao eleitor, que já foi punido com a overdose de exposição dos três candidatos na propaganda obrigatória.

Algumas páginas adiante, o PSDB afirma que sindicatos apoiaram a candidata do PT. É uma acusação tão ociosa quanto dizer que bancos cerraram fileiras com o tucano.

Como provas, o texto enumera outdoors espalhados por professores mineiros em endereços como a rua 33, em Ituiutaba, e a avenida Pau Furado, em Uberlândia. Se Aécio pensa ter encontrado aí a razão do fracasso em seu próprio Estado, o PT já pode gelar o champanhe para 2018.

A ação ainda enfileira irrelevâncias como a publicação de notícias simpáticas à presidente em um site oficial e o transporte gratuito de eleitores para um comício em Petrolina.

Por fim, o PSDB cita Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras, para sustentar que Dilma foi bancada por empreiteiras corruptas. Muitas também financiaram Aécio, mas isso é o de menos. Se as denúncias forem confirmadas ao fim do processo, a oposição poderá até defender o impeachment da presidente. Tentar impedir sua posse agora, no tapetão, parece apenas choro de perdedor. - De Bernardo Melo Franco - Colunista da Folha

sábado, 20 de dezembro de 2014

Prefeito do PSDB:De falido a uma vida de luxo a bordo de Ferrari e helicópteros... Veja vídeo


Tudo pago com dinheiro público...do SUS e Royalties do Petróleo...Dinheiro que o governo Federal enviava para  melhorar a vida dos cidadãos de Itaguaí. A Operação Gafanhoto da Policia Federal  tenta prender tucano...que sumiu da cidade

Desde que foi eleito prefeito em 2012, aos 30 anos, um feito para quem não tinha currículo político (nem na família), Luciano Mota (PSDB) passou a chamar atenção por seu estilo de vida em Itaguaí município de 117 mil habitantes e uma arrecadação anual de R$ 1 bilhão.

 Solteiro, ele era visto cercado por mulheres, em noitadas intermináveis em boates. Nos deslocamentos, usava uma Ferrari amarela, quando não um helicóptero. Nunca poupou dinheiro. Seu lema sempre foi esbanjar. Evangélico, costumava atribuir sua ascensão, no último ano, à fé.
 Mota nasceu em Volta Redonda e, aos 14 anos, foi morar em Itaguaí com a família. O pai, então um mecânico especializado em motores pesados da CSN, virou empresário e dono de um areal na cidade. Como prefeito, Mota recebe cerca de R$ 25 mil mensais. Pouco para quem pagou à vista R$ 99 mil por uma TV e comprou dez ternos por R$ 4,5 mil, cada. Recentemente, segundo a PF, teria adquirido uma casa em um condomínio de luxo no litoral de Mangaratiba.

Em 2013, Luciano deu um testemunho na Igreja Universal, à qual doou R$ 126 mil. Nele, o pastor perguntou se o tucano  Mota atribuía sua eleição à “Fogueira santa", ritual de doações da igreja. À época, apenas um ano antes de o atual escândalo estourar, ele dizia estar sem dinheiro. “Quando cheguei à igreja, cheguei manifestado de demônio devendo R$ 800", contou no vídeo que foi parar no YouTube. Do Extra

Veja o vídeo

MPE pede cassação do governador do Pará Simão Jatene (PSDB)


Na eleição desse ano, Marina Silva apoiou e pediu votos para o tucano Simão Jatene
Procuradores do Ministério Público Eleitoral (MPE) do Pará pediram ontem ao Tribunal Regional Eleitoral a cassação de 48 candidatos, que disputaram as últimas eleições. Foram, no total, 17 ações por prática de ilegalidades durante as eleições deste ano. Entre elas estão 15 candidatos, incluindo o candidato reeleito ao governo do Estado, Simão Jatene (PSDB), contra quem há três pedidos de cassação de mandato: irregularidades no Cheque Moradia, um programa social do governo, gastos excessivos com a Secretaria de Comunicação do governo estadual, e demissões no hospital Ophir Loyola dentro do período vedado por lei.

O candidato que rivalizou com Jatene na eleição, Helder Barbalho (PMDB), também teve pedida a sua inelegibilidade por oito anos. A acusação contra Helder, filho do senador Jader Barbalho é a de utilização indevida de veículos e meios de comunicação social. As empresas das quais o candidato é sócio teriam sido utilizadas para enaltecer a sua candidatura e atacar seus adversários políticos.

No caso de Jatene, o vice dele, Zequinha Marinho e de outros agentes públicos, a acusação é de abuso de poder político. Segundo o MPE, o abuso ocorreu por meio do uso do programa Cheque Moradia, com a finalidade de obter votos para a candidatura à reeleição, prejudicando a normalidade das eleições. A ação da Procuradoria Regional Eleitoral denuncia que os candidatos eleitos se utilizaram do cargo público eletivo já ocupado e exerceram influência nas eleições por meio do programa.

Até o período da campanha eleitoral, o mês com maior investimento do Cheque Moradia havia sido janeiro, com um gasto total de R$ 9,2 milhões. Em agosto, esse gasto foi de R$ 15,1 milhões e, em setembro, pulou para R$ 31 milhões. Além disso, a ação judicial aponta que durante a campanha aumentou o número de eventos promovidos e o número de processos abertos pelo programa, além da entrega de cheque moradia a eleitores que prometeram voto nos candidatos Simão Jatene e Zequinha Marinho.

Na maioria das ações foi pedida a cassação do registro ou diploma dos candidatos e a declaração de inelegibilidade por oito anos de todos os acusados. Também foram apontados nas ações como responsáveis por ilegalidades os prefeitos de Barcarena, Benevides, Capitão Poço, Marabá, Mocajuba e Parauapebas, a Secretária de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças e o Secretário de Estado de Comunicação.

Segundo as ações, assinadas pelo Procurador Regional Eleitoral Alan Rogério Mansur Silva, e pelos procuradores eleitorais auxiliares Bruno Araújo Soares Valente, Maria Clara Barros Noleto e Nayana Fadul da Silva, as ilegalidades mais recorrentes foram o abuso de poder político e econômico, a compra de votos e a prática de condutas proibidas a agentes públicos durante o período eleitoral.

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), órgão do Ministério Público Federal que atua nas questões eleitorais, apontou que programas de governo, como o Cheque Moradia, do governo estadual, e o Minha Casa Minha Vida, do governo federal, foram utilizados para obtenção de votos nas campanhas. Também houve utilização indevida de meios de comunicação.

Além das irregularidades denunciadas à Justiça Eleitoral, a Procuradoria encaminhou duas ações em que aponta a ocorrência de inelegibilidade de dois candidatos provocada por desaprovações de contas pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Tribunal de Contas da União anunciadas após o registro das candidaturas. Agência Estado


Lula é aclamado por integrantes do MTST em entrega de apartamentos


O ex-presidente Lula foi aclamado por integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) neste sábado (20).

Lula participou da entrega de chaves de 192 apartamentos construídos numa parceria com o movimento, por meio do programa Minha Casa Minha Vida, em Taboão da Serra (SP).

Lula exaltou a importância da população se organizar em movimentos sociais para conquistar seus direitos e exortou as famílias a cuidarem dos apartamentos que acabaram de receber

O ex-presidente Lula, participou na manhã deste sábado, 20, da entrega de 192 unidades habitacionais construídas no Jardim Salete, em Taboão da Serra, Grande São Paulo, com recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo Federal

Lula exaltou a importância da população se organizar em movimentos sociais para conquistar seus direitos e exortou as famílias a cuidarem dos apartamentos que acabaram de receber. "Precisamos mostrar para essa gente que o pobre sabe cuidar do seu próprio nariz", disse Lula.

Lula chegou ao condomínio João Cândido, acompanhado de  Alexandre Padilha (PT). O condomínio leva o nome do marujo negro que em 1910 liderou a Revolta da Chibata, em protesto contra a Marinha do Brasil, que à época castigava seus marujos com chibatadas.

Lula destacou a qualidade dos apartamentos que, com 63 metros quadrados são os maiores já construídos no âmbito do Minha Casa, Minha Vida. De acordo com Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, cada unidade custou R$ 96 mil.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Rombo de R$ 30 milhões por mês: PF acaba com a farra do prefeito playboy do PSDB


Essa notícia você não vai ler na Folha, Estadão, O Globo, Veja...Operação Gafanhoto da Policia Federal  tenta prender tucano...que foge
Farra de prefeito do PSDB de Itaguaí provocava rombo de R$ 30 milhões por mês

Segundo investigações da PF, Luciano faz parte de esquema que envolve secretários, empresários e servidores da cidade

Prefeito é suspeito de liderar quadrilha

Luciano Motta é acusado de comandar grupo que desvia verbas públicas do município. Polícia Federal cumpriu ontem 11 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva

A Polícia Federal desarticulou, ontem, uma quadrilha que atuava na Prefeitura de Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, desviando verbas públicas.

O prefeito Luciano Mota (PSDB) é suspeito de liderar o grupo. O prejuízo mensal aos cofres públicos seria de até R$ 30 milhões por mês, com práticas como licitações fraudulentas, contratos irregulares, "laranjas" e funcionários fantasmas. A receita mensal da prefeitura é estimada em R$ 90 milhões.

Agentes da Operação Gafanhoto cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva (obrigado a prestar depoimento) em Itaguaí, Mangaratiba e Niterói. Segundo a PF, a quadrilha também envolve três secretários municipais - Turismo, Transporte e Assuntos Extraordinários - e um gerente de empresa de coleta de lixo.

"Todo o material apreendido, como documentos que comprovam bens de alto valor adquiridos com dinheiro público, vai anexado aos autos como novas provas dos desvios", disse o delegado Hylton Coelho, da Polícia Federal.

Em setembro, na primeira fase da investigação, a PF apreendeu dois carros de luxo adquiridos pela quadrilha. Os agentes não encontraram o prefeito, que está em seu primeiro mandato, para prestar esclarecimento. 
O estilo de vida lembra o de um bon vivant. Roupas caras, carros importados e até um helicóptero. A farra, que seria patrocinada com o dinheiro público, tinha na ponta o prefeito de Itaguaí, Luciano Mota (PSDB). Ele, segundo investigações da Polícia Federal (PF), faz parte de um esquema que envolve secretários, empresários e servidores que provocava um rombo mensal de R$ 30 milhões nos cofres do município.
O prefeito Luciano Mota
 Agentes estiveram nesta quinta-feira na cidade e fizeram uma operação, que resultou numa devassa na prefeitura. A ação da polícia foi comemorada com gritos e fogos de artifício por um grupo de moradores. Doze pastas com nomes de funcionários fantasmas foram localizadas na Secretaria Municipal de Administração.

Os policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva em Mangaratiba, Niterói e Itaguaí. Os alvos eram o prefeito Luciano Mota, dois secretários ( Turismo e Eventos e Transporte), o assessor de Assuntos Externos e também um gerente da empresa Tristars, contratada para coleta de lixo. 
 Foram encontrados apenas o secretário de Turismo, Ricardo Luiz Rosa Soares, que será indiciado, e o assessor de Assuntos Externos Amaro Gagliardi, indiciado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, desvio de verba pública, fraude de licitação e crime ambiental. Mota não foi localizado pela PF. 

As nomeações irregulares, segundo o delegado federal Hylton Coelho, da Delegacia Regional da PF, em Nova Iguaçu, devem gerar um gasto próximo de R$ 1,5 milhão na folha mensal de pagamento. Um dos objetivos da investigação é comprovar que esses fantasmas eram recrutados com ajuda de alguns vereadores, que teriam uma cota de até 30 vagas na prefeitura. Os salários eram de R$ 7 mil, mas os “funcionários” recebiam na verdade entre R$ 500 e R$ 700.

A investigação não acabou. Mas todos os indícios apontam para que ele (o prefeito) seja o cabeça deste esquema. Está acontecendo ali uma fraude ao estilo mensalão”, afirmou o delegado. A Operação Gafanhoto — o nome foi escolhido porque o grupo era considerado um enxame que dilacerava o erário público — é resultado de seis meses investigação.

O esquema na prefeitura envolve também licitações fraudulentas e contratos irregulares, sempre milionários. Até mesmo a arrecadação de royalties de petróleo do município está na mira da PF. Os recursos estariam sendo usados para pagar empresários participantes da quadrilha que fraudava a prefeitura.

Laranjas do prefeito gastaram R$ 144 mil na compra de ternos e TV 

As suspeitas de uso indevido dos recursos do município começaram após denúncias anônimas. Um ex-segurança do prefeito se tornou peça-chave nas investigações. Ele ajudou com filmagens e fotos a comprovar parte do esquema que mostrava gastos exorbitantes do chefe do Executivo e altas quantias de dinheiro em malas. Este ano, por exemplo, Luciano Mota teria adquirido dez ternos da grife alemã Hugo Boss num famoso shopping da Barra da Tijuca. Pela renovação do guarda-roupa foram pagos R$ 45 mil, em dinheiro. A compra foi feita pelo ex-segurança. 

Da mesma forma, sem colocar seu nome, segundo o delegado Hylton Coelho, Mota adquiriu uma televisão no valor de R$ 99 mil, também comprada em nome de um funcionário, mas entregue na casa do prefeito. O pagamento também foi feito em espécie na loja de eletrodomésticos.

Operação antecipou recesso dos Vereadores 

Se comprovado o rombo nos cofres de Itaguaí, isso significa que um terço da arrecadação do município, de R$ 90 milhões mensais, é usado de forma ilícita. Durante a primeira fase da investigação, a PF apreendeu dois veículos de luxo adquiridos pela quadrilha, que tem pelo menos 50 pessoas envolvidas. Um dos carros era uma Ferrari, avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão, usada pelo prefeito. 

Na lista de bens que também pertenceriam ao grupo está um helicóptero Robinson R66, cujo valor de mercado pode chegar a R$ 2 milhões. A operação da PF antecipou o recesso da Câmara de Vereadores. A sessão extraordinária prevista para hoje, que seria a última do ano, foi cancelada.
A presença da PF na prefeitura foi aplaudida. Até mesmo quem participou da campanha do prefeito comemorou. “ Hoje (quinta), com a PF aqui, estamos em festa”, afirmou Sueli Fernandes, 32. Mota venceu a eleição com 47, 09% dos votos.

Enquanto a grande imprensa esconde....o "pequeno" mostra o roubo do PSDB
Prefeito tucano roubava R$ 1 milhão por dia e comprava helicóptero, Ferrari, roupas de luxo...

Cai a proporção de brasileiros que passam fome



O Brasil conseguiu reduzir em 35,7% o total de pessoas que vivenciam situação grave de privação de alimentos, inclusive experiência de fome, de 2009 para 2013, segundo dados divulgados ontem da Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (Pnad) sobre Segurança Alimentar, do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo aponta que 7,2 milhões de brasileiros enfrentaram no ano passado situação grave de falta de alimentos — em 2009, eram 11,2 milhões de pessoas nesta situação. Segundo a pesquisa, a insegurança alimentar grave apresentou reduções importantes ao longo dos últimos dez anos. O indicador caiu de 6,9% do total de domicílios em 2004 para 5,0% em 2009 e, em 2013, atingiu seu patamar mais baixo: 3,2%do total.

São domicílios onde, além de adultos, as crianças também passavam pela privação de alimentos. Para a especialista em sustentabilidade Vivian Blaso, professora da pós-graduação da Faculdade Mackenzie, a melhora da renda e as políticas governamentais de transferência de renda foram fundamentais para essa melhora. "As políticas sociais têm papel importante no acesso à alimentação, e o mesmo vale em relação à melhora da renda, que vem com o aumento real do salário mínimo. Ainda assim, o acesso à alimentação não significa necessariamente que essas pessoas estejam bem nutridas, pois o alimento bom, qualitativo e saudável ainda é muito caro. Daí a preferência de quem acessa ao consumo por produtos processados ou alimentos massificados, pois é o que cabe no orçamento."

A Pnad apontou que o percentual de domicílios que se encontrava em algum grau de insegurança alimentar — desde a preocupação quanto à disponibilidade de alimentos no futuro até passar fome, caiu de 30,2% em 2009 para 22,6% em 2013. No ano passado, 52 milhões de pessoas apresentavam alguma restrição alimentar ou alguma preocupação com a possibilidade de ocorrer restrição, devido à falta de recursos. Dos 65,3 milhões de domicílios no Brasil, 77,4% estavam em situação de segurança alimentar em 2013. Eram 149,4 milhões de pessoas, o equivalente a 74,2% dos moradores em domicílios particulares do país. Isso significa que 21,7 milhões de moradores passaram a ter acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente na passagem de 2009 para 2013.

A insegurança alimentar era maior nas regiões Norte e Nordeste, atingindo, respectivamente, 36,1% e 38,1%dos domicílios, e na área rural em todo o país (35,3%). Além disso, a insegurança alimentar era maior em domicílios onde residiam menores de 18 anos (28,8%), entre os pretos e pardos (33,4%) e para aqueles com um a três anos de estudo (13,7%com insegurança moderada ou grave). Para a presidente e fundadora da ONG Banco de Alimentos, Luciana Chinaglia Quintão, não há como negar os avanços, especialmente por conta do Bolsa Família, que tirou milhões de pessoas da situação de miséria extrema. Ainda assim, ela acredita que o número de pessoas que ainda passa fome está subestimado. "Eu vivo isso diariamente, e sei que ainda existe um contingente enorme de pessoas sem acesso à alimentação."

Ela lembra que brasileiros que não têm endereço fixo, por exemplo, ficam fora da pesquisa do IBGE. Embora reconheça as conquistas dos últimos anos, Luciana destaca a importância da busca pelo fim da fome ser permanente. Segundo a ONG Bolsa de Alimentos, dados da Embrapa apontam que, no Brasil, cerca de 26,3 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas todo ano, quantidade suficiente para alimentar 19 milhões de brasileiros com as três refeições básicas.

Quanto menos serviços coletivos, mais fome

A Pnad apontou que domicílios em insegurança alimentar leve eram menos atendidos por rede coletora de esgoto (44,2%) do que aqueles em segurança alimentar (63,2%). A proporção de domicílios em insegurança alimentar grave atendidos por esse serviço era ainda menor (34,4%). Entre os domicílios com segurança alimentar, 92,0%tinham lixo coletado diretamente; 87,2% contavam com a rede geral de abastecimento de água; e 98,8% tinham banheiro. Para aqueles em insegurança alimentar grave, os percentuais foram 75,2%; 73,6% e 87,5%, respectivamente.

Aécio quer ser presidente no grito e no tapetão


Pressionando o Judiciário
O PSDB produziu relatório alternativo ao da CPI da Petrobras para pressionar o Judiciário. Seus estrategistas apostam que, fomentando a gana por justiça da opinião pública, vão constranger o ministro do STF Teori Zavascki e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O alvo imediato da oposição é obter o indiciamento da presidente Graça Foster e do restante da diretoria da Petrobras.

O lobby da oposição

Os líderes da oposição Antônio Imbassahy (PSDB-BA), Mendonça Filho (DEM-PE) e Rubens Bueno (PPS-PR) estiveram na terça-feira com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Eles entregaram, em primeira mão, o relatório paralelo que seria apresentado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) na CPI da Petrobras. Os oposicionistas saíram de lá relatando que Janot lhes recomendou que radicalizassem. Um deles comentou: "Janot nos disse que poderíamos "carregar na tinta" "". Por esse relato, o procurador também lhes teria afirmado que usaria aquele relatório, que não seria aprovado na CPI, como subsídio do parecer que enviará ao STF. (Da coluna de Ilimar Franco)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

PSDB pede cassação de Dilma e diplomação de Aécio como presidente e Aloysio Nunes vice


O mico do ano! Parece piada, mas é verdade. Ridículo!

Minutos antes do início da cerimônia de diplomação de Dilma Rousseff (PT), o PSDB pediu nesta quinta-feira (18) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a cassação do registro de candidatura da presidente reeleita e do vice, Michel Temer (PMDB).

Além disso, os tucanos solicitaram que o tribunal diplome Aécio Neves e Aloysio Nunes para os cargos de presidente e vice-presidente da República, respectivamente.

Segundo o PSDB, Dilma deve perder a Presidência porque fez uso da máquina administrativa e praticou abuso do poder econômico durante a campanha. Para o partido, estas supostas práticas "comprometeram a legitimidade das eleições".

Os tucanos usam como exemplos de supostas irregularidades "a convocação imprecisa de redes de rádio e televisão para pronunciamentos, a manipulação de indicadores sócio-econômicos, o uso de prédios públicos, entre outros."

Antes da cerimônia de diplomação, marcada para começar às 19h na sede do TSE, em Brasília, o presidente do PT, Rui Falcão, minimizou o recurso. "Deixa a oposição criar seus factoides."

O tribunal não tem data para julgar o pedido, e a diplomação de Dilma irá ocorrer normalmente.

Desde 2011, a câmara arquivou 12 solicitações de abertura de processo contra a presidente. Todos do PSDB. Especialistas dizem que banalização de instrumento é ameaça à democracia

Aécio teve 48,36% dos votos no segundo turno das eleições, contra 51,64% de Dilma.Para quem acha que isso é uma piada, está aqui na Uol

Toffoli diploma Dilma e diz que ações da oposição são "página virada"

A presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) recebeu, na noite desta quinta-feira (18), o diploma de presidente da República das mãos do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Dias Toffoli. O vice-presidente reeleito, Michel Temer (PMDB), também recebeu o documento. A diplomação habilita os vencedores das eleições a tomar posse no próximo dia 1º de janeiro para o mandato de 2015 a 2018.
Em seu discurso após entregar o diploma a Dilma, Toffoli disse que as ações da oposição para tentar impedir a posse de Dilma são "página virada". "Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral", disse o presidente do TSE.

O ex-presidente Lula (PT) compareceu à cerimônia e sentou-se bem próximo à tribuna.  Também compareceram o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o senador José Sarney (PMDB-AP), que se sentou na primeira fileira, entre outras autoridades. 

Neste ano, mais de 700 pessoas foram convidadas para o evento, número bastante superior aos cerca de 250 convidados que participaram da primeira diplomação de Dilma, em 2010. Segundo o cerimonial do TSE, da lista, 20 são convidados da presidente.

O Brasil obteve uma vitória política, diplomática e comercial.


Dilma sabia!

Para quem não leu, a BBC, publicou em janeiro desse ano a manchete: "Dilma inaugura porto em Cuba de olho em exportações para EUA"  que pode ser lida aqui

Hoje, a BBC publicou mais uma matéria sobre o assunto. Aqui no blog um resumo...


A reaproximação entre Cuba e Estados Unidos representa um ganho diplomático para o governo brasileiro, na opinião de analistas ouvidos pela BBC Brasil

Estudiosos em comércio e relações internacionais afirmam que o início do diálogo entre os dois inimigos históricos é uma "vitória política" para  Dilma e Lula, que sempre pressionou por uma reaproximação.

Para Geraldo Zahran, professor da PUC-SP e autor de Tradição Liberal e Política Externa nos Estados Unidos, o governo brasileiro sempre militou por uma distensão das relações entre Washington e Havana e deve apresentar a retomada de relações como uma vitória política.

"Em certa medida esses avanços também ajudam a criar condições para uma reaproximação do Brasil com os EUA", afirma Zahran, lembrando que o vice-presidente Joe Biden deve fazer uma visita ao Brasil na semana que vem.Na avaliação de Rubens Barbosa, embaixador do Brasil em Washington entre 1999 e 2004, o reestabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países foi um "ganho político para todos".

"Havia uma ansiedade política para que Cuba voltasse a integrar a comunidade latino-americana. Tanto é que vários países, incluindo o Brasil, já vinham pressionando para que a ilha participasse da próxima Cúpula das Américas em maio no Panamá, a despeito, até então, da oposição da Casa Branca", diz Barbosa.

Nos últimos anos, Brasil e Cuba estreitaram laços fortalecidos por uma natural sintonia ideológica entre os governos. Como resultado, o intercâmbio comercial entre os dois países cresceu quase sete vezes, passando de US$ 92 milhões em 2003 para US$ 625 milhões em 2013. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior parceiro comercial de Cuba, após a China e a Venezuela.

O ápice das relações entre os dois países veio com a construção do porto de Mariel, obra tocada em grande parte pela brasileira Odebrecht a um custo de US$ 975 bilhões e financiada com dinheiro do BNDES.

O terminal ocupa uma área de 400 quilômetros quadrados que abriga a "zona de desenvolvimento especial" de Cuba, uma zona franca e industrial para a qual o governo pretende atrair indústrias estrangeiras por meio de incentivos.

Ali vigora um sistema diferente do resto da ilha, onde empresas têm poucas restrições para contratar, contam com isenção de impostos e não são obrigadas a se associar a companhias estatais.

Por causa da origem dos recursos de financiamento, o terminal portuário foi alvo de críticas de  oposição - Aécio Neves, foi o mais raivoso, e a imprensa,  que criticaram a realização da obra em Cuba, segundo eles, motivada pelo alinhamento ideológico entre os dois países.
Dilma ja dise  que o investimento gerou emprego e renda no Brasil, beneficiando mais de 400 empresas fornecedoras de equipamentos.

Inaugurado em janeiro deste ano, o porto de Mariel é operado por uma empresa de Cingapura. A Odebrecht agora trabalha na ampliação do aeroporto Jose Martí, em Havana, e desenvolve um programa de melhorias e incremento da produção agrícola e industrial no setor sucroalcooleiro, informou a empresa em nota enviada à BBC Brasil.

De grande profundidade, o terminal pode receber navios gigantes, capacidade que poucos portos da região têm, inclusive na costa americana. Além disso, vem sendo modernizado no mesmo momento em que são realizadas obras de ampliação do canal do Panamá, que passará a receber navios que transportam até o triplo da carga dos navios atuais.

"A região é estratégica, já que boa parte do comércio da Ásia para a costa leste dos EUA passa pelo canal do Panamá", disse à BBC Brasil Luis Fernando Ayerbe, coordenador do Instituto de Estudos Econômicos Internacionais da Unesp.

"Do ponto de vista estratégico, o investimento foi feito de olho no potencial da região. A ideia é que empresas brasileiras possam se estabelecer na zona de livre comércio ao redor do porto e de lá exportem diretamente aos Estados Unidos e a outros países da América Central", afirmou.

"Cuba criou muitas facilidades para a instalação de empresas nesse local. O Brasil chegou primeiro e pode se beneficiar disso", completou.

Na opinião de Ayerbe, o Brasil considerou o investimento no porto como uma aposta na suspensão do embargo.

Para Zahran, da PUC-SP,  a distensão pode ajudar a impulsionar a economia cubana, o que beneficiaria o Brasil e em especial as empresas brasileiras que nos últimos anos começaram a fincar o pé na ilha.

Garman, da Eurasia Group, concorda: "É claro que no caso de um eventual fim do embargo poderia haver uma diminuição da posição do Brasil como parceiro comercial de Cuba, mas seria pouca coisa. Por outro lado o bolo da economia cubana também iria crescer – então seria de se esperar uma fatia maior para os brasileiros que já estão apostando na ilha".

Alckmin já tem plano para enganar eleitores


A equipe do governador paulista, Geraldo Alckmin, foi orientada a preparar uma espécie de vacina para a falta de água, que na avaliação da administração paulista ainda vai se agravar, apesar das primeiras chuvas de fim de ano.

Alckmin pediu aos auxiliares – principalmente os que chegam agora à equipe – que invistam pesado em medidas que permitam mostrar ao eleitorado que o governo está fazendo tudo o que é possível para sanar o problema. Ou seja, tudo o que acontecer a partir daí, é culpa de São Pedro.

Alckmin espera entrar no novo governo já com a estratégia bem definida para responder às críticas que vierem quando a secura nas torneiras piorar.

Todas as ações que tenham relação com a área deverão ser feitas em conjunto com o novo secretário de Recursos Hídricos, Benedito Braga. Alckmin, segundo um interlocutor, priorizou o perfil de gestão à imagem política na hora de indicar o novo secretário.No ig