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sábado, 1 de outubro de 2016

PMDB e PSDB lideram os barrados na Ficha Limpa



O PMDB e o PSDB são, respectivamente, os dois partidos com mais candidatos barrados com base na Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2016 em todo o país – em números absolutos e proporcionalmente ao total de nomes lançados. Os dados são de levantamento do Congresso em Foco, a partir de registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao todo, 306 peemedebistas foram considerados inelegíveis pela Justiça eleitoral. O número representa 11,1% do total de barrados. Até segunda-feira (26), 93 candidatos do PMDB haviam sido excluídos em definitivo da campanha. Outros 213 ainda tentam reverter a decisão e correm o risco de não se eleger mesmo obtendo a votação necessária. O partido é responsável por quase 9% de todas as candidaturas deste ano.

Em segundo lugar, aparece o PSDB – que também é o vice-campeão em filiados, com 7,2% de todos os candidatos. Ao todo, 209 tucanos foram considerados inelegíveis. Desses, 63 foram retirados da disputa. Os demais 146 seguem na disputa pendurados em recursos na Justiça.

Depois do PMDB e do PSDB, aparece o PSD, com 184 candidatos incluídos na lista dos inelegíveis. Desses, 134 ainda tentam reverter a decisão. Apenas três partidos não tiveram candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa: PSTU, PCO e Novo. Essas são, também, as legendas que têm menos concorrentes.

 o PT aparece apenas na 12ª colocação entre os partidos com mais candidatos barrados na Ficha Limpa. Ao todo, 108 petistas tiveram registro negado. Desses, 66 seguem na corrida eleitoral. Proporcionalmente ao número de candidatos lançados, porém, é o sétimo.

Recurso

O Congresso em Foco publica com exclusividade, por estado e município, a relação dos candidatos que concorrem sub judice, com suas respectivas cidades e partidos. Nos registros do TSE, eles aparecem com a candidatura indeferida, mas com recurso. Por isso, estão aptos à disputa. O eleitor poderá votar neles. Mas caberá à Justiça decidir se os votos serão validados ou não. Em outras palavras, se eles serão eleitos mesmo que alcancem a votação necessária.

Os dados são de levantamento concluído na última segunda-feira (26), sempre com base nos registros oficiais do TSE. Além dos candidatos barrados que recorrem, outros 832 foram eliminados da disputa também com base na Ficha Limpa. Ou desistiram de apelar ou tiveram recursos negados. Ou seja, ao todo, 2.490 candidatos a prefeito, vice e vereador foram considerados inelegíveis em algum momento. O número representa 0,5% das 496 mil candidaturas registradas no TSE. A matéria é do Congresso em Foco

TCU acusou Dória de desviar dinheiro da Embratur no governo Sarney.



Em 1986 o então presidente José Sarney (PMDB) nomeou João Dória (PSDB) presidente da Embratur (estatal de turismo). Isso quando ele tinha 28 anos.

O TCU (Tribunal de Contas da União) não aprovou muito o "gestor" à frente da estatal.

Segundo a reportagem acima de jornais da época, o TCU intimou Dória e outros membros da diretoria a devolver aos cofres públicos 6,5 milhões de cruzados.

Segundo o TCU Cz$ 3,7 milhões foram pagos irregularmente para a empresa Procon Informática Ltda, além de gastos com mordomias de entidades privadas.

Outros Cz$ 2,9 milhões foram pagos à empresa Foco - Feiras, Exposições e Congressos Ltda, sem qualquer controle da verba aplicada.

Além disso, o TCU investigou um financiamento obtido pela Embratur junto à Comunidade Econômica Européia (CEE) que não foi contabilizado pela estatal e foi administrado por parentes e amigos de Dória.

Da última acusação, Dória se defendeu dizendo que a Embratur apenas indicava as empresas para promover o turismo brasileiro na Europa e a CEE pagava diretamente as empresas indicadas. Mas, segundo a reportagem, nada explicou sobre essas empresas ser amigos e parentes.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Debate da Globo foi manipulado: Doria ganhou 76% a mais de tempo do que Haddad.

https://www.buzzfeed.com/alexandrearagao/debate-globo-chato?utm_term=.pravr3jm9#.eieMaNgl6

Debates eleitorais devem dar tempo igual para todos os candidatos, certo?

Não foi assim no debate da TV Globo entre os candidatos a prefeito de São Paulo.

Dória (PSDB) teve 9 minutos a mais do que os 11 minutos que Haddad teve. O que dá 76% de tempo a mais para o tucano.

Marta e Russomanno também tiveram 57% de tempo a mais do que Haddad (6 minutos a mais cada).

Mesmo Major Olímpio e Erundina tiveram 19% de tempo a mais do que Haddad (pouco mais de 2 minutos a mais cada).

Haddad foi o mais prejudicado, e Dória o mais beneficiado.

Isso mede o desespero dos adversários de Haddad e da TV "platinada".

O truque foi permitir em dois blocos que quem pergunta pudesse escolher um candidato para responder duas vezes. Resultado: no 2o. bloco, ninguém perguntou para Haddad, enquanto Dória e Marta responderam duas vezes.

No 4o. bloco, Haddad só falou na hora de perguntar, mas ninguém perguntou para ele enquanto dois candidatos perguntaram para Dória.

A Globo diz que “as regras do debate são discutidas e acordadas com todos os candidatos previamente”.

A assessoria de Haddad pode ter bobeado e não ter percebido. Mas parece que Doria e Marta - justamente os dois candidatos mais simpáticos à ideologia dos donos da emissora - souberam muito bem como manipular as regras a seu favor.

E depois a Globo reclama quando Jandira chama a emissora de golpista.


Medo dos adversários no debate mostra que Haddad estará no segundo turno.

O debate na TV Globo entre os candidatos a prefeito de São Paulo mostrou uma inusitada dobradinha Dória (PSDB) e Marta (PMDB).

O tucano e a traíra do PMDB do Temer ficaram levantando a bola um para o outro e evitaram escolher Haddad para perguntar.

Russomanno também evitou escolher Haddad.

Todos os três preferiam até escolher o Major Olímpio para perguntar do que Haddad.

O primeiro motivo é que Haddad cresce nas pesquisas quando fala, e todos os trackings dos partidos apontam ele como favorito a alcançar o segundo lugar e ir ao segundo turno. Então os adversários não queriam dar voz à ele no debate.

O segundo motivo é que todos os candidatos acabam falando que vão fazer na prefeitura o que Haddad já fez ou está fazendo. Então acabam elogiando a gestão dele sem querer para não desagradar o eleitor. E se é para continuar a fazer o que Haddad faz, para que o eleitor vai trocar?

Além disso Haddad mostrou-se excelente debatedor. Russomanno que acabou sendo escolhido por Haddad em algumas perguntas não conseguiu encaixar uma crítica. Haddad aproveitou para mostrar o que está sendo feito em seu governo e ainda mostrou o quanto Russomanno está desinformado. Ganhou todas.

Dória e Marta também evitaram Erundina (Psol). Mas nas horas dela escolher a quem perguntar teve oportunidade de escolher os dois. E como sempre desmascarou ambos. Disse que Dória é político sim, só que é o tipo de político lobista a serviço do poder econômico, lembrando que até o movimento "Cansei" foi político. Desmascarou também Marta ao obrigá-la a reconhecer que faz parte da base de apoio das medidas impopulares e entreguista de Temer.

Resultado do debate: vitória de Haddad e Erundina. Como Haddad é o único entre os dois com chances muito boas de ir ao segundo turno, está na hora do eleitor de Erundina pensar se não é melhor votar em Haddad para evitar o risco do retrocesso de serem governados por um Russomanno ou Dória.

Não há nenhum demérito para Erundina, se o eleitor dela votar em Haddad como voto útil, continuando votando nos vereadores do Psol. Ela continua essencial na Câmara dos Deputados para resistir ao golpe de Temer nos direitos do povo. E Haddad é essencial na prefeitura para São Paulo não perder o rumo de uma das gestões mais inovadoras e inclusivas que existem.

Freixo nocauteia Pedro Paulo no debate na Globo.



Em geral debates são decisivos para eleição quando um candidato comete um erro muito grande. Foi o que aconteceu com o golpista Pedro Paulo (PMDB), o grande derrotado no debate na TV Globo.

Como se não bastasse ter apanhado feio em todos enfrentamentos que travou, como se não bastasse ter se saído mal em todas as respostas, foi à nocaute em um embate com Marcelo Freixo (PSol).

Freixo desafiou Pedro Paulo a "ter coragem de o escolher para ser perguntado". Pedro Paulo aceitou o desafio, mas caiu na besteira de falar de corda na sua casa de enforcado.

Acusou um ex-assessor de Freixo de ter batido na esposa… logo o assunto mais indigesto para o peemedebista que coleciona 3 boletins de ocorrência de agressões à mulher.

Colocou a bola na marca do pênalti para Freixo chutar.

A resposta de Freixo foi fatal: “No mesmo dia em que tive conhecimento que tinha alguém que agrediu a mulher, eu exonerei. Ao contrário do Eduardo Paes, que pegou alguém que bateu em mulher e transformou em candidato a prefeito. Essa é a diferença entre a gente".

Jandira nocauteia Globo no debate da Globo.

No debate na TV Globo entre candidatos a prefeito do Rio de Janeiro, Jandira Feghali (PCdoB) já abriu dizendo:
"Boa noite, nós estamos aqui na TV Globo e eu não poderia deixar de registrar que essa emissora apoiou o golpe contra a democracia e contra uma mulher eleita.
Esse golpe interrompeu o mandato de uma mulher eleita, que melhorou a vida de todos os vocês e investiu muito nesta cidade".
A Globo sentiu a pancada e se auto-concedeu um ridículo "direito de resposta". O jornalista que apresentou o debate lei nervosa:
"A TV Globo não é obrigada a realizar debate. Se a emissora faz isso é exatamente por apreço à democracia, inclusive se expondo a ter críticas aqui ao vivo, dos candidatos que estão aqui e concordaram em vir participar desse debate. Então, de qualquer maneira quero lembrar também que não é a TV Globo que está sendo avaliada aqui, são os candidatos".
Foi ridícula a resposta porque:

1) Tentou desqualificar com arrogância o direito à liberdade de expressão de uma candidata. Os debatedores (pelo menos os sérios) não são apresentadores do Jornal Nacional que devem obedecer ordens da casa. Isso contradiz o dito "apreço à democracia" da emissora.

2) A resposta foi prepotente ao dizer que "a TV Globo que está sendo avaliada aqui, são os candidatos", como se a Globo estivesse acima do bem e do mal, a ponto de achar que não pode receber um crítica sequer. E é uma crítica que está nas redes e nas ruas em todas as manifestações de rua "Fora Temer" e contra o golpe. Então está sendo avaliada constantemente, sim. Uma resposta mais serena da emissora seria até melhor assimilada pelo telespectador.

3) Mostrou prepotência ao dizer que "não é obrigada a realizar debate". Ok, a lei não obriga, mas a Globo também não faz nenhum favor a ninguém ao transmitir. Além de ser concessionária com obrigação de prestar um serviço público em troca dos lucros que tem na exploração, o último debate antes da eleição é o que desperta maior interesse e dá maior audiência. Se a Globo não quiser transmitir, ótimo. Já vai tarde. Outros canais transmitirão.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

'El País': Fascismo bate à porta do Brasil



Artigo do jornalista Luiz Ruffato publicado nesta quinta-feira (29) pelo El País afirma que Temer caminha para um estado de fascismo enquanto presidente. Instaurado através de um processo de impeachment duvidoso, o governo do presidente Michel Temer caminha para seu segundo mês com baixíssima popularidade e anúncios de medidas bastante controversas, muitas delas cortando direitos adquiridos durante os governos petistas.

Em seu texto para El País Ruffato diz que se compreendermos o fascismo como o culto a um Estado autoritário, que prega a eliminação a qualquer custo dos adversários e ignora os direitos individuais, então, o Brasil vive um preocupante flerte com essa perigosa forma de governar. Os Três Poderes vêm dando mostras suficientes de rompimento com as regras básicas da democracia e, pouco a pouco, vai se instaurando um clima de violência política que nos empurra para um impasse somente visto nesse país quando estivemos sob o regime de exceção das ditaduras civis e militares.

O jornalista descreve o impeachment de Dilma Rousseff como uma a conspiração para afastar a presidenta do poder, insuflada pelo vice-presidente Michel Temer, executada pelo Congresso Nacional e avalizada pelo Judiciário, colocou em xeque os pressupostos da nossa jovem e frágil democracia, cassando, por puro revanchismo, os votos de 54 milhões de brasileiros.

Ruffato observa que a primeira atitude de Michel Temer, ao ser empossado foi iniciar o desmonte, uma a uma, das modestas, mas fundamentais conquistas obtidas sob os governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O jornalista diz que “de forma prepotente, sem qualquer consulta à sociedade, em poucos meses Michel Temer já decretou mudanças radicais e polêmicas nos sistemas de saúde, de educação e de previdência, numa clara sinalização de que seu governo não tem e nem terá como marca o diálogo com os mais amplos setores, mas apenas atenderá aos interesses daqueles que contribuíram para concretizar o impeachment de Dilma Rousseff, que, não por coincidência, enfileiram-se entre os derrotados nas urnas em 2014. Para não ser contestado, Temer veste-se com o manto da legalidade proporcionada por um Judiciário mais comprometido com um discurso baseado na moral do que no direito.”

O jornalista fala que a perseguição seletiva patrocinada pelo Ministério Público Federal a membros do Governo petista tornou-se tão escancarada que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, chegou a anunciar previamente uma nova etapa da Operação Lava Jato, em uma evidente irregularidade, já que se trata de ações sigilosas, às quais ele somente poderia ter acesso após efetivadas. Todos os envolvidos em denúncias de corrupção devem ser processados, julgados e, se condenados, presos, mas obedecendo ao ordenamento jurídico, acrescenta Ruffato.

Ele conta que “o jovem procurador Deltan Dallagnol, um dos mais destacados membros da força-tarefa que vem conduzindo os processos da Operação Lava Jato, representa a outra corrente de mentalidade autoritária que vem corroendo as nossas débeis instituições. Dallagnol, que se diz 'seguidor de Jesus', é filiado à Igreja Batista do Bacacheri, uma denominação pentecostal. Pertence, portanto, à categoria dos fundamentalistas cristãos que, como todos os fundamentalistas, encarnam uma visão teológica e moralista da sociedade.”

Ruffato conclui que o que vem ocorrendo é uma confusão interessada entre esses dois conceitos — os evangélicos crescem e disseminam suas ideias no campo em que proliferam a miséria, a insegurança, a desesperança e a ignorância. Condenando a corrupção, combatem tudo aquilo que consideram corrupção, seja ela ética, seja ela moral. Ou seja, em sua fúria puritana, enxergam o Mal naqueles poucos avanços conseguidos na luta por uma sociedade mais justa, não só em termos econômicos e sociais, mas também em termos de igualdade de direitos. Mas os evangélicos sabem que apenas poderão impor sua mentalidade machista, homofóbica, classista e tacanha se alargarem seu espaço junto ao poder. E é aqui que os moralistas se aliam aos amorais: ambos desejam a mesma coisa e aceitam pagar o preço que for necessário.

Folha: Apesar da crise, Haddad aumenta investimentos e reduz dívida



O suposto dilema entre sanar as contas ou realizar investimentos não teve vez na cidade de São Paulo durante a gestão de Fernando Haddad. Ao contrário do que ocorreu em muitos Estados e municípios do país, a crise econômica profunda e seus efeitos sobre a arrecadação tributária não impediram que a prefeitura reduzisse sua dívida, pagasse precatórios, melhorasse o caixa e elevasse o total de investimentos na cidade nos últimos quatro anos. As contas municipais mostram uma rara combinação entre gestão eficiente e boa definição de prioridades.

A renegociação da dívida da cidade pela mudança no indexador utilizado –resultado de um movimento articulado por Haddad com o governo federal– ajudou a levar a dívida consolidada líquida do município de R$ 82,5 bilhões em 2012 para R$ 33,6 bilhões em 2016, aos preços atuais. Proporcionalmente à receita corrente líquida, a dívida passou de 197% para 76%.

No plano dos gastos públicos, a renegociação de contratos com fornecedores e a adoção mais ampla e transparente do pregão eletrônico nas licitações levaram a uma redução substancial no crescimento das despesas com terceiros. Esta rubrica, que crescia sempre acima dos 7% anuais em termos reais desde 2005 –chegando a crescer 14,2% em 2010 e 8,9% em 2012, por exemplo– cresceu apenas 3,7% em 2013 e 1,4% em 2014 e 2015.

Graças a melhoras como essa, a prefeitura conseguiu elevar seus investimentos em meio à maior crise econômica das últimas décadas. Em termos reais, o total de investimentos passou de R$ 16,7 bilhões entre 2009 e 2012 para R$ 17,49 bilhões entre 2013 e 2016, o maior aumento tendo se dado nas áreas de saúde, saneamento e transportes.

A gestão de Haddad também ensina aos governantes que crises não servem como pretexto para não se fazer planejamento de longo prazo. O Plano Diretor Estratégico (PDE) aprovado na Câmara Municipal planeja o desenvolvimento da cidade nos próximos 16 anos. O plano inclui, por exemplo, diversos incentivos para a instalação de empresas nos bairros periféricos de alta densidade populacional, com efeitos não apenas sobre a mobilidade urbana, mas também sobre os níveis de emprego e renda nas áreas de menor índice de desenvolvimento socioeconômico. Infelizmente, as lições da gestão de Haddad não parecem ter convencido os demais candidatos à Prefeitura de São Paulo.

"A gente quer baixar o ISS e estimular o empreendedorismo", afirmou Celso Russomanno para uma plateia de empresários do setor de shoppings no dia 14 de setembro.

O candidato também prometeu reduzir o IPTU, promovendo uma versão tupiniquim do "trickle down economics" de Ronald Reagan e Donald Trump. Somadas à queda de arrecadação pelos efeitos da própria crise econômica, as isenções fiscais anunciadas por Russomanno certamente colocariam em xeque os investimentos planejados no PDE e outros investimentos em áreas prioritárias.

João Dória, por sua vez, parece preferir os desinvestimentos. "A prefeitura vai vender tudo aquilo que não for essencial para a gestão pública e a assistência à população que mais precisa. Vamos começar vendendo o estádio do Pacaembu", afirmou o candidato em abril.

São Paulo pode estar condenada, como Sísifo na Antiguidade, a levar a pedra até o topo e eleger outro prefeito para derrubar a pedra. Por quanto tempo?  As informações estão na Folha

Golpista:Temer tem aprovação de apenas 12% dos paulistanos



O governo do presidente Michel Temer é considerado bom ou ótimo por apenas 12% dos paulistanos, segundo a quarta rodada da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. Já a parcela que considera a gestão ruim ou péssima é mais de três vezes maior: 42%. Outros 31% a veem como regular.

A aprovação a Temer chega a ser mais baixa que a da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), candidato com a maior taxa de rejeição entre os concorrentes à Prefeitura de São Paulo. O governo Haddad é visto como bom ou ótimo por 18%, regular por 36% e ruim ou péssimo por 45%.

Desde a primeira rodada de pesquisas, feitas em agosto, a taxa de Temer praticamente não mudaram.

Alckmin é reprovado por 35% e aprovado por 21% dos paulistanos, revela Ibope

Os paulistanos também estão insatisfeitos com a gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ela é considerada boa ou ótima por 21%, regular por 40% e ruim ou péssima por 35%.

A quarta rodada da pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo foi realizada entre os dias 25 e 28 de setembro, com 1.204 entrevistas face a face em todas as regiões da cidade. A margem de erro é de três pontos porcentuais e o nível de confiança é de 95%. Está registrada no TRE com o protocolo SP-03836/2016. Foi contratada por Globo Comunicação e Participações S/A O Estado de S.Paulo.

Segundo Eduardo Cunha, um vereador consegue até 20 mil votos para um deputado federal.

Insatisfeito com as maracutaias dos deputados em Brasília?

Ontem mesmo queriam fazer uma lei para perdoar crimes de quem mandou dinheiro roubado para a Suíça e outros paraísos fiscais.

Pois seu voto no domingo para vereador tem tudo a ver com a eleição dos deputados em Brasília.

Segundo a jornalista Maria Cristina Fernandes, do jornal Valor, o especialista Eduardo Cunha disse que um bom vereador é capaz de conseguir até 20 mil votos para um deputado federal ao custo de R$ 60 mil.

Por isso deputados investem na eleição de vereadores e prefeitos, inclusive no financiamento da campanha, e dois anos depois os vereadores e prefeitos retribuem buscando votos para o deputado que os apoiaram.

Enquanto não houver uma reforma política profunda, está tudo junto e misturado nas eleições de vereadores e prefeitos com deputados federais, estaduais e senadores dois anos depois.

Na verdade as eleições municipais já estão nacionalizadas em grande parte, ainda que os políticos evitem falar nisso.

Voto de protesto contra tirarem nossos direitos

É raro algum cidadão que não esteja desiludido com a política. Principalmente nós que sofremos o golpe de rasgarem nosso voto de 2014. Mas se não fizermos do nosso voto no domingo um grito de protesto, estaremos autorizando a continuidade desse Congresso que está aí, do governo golpista, e do arrocho que eles querem impor nos trabalhadores, aposentados, estudantes e doentes do SUS.

Também não adianta votar nulo ou não votar, porque aí é que serão eleitos os piores candidatos, sem compromisso com lutas populares e com rabo preso com corruptos de Brasília.

O voto de protesto é nos partidos que não apoiaram o golpe (e o impeachment foi apenas um meio para dar o golpe maior nos direitos e no bolso do povo). Assim só dá para votar no 13, 65 ou 50 (PT, PCdoB ou Psol). Votar diferente disso é pedir para perder direitos e conquistas.

Leia também:
A voz de um brasileiro com raiva desta política. Que tal tirar o sorriso da cara dos políticos nojentos?

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

João Dória Jr e o "bom gestor" mau.

"Bom gestor" para quem?
Assusta ver candidatos a prefeito, como o tucano João Agripino Dória Jr em São Paulo, dizendo ser "gestor" e não "político". Assusta porque essa mentira não existe em se tratando de cargos eleitos pelo voto popular, mas engana muita gente.

Prefeito "bom gestor" para quem? A resposta diz o tipo de político que ele é.

Na época da escravidão, um "bom gestor" era quem melhor explorava o trabalho escravo do ponto de vista dos senhores de engenho. Mas na opinião dos explorados na senzala era o contrário: além de ser mau gestor para eles, era um gestor mau.

Revolta de escravos contra os "bons gestores" de engenhos.
Entre eles ancestrais de João Dória Jr.
Detalhe: segundo a wikipédia, "João Agripino da Costa Doria Junior (nome completo do tucano). Descendente dos Costa Doria, uma família brasileira do período colonial, cujos membros foram senhores de engenhos (portanto escravocatas), militares e políticos".

Hoje, se um prefeito priorizar governar para os empresários da especulação imobiliária, eles irão considerá-lo bom gestor. Mas para o povo que sonha com a casa própria ele será um gestor mau.

Se o prefeito priorizar programas de moradias populares, os empresários da especulação imobiliária considerarão mau gestor, mas para o povão ele será um excelente gestor.

São justamente estas prioridades que definem o tipo de político que o gestor é.

Dória sem dúvida é o melhor gestor para milionários querem lucros acima da qualidade de vida na cidade. É "o melhor gestor" para empresários de ônibus, empreiteiros, banqueiros, donos de planos de saúde, das S/A da educação privada, dos especuladores imobiliários que querem construir prédios nos poucos parques de área verde que restam em São Paulo.

Mas para a classe média para baixo que quer uma cidade priorizando a boa qualidade de vida pra os cidadãos, o melhor gestor é Haddad, que se preocupa e faz a recuperação de espaços urbanos de convivência, cuida de áreas verdes, de humanizar o trânsito, do atendimento e expansão da rede de saúde pública, com a qualidade da educação.

Se o prefeito for um gestor muito bom para os donos de empresas de ônibus, ele será um gestor mau para quem anda de busão.

Se o prefeito sucatear a saúde e educação pública e incentivar só estes serviços privados, os empresários de planos de saúde e grandes empresários de escolas privadas, irão considerá-lo "bom gestor", mas para as famílias que não podem ou tem dificuldade para pagar, ele será um gestor mau.

Boa gestão é obrigação. É ferramenta de administração que o funcionalismo público dispõe qualquer que seja o prefeito. O futuro das cidades está nas escolhas de POLÍTICAS públicas a seguir ou não.

Em tempo: João Agripino Dória Jr., filho de deputado, de família oligarga política, foi nomeado presidente da Paulistur, estatal de turismo, aos 25 anos em 1983 quando os tucanos governaram a capital. Em 1986, aos 28 anos, foi nomeado presidente da Embratur, estatal federal de turismo, por José Sarney. Promove eventos bancados com recursos públicos. Recebe verbas do governo Alckmin para a revista "Caviar Style". Articulou o movimento político "Cansei" com empresários oposicionistas. É um pouco demais dizer que não é político.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Rumo ao segundo turno, Haddad dispara entre jovens e entre mais pobres.

Mapa das realizações de Haddad nas regiões de São Paulo.
Clique aqui para ver em detalhes.

Agora as pesquisas dizem: Haddad (PT) sobe. Marta (PMDB) e Russonanno (PRB) descem nas eleições para prefeito de São Paulo. Dória (PSDB) também subiu e lidera.

Nas pesquisas, agora Haddad está em empate técnico com Marta. Só que ele está subindo e ela está descendo.

O analista de pesquisa de Estadão, José Roberto Toledo, prevê que parte do eleitorado de Marta votará útil em Haddad, à medida em que ela não se mostra mais competitiva com Russomanno e Dória. O eleitor que não quer os dois no segundo turno, poderá votar em massa em Haddad.

Não acredito que estas pesquisas tenham valor científico para aferir a real intenção de voto do eleitor. No Datafolha, por exemplo, diz que 17% dos paulistanos avaliam Haddad como ótimo e bom, mas coloca ele com apenas 11% de intenção de votos. Tem alguma coisa errada aí.

Acho muito difícil Haddad ter menos do que uns 20% dos votos e, contra todas as pesquisas anteriores, acho que ele é um dos estará no segundo turno. Não é só torcida, é lógica.

O motivo é que Dória, Russomanno e Marta representam o mesmo campo conservador do eleitorado. Na reta de chegada, Dória está arrastando as fichas nesse campo tirando votos conservadores dos demais. Se nem Russomanno nem Marta conseguirem tirar votos dele serão carta fora do baralho.

Só Haddad e Erundina representam o eleitorado mais pobre e a classe média progressista. Esse voto estava meio cabisbaixo e perdido por aí, mas agora está convergindo para Haddad.

Não me surpreenderá se o eleitorado da periferia que hoje, dizem os institutos, declaram voto em Marta (muitos só agora estão descobrindo que ela virou candidata das elites e do Mr. Fora Temer) migrarem maciçamente para Haddad quando ele demonstra ser uma candidatura forte.

Mesmo sem acreditar muito nas pesquisas, vale registrar que o último Ibope diz ter captado que Haddad deu um salto de 6 pontos no eleitorado mais jovem enquanto Marta caiu 13 pontos. Haddad também subiu 6 pontos entre os mais pobres (com renda de até um salário mínimo). Esse movimento tende a seguir como uma onda até o dia da eleição.

Temer negocia Petrobras com a Shell



Michel Temer se reuniu, nesta terça-feira (27), com presidente da Shell, Ben Van Beurden.(imagem)
Em 15 de fevereiro desse ano, em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo,  a Shell dizia ter interesse no Pre-Sal
Agora, depois do presidente da Shell se reunir com Temer, em seguida, apareceu o presidente da Petrobras, Pedro Parente, defendendo o  fim da exclusividade da Petrobras na exploração do pré-sal 
 Depois,  Temer também se reuniu com Jacob Lew, secretário do Tesouro dos Estados Unidos.
                                             E, eis que aparece Henrique Meireles com o FMI
Henrique Meirelles, ministro da Fazenda do Governo Temer, recebeu representantes do FMI. Tudo no maior sigilo. Não há uma única informação sobre a pauta  dessas reuniões

Antes de anunciar, no palanque, a prisão de Palocci, ministro tucano esteve na sede da PF



O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, reuniu-se com o superintendente regional da Polícia Federal em São Paulo, Disney Rosseti, dois dias antes de ter dado a  declaração de que haveria uma nova fase da Operação Lava Jato nesta semana. "Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim", disse Moraes, em um evento do candidato a prefeito Duarte Nogueira (PSDB) em Ribeirão Preto, conforme revelou Agência Estado. No dia seguinte à declaração, o ex-ministro Antonio Palocci foi preso em decorrência justamente de mais uma fase da operação.


O encontro de Moraes com o superintendente da PF ocorreu na sede do Departamento de Polícia Federal da capital paulista e, conforme divulgado pela agenda oficial do ministro, durou uma hora. Rosseti foi nomeado no início do mês novo superintendente regional da PF em São Paulo. Após exercer a função de adido policial federal na Embaixada do Brasil em Roma, ele substituiu o delegado Roberto Troncon, agora adido em Londres.(Veja a imagem da agenda do ministro)

Rosseti exibe um currículo com passagens por setores estratégicos da PF. Antes da Itália, ele foi superintendente da PF em Brasília e diretor da Academia Nacional de Polícia, a famosa escola da PF.

Na segunda-feira, após a operação que prendeu Palocci, o presidente Michel Temer chamou o ministro para uma conversa no Palácio do Planalto para cobrar dele mais explicações. Moraes, porém, estava em São Paulo e os dois conversaram pelo telefone.

Temer teria aceitado as explicações de que se tratou de uma "infeliz coincidência". Há expectativa de que a reunião ocorra nesta terça, mas ainda não está confirmada. O ministro da Justiça, porém, participará da reunião e do jantar que o presidente vai oferecer a ministros e líderes da base à noite no Palácio da Alvorada.

No domingo, após o episódio, ambos já haviam conversado por telefone. Na ocasião, o ministro negou que tivesse antecipado a operação. Mas, na segunda, Temer assistiu ao vídeo com a declaração de Moraes e decidiu cobrar novas explicações.

A intenção de Temer é fazer uma reunião "de alinhamento" com os demais ministros, a fim de amenizar as seguidas crises causadas por declarações "desnecessárias" e consideradas prejudiciais ao governo. "Falou besteira, no lugar errado e na hora errada", afirmou uma fonte do governo.

A avaliação é que o adiamento da conversa com Moraes teria inclusive beneficiado o governo, já que o noticiário ficaria focado na prisão do ex-ministro do PT e não na "crise" causada pelas declarações do titular da Justiça. Segundo fontes do Planalto, o desgaste em torno de Moraes não o coloca na berlinda e uma demissão do ministro não está sendo cogitada por Temer. O presidente quer, sim, "enquadrá-lo" para tentar evitar o prolongamento da crise, mas a intenção é "colocar água na fervura" e diminuir a temperatura da crise.

 Agenda

Conforme a agenda do ministro, divulgada nesta terça-feira, ele retorna a Brasília após passar a segunda-feira em São Paulo. Moraes tem um almoço com o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho. Às 14 horas, tem audiência com o presidente da Abert, Paulo Camargo.

Na sequência, o ministro recebe o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio e, às 16 horas, tem encontro com o promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

Teori Zavascki manda Rodrigo Maia enviar dados de parlamentares à Polícia Federal


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, mandou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), enviar à Polícia Federal dados sobre parlamentares, assessores e funcionários da Casa.

A PF investiga se o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), foi contratado pela empreiteira UTC Engenharia ‘para passar informações privilegiadas oriundas da Corte de contas e da Comissão de Obras Irregulares (COI) da Câmara dos Deputados’.

Segundo documento anexado aos autos da Lava Jato no Supremo, a Polícia Federal relatou ‘dificuldades em receber informações por parte da Câmara dos Deputados, consistente no envio do nome dos parlamentares, assessores, além dos funcionários que integram o Comitê de Avaliação das Informações Sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI) entre os anos de 2011 a 2015, bem como os dados funcionais de todos, incluindo CPF, ramais e telefones celulares funcionais (com período de utilização)’.

Na avaliação da Procuradoria-Geral da República, ‘a diligência pretendida pela Polícia Federal é pertinente e relevante para a investigação’.

A Procuradoria destaca que o delator Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, declarou que Cedraz foi contratado pela empreiteira ‘para passar informações privilegiadas oriundas do Tribunal de Contas da União e da Comissão de Obras Irregulares (COI) da Câmara dos Deputados, razão por que é importante saber quem integrava tal comissão, no período de 2011 a 2015’.

Segundo o Ministério Público Federal, os dados são necessários ‘a fim de verificar, numa segunda camada investigativa, eventuais vínculos de parlamentares e servidores com os investigados’.

A Procuradoria requereu a juntada dos documentos em anexo no inquérito, ‘bem como que seja oficiada a presidência da Câmara dos Deputados para que envie o nome dos parlamentares, assessores, além dos funcionários que integram o Comitê de Avaliação das Informações Sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI) entre os anos de 2011 a 2015’.

Os investigadores querem, ainda, ‘os dados funcionais de todos, incluindo CPF, ramais e telefones celulares funcionais (com período de utilização)’.

Ao acolher o pedido da Procuradoria, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, determinou que ‘seja enviada a documentação solicitada pela autoridade policial na referida petição’.

“Nos termos da decisão anexa por cópia, requisito-lhe que encaminhe à autoridade policial a documentação descrita na Petição/STF nº 40760/2016, cuja reprodução acompanha este expediente”, ordenou o ministro do STF.

“Diante da dificuldade encontrada pela autoridade policial em obter os dados sobre os parlamentares, assessores e funcionários que integraram o Comitê de Avaliação das Informações Sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI) diretamente da Câmara dos Deputados, requisite-se, com cópia desta decisão e da petição 40.760/2016, que seja enviada a documentação solicitada pela autoridade policial na referida petição”, decidiu o ministro.

sábado, 24 de setembro de 2016

Temer tira dinheiro do SUS e de escolas para dar a mansões de milionários



Na calada da noite, sem nenhum debate público, em 10 de junho, o ainda interino Michel Temer assinou e enviou ao Congresso a medida provisória 732/2016, que reduz a 10,54% o teto de reajuste das taxas cobradas de quem ocupa terrenos da União.

O Plenário do Senado aprovou a MP 732 na terça-feira (20). O relator foi o senador tucano Ricardo Ferraço (ES) que explicou as vantagens para seu pai, deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM-ES), que ocupa cinco terrenos da União: “(...) ainda que a planta de valores genéricos elaborada pelos municípios e pelo Distrito Federal ou a Planilha Referencial de Preços de Terras elaborada pelo Incra autorizem um reajuste mais elevado, a atualização do valor do domínio pleno do terreno de propriedade da União está limitado a 10,54% sobre o valor do trecho correspondente para o exercício de 2015”.
 Outro que se deu bem ao votar a MP foi o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Ele é um feliz ocupante de um terreno da União na valorizadíssima Praia da Ferradura, em Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro. O cadastro na União está em nome de... Continue lendo aqui

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Mais de dois anos após queda de viaduto em BH, denunciados são julgados



Mais de dois anos após a queda do Viaduto Batalha dos Guararapes, em Belo Horizonte, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais fez a primeira audiência de instrução para julgar os denunciados. Foram ouvidas nesta sexta (23) 21 vítimas da tragédia. Uma nova audiência foi marcada para o dia 7 de outubro, quando 34 testemunhas de acusação devem depor. Mais 77 testemunhas indicadas pela defesa também serão ouvidas em data a ser agendada.

Localizado na Avenida Pedro I, na região da Pampulha, o Viaduto Batalha dos Guararapes caiu no dia 3 de julho de 2014 quando ainda estava em obras. A estrutura despencou e atingiu um micro-ônibus, um carro e dois caminhões. Duas pessoas morreram e 23 ficaram feridas. A Avenida Pedro I é uma das vias de acesso ao Aeroporto Internacional de Confins e ao Estádio Mineirão que, na época do episódio, recebia partidas da Copa do Mundo.

Em denúncia oferecida em julho do ano passado, o Ministério Público de Minas Gerais denunciou 11 pessoas como responsáveis pelo acidente. Entre eles, está o ex-secretário de Obras e Infraestrutura da Prefeitura de Belo Horizonte, José Lauro Nogueira Terror. Também são réus no processo profissionais que trabalhavam para a Consol, empresa de engenharia responsável pelo projeto do viaduto; a Cowan, construtora que fazia a obra; e a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), que firmou os contratos e fiscalizou a estrutura. Se condenados, as penas podem chegar a 12 anos de prisão.

Segundo inquérito da Polícia Civil, concluído em maio do ano passado, a tragédia foi consequência de desrespeito às normas mínimas de segurança e de omissão. Além de erro no projeto estrutural elaborado pela Consol, profissionais da Cowan e da Sudecap não teriam tomado providências para saná-lo ou mesmo para interromper a obra.