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segunda-feira, 2 de março de 2015

HSBC patrocinou Jornal Nacional na época do Suiçalão #GloboMostraDARF


O HSBC foi o patrocinador do Jornal Nacional da TV Globo desde meados de 2004. Este negócio entre o HSBC e a TV Globo durou até o meio de 2006, época em que ocorria o Suiçalão..

Neste período o HBSC Suíço captava dinheiro graúdo em vários países do mundo, inclusive no Brasil. Em muitos casos o dinheiro tinha origem na sonegação, corrupção e outras atividades criminosas.

A investigação “SwissLeaks” revelou que até 2007 haviam 8,667 clientes do HSBC Suíço ligados ao Brasil. Gerentes de relacionamento da unidade suíça do HSBC realizaram 39 visitas ao Brasil para fazer captação irregular junto a clientes brasileiros do banco, apenas entre 2004 e 2005, período do patrocínio ao telejornal da TV Globo.

Hoje, o Jornal Nacional tem blindado o antigo parceiro de negócios em seu noticiário.

domingo, 1 de março de 2015

Tem repórter de revista envolvido na invasão da casa de Janot?

O Procurador-Geral da República relatou uma ocorrência de invasão em sua casa no fim de janeiro, achando estranho que bens de valor não tenham sido roubados. Apenas o controle remoto do portão foi levado.

Não se sabe ainda quem foi, nem a motivação, neste caso.

Mas é impossível não lembrar de casos semelhantes de repórteres de uma certa revista que já foram detidos pela polícia em episódios parecidos.

Além de repórteres, a revista Veja já serviu-se das habilidades do bicheiro Carlinhos Cachoeira como fonte de informações clandestinas. O bicheiro arregimentou arapongas para grampos clandestinos e obtenção de vazamentos de informações sigilosas.

Há poucos anos atrás, um repórter da revista Veja também já tentou invadir ilegalmente um quarto de hotel em Brasília onde José Dirceu estava hospedado. Além disso, imagens da câmara do hotel foram roubadas sorrateiramente. O caso foi parar na delegacia de polícia

Na semana passada outro repórter da Veja, Ulisses Campbell, teve comportamento de assaltante no condomínio onde mora um parente do presidente Lula. A PM foi acionada e uma viatura deteve o elemento perambulando nas redondezas, depois de fugir do condomínio. A PM só liberou depois que o elemento mostrou documentos se identificando como repórter da Veja. Mesmo assim, o comportamento de assédio e de ameaças aos familiares do ex-presidente, inclusive infringindo o estatuto da criança e do adolescente, ameaçando publicar fotos de uma criança em reportagem sem autorização dos pais, levou a família a registrar um B.O. (Boletim de Ocorrência) na delegacia.

No caso de Rodrigo Janot, como nada de valor foi roubado, além de reforçar a segurança, deveria fazer uma varredura para ver se ninguém instalou escutas ou câmaras para escutas clandestinas na residência.

Após silêncio de 20 dias, Jornal Nacional emite nota sobre HSBC, sem a palavra sonegação #GloboMostraDARF


Depois de 20 dias do escândalo do HSBC suíço estourar no mundo, na edição de sábado (28) do Jornal Nacional rompeu discretamente o silêncio sobre o assunto pela segunda vez e o apresentador substituto William Waack leu uma notinha sobre o caso HSBC, de apenas 68 palavras (nenhuma delas era "sonegação").

Waack estava com cara de quem lia uma nota fúnebre, em rápidos 29 segundos, sem uso de imagens, nem infográficos explicativos, nem entrevistas, nada. Apenas o locutor lendo burocraticamente a nota para não chamar atenção.

A nota do Jornal Nacional disse apenas:
A Polícia Federal vai investigar as contas de brasileiros do HSBC na Suíça.
As irregularidades foram denunciadas pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos de 45 países. O HSBC teria ajudado clientes a esconder bilhões de dólares no país entre 2006 e 2007. A Polícia Federal quer saber se houve remessa ilegal de dinheiro.
O ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, disse que há indícios para abertura imediata de inquérito.
Nada de falar que o dinheiro escondido é em grande parte para sonegar impostos.

Nada de falar que a Receita Federal também investiga o caso, justamente para autuar grandes sonegadores, a exemplo do caso em que a própria TV Globo foi autuada por sonegar Imposto de Renda na compra dos direitos de transmissão da Copa 2002 da Fifa através de operações financeiras em paraísos fiscais.

E nada de falar na CPI da sonegação do HSBC já instalada no Senado na sexta-feira.

Que jornalismo mais sem-vergonha esse, que varre notícias para debaixo do tapete, quando afetam os interesses dos donos da emissora ou de seus anunciantes.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

José Agripino foi sócio de grande empreiteira investigada na Lava Jato


De acordo com a revista Istoé, José Agripino foi sócio cotista da EIT até agosto de 2008. E mais: nas eleições de 2010, o senador recebeu R$ 550 mil de doação da empreiteira
 Na declaração de bens apresentada à Justiça federal em 2002, o senador José Agripino Maia (DEM-RN) era sócio da Empresa Industrial Técnica (EIT). A empreiteira é investigada na Operação Lava Jato. A Petrobras até incluiu a empresa entre as "impedidas de contratar" enquanto procede as investigações. José Agripino foi sócio cotista da EIT até agosto de 2008. E mais: nas eleições de 2010, o senador recebeu R$ 550 mil de doação da empreiteira. “Empresa privada, a EIT é o terceiro maior destino de recursos do estado nas mãos de Rosalba... Continue lendo aqui

Vem aí o shopping center da Câmara


Depois de anunciar a liberação das passagens aéreas para cônjuges de parlamentares e o reajuste geral de todas as benesses recebidas por deputados, com impactos da ordem de R$ 112,7 milhões apenas em 2015, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reforçou a intenção de tirar do papel outra promessa feita na campanha para a presidência do órgão: a ampliação do espaço físico da Casa. O projeto envolve a construção de ao menos três novos prédios, que contemplariam um novo plenário, maior do que o atual, e até mesmo uma espécie de shopping center, que ficaria a cargo da iniciativa privada. O custo total da empreitada é estimado em cerca de R$ 1 bilhão por integrantes da Mesa Diretora, que começará a tratar do tema já na próxima semana.

Segundo o primeiro-secretário, deputado Beto Mansur (PRB-SP), a Câmara dispõe de cerca de R$ 300 milhões guardados para a ampliação. O objetivo da PPP, segundo ele, é guardar esse recurso. "Na legislatura passada, foi incluída uma alteração em uma Medida Provisória (a de nº 656) para permitir que o Legislativo também pudesse celebrar parcerias público-privadas. Mas foi vetado pela (presidente) Dilma (Rousseff). Agora, estamos discutindo como faremos. Ou derrubamos o veto, ou incluímos o tema numa nova MP", diz Mansur. "O chamariz para atrair a iniciativa privada seria justamente a construção de uma espécie de shopping, que ficaria atrás desses prédios, afastado por uma praça. Assim, a empresa que ganhasse (a concorrência) poderia explorar as lojas e as vagas de estacionamento, e nós obteríamos as obras que precisamos", disse ele. O tema será discutido na próxima reunião da Mesa, segundo Mansur.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Repórter da Veja se comporta como assaltante no prédio do irmão de Lula e é detido pela polícia.

Na última quarta-feira (25), por volta das 10hs da manhã, a babá dos netos de Frei Chico (irmão do presidente Lula) atendeu um sujeito que se identificou pelo interfone como entregador de livro.

Ao abrir a porta, o elemento anotou o nome, RG e CPF dela, e passou a ter um comportamento suspeito. Em vez de entregar livro como havia dito, começou a perguntar sobre os horários de chegada dos moradores.

Percebendo o comportamento típico de assaltante, a babá trancou a porta e avisou a portaria. A Polícia Militar foi chamada.

O elemento fugiu das dependências do condomínio, sendo detido nas redondezas pela PM, quando se identificou como Ulisses Campbell, jornalista da Veja.

A família de Frei Chico registrou boletim de ocorrência na delegacia de polícia.

Esse é o final da história de assédio pelo elemento da Veja, que começou dias antes com telefonemas e ameaças.

Ulisses Campbell é o elemento que publicou uma mentira absurda revista Veja de Brasília, dizendo que "Thiago, que seria sobrinho do ex-presidente Lula, terá uma festa de aniversário de três anos com custo de 220 mil reais e Ipads de presente para os convidados".

Lula desmentiu em seu instituto. Sequer tem sobrinho com este nome residindo em Brasília.


O elemento da Veja, pego na mentira, tentou fabricar outra matéria. Viajou de Brasília para o estado de São Paulo, e passou a usar nomes falsos e assediar a família de Frei Chico.

No boletim de ocorrência, o filho de Frei Chico relatou:

Tucanos fogem para não assinar CPI da sonegação do HSBC suíço

Nenhum senador do PSDB assinou o requerimento da CPI da sonegação no HSBC suíço.

Nem Álvaro Dias, nem Aécio Neves, nem José Serra, nem Aloysio Nunes, nem Anastasia, nem Cassio Cunha Lima, todos salientes quando trata-se de atacar os outros, estão caladinhos sobre o assunto e não assinaram o requerimento.

O comportamento é suspeito, confirmando que PSDB parece ter muito o que temer se esta lista vier ao conhecimento público.

Até dois senadores do DEM assinaram (não é o José Agripino).

Todo mundo sabe que se tivesse petista na lista, já teria vazado. O jornalista Fernando Rodrigues do UOL (Grupo Folha, amigo dos demotucanos) senta em cima da lista e vaza a conta gotas o que já saiu na imprensa estrangeira há duas semanas.

Isso só faz aumentar as suspeitas de que se a lista for publicada voa pena de tucano para tudo quanto é lado.

O comportamento de blindar os nomes da lista também levanta suspeitas de que pode haver "barões da mídia" no meio.

Eis os 31 senadores que já assinaram:

Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Humberto Costa (PT-PE)
Jorge Vianna (PT-AC)
José Pimentel (PT-CE)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Paulo Rocha (PT-PA)
Regina Souza (PT-PI)
Walter Pinheiro (PT-BA)

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

Randolfe Rodrigues (Psol-AP)

Marcelo Crivella (PRB-RJ)

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
João Capiberibe (PSB-AP)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Roberto Rocha (PSB-MA)
Romário (PSB-RJ)

Roberto Requião (PMDB-PR)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Waldemir Moka (PMDB-MS)

Cristovam Buarque (PDT-DF)
Reguffe (PDT-DF)
Telmário Mota (PDT-RR)

Hélio José (PSD-DF)
Omar Aziz (PSD-AM)
Otto Alencar (PSD-BA)
Sérgio Petecão (PSD-AC)

Magno Malta (PR-ES)

Gladson Cameli (PP-AC)

José Medeiros (PPS-MT)

Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Wilder Morais (DEM-GO)

Globo sumiu quando Randolfe anunciou CPI da sonegação no HSBC suíço #GloboMostraDARF


Cadê o indefectível microfone da TV Globo nesta foto?

A foto é do fim da manhã desta quinta-feira (26), no momento em que o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) dava entrevista anunciando que conseguiu o apoio de 31 colegas para abrir uma CPI da sonegação fiscal por meio de contas no HSBC, na Suíça.

São quatro assinaturas a mais que o mínimo necessário para instalação de uma comissão parlamentar de inquérito.

Na foto tem microfone da TV Record, da Rede TV, da CNT, da TV Senado e de algumas rádios. Mas da Globo, nada.

O parlamentar é um dos que tem defendido a necessidade de investigação do caso e uma cobertura mais ampla por parte da imprensa. Em discurso na terça-feira (25), ele lembrou que jornais do mundo inteiro estão noticiando, diferentemente do que ocorre no Brasil:

- O que me chama atenção é que, embora o Brasil seja o quarto em número de clientes e o nono em depósitos [no HSBC], temos poucas notícias sobre isso por aqui. É fundamental que esse assunto venha à tona. Um escândalo dessa proporção, no qual contas de brasileiros estão envolvidas, necessita de uma imediata resposta por parte das autoridades brasileiras - defendeu.

Globo nunca mostrou o Darf

Em 2013 estourou na internet o escândalo de sonegação de Imposto de Renda na compra de direitos de transmissão da Copa de 2002 da FIFA pela TV Globo, através de operações em paraísos fiscais.

Desde 2008 a emissora já era citada no escândalo das propinas a cartolas da FIFA, inclusive aos brasileiros Ricardo Teixeira e João Havelange.

Desde as manifestações de rua de 2013, o povo pede para Globo mostrar o Darf. Alguns protesto contra a sonegação foram feitos na porta da emissora. Mas o assunto não aparece na pauta do noticiário global.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A conexão entre o escândalo Agripino e o tucanato paulista


Delator afirma ter pago  propina a coordenador de campanha de Aécio Neves (PSDB), senador do RN, presidente do DEM, e ter gravações para provar. O entorno do coordenador da campanha de Aécio Neves é mais conectado ao Sudeste do que se imagina
 O senador José Agripino Maia (DEM-RN) se vê no olho do furacão com seu nome no noticiário acusado de receber propina milionária do empresário George Olimpio, relativo ao sistema de Inspeção Veicular no Rio Grande do Norte.Em agosto de 2014, Olímpio prestou depoimento ao Ministério Público Estadual após fazer acordo de delação premiada,...Continue lendo aqui

Lula: Defender a Petrobras é defender o Brasil e os trabalhadores brasileiros

Em discurso histórico no ato em defesa da Petrobras, o presidente Lula arrebentou.

Em um parágrafo Lula deu uma aula de história viva sobre todo o ciclo de desenvolvimento nacional que vivemos e que está sob ataque:
"Vamos defender a Petrobras, porque defender a Petrobras é defender o Brasil, defender o Brasil é defender os trabalhadores brasileiros, defender os trabalhadores é defender a democracia, e defender a democracia é a gente defender a continuidade de um processo de revolução social que aconteceu neste país nestes últimos anos".
Vídeo na íntegra:

Boechat afirma: boato diz que “Aécio é a estrela da oposição que aparecerá na Lava Jato”

Na rádio e na tv BandNews, o jornalista Ricardo Boechat fez um comentário onde disse ter ouvido boatos (ressalvando que por enquanto ainda é boato), de que Aécio Neves (PSDB-MG) seria o principal nome que está na lista de políticos envolvidos com corrupção decorrente da Operação Lava Jato.

É esperado para até sexta-feira, o anúncio do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, dos pedidos de inquéritos para investigar deputados, senadores e governadores.

Eis o vídeo de Boechat na BandNews:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Agripino Maia, presidente do DEM é acusado de receber R$ 1 milhão em propina


Um empresário do Rio Grande do Norte admitiu ter pagado propina para aprovar, na Assembleia Legislativa, uma lei sob medida para os seus negócios no Detran estadual. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, George Olímpio contou ter dado dinheiro ao atual presidente da Assembleia, ao ex-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), já falecido, ao filho da ex-governadora Wilma Faria (PSB), Lauro Maia, e ao senador José Agripino Maia (DEM-RN), presidente nacional do DEM, ex-líder do partido e coordenador-geral da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB).A fraude, de acordo com ele, começou com a prestação de serviços de cartório de seu instituto para o Detran do Rio Grande do Norte. Cabia à empresa de George cobrar uma taxa de cada contrato de carro financiado no estado. Segundo ele, de cada R$ 75 cobrados pelo serviço, R$ 15 foram distribuídos como propina a integrantes do governo entre 2008 e 2011.

O empresário contou que, em seguida, comprou o apoio de políticos locais para aprovar uma lei que tornava obrigatória a inspeção veicular no estado, inclusive para carros zero km. Caberia novamente à sua empresa o comando dos serviços, mas o negócio foi barrado pelo Ministério Público por suspeita de fraude. As revelações da Operação Sinal Fechado, na época, levaram à prisão em caráter preventivo o então suplente de Agripino, João Faustino (PSDB-RN), acusado de atuar como lobista do grupo,  como mostrou o Congresso em Foco. (Tucano suplente de Agripino é preso em Natal)

Em entrevista ao Fantástico, George Olímpio afirmou que deu R$ 1 milhão a Agripino após pedido feito pelo senador. O delator afirma que Agripino lhe disse, inicialmente, ter conhecimento de que ele havia destinado R$ 5 milhões para a campanha de Iberê. O empresário contestou a informação e disse que havia repassado R$ 1 milhão ao então governador.

“Ele [Agripino] disse: pois é, e tal, como é que você pode participar da nossa campanha? Eu falei R$ 200 mil. Disse: tenho condições de lhe conseguir esse dinheiro já. Estou lhe dando esses R$ 200 mil, na semana que vem lhe dou R$ 100 mil. Ele disse: ‘pronto, aí vai faltar R$ 700 mil para dar a mesma coisa que você deu para a campanha de Iberê’. Para mim, aquilo foi um aviso bastante claro de que ou você participa ou você perde a inspeção. Uma forma muito sutil, mas uma forma de chantagem. R$ 1,15 milhão foram dados em troca de manter a inspeção”, disse o delator ao Fantástico.

Residência oficial

O empresário contou, ainda, que o esquema de corrupção era negociado na residência oficial da então governadora Wilma de Faria, hoje vice-prefeita de Natal. O negociador, segundo ele, era Lauro Maia, filho de Wilma. “A gente marca o encontro no escritório, exatamente para eu repassar esse dinheiro a ele. Todo mês era feito o encontro de contas”, afirmou o delator.

George disse ter contado com o apoio do atual presidente da Assembleia, o deputado estadual Ezequiel Ferreira (PMDB), para aprovar a obrigatoriedade da inspeção veicular sem qualquer discussão nas comissões temáticas da Casa. “Eu digo: de quanto é que seria essa ajuda? Aí o Ezequiel me diz: George, uns 500 mil. Eu tenho como pagar 300 mil. Eu dou 150 quando for aprovado e os outros 150 você me divide em três vezes”, contou o delator. Ezequiel foi denunciado semana passado pelo crime de corrupção passiva.

Faturamento bilionário

Em 2011, quando o esquema da inspeção veicular veio à tona com a Operação Sinal Fechado, 34 envolvidos foram denunciados, inclusive o empresário. Mas só no ano passado ele decidiu colaborar com as investigações.

Com essa fraude, o grupo criminoso pretendia faturar R$ 1 bilhão ao longo de 20 anos de exploração de uma concessão pública, segundo o Ministério Público.

“Ele estava se sentindo abandonado pelos comparsas, pelos demais membros da organização criminosa e ele, temendo ser responsabilizado penalmente sozinho, procurou o Ministério Público em troca de colaborar para ter a obtenção de alguma espécie de benefício”, disse a promotora de Justiça Keiviany Silva de Sena. Assim como Lauro Maia, Ezequiel e a família de Iberê negaram qualquer envolvimento com o caso. Do congresso em foco, e foi publicado um notinha no fim da página da Uol

Sabesp:Falta d'água em região pobre é culpa do cliente, nos bairros ricos a culpa é da seca


Documentos internos da Sabesp obtidos pelo iG orientam os funcionários da Ouvidoria da empresa a responsabilizar o cliente de baixa renda pela falta de água em seu imóvel. Para os demais, a explicação atribui a seca à redução de pressão - que também ocorre nas áreas pobres. A Sabesp afirma que não chegou a implementar a medida.

As orientações, produzidas em janeiro, estabelecem três respostas-padrão a serem dadas aos clientes que vivem nos locais onde a Sabesp tem feito a redução de pressão, e ligam para a Ouvidoria para se queixar de falta de água.

"A falta d'água na sua região foi ocasionada por gestão da pressão com intermitência conforme programação divulgada no site da Sabesp e Central de Atendimento Telefônico", diz o texto destinado aos clientes em geral. O atendente, então, informa o reclamante do período em que haverá redução de pressão naquele local.

Para os clientes de baixa renda, entretanto, a explicação é outra.

"Falta d'água ocasionada por falta de reservação adequada", diz o documento. "Para mitigar o impacto, o cliente recebeu a doação de uma caixa d'água por meio do programa Água, Sabendo Usar, não vai Faltar." Até hoje, a Sabesp distribuiu 500 caixas d'água.

Os documentos também orientam a Ouvidoria a mandar uma equipe de fiscalização para verificar o problema apenas se o cliente relatar falta de água há mais de dois dias.

Reclamações deixam de ser computadas

Os documentos também indicam que a Sabesp deixou de contabilizar como reclamações as queixas de falta d'água feitas à Ouvidoria.

"Em caráter precário e provisório a Ouvidoria não fará o acatamento de reclamação de falta de água primário. Quando o cliente ligar pela primeira vez, o acatamento será feito como solicitação de informação", determina o documento, que foi enviado no início deste mês por e-mail às equipes responsáveis pelo atendimento.

Em 2013 - último dado disponível - o número de reclamações à Ouvidoria cresceu 14%, de 42.174 para 48.067, segundo as informações prestadas aos acionistas da empresa. Informações Ig

Empresas preveem investir R$ 1,4 tri no Brasil


Empresas dos setores industrial e de infraestrutura estão prevendo expansão dos investimentos no quadriênio 2015­2018. Pesquisa feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) mostra que os dois setores pretendem investir R$ 1,38 trilhão no período, mais do que o R$ 1,11 trilhão aplicado efetivamente entre 2010 e 2013 ­ o banco não incluiu 2014 no levantamento.

Segundo o BNDES, o total de investimento previsto para este e os próximos anos vai gerar  encomendas no total de R$ 928,82 bilhões, 13,71% mais do que no período
anterior. Este é o efeito indireto do que será investido pelas indústrias e as empresas de infraestrutura.
Apesar do baixo crescimento da economia brasileira nos últimos anos e da possível contração do Produto Interno Bruto em 2014, as empresas dos setores industrial e de infraestrutura estão prevendo expansão dos investimentos no quadriênio 2015­2018. Pesquisa feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

(BNDES) mostra que os dois setores pretendem investir R$ 1,38 trilhão no período, mais do que o R$ 1,11 trilhão aplicado efetivamente entre 2010 e 2013 ­ o banco não incluiu 2014 no levantamento.
Segundo o BNDES, o total de investimento previsto para este e os próximos anos vai gerar encomendas no total de R$ 928,82 bilhões, 13,71% mais do que no período anterior. Este é o efeito indireto do que será investido pelas indústrias e as empresas de infraestrutura.

A pesquisa foi realizada entre outubro e novembro do ano passado, quando o país ainda vivia grande incerteza quanto ao futuro da política econômica. Não se sabe se as entrevistas já captaram o impacto da Operação Lava­Jato sobre as empreiteiras, que estão entre as maiores concessionárias de infraestrutura do país.

Economistas do BNDES consideram que a indústria é mais sensível à fraqueza da economia no curto prazo. Já os investimentos em infraestrutura são de longa maturação e, portanto, devem se manter nos próximos anos por causa das concessões. "Diferentemente da indústria, a infraestrutura, por estar atrasada há tantos anos, tem excesso de demanda. A infraestrutura depende mais de questões regulatórias", disse o economista da área de pesquisa e acompanhamento econômico do
BNDES, André Sant'anna.

O banco revê suas projeções e seus impactos a cada seis meses. A próxima revisão será feita em maio. Cláudio Frischtak, especialista em infraestrutura, acredita que as projeções do BNDES dificilmente serão cumpridas. "A expectativa é que 2015 seja perdido e que acabe contaminando 2016. É difícil esperar que a conjuntura econômica e a Lava­Jato se resolvam em 2015", disse.

Brasil na rota das fábricas de aviões:Fabricantes veem espaço para ampliar venda no país


Três dos principais fabricantes de aviões comerciais do mundo - Airbus, Boeing e Bombardier - continuam firmes na meta de elevar as vendas no Brasil, apesar da instabilidade econômica. A Boeing prevê que em 2017 o número de passageiros domésticos no país atinja 122 milhões, tornando-se o terceiro maior mercado global. Para o presidente da Airbus na América Latina, Rafael Alonso, o tráfego aéreo vem duplicando a cada 15 anos, independentemente das crises econômicas mundiais.

Fabricantes veem espaço para ampliar venda no país

A Boeing prevê que em 2017 o número total de passageiros domésticos no Brasil atinja 122 milhões (era de 90 milhões em 2012), o que tornará o país o terceiro maior mercado do mundo.

Para o presidente Airbus na América Latina e Caribe, Rafael Alonso, o tráfego aéreo vem duplicando a cada 15 anos independentemente das crises econômicas mundiais. As companhias aéreas, segundo ele, fazem seus planejamentos de compras pensando 20 anos à frente.